FON- SAK NR : 66/2011
2.0. Sammendrag og konklusjoner
Enquanto coordenador do Moodle, André fomenta a dinâmica entre colegas, mas reconhece que essa sensibilização não é fácil:
A única maneira de trazer colegas, professores para uma sala de aula com vontade de trabalhar no Moodle é fazer uma ação de formação creditada. Eu como recebi há pouco tempo o meu certificado de formação, posso dar formação com base no mestrado que fiz. Agora vou enviar para lá a planificação da formação que eu já fiz na Madeira, que vai ser creditada e depois vou dar formação creditada. Aqui pelo Centro de Formação, em princípio no próximo ano letivo que para este ano já não há hipótese. (EA2)
Outra forma de sensibilizar os docentes para a utilização da plataforma Moodle é, segundo André, através do exemplo dado pela Direção do agrupamento de escolas:
O serviço da direção já lá está, quando o serviço da Direção e da Coordenação estiver. Os Diretores de Turma, as reuniões, as reuniões de Departamento, quando estiver lá tudo, praticamente todo o serviço da escola vai estar no Moodle, acessível no Moodle e então aí já vamos estar todos a trabalhar lá. E a partir daí depois vai andando devagarinho (EA2).
O professor utiliza frequentemente as TIC para comunicar com os colegas e para a elaboração de documentos como testes e trabalhos, mas admite que “tenho conhecimentos para fazer mais coisas, mas é preciso tempo de preparação, portanto basicamente é sala de aula e trabalhar e tudo se restringe ao Moodle” (EA1). Utiliza as TIC para trabalhar apenas com professores do agrupamento:
Esta escola tem projetos que envolvem as escolas primárias também e se calhar há aí um espaço de abertura para fazer trabalhos numa plataforma que permita que haja um trabalho sem terem que estar fisicamente presentes. Mas para já ainda não é possível, ainda não se faz. Mas acho que sim. A grande vantagem das tecnologias é juntar as pessoas virtualmente, estarmos virtualmente juntos sem termos que estar fisicamente presentes. (EA2)
André considera que o agrupamento tem boas condições que no atual ano letivo são limitadas pela realização das obras de restruturação do edifício escolar. Contudo, o docente considera que de todas as escolas em que trabalhou este agrupamento de escolas é o que tem melhores condições a nível das TIC e que “vai ter condições ainda melhores dentro de pouco tempo” (EA1). É apologista de que a escola onde leciona incentiva a utilização das TIC pelos professores na medida em que “tem as condições ideais, tem as instalações, e incentiva a formação como no caso recente que a escola pediu na área dos Quadros Interativos para todos os grupos” (EA2). Os responsáveis da escola também estão a incentivar a utilização da plataforma Moodle, sendo André um dos seus dinamizadores: “a escola está a adotar o Moodle, apresentei o projeto e ao nível da Matemática já há, em vários anos escolares, professores que estão a trabalhar colaborativamente pela plataforma a fazer testes, fazer fichas, conseguem otimizar muito trabalho” (EA1).
Na perspetiva de André, a utilização das TIC favorece o trabalho colaborativo entre os professores de Matemática da mesma escola, na medida em que torna possível a partilha de tarefas e materiais. Relativamente ao trabalho entre pares, o professor considera que as TIC tanto favorecem o trabalho entre os professores como criam barreiras nesse trabalho, dependendo dos conhecimentos que cada docente tem das TIC:
Os professores que usam, que gostam de usar e que estão predispostos a usar as TIC favorece o trabalho entre eles porque é mais fácil a comunicação, não precisamos de estar juntos, podemos comunicar de muitas maneiras diferentes, trocar materiais, trocar opiniões, otimiza muito trabalho. Mas também é uma barreira para os professores que não usam, porque há uma certa discriminação, marginalização, quem não usar não consegue comunicar assim, é obrigatório a reunião presencial que muitos professores já não querem ir, preferem trabalhar em casa através do Moodle, ou do e-mail ou do Messenger. (EA1)
Para este docente, o que cada professor pode ou deve fazer para tirar mais partido das TIC nas suas atividades profissionais depende da formação que possui sobre estes recursos. André vê no trabalho entre professores uma forma de integrar a tecnologia na prática profissional do professor de Matemática:
A partir do momento em que há formação nos quadros interativos , há muitas formações, ou se não há devia haver em vídeo, em Flash, em tudo que as pessoas possam utilizar na sala de aula e nós devemos ter a mente aberta para
entrarmos e podermos aprender mais um bocadinho, para acompanhar a sociedade. (…) Tem que se apostar nesse sentido, de formar. Aquelas pessoas que têm conhecimento e que estão dispostas a partilhar, incentivá-las a partilhar esse conhecimento. Porque há muita gente que tira Mestrados, tira Licenciaturas e está no ensino, tem conhecimentos para fazer coisas muito interessantes só que não estão a dar formação. (EA2)
De um modo geral, André considera que os constrangimentos que muitos professores manifestam em utilizar as TIC devem-se por terem nascido numa geração em que não existia muitos dos recursos tecnológicos disponíveis hoje em dia e têm dificuldade em adaptarem-se à formação que tal uso implica. De modo a ultrapassar tais dificuldades defende que uma maior utilização das TIC passa pela sua utilização:
A única maneira de superar isto, é tornar o uso das tecnologias uma necessidade. A partir do momento em que é uma necessidade, em que precisem disso para trabalhar vão usar. E se as usarem para trabalhar, acabam por usar também na aula, porque já fizeram a aprendizagem já estão familiarizados com aquilo, já usam naturalmente. (EA2)
Para André, o espírito de abertura do professor para tirar partido do uso dos recursos tecnológicos é determinante para ultrapassar certos receios que, por vezes, a falta de formação ou de experiência possa inibir a utilização desses recursos na sua atividade profissional.
Síntese
Os professores dos estudos de caso percecionam a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem da matemática como ferramentas que lhes traz vantagens não só ao nível da sua prática com os alunos como também ao nível da sua prática não letiva, no trabalho do professor. Relativamente à sua formação inicial, Beatriz, Francisca e André consideram que tiveram pouca formação para utilizar as TIC no ensino da Matemática. Dos recursos tecnológicos que utilizaram mais durante os seus estudos superiores/Formação Inicial, foi o computador.
No que se refere à sua formação contínua, os três professores afirmam já ter realizado formação em TIC e fundamentam a realização dessa formação com a necessidade de aprender mais sobre essa área para poder aplicar na sua prática profissional. André acresce a essa necessidade a apreciação positiva de trabalhar com tais recursos. Ainda sobre a formação contínua em TIC, Beatriz, Francisca e André referem que essa formação influenciou a integração de recursos tecnológicos na sua prática docente, formação essa que incentivou a integração das
TIC nas atividades que desenvolvem com os seus pares e no trabalho que desenvolvem na e para a Escola.
Os três professores utilizam as TIC na comunicação entre os seus pares, o que consideram que favorece o trabalho colaborativo com os seus colegas na preparação de materiais, na realização de atividades para a escola e no desenvolvimento e implementação de projetos de trabalho da escola. O computador e a Internet são os recursos que mais utilizam nas suas práticas profissionais para apoiar o seu trabalho, acederem a recursos e a informação no âmbito da sua atividade profissional e prepararem materiais para as suas aulas. Utilizam ainda a Internet como forma de aceder a Sites com informação didática, a materiais didático- pedagógicos, plataformas educativas, a vídeos no Youtube, a softwares dinâmicos próprios da Matemática, assim como utilizam outros tipos de softwares característicos do próprio Sistema Operativo (Processamento de Texto, Realização de Apresentações, folha de calculo, Edição de Imagem e video), blogues, calculadoras (gráfica e científica), Moodle, Escola Virtual, Quadro Interativo e jogos de computador.
Estes recursos são utilizados não só para auxiliar a visualização, explicação e introdução de conceitos nas suas aulas como também para apoiar o trabalho do professor, na comunicação através do email, na organização de dados e na preparação de apresentações.