II Perspektiver fra tidligere forskning og teoriutvikling
3 Testing
3.4 Konsekvenser av testing
3.4.2 Samfunnsmessige konsekvenser av testing og testbruk
Este artigo investiga a razão que leva os líderes a abandonarem os seus negócios já estabelecidos para irem à procura de novas oportunidades e experiências analisando o impacto do excesso de confiança e o narcisismo. Os autores deste artigo desenvolveram
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A Pecking Order Theory foi desenvolvida por Myers e Majluf (1984) e diz-nos que as organizações seguem uma ordem hierárquica de preferências no financiamento, ou seja, primeiro as empresas financiam-se com capital interno, em segundo lugar com dívida e, por último, recorrem à emissão de novas ações.
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um modelo que pretende explicar como estes dois conceitos funcionam como variáveis independentes e quais os resultados e efeitos obtidos quando combinados numa primeira fase em que os empreendedores entram no mercado e noutra em que estes começam a registar os resultados de sucesso. A principal conclusão que se retira deste modelo é que as pessoas certas normalmente acabam nos lugares errados, querendo isto dizer que os empreendedores que buscam novos negócios acabam por ser atraídos por oportunidades em áreas e contextos de acordo com o background e os interesses de cada um.
4.3.25 Navis e Ozbek (2017)
Este artigo, inspirado em Navis e Ozbek (2016), tem como objetivo estimular o debate em torno do tema do excesso de confiança e do narcisismo no contexto do empreendedorismo. Cumulativamente, Navis e Ozbek (2017) ensaiam uma resposta às críticas apresentadas por Ahsan (2017) ao trabalho anterior destes autores. Estas relacionam-se em grande medida com a apresentação que é feita por Navis e Ozbek (2016) do conceito de narcisismo. Em particular, afirma-se que este sofre de redundância conceitual relativamente ao que é tipicamente considerado como excesso de confiança. Navis e Ozbek (2017) respondem então argumentando que os dois conceitos funcionam como construções distintas. Para estes, é possível ser excessivamente confiante sem se exibir altos níveis de narcisismo. Da mesma forma, é possível sofrer de elevados níveis de narcisismo sem ser excessivamente confiante. Neste sentido, o que distingue os dois conceitos são as ferramentas cognitivas e comportamentais. Estas podem, em determinadas situações, atuar em conjunto: nesse caso, se forem abordadas individualmente o investigador por ser obtuso a detalhes importantes do comportamento humano no seio da sua investigação. Tendo por base esta abordagem teórica, Navis e Ozbek (2017) concluem que "pessoas certas" costumam acabar em "lugares errados" quando o assunto se relaciona com a entrada empresarial e a realização bem-sucedida das oportunidades.
4.3.26 Zhang et al. (2017)
Este artigo explora a relação entre humildade, narcisismo e performance empresarial tendo por base uma amostra composta por 206 CEOs chineses e 1.163 gestores do mesmo país. Os resultados mostram que os CEOs que apresentam elevados níveis de humildade e baixo nível de narcisismo são tipicamente ineficazes quando tentam
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desenvolver uma cultura inovadora. De facto, Zhang et al. (2017) sugere que o ponto forte destes CEOs é na transmissão das práticas de gestão. Tal resulta do facto destes serem capazes de reconhecer os seus pontos fracos, pelo que valorizam as contribuições e o desempenho dos outros. Neste sentido, tendem a estabelecer propositadamente plataformas que permitem aos seus colaboradores exibirem os seus sucessos. Por outro lado, CEOs que são narcisistas puros (não registando por isso qualquer humildade) são incapazes de uma cultura inovadora na sua empresa. De facto, este tipo de CEO está mais predispostos a ter uma boa performance quando o contexto se liga a produtos manufaturados. Em particular, segundo Zhang et al. (2017), este tipo de CEO sente-se atraído pela sensação de novidade no sentido em que a mesma ameniza as suas opiniões pessoais ao mesmo tempo que cria um campo propício para que estes exibam o seu egocentrismo (Chatterjee e Hambrick, 2007).
38 4.4. Resumo do capítulo
Este capítulo apresenta um conjunto de artigos científicos que mostram a forma como o conceito de excesso de confiança se manifesta no empreendedorismo. A organização destes artigos seguiu uma linha cronológica, a qual permite observar melhor de que maneira estas duas noções ganharam importância e que caminhos novos abriram. Em 2001, Bernardo e Welch alinham os pensamentos com DeBondt e Thaler (1995) afirmando: “Talvez a descoberta mais robusta na psicologia do julgamento é que as
pessoas têm excesso de confiança”. Surge, assim, a possibilidade do excesso de
confiança ser associado e comparado ao conceito de otimismo. Apesar de muitos autores os acharem diferentes, há outros que afirmam haver uma correlação notável.
Forbes (2004) investiga em que medida os gerentes-fundadores são mais confiantes do que os novos gerentes que não fundaram as suas empresas. Por outro lado, Lowe e Ziedonis (2006) comparam o desempenho relativo de empresas em fase de arranque e empresas estabelecidas na comercialização de invenções descobertas nas universidades. Surge assim Trevelyan (2008a; 2008b), que defende que para compensar a falta de orientação e exploração da ação é necessário recorrer a uma combinação entre um colega overconfident com colega otimista. O mesmo autor argumenta que “o viés do
otimismo e o excesso de confiança não são os dois lados da mesma moeda, mas podem atuar juntos sincronizados e relacionados”. Ainda no mesmo ano, Cassar (2008) surge
com um novo estudo, o qual que se foca no excesso de otimismo dos empreendedores principiantes.
Downson et al. (2012) procura determinar até que ponto o otimismo dos trabalhadores por conta própria espelha a sua natureza interior ou se é um resultado paralelo do planeamento e da administração de uma nova atividade. Já Puri e Robinson (2013) estudam os empreendedores num prisma mais pessoal, focando-se no seu dia-a-dia. Estes autores observam a alegria e a paciência deste grupo de pessoas e, não menos importante, o quão trabalhadores são. Everett e Fairchild (2015) estudam o porquê do empreendedor passar de um projeto seguro para um projeto arriscado e as suas consequências ao tomar essa decisão. Já Invernizzi et al. (2016) pretendem identificar as diferenças entre os empreendedores considerando a sua idade, género e nível de educação escolar. Zhang et al. (2017) focam os seus estudos nos traços dos CEOs com caraterísticas de humildade e de narcisismo.
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Em suma, os estudos mencionados nesta revisão comprovam a existência do excesso de confiança (e otimismo) nos empreendedores e na forma como estes iniciam os seus novos projetos. Todos os artigos têm um foco comum que passa pelas diferentes formas de dar importância e destaque às decisões e aos comportamentos dos empreendedores que são influenciados pelo viés do excesso de confiança. Estes estudos também fornecem ideias cativantes para estudos futuros.
40 Capítulo 5- CONCLUSÃO
Este capítulo encerra o atual estudo. No ponto 5.1, são expostas as minhas reflexões pessoais, no ponto 5.2, é sugerido um número de possíveis investigações futuras com base nos resultados da RSL. As limitações são apresentadas no ponto 5.3, finalizando no ponto 5.4. com as considerações finais.
5.1 Reflexões Pessoais
Esta secção expõe as minhas reflexões pessoais sobre a RSL, proporcionando algumas orientações para os interessados que desejem utilizar e aplicar este método em particular no futuro. Esta metodologia de investigação é especialmente cativante e interessante, diferenciando-se da revisão tradicional da literatura. A RSL surge como uma alternativa de uma revisão da literatura tendo como propósito responder aos obstáculos enfrentados pela abordagem tradicional. Falando por experiência própria há alguns pontos que gostaria de destacar:
1. Para realizar esta RSL foi necessário algum nível de conhecimento sobre o tema da investigação, exigindo assim uma pesquisa assídua sobre os conceitos e as compreensões nesse campo de pesquisa. No entanto, sem a orientação e a contribuição dos membros do painel de consultores, o trabalho por conta própria seria insuficiente;
2. Outro ponto crítico desta revisão foi a definição das palavras-chaves e a organização dos pensamentos. Esta fase consumiu algum tempo, mas foi fundamental para que a RSL fizesse sentido ao ser lida;
3. Definir um conjunto de critérios de exclusão para a análise do título e do
abstract dos artigos inicialmente encontrados foi uma etapa muito relevante,
pois isso fez com que reduzisse o volume de literatura tendo em conta os critérios de seleção;
4. Para obter resultados mais seguros e concretos apelei à ajuda dos membros do painel de consultores para que revissem e sugerissem outros papers se necessário.
Para que esta RSL cumpra todos os requisitos foi indispensável desenvolver novas competências e aprofundar os conhecimentos em diversas áreas. Como qualquer outro estudo, este não é diferente e, apresenta algumas limitações. Essas limitações podem ter
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um impacto nos resultados e para que essas insuficiências sejam reduzidas dá-se uma especial atenção à recolha de dados e aos critérios de seleção pré-definidos.
5.2 Futuras Investigações
Esta RSL fornece uma visão geral do empreendedor caraterizado pelo viés do excesso de confiança. Mesmo que as amostras não tenham sido muitas vezes de grande dimensão, é possível identificar um conjunto de questões a desenvolver e aprofundar futuramente, sendo também esse o foco essencial desta revisão. De facto, registam-se várias áreas que podem ser exploradas e investigadas no âmbito do tema escolhido:
Comparar as caraterísticas dos empreendedores ou gestores/empreendedores portugueses e identificar os que apresentam excesso de confiança através de questionários;
Verificar se as escolhas e a tomada de decisões dos empreendedores portugueses são afetadas pelo excesso de confiança ou pelo otimismo e quais os resultados dos mesmos;
Verificar em que medida a idade, o género, a educação, o desejo de autonomia e o desejo de implementar uma nova ideia pesa nas escolhas dos empreendedores portugueses fazendo estudos em cascata com as diferentes combinações possíveis utilizando estas variáveis;
Determinar a proporção da motivação dos empreendedores nacionais nos negócios tendo em conta se foi herança, desejo próprio ou habilidade desenvolvida.
5.3 Limitações
Esta RSL tem como objetivo determinar como é que o excesso de confiança se relaciona com o empreendedorismo. Apesar de a metodologia seguir uma lógica analisada e investigada empiricamente, o estudo apresenta algumas limitações. As limitações mais relevantes do estudo são a seleção das palavras-chave e os critérios de exclusão que foram adotados. Esse passo foi justificado e revisto pelos membros do painel de consultores, e assim conclui-se que os artigos identificados são de caráter quantitativo. A exclusão de publicações não académicas também influenciou os resultados da avaliação, pois poderiam ter engrandecido a qualidade desses como também poderiam destacar outras perspetivas. Esta RSL não cumpre o objetivo de rever
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toda a literatura sobre o overconfidence no empreendedorismo, uma vez que esta revisão se apoia só nos resultados empíricos.
Uma outra limitação não menos importante é a falta de discussão acerca desta metodologia de investigação na área das finanças. O objetivo fundamental da revisão é estabelecer e identificar lacunas na investigação, por isso a minha análise possibilitou a exclusão dos estudos metodologicamente pobres mas não permitiu verificar quais os estudos que aplicaram uma metodologia adequada para a discussão em análise.
5.4 Considerações finais
Este estudo apela à metodologia da revisão sistemática da literatura para reconhecer e avaliar a literatura académica sobre a questão do overconfidence no empreendedorismo.
Esta revisão pretende analisar a literatura escolhida e identificar uma possível lacuna. Apesar dos resultados obtidos mostrarem um número limitado, pode-se concluir que esta área de investigação tem um forte potencial de desenvolvimento e muitos outros campos a explorar.
Esta área apresenta um enorme interesse para estudos ulteriores no âmbito do doutoramento.
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