• No results found

Sammendrag av positive resultater og uløste utfordringer i 2011

In document Årlig melding (sider 7-22)

1. INNLEDNING

1.2 Sammendrag av positive resultater og uløste utfordringer i 2011

De acordo com o previsto no plano de intervenção, o último momento do projeto foi dedicado à sua autoavaliação, no dia 22 de janeiro de 2014, com o objetivo dos alunos

140

estabelecerem um confronto entre as suas conceções iniciais e os saberes construídos com o decorrer das atividades. Para este momento foi preparada uma ficha de autoavaliação.

Como já foi dito, esta sessão, que decorreu depois do relembrar de todo o projeto na “visita” à exposição de divulgação, teve por objetivo finalizar o ciclo de aprendizagem e, nesse sentido, levar os alunos a refletir e mobilizar os conteúdos aprendidos e os processos que originaram essas aprendizagens. Para além disso, esta última ficha de autoavaliação contava com um “antes” e um “depois” das atividades, para que os alunos conseguissem compreender as diferenças entre ambos e desenvolver a sua competência metacognitiva.

Apresento, de seguida, o exemplo de uma das fichas de autoavaliação já preenchida (Figura 41).

141

Relativamente à primeira atividade, através da análise das fichas, pude concluir que a maioria dos alunos (15 dos 19 que responderam à ficha) avaliou negativamente as respostas apresentadas numa fase inicial do projeto. Contudo, 3 dos alunos que responderam positivamente contrariaram a sua escolha na explicação que deram nas questões seguintes, pelo que acredito que a sua opção se deva a uma não compreensão da questão em si, e não uma questão de falta de reflexão sobre todo o processo desenvolvido.

Quanto à segunda pergunta, de resposta aberta e que incidia nos conteúdos aprendidos em torno da profissão de tipógrafo, as respostas dadas pelos alunos, como alternativa às apresentadas na fase inicial do projeto, evidenciaram que os alunos haviam feito uma apropriação dos conteúdos e identificaram características reais desta profissão. Já no que concerne à terceira questão, relativa às formas de construção de conhecimento utilizadas, as respostas foram várias, sendo que vários alunos apontaram mais do que uma nova forma que utilizaram. A tabela seguinte demonstra as respostas dadas a ambas as questões, e como será visível, algumas delas apresentam-se bastante completas.

E tu, como respondes hoje?

Segunda questão:

O tipógrafo escreve as letras do jornal. 1 alunos O tipógrafo faz/trabalha no jornal. 5 alunos Trabalha na gráfica. 4 alunos Escreve no computador. 1 aluno O tipógrafo faz livros e dicionários. 2 alunos “O tipógrafo trabalha numa máquina que faz jornais e trabalha

de manhã.”

1 aluno

“O tipógrafo trabalha muito e o seu trabalho é na gráfica. Ele faz o jornal e trabalha com máquinas.”

1 aluno

“O tipógrafo corrigia os textos.” 1 aluno “O tipógrafo trabalha na redação.” 1 aluno

142

“Faz papel.” 1 aluno

“Onde trabalha.” 1 aluno

Terceira questão:

Ler/escrever um texto informativo, ouvir as professoras e os colegas, visitar a gráfica e a redação, pesquisar na internet.

7 alunos

Visitar a gráfica/redação. 5 alunos “Perguntamos aos pais as profissões, no dicionário, na gráfica

e na redação e o livro, o jornal.”

1 aluno

“Nós conversamos entre nós. Fizemos entrevistas aos pais.” 1 aluno “Fomos à gráfica e à redação. Trabalhamos em grupos.” 1 aluno “Fomos à gráfica e à redação e fizemos os grupos e fomos à

frente e falamos.”

1 aluno

“Pode-se fazer visitas, procurar no telefone, na gráfica, com a inteligência e a trabalhar muito.”

1 aluno

“O tipógrafo tira fotocópias.” 1 aluno

“A visita dos pais.” 1 aluno

Tabela 24 – Respostas relativas à segunda e terceira questões da primeira atividade estruturadora

Como é possível comprovar pela Tabela 24, que possui um vasto leque de respostas, a grande maioria dos alunos conseguiu referir conteúdos verdadeiros sobre a profissão de tipógrafo, e que foram descobertos não só na primeira atividade mas, principalmente, na terceira, o que revelou que os alunos de facto compreenderam e conseguiram mobilizar os seus conhecimentos ao longo de todo o processo, e concluir que para responderem às suas dúvidas iniciais sobre a profissão referida, foi necessário que se chegassem à terceira fase do projeto. Gostaria de referir que, no entanto, as quatro respostas finais revelam alguma incompreensão por parte dos alunos sobre esta profissão. As duas primeiras dessas respostas denotam uma confusão no que respeita à função e ao local de trabalho do “tipógrafo”. A terceira revela que o A3 não conseguiu compreender o que era pedido na questão, sendo que a sua resposta é uma das respostas iniciais dos alunos. Quanto à última resposta esta é do A7, um aluno que sempre

143

revelou grandes dificuldades, não só no preenchimento das fichas de autoavaliação, mas ao longo de todo o projeto, sendo que mesmo com um crescente aumento de apoio da minha parte, este aluno não foi capaz de atingir alguns dos objetivos deste trabalho, como é o caso da reflexão sobre as aprendizagens e como estas se construíram.

