III Forskningsdesign, metode og materiale
7 Forskningsdesign og metode
7.3 Datainnsamling
7.3.4 Fremgangsmåte i intervjuene
DO COUNSELLOR
1Em qualquer modelo psicoterapêutico, o terapeuta é um elemento extremamente importante da relação humana. Aquilo que faz, as atitudes que assume, a concepção de base sobre o seu papel, tudo isso exerce uma forte influência na terapia. Visto que as várias orientações terapêuticas defendem pontos de vista divergentes em relação a esse aspecto, justifica-se, logo no início do nosso trabalho, apresentar o terapeuta tendo em conta a função que desempenha no counselling centrado no cliente.
Considerações Gerais
É habitual apresentar a terapia centrada no cliente como um simples método ou uma técnica que o counsellor deve empregar. Esta conotação deve-se, sem dúvida, em parte, ao facto de as primeiras exposições tenderem a acentuar demasiado a técnica. Pode-se dizer, de uma forma mais adequada, que o counsellor ao agir, na terapia centrada no cliente, assume e desenvolve um conjunto de atitudes que são coerentes com a sua organização pessoal, um sistema de atitudes que recorre a técnicas e a métodos que se inserem no âmbito desse sistema. Segundo a nossa experiência, o counsellor que tenta usar um «método» está condenado ao fracasso, a não ser que esse método se situe na verdadeira linha das suas próprias atitudes. Por outro lado, o counsellor, cujas atitudes sejam do tipo que facilita a terapia, pode obter apenas um êxito parcial se essas atitudes não se basearem, adequadamente, nas práticas e nos métodos apropriados.
1. Este capítulo é uma revisão e um desenvolvimento de um artigo que foi inicialmente publicado no Journal of Counsulting Psychology (Abril de 1949), 13, pp. 82-94.
Consideremos, então, as atitudes que parecem facilitar a terapia centrada no cliente. Terá o counsellor de as possuir para ser um verdadeiro counsellor? Poderão essas atitudes ser adquiridas através de uma formação?
A Orientação Filosófica do Counsellor
Alguns profissionais, neste domínio, mostram-se relutantes em considerar a importância da relação entre as orientações filosóficas e o trabalho profissional de carácter científico. Mas, mesmo na actividade terapêutica, essa relação surge como um dos aspectos importantes e cientificamente observáveis que não podemos ignorar. A nossa experiência na formação de counsellors sugere que o princípio de orientação filosófica do indivíduo (que pode corresponder ou não à sua filosofia verbalizada) determina, segundo alguns parâmetros, o tempo que demorará até se tornar num counsellor competente.
O primeiro aspecto importante a ter em conta é a atitude assumida pelo counsellor perante o valor e a importância do indivíduo. Como é que vemos os outros? Consideramos cada uma das pessoas como tendo valor e dignidade por direito próprio? Se defendemos este ponto de vista a um nível verbal, em que medida é que ele se concretiza, ao nível do comportamento? Procuramos tratar os indivíduos como pessoas que valem, ou desvalorizamo-los subtilmente com as nossas atitudes e com o nosso comportamento? Na nossa filosofia de vida, o respeito pelo indivíduo ocupará o primeiro lugar? Respeitamos a sua capacidade e o seu direito a autodirigir-se ou, no fundo, julgamos que nós orientaríamos melhor a sua vida? Até que ponto sentimos a necessidade e o desejo de dominar os outros? Desejamos que o indivíduo seleccione e escolha os seus próprios valores, ou são as nossas acções orientadas pela convicção (habitualmente não expressa) de que ele seria mais feliz se nos permitisse, a nós, seleccionar-lhe os seus valores, normas e objectivos? As respostas a este tipo de questões parecem ser não só importantes, como determinantes na abordagem do terapeuta. Constatámos que os indivíduos, que já estão a lutar por uma orientação que sublinha a importância e o valor de cada pessoa, podem aprender mais rapidamente as práticas centradas no cliente. Isto é verdade, sobretudo, no caso dos
educadores que têm uma filosofia da educação basicamente centrada na criança, bem como no caso dos religiosos que defendem uma perspectiva humanista. Entre os psicólogos e os psiquiatras há pontos de vista semelhantes, mas existem também muitos para quem o conceito de indivíduo é o de um objecto a ser dissecado, diagnosticado, manipulado. Estes profissionais terão muita dificuldade em aprender, ou em praticar, uma forma de terapia centrada no cliente. De facto as diferenças neste campo parecem exercer uma influência determinante no ritmo da aprendizagem ou da prática de uma terapia centrada no cliente.
Porém, este relato da situação dá-nos uma ideia de estatismo que não é correcta. A orientação filosófica de um indivíduo, o campo dos seus objectivos, não é algo de fixo e imutável, mas uma organização fluída e em evolução. Talvez fosse mais adequado dizer que a pessoa, cuja orientação filosófica procura mover-se em direcção a um maior respeito pelos outros, encontra na abordagem centrada no cliente um desafio e uma realização da sua própria maneira de ver. Descobre que reside aí um ponto de vista sobre as relações humanas que tende a levá- lo, filosoficamente, para além do limite onde até então se aventurara, oferecendo-lhe a possibilidade de uma prática operacional que torne efectivo esse respeito pelas pessoas, até ao máximo grau possível e que já está presente nas suas próprias atitudes. O terapeuta, que procura utilizar essa abordagem, depressa aprende que a elaboração da maneira de olhar para as pessoas, que está subjacente à sua terapia, é um processo contínuo, estreitamente ligado à própria luta do terapeuta pelo seu desenvolvimento e integração pessoal. Só poderá ser «não-directivo» na medida em que a consideração pelos outros parte da organização da sua própria personalidade.
Talvez se possa sintetizar o tema enunciado, dizendo que, através do emprego de práticas centradas no cliente, uma pessoa é capaz de tornar real a sua consideração pelos outros apenas na medida em que essa consideração for parte integrante da estrutura da sua personalidade; por conseguinte, o indivíduo cuja orientação filosófica já se encaminhava no sentido de experimentar um profundo respeito pela importância e pelo valor de cada pessoa, está mais apto para assimilar as práticas centradas no cliente que o ajudam a exprimir essa maneira de sentir2.
A Hipótese do Terapeuta
Na sequência daquilo que se disse atrás pode colocar-se a questão para tentar saber se a terapia centrada no cliente seria, nesse caso, simplesmente, um culto ou uma filosofia especulativa, através da qual determinado tipo de fé ou de crença atingiria determinados resultados e onde a ausência de uma tal fé impediria a ocorrência desse resultado. Por outras palavras: é apenas uma ilusão que produz outras ilusões?
Uma questão deste género exige particular atenção. As observações feitas, até agora, parecem indicar uma resposta negativa, incidindo, sobretudo, na experiência de vários counsellors, cuja orientação filosófica inicial estava bastante longe daquela que descrevemos como favorável a um uso óptimo das práticas centradas no cliente. A experiência da formação desses indivíduos parece fazer-se segundo um determinado padrão. De início, havia relativamente pouca confiança na capacidade do cliente para conseguir uma autodirecção compreensiva ou construtiva, embora o counsellor estivesse intelectualmente preocupado com as possibilidades da terapia não-directiva e aprendesse um pouco das suas práticas.
Começa o counselling, partindo de uma hipótese de consideração muito limitada, que se poderia apresentar nos seguintes moldes: «Coloco como hipótese que o indivíduo, num determinado grau e em determinadas situações tem uma capacidade limitada para se compreender e para se reorganizar a si mesmo. Em muitas situações e com muitos clientes, eu, como observador externo, mais objectivo, posso ter um maior conhecimento da situação e orientá-lo da melhor maneira» É a partir deste pressuposto limitado e fragmentado que o counsellor inicia o seu trabalho. A maior parte das vezes, o êxito não é significativo, porém, quando observa os resultados do seu counselling, o counsellor verifica que os clientes aceitam e fazem um uso construtivo da sua responsabilidade quando ele deseja, de forma autêntica que eles assim
2. Todo este tema pode ser utilmente desenvolvido a um nível mais profundo. O que é que permite ao terapeuta ter uma profunda consideração e aceitação do outro? Pela nossa experiência, será provavelmente uma filosofia defen- dida por uma pessoa que tem um respeito de base pelo valor e mérito de si própria. Não é, certamente, possível aceitar os outros sem se ter, primeiro, aceite a si próprio. Isto poderia levar-nos por diferentes atalhos à reflexão sobre aquelas experiências, incluindo a terapia, que ajudam o terapeuta a alcançar um auto-respeito permanente e deveras consolidado. Deixamos esta análise para o capítulo IV, limitando-nos aqui a uma simples descrição da organização filosófica que parece ser o fundamento mais eficaz deste tipo de terapia.
procedam. Surpreende-se, frequentemente, com a sua capacidade real para tornar efectiva essa responsabilidade. O counsellor não pode deixar de estabelecer o contraste entre a qualidade e a experiência nas situações em que o cliente aprendeu sobre si mesmo de forma significativa, e, em oposição, a qualidade menos significativa da experiência em situações em que procurou interpretar, apreciar e orientar. Descobre, então, que a primeira hipótese tende a confirmar-se para além da sua expectativa, ao passo que a comprovação da segunda o desilude. Assim, gradualmente, a hipótese em que assentava todo o seu trabalho terapêutico desloca-se para uma fundamentação cada vez mais centrada no cliente.
Este tipo de processo, que vimos repetir-se muitas vezes, parece significar apenas isto: que a orientação das atitudes, a filosofia das relações humanas que se revela como um fundamento necessário do
counselling centrado no cliente não é algo que se possa encarar com
«fé» ou atingir-se definitivamente. É um ponto de vista que pode adoptar- se como uma tentativa e é, em parte, susceptível de ser posto à prova. Trata-se, na realidade, de uma hipótese sobre as relações humanas e assim será sempre. Mesmo para o counsellor mais experiente que observou, em muitos casos, a confirmação da hipótese, continua a ser verdade que, em relação a cada novo cliente que vem até ele, a possibilidade de autocompreensão e autodirecção inteligente é ainda – para esse cliente – uma hipótese absolutamente não comprovada.
Parecia justificável dizer que a fé ou crença na capacidade do indivíduo, para lidar com a sua situação psicológica e consigo mesmo, é da mesma ordem que uma qualquer outra hipótese científica. É uma base positiva para a acção, mas está aberta à comprovação ou refutação. Se, por exemplo, acreditássemos que qualquer pessoa poderia determinar por si própria se tem um cancro em formação, a nossa experiência a partir desta hipótese rapidamente nos obrigaria a revê-la de forma profunda. Por outro lado, se acreditássemos que a afeição materna calorosa tem probabilidades de produzir efeitos positivos na criança e no desenvolvimento da sua personalidade, de certo que acharíamos esta hipótese fundamentada, pelo menos provisoriamente, de acordo com a nossa experiência.
das atitudes que parecem ser óptimas para o counsellor centrado no cliente, podíamos dizer que este opta por agir de forma consistente a partir da hipótese de que o indivíduo tem uma capacidade suficiente para lidar de modo construtivo com todos os aspectos da sua vida que podem, potencialmente, atingir o nível da consciência. Isto implica a criação de uma situação interpessoal em que o cliente pode ganhar consciência dos elementos em presença, e uma demonstração significativa da aceitação, por parte do counsellor, do cliente como uma pessoa com competência para se dirigir a si própria. O counsellor actua a partir dessa hipótese de uma forma específica e operacional, sempre atento e apto a registar todas as experiências (clínicas ou de investigação) que contradigam essa hipótese, bem como as que a fundamentam.
Embora esteja atento a todas as provas, isso não significa que altere permanentemente a sua hipótese de base nas situações de counselling. Se o counsellor sente, no decorrer de uma entrevista, que o seu cliente pode não ter capacidade de se reorganizar a si mesmo e muda para a hipótese de que o counsellor deve assumir uma quota-parte de responsabilidade nessa reorganização, confunde o cliente e derrota-se a si mesmo. Ficou impedido de provar ou de refutar qualquer das hipóteses. Este eclectismo confuso que prevaleceu na psicoterapia bloqueou o progresso científico nesta área. De facto, é apenas agindo de forma coerente a partir de uma hipótese bem escolhida que se podem conhecer os seus elementos verdadeiros ou nulos.
A Implementação Específica da Atitude do Counsellor
Até agora a discussão, em termos gerais, teve em conta a atitude básica do counsellor para com os outros. Como é que esta atitude se torna efectiva na situação terapêutica? Bastará que o counsellor defenda a hipótese inicial que descrevemos para que a orientação das suas atitudes faça, então, avançar inevitavelmente a terapia? Certamente que isso não será suficiente. É como se um médico do século passado acreditasse que as bactérias provocam infecções. A defesa desta atitude levá-lo-ia provavelmente a obter resultados, em parte, superiores aos dos seus colegas que menosprezariam a sua hipótese. Mas, só na medida em que tornasse efectiva a sua atitude, de forma plena através das técnicas
adequadas, se poderia aperceber da importância dessa hipótese. Só quando esterilizasse a zona em redor da incisão, os instrumentos, os tecidos, as ligaduras, as suas mãos e as dos seus assistentes, é que podia tomar consciência do verdadeiro significado e da plena efectividade da hipótese provisória que defendera de uma forma genérica.
O mesmo se passa com o counsellor. À medida que descobre novas formas de concretizar a sua hipótese centrada no cliente, vão surgindo, através da experiência, novas significações e aí apercebe-se de que a sua profundidade é maior do que aquilo que se supunha no início. Tal como confessa um counsellor em formação