5 Forhandlinger, avtale og folkeavstemning
5.3 Samiske vurderinger av tiltredelsesavtalen
Negro drama
Entre o sucesso e a lama Dinheiro, problemas Inveja, luxo, fama
Negro drama Cabelo crespo E a pele escura A ferida, a chaga À procura da cura Negro drama Tenta ver E não vê nada
A não ser uma estrela Longe, meio ofuscada197
Sente o drama O preço, a cobrança No amor, no ódio A insana vingança
Negro drama Eu sei quem trama E quem tá comigo
O trauma que eu carrego
Pra não ser mais um preto fodido
O drama da cadeia e favela Túmulo, sangue
Sirene198, choros e vela
Passageiro do Brasil São Paulo
Agonia que sobrevivem
Em meia às honras e covardias
Periferias, vielas199 e cortiços Você deve tá pensando
O que você tem a ver com isso
Desde o início Por ouro e prata Olha quem morre
Então veja você quem mata
Recebe o mérito, a farda Que pratica o mal
Me ver
Pobre, preso ou morto Já é cultural Histórias, registros Escritos Não é conto Nem fábula Lenda ou mito
198 SIRENE: Dispositivo destinado a lançar avisos sonoros. Embora já tenha sido utilizada como
instrumento musical, a sirene geralmente não é vista como tal. Ela era mais utilizada para fazer soar alarmes sonoros.
Não foi sempre dito Que preto não tem vez Então olha o castelo irmão Foi você quem fez cuzão
Eu sou irmão
Dos meus trutas200 de batalha Eu era a carne
Agora sou a própria navalha201
Tin, tin
Um brinde pra mim Sou exemplo de vitórias Trajetos e glórias, glórias
O dinheiro tira um homem da miséria Mas não pode arrancar
De dentro dele A favela
São poucos
Que entram em campo pra vencer A alma guarda
O que a mente tenta esquecer
Olho pra trás
Vejo a estrada que eu trilhei202
200 TRUTAS: Nome comum que se dá a diversos peixes da fam. dos salmonídeos, de carne muito
apreciada e grande valor comercial. Pop. Mulher bonita e elegante. Pop. Pessoa muito importante. Bras. Gír. Na linguagem de delinquentes, companheiro de cela. Ação fraudulenta; negócio em que há trapaça; tramoia, armação.
201 NAVALHA: Instrumento cortante que se dobra para guardar na própria bainha. Erva ciperácea (Hypolytrum pungens) de folhas eretas e cortantes; NAVALHEIRA; CAPIM-NAVALHA. Fig. Língua
afiada, maledicente.
202 TRILHEI: Flexão de trilhar. Moer, esbagoar ou debulhar com o trilho. Pisar, calcar, bater com os pés.
Dividir em pequenas partes. Marcar com o trilho, deixar pegadas ou rastos. [Fig.] Seguir o caminho, a norma. Percorrer, palmilhar.
Mó cota
Quem teve lado a lado E quem só fico na bota
Entre as frases
Fases e várias etapas Do quem é quem
Dos mano e das mina fraca
Negro drama de estilo Pra ser
E se for Tem que ser Se temer é milho
Entre o gatilho e a tempestade Sempre a provar
Que sou homem e não covarde
Que Deus me guarde Pois eu sei
Que ele não é neutro Vigia os rico
Mas ama os que vem do gueto
Eu visto preto
Por dentro e por fora Guerreiro
Poeta entre o tempo e a memória
Ora
Nessa história Vejo o dólar
E vários quilates203 Falo pro mano
Que não morra e também não mate
O tic-tac
Não espera veja o ponteiro Essa estrada é venenosa E cheia de morteiro204
Pesadelo É um elogio
Pra quem vive na guerra A paz nunca existiu
Num clima quente A minha gente sua frio Vi um pretinho
Seu caderno era um fuzil Um fuzil
Negro drama
Crime, futebol, música, caraio
Eu também não consegui fugir disso aí Eu só mais um
Forrest Gump é mato
Eu prefiro conta uma história real Vô conta a minha
Daria um filme
203 QUILATES: Quantidade de ouro fino em uma liga, medida em unidades que correspondem a 1/24
da liga.
204 MORTEIRO: Pequeno canhão portátil, curto, grosso e de boca larga, com grande ângulo de
Uma negra
E uma criança nos braços Solitária na floresta
De concreto e aço
Veja
Olha outra vez O rosto na multidão A multidão é um monstro Sem rosto e coração
Ei, São Paulo
Terra de arranha-céu A garoa rasga a carne É a Torre de Babel
Família brasileira Dois contra o mundo Mãe solteira
De um promissor Vagabundo
Luz, câmera e ação Gravando a cena vai Um bastardo
Mais um filho pardo Sem pai
Ei, Senhor de engenho Eu sei bem quem você é
Sozinho, cê num guenta sozinho Cê num entra a pé
E a favela te ouviu Lá também tem Whisky, Red Bull Tênis Nike e fuzil
Admito
Seus carro é bonito É, eu não sei fazê Internet, videocassete205 Os carro loco
Atrasado
Eu tô um pouco sim Tô, eu acho
Só que tem que
Seu jogo é sujo E eu não me encaixo Eu sô problema de montão De carnaval a carnaval Eu vim da selva
Sou leão
Sou demais pro seu quintal
Problema com escola Eu tenho mil, mil fitas
Inacreditável, mas seu filho me imita No meio de vocês
Ele é o mais esperto Ginga e fala gíria Gíria não, dialeto
205 VIDEOCASSETE: Aparelho eletrônico que grava imagens e sons em fitas cassete e também as
Esse não é mais seu Ó, subiu
Entrei pelo seu rádio Tomei, cê nem viu Nós é isso ou aquilo
O quê?
Cê não dizia?
Seu filho quer ser preto Rááá
Que ironia
Cola o pôster do 2Pac aí Que tal?
Que cê diz?
Sente o negro drama Vai
Tenta ser feliz
Ei bacana
Quem te fez tão bom assim? O que cê deu
O que cê faz,
O que cê fez por mim?
Eu recebi seu tic Quer dizer kit
De esgoto a céu aberto E parede madeirite
De vergonha eu não morri To firmão
Você, não Cê não passa
Quando o mar vermelho abrir
Eu sou o mano Homem duro Do gueto, Brown Obá
Aquele louco que não pode errar Aquele que você odeia
Amar nesse instante Pele parda Ouço funk E de onde vem Os diamantes Da lama Valeu mãe Negro drama
Drama, drama, drama
Aê, na época dos barracos de pau lá na Pedreira, onde vocês tavam? O que vocês deram por mim?
O que vocês fizeram por mim?
Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho Agora tá de olho no carro que eu dirijo Demorou, eu quero é mais
Eu quero até sua alma
Aí, o rap fez eu ser o que sou
Ice Blue, Edy Rock e KL Jay e toda a família E toda geração que faz o rap
A geração que revolucionou A geração que vai revolucionar Anos 90, século 21
É desse jeito
Aê, você sai do gueto, mas o gueto nunca sai de você, morou irmão? Você tá dirigindo um carro
O mundo todo tá de olho em você, morou206? Sabe por quê?
Pela sua origem, morou irmão? É desse jeito que você vive É o negro drama
Eu não li, eu não assisti
Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama Eu sou o fruto do negro drama
Aí dona Ana, sem palavras, a senhora é uma rainha, rainha
Mas aê, se tiver que voltar pra favela Eu vou voltar de cabeça erguida Porque assim é que é
Renascendo das cinzas Firme e forte, guerreiro de fé Vagabundo nato207!
206 MOROU: O mesmo que entender, sacar.
ANEXOS
Anexo A – LETRAS DAS MÚSICAS UTILIZADAS 1) O que será, que será? (Chico Buarque de Holanda)
1.-
O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas? Que andam combinando no breu das tocas? Que anda nas cabeças, anda nas bocas? Que andam ascendendo velas nos becos? Que estão falando alto pelos botecos? E gritam nos mercados, que com certeza Está na natureza.
Será, que será?
O que não certeza, nem nunca terá. O que não tem conserto, nem nunca terá. O que não tem tamanho.
2.-
O que será, que será?
Que vive nas ideias desses amantes? Que cantam os poetas mais delirantes? Que juram os profetas embriagados? Que está na romaria dos mutilados? Que está na fantasia dos infelizes? Que está no dia a dia das meretrizes? No plano dos bandidos, dos desvalidos? Em todos os sentidos.
Será, que será?
O que não tem decência, nem nunca terá. O que não tem censura, nem nunca terá. O que não faz sentido.
3.-
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar? Porque todos os risos vão desafiar Porque todos os sinos irão repicar Porque todos os hinos irão consagrar E todos os meninos vão desembestar E todos os destinos irão se encontrar E mesmo o Padre Eterno,
Que nunca foi lá,
Olhando aquele inferno Vai abençoar
O que não tem governo, nem nunca terá O que não tem vergonha, nem nunca terá O que não tem juízo.
La la la la la??.. Repete 3.
2) Tempo de Dondon (Dudu Nobre)
No tempo que Dondon jogava no Andaraí Nossa vida era mais simples de viver Não tinha tanto miserê, nem tinha tanto tititi No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí (2x)
Fast food era merenda Breakfast, café da manhã O hipermercado era venda
E "halls-mentolips", bala de hortelã Hortifruti era tudo quitanda
E jeans era só calça Lee
No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Desemprego era desvio Loteria era contravenção Metida era pessoa esnobe
E quem fazia lobby, era "um bom pistolão" INSS não tinha
Só IAPC, IAPETC e IAPI
No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Tinha cérebro eletrônico E vitrola tocava Long Play Afeminado, invertido,
Gorgota e enrustido era o nome dos gays. Pedófilo era tarado
No tempo que Dondon jogava no Andaraí No tempo que Dondon jogava no Andaraí
3) Açaí (Djavan)
Solidão de manhã Poeira tomando assento Rajada de vento
Som de assombração Coração
Sangrando toda palavra sã
A paixão puro afã Místico clã de sereia Castelo de areia Ira de tubarão, ilusão O sol brilha por si
Açaí, guardiã
Zum de besouro um ímã Branca é a tez da manhã
Açaí, guardiã
Zum de besouro um ímã Branca é a tez da manhã
4) Chega! (Gabriel, O Pensador)
Chega!
Que mundo é esse? Eu me pergunto!
Chega!
Quero sorrir, mudar de assunto! Falar de coisa boa
Mas na minha alma ecoa Agora um grito
Eu acredito que você vai gritar junto!
A gente é saco de pancada Há muito tempo e aceita Porrada da esquerda Porrada da direita É tudo flagrante
Novas e velhas notícias Mentiras verdadeiras Verdades fictícias
Polícia prende o bandido Bandido volta pra pista Bandido mata polícia Polícia mata o surfista O sangue foi do Ricardo Podia ser do Medina Podia ser do seu filho Jogando bola na esquina
Morreu mais uma menina Que falta de sorte
Não traficava cocaína E recebeu pena de morte! Mais uma bala perdida Paciência
Pra ela ninguém fez nenhum pedido de clemência
Chega!
Que mundo é esse? Eu me pergunto!
Chega!
Quero sorrir, mudar de assunto! Falar de coisa boa
Mas na minha alma ecoa Agora um grito
Eu acredito que você vai gritar junto!
Chega!
Vida de gado, resignado Chega!
Vida de escravo, de condenado
A corda no pescoço do patrão e do empregado
Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado
Chega!
Água que falta Mágoa que sobra
Chega!
Bando de rato Ninho de cobra
Chega!
E milhões de pacientes Sem lugar nos hospitais
Chega! Falta comida Sobra pimenta
Chega!
Repressão que não me representa Chega!
Porrada pra quem ama esse País E bilhões desviados
Debaixo do meu nariz
Chega! Contas, taxas Impostos, cobranças Chega! Tudo aumenta Menos a esperança Multas e pedágios Para o cidadão normal
E perdão pras empresas que cometem Crime ambiental
Chega!
Um para o crack Dois para cachaça
Chega! Pânico Morte
Chega!
Lei do mais forte Lei da mordaça
Desce até o chão na alienação da massa
Eu vou
Levanta o copo e vamos beber! Eu vou
Levanta o copo e vamos beber! Eu vou
Levanta o copo e vamos beber! Um brinde aos idiotas
Incluindo eu e você
Eu vou
Levanta o copo e vamos beber! Eu vou
Levanta o copo e vamos beber! Pararatimbum
Pararatimbum
Um brinde aos idiotas Incluindo eu e você
Democracia
Que democracia é essa?
O meu direito acaba onde começa o seu Mas onde o meu começa?
Os ratos fazem a ratoeira e a gente cai
Cada centavo dos bilhões é da carteira aqui que sai
E a gente paga juros Paga entrada e prestação
Paga caro pela água, pelo gás, pela luz Pela paz, pelo crime
Por Alá, por Jesus
Paga imposto Taxa Aumento do Transporte Crise na Europa E na América do Norte Os assassinos na FEBEM O trabalho infantil na China
Empresas e partidos envolvidos em propinas
Chega!
Que mundo é esse? Eu me pergunto! Chega!
Quero fugir, mudar de assunto! Falar de coisa boa
Mas na minha alma ecoa Agora um grito
Eu acredito que você vai gritar junto!
Chega!
Vida de gado, resignado
Chega!
Vida de escravo, de condenado
A corda no pescoço do patrão e do empregado
Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado
Presidente Deputados Senadores
Prefeitos Governadores Secretários Vereadores Juízes Procuradores Promotores Delegados Inspetores Diretores
Um recado pras senhoras e senhores
Eu pago por tudo isso Imposto sobre serviço A taxa sobre produto Eu pago no meu tributo
Pago pra andar na rua Pago pra entrar em casa
Pago pra não entrar no SPC e no SERASA Pago estacionamento, taxa de licenciamento Taxa de funcionamento, liberação e alvará
Passagem Bagagem Pesagem Postagem
Imposto sobre importação e exportação IPTU, IPVA
O IR, O FGTS, O INSS, O IOF, O IPI, O PIS, O COFINS E O PASEP
A construção do estádio O operário e o cimento Eu pago o caveirão
A gasolina e o armamento A comida do presídio O colchão incendiado
Eu pago o subsídio absurdo dos deputados
A esmola dos professores A escola sucateada
O pão de cada merenda Eu pago o chão da estrada A compra de cada poste Eu pago a urna eletrônica E cada árvore morta
Na nossa Selva Amazônica
Eu pago a conta do SUS E cada medicamento
A maca que leva os mortos na falta de atendimento Paguei ontem
Pago hoje
E amanhã vou pagar Me respeita!
Eu sou o dono desse lugar Chega!
5) Cálice (Chico Buarque de Holanda)
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda De muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel
6) Drama de Angélica (Alvarenga e Ranchinho)
Ouve meu cântico quase sem ritmo
Que a voz de um tísico magro esquelético Poesia épica em forma esdrúxula
Feita sem métrica com rima rápida
Amei Angélica mulher anêmica De cores pálidas e gestos tímidos Era maligna e tinha ímpetos De fazer cócegas no meu esôfago
Em noite frígida fomos ao Lírico Ouvir o músico pianista célebre Soprava o zéfiro ventinho úmido Então Angélica ficou asmática
Fomos ao médico de muita clínica Com muita prática e preço módico Depois do inquérito descobre o clínico O mal atávico mal sifilítico
Mandou-me célere comprar noz vômica E ácido cítrico para o seu fígado
O farmacêutico mocinho estúpido Errou na fórmula fez despropósito
Não tendo escrúpulo deu-me sem rótulo Ácido fênico e ácido prússico
Corri mui lépido mais de um quilômetro Num bonde elétrico de força múltipla
Achei Angélica já toda trêmula A terapêutica dose alopática Lhe dei em xícara de ferro ágate
Tomou num folego triste e bucólica Esta estrambólica droga fatídica Caiu no esôfago deixou-a lívida Dando-lhe cólica e morte trágica
O pai de Angélica chefe do tráfego Homem carnívoro ficou perplexo Por ser estrábico usava óculos Um vidro côncavo o outro convexo
Morreu Angélica de um modo lúgubre Moléstia crônica levou-a ao túmulo
Foi feita a autópsia todos os médicos Foram unânimes no diagnóstico Fiz-lhe um sarcófago assaz artístico Todo de mármore da cor do ébano
E sobre o túmulo uma estatística Coisa metódica como Os Lusíadas E numa lápide paralelepípedo Pus esse dístico terno e simbólico
"Cá jaz Angélica Moça hiperbólica Beleza Helênica Morreu de cólica!"
7) Rosa (Pixinguinha)
Tu és divina e graciosa Estátua majestosa do amor Por Deus esculturada E formada com ardor Da alma da mais linda flor De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela Teu coração junto ao meu lanceado Pregado e crucificado sobre a rósea cruz Do arfante peito teu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral. Oh, alma perenal Do meu primeiro amor, sublime amor Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te Eu hei de sempre amar-te Oh flor meu peito não resiste