No que respeita à terceira questão, o leque de respostas é igualmente variado, sendo que foi notório o progresso nas formas de construção de saber que estes consideraram. A resposta mais comum incluiu na verdade várias opções, entre as quais a leitura se encontra, o que demonstra a importância que os alunos lhe atribuíram enquanto recurso de aprendizagem, um dado relevante para o meu projeto. Em segundo lugar, estão representadas as visitas, como uma resposta única, pois outros alunos também as referiram em conjunto com outras opções. Acredito que esta escolha seja demonstrativa de como este tipo de atividades e formas de construção de saber inovadoras, se constituem como atividades significativas para os alunos, e às quais estes atribuem grande importância na construção do seu saber. Mesmo assim, registaram duas respostas que evidenciaram a não compreensão da tarefa, sendo que a última é novamente do A3, um aluno bastante irrequieto e um tanto provocador de desordem nestes momentos de reflexão.

Relativamente às questões referentes à terceira atividade, novamente 15 alunos manifestaram o seu desacordo face às respostas dadas no início do projeto. Dos alunos que concordaram com as respostas, dois deles contrariaram a sua opção nas respostas seguintes, indicando outras profissões e formas de aprender para além das apresentadas; outro aluno apresentou apenas formas de construção de conhecimento diferentes; e um outro, o A7, demonstrou a incompreensão total da tarefa.

E tu, como respondes hoje?

Segunda questão:

A profissão de secretária. 1 aluno Fotógrafo, jornalista, secretária, orçamentista e impressor. 1 aluno Secretária, jornalista, fotógrafo e tipógrafo. 4 alunos

144

Jornalista, tipógrafo, fotógrafo, diretor e impressor. 1 aluno Tipógrafo, jornalista, fotógrafo e chefe da redação. 2 alunos Jornalista, tipógrafo, orçamentista, secretária e telefonista. 1 aluno Tipógrafo, jornalista, empregada de limpeza e chefe de

redação.

1 aluno

Tipógrafo, jornalista, fotógrafo, secretária e diretor. 1 aluno Também trabalha o telefonista e a secretária. 1 aluno “Na redação trabalham a secretária, telefonista, jornalista,

fotógrafo e o chefe de redação. Na gráfica trabalha o tipógrafo, diagramador e o pesquisador.”

1 aluno

“Trabalha na redação e a gráfica trabalha o jornalista.” 1 aluno Jornalista, fotógrafo e tipógrafo. 1 aluno “Fotógrafo jornalista redação.” 1 aluno

“No fotógrafo.” 1 aluno

“O jornalista trabalha.” 1 aluno

Terceira questão:

Visitar a redação e a gráfica e fazer entrevistas. 8 alunos Realização da ficha de trabalho. 1 aluno Pesquisar na internet e ler textos informativos. 1 aluno Realizar visitas de estudo, entrevistas, trabalhar em grupo,

fazer textos e ler textos informativos.

2 alunos

“Perguntamos aos pais que vieram à nossa sala, fizemos visitas e textos informativos.”

1 aluno

“Pictograma, a visita dos pais à escola e a visita à gráfica e à redação.”

1 aluno

“Fizemos um cartaz, profissões dos pais.” 1 aluno

“O jornalista.” 1 aluno

145

Analisando os dados da Tabela 25, é possível observar que houve uma vasto leque de respostas, sendo que no caso das respostas à segunda questão isso se prendeu com o facto de os alunos enumerarem diferentes profissões. Atendendo às respostas dadas à segunda questão, posso concluir que a maioria dos alunos conseguiu assimilar muitos dos conhecimentos trabalhados ao longo desta fase do projeto, sendo capazes de identificar um vasto leque de profissões associadas ao jornal, que desconheciam no início deste projeto. Destaquei a laranja uma das respostas pois esta revelou-se bastante distinta das demais: as respostas dos outros alunos focaram-se nas profissões que foram já conhecidas ou que foram descobertas com as visitas de estudo. Por outro lado, esta aluna revelou não só ser capaz de mobilizar essas profissões, como também aquelas que foram trabalhadas na sala, através das fichas de trabalho, e que não surgiram sequer durante as visitas, revelando também a capacidade de associar ambas as tarefas como contributivas para a construção de conhecimento nesta área. No entanto, nem todas as respostas foram positivas, existindo cinco alunos que apenas referiram uma ou várias profissões das que estavam sinalizadas em cima como as profissões inicialmente conhecidas. Estas respostas podem significar que estes alunos consideraram estas profissões como as mais significativas para eles, mas também ser o resultado na falta de capacidade de mobilizar as experiências vividas, nas quais muitas outras profissões foram referidas.

No que respeita à última questão, as respostas também foram diversas, sendo que a realização das visitas de estudo e, dentro das mesmas, as entrevistas, foram as mais referidas pelos alunos. As opções que se seguiram prendem-se com a realização das fichas de trabalho, onde estava presente a leitura de textos informativos. Acredito que este seja um resultado positivo, pois já evidencia que os alunos entenderam, novamente, a leitura como um instrumento potenciador da construção de saberes. Nesta situação, vejo a leitura como uma estratégia em desvantagem face às visitas de estudo, uma vez que as segundas se constituíram como atividades mais inovadoras para os alunos, não esquecendo, contudo, que a leitura dos textos informativos foi também um fator de motivação para a realização das visitas.

Antes de terminar esta secção, gostaria de tecer algumas considerações acerca da pertinência desta tarefa de autoavaliação. À semelhança das outras tarefas de autoavaliação realizadas no final de cada atividade estruturadora, creio que esta se constituiu como uma estratégia que visou proporcionar aos alunos a reflexão sobre todo o percurso vivido, as suas

146

aprendizagens e respetivos processos de aprendizagem desenvolvidos deste a fase de motivação até à terceira atividade estruturadora. Os dados que consegui recolher em todas elas permitiram- me concluir qual o nível de aprendizagem dos alunos, e, de atividade para atividade, ir tentando potenciá-lo. Em particular, esta última autoavaliação foi a chave para que se pudesse concluir o verdadeiro impacto conseguido com as atividades realizadas e as próprias tarefas de autoavaliação, e ele esteve bastante visível nos dados recolhidos, e nas crescentes competências metacognitivas dos alunos. Contudo, não posso deixar de referir que, como foi percetível ao longo dos dados apresentados, existiu sempre um grupo de alunos que não conseguiu atingir os objetivos que estavam pensados para a atividade. Estes alunos, quase sempre os mesmos, haviam sido referenciados pela professora titular, logo no início do estágio, como detentores de grandes dificuldades de aprendizagem, que eu senti ao longo de todo o projeto. Tentei sempre prestar um maior auxílio a este grupo, para que conseguissem alcançar os mesmos níveis de aprendizagem que os colegas. Contudo, isso não foi bem sucedido. Mesmo assim, e apesar de não ser muito percetível pelas respostas dadas nas fichas, estes alunos estiveram sempre envolvidos e motivados em todas as atividades, tendo o seu nível de aprendizagem sido positivamente influenciado pelas tarefas desenvolvidas, o que, apesar de não ser o resultado ideal, já me deixou consideravelmente satisfeita por ter feito alguma diferença para eles.

No final desta ficha, como vinha sendo habitual, estabelecemos um diálogo com os alunos, a fim de estes expressarem oralmente as suas reflexões. A nossa intenção era a de compreender que significado tinha a turma atribuído a todo o projeto realizado e perceber se, no futuro, estes alunos desejavam colocar em prática as estratégias de aprendizagem experienciadas. As respostas que obtivemos foram muito positivas e gratificantes, pois os alunos demonstraram que tinham conseguido apropriar-se, mobilizar e valorizar as estratégias de construção de conhecimento que ocorreram ao longo do projeto. Para além disso, ficou bastante claro que as consideravam mais motivadoras do que as “aulas normais”, baseadas nos manuais escolares, e que era da sua vontade dar-lhes continuidade. Expressões como, “Eu adorei saber mais coisas sobre as profissões”, “Este projeto foi muito fixe”, ou “Gostei muito do que fizemos” foram reveladoras da importância que os alunos atribuíram a todo este processo, e dão sentido a todo o esforço da nossa parte para que eles tivessem a oportunidade de usufruir de um ambiente educativo positivo, promotor de aprendizagens e de autonomia, mas, também, do interesse e da motivação dos alunos.

147

Com este final do projeto pude compreender como os alunos tinham desenvolvido a participação ativa no seu processo de ensino aprendizagem, numa perspetiva de aprender a aprender, na qual o desenvolvimento da componente metacognitiva se revela tão essencial quando a componente cognitiva, compreendendo, simultaneamente, a forma como este desenvolvimento ocorreu. Desta forma, posso concluir que, com a minha intervenção, consegui proporcionar aos alunos situações de aprendizagem contextualizadas e situadas, nas quais estes foram os principais agentes do processo de ensino-aprendizagem e na construção do saber, tendo a leitura de textos se constituído como um instrumento reconhecido pelos alunos. Pessoalmente, penso que esta experiência me permitiu desenvolver o meu papel de mediadora de todo este processo, mantendo sempre em mente a importância da promoção da autorregulação das aprendizagens, como promotora da crescente autonomia dos alunos.

149

In document Årlig melding (sider 7-22)