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2. Teori og tidligere forskning

2.4 Sammenhengen mellom ordforråd og leseforståelse

Apesar de não ser, efetivamente, uma medida de valor, o fluxo de caixa livre é a base para um dos modelos de avaliação de empresas mais utilizados, o Fluxo de Caixa Descontado (FCD). Segundo Damodaran (2007), o fluxo de caixa descontado relaciona o valor de um ativo ao valor presente dos fluxos de caixa livres futuros previstos desse ativo.

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Segundo Brigham e Ehrhardt (2011), os conflitos de agência podem ser entendidos como a divergência de interesses entre os administradores (agentes) e os acionistas ou proprietários (principal), geralmente ocorridos em grandes sociedades anônimas. Os administradores, contratados para maximizar a riqueza dos acionistas, agem a favor de seus próprios interesses, ao invés de buscarem atingir os interesses dos acionistas e proprietários.

De acordo com Dermine (2010, p. 132), “os fluxos de caixa livres são os fluxos de caixa disponíveis (livres) para fazer pagamentos aos fornecedores de recursos: os detentores de dívidas (juros ou principal) e os acionistas (dividendos ou recompra de ações)13”.

Nesse sentido, percebe se que, quanto maiores forem os fluxos de caixa livres, maior será a quantidade de recursos destinada aos investidores (detentores de dívida e acionistas) e, portanto, maior o valor atribuído ao investimento ou à empresa. Brigham e Ehrhardt (2011, p. 59), concordam com esse raciocínio, ao afirmarem que “... o caminho para os administradores tornarem as suas empresas mais valiosas é aumentar o fluxo de caixa livre agora e no futuro”.

O fluxo de caixa livre refere se àquele gerado pelos ativos econômicos e pode ser entendido como o fluxo referente às entradas e desembolsos relacionados unicamente às operações da empresa. Para Brealey, Myers e Allen (2008) o fluxo de caixa livre é o dinheiro disponível que a empresa pode distribuir aos seus investidores depois de fazer todos os investimentos necessários para sustentação das operações e para o seu crescimento.

Nesse sentido, de acordo com Damodaran (2007, p. 54), Dermine (2010, p. 132), entre outros, o fluxo de caixa livre, tanto para as instituições financeiras quanto para outros tipos de empresas, pode ser expresso da seguinte maneira:

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Onde, EBIT = Earnings before interest and taxes ou lucro antes dos juros e imposto de renda (LAJIR), t = alíquota do imposto de renda, DEP = Depreciação/Amortização, pNCG = Variação da necessidade de capital de giro e CAPEX = Capital expenditures ou investimentos de capital.

O conceito do fluxo de caixa livre aplicado às instituições financeiras, entretanto, exige alguns cuidados, já que a atividade principal dessas empresas, a intermediação financeira, distingue se das demais. Dessa forma, as operações financeiras (aplicações, empréstimos, etc.) devem ser incluídas no cálculo do fluxo de caixa livre das instituições financeiras, já que estão diretamente ligadas à sua atividade principal. Por outro lado, elementos como os estoques, por exemplo, são praticamente insignificantes nesse tipo de atividade e, portanto, não impactam o fluxo de caixa livre dessas empresas.

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Há duas abordagens sobre o fluxo de caixa livre: O fluxo de caixa livre da empresa, que considera os recursos destinados tanto aos detentores de dívida quanto aos acionistas e o fluxo de caixa livre do acionista, ou do patrimônio líquido, que pondera apenas os recursos destinados aos acionistas ou proprietários da empresa (DAMODARAN, 2007). Os aspectos referentes ao fluxo de caixa livre, abordados neste estudo, estão relacionados à abordagem do fluxo de caixa da empresa.

(1 )

O EBIT, de acordo com Assaf Neto (2010, p. 196), representa “... o genuíno lucro operacional, ou seja, o resultado gerado pelo negócio, independente da forma como ele é financiado”, e pode ser obtido pela diferença entre as receitas e despesas operacionais, incluindo as despesas de depreciação. Para o cálculo do fluxo de caixa livre, o EBIT deve ser ajustado pela alíquota do imposto de renda, resultando no lucro operacional líquido após o imposto de renda (NOPAT).

Como a depreciação é uma despesa que não representa efetivamente desembolso de caixa, a mesma deve ser adicionada ao lucro operacional líquido após o imposto de renda (NOPAT) para o cálculo do fluxo de caixa livre da empresa.

A variação da necessidade de capital de giro (pNCG) corresponde ao investimento, ou desinvestimento, em capital circulante operacional. Brigham e Ehrhardt (2011) apresentam a NCG como capital de giro operacional líquido, o qual corresponde à diferença entre os ativos e os passivos circulantes diretamente relacionados à atividade operacional. No caso das instituições financeiras, conforme exposto, as operações financeiras estão ligadas à atividade principal e, portanto, são consideradas no cálculo da NCG, enquanto elementos como os estoques são desconsiderados por não impactarem o fluxo de caixa livre dessas empresas.

Em caso de pNCG positiva, entende se que houve investimento no capital circulante operacional e, portanto, redução do fluxo de caixa livre. Em caso contrário, quando a pNCG apresenta se negativa, pode se entender que ocorreu desinvestimento no capital circulante operacional e, assim, acréscimo no fluxo de caixa livre.

Por fim, o CAPEX, último elemento do cálculo do FCL, pode ser entendido como os investimentos realizados em ativos imobilizados e em outros ativos de longo prazo, necessários para manter as operações da empresa. Esses ativos de longo prazo, segundo Brigham e Ehrhardt (2011) envolvem terrenos, edifícios, equipamentos, entre outros.

Em caso de realização de investimentos no ativo imobilizado e em outros ativos de longo prazo, o valor deve ser deduzido no cálculo do fluxo de caixa livre, já que, os investimentos demandam recursos que deixam de ser distribuídos aos investidores. Por outro lado, em caso de desinvestimento, o valor deve ser adicionado no cálculo do fluxo de caixa livre, elevando os recursos livres para credores e acionistas.

Os principais usos para o fluxo de caixa livre, de acordo com Brigham e Ehrhardt (2011), são: Pagar juros a credores, pagar parte da dívida aos credores, pagar dividendos aos acionistas, recomprar ações de acionistas e comprar investimentos de curto prazo ou outros ativos não operacionais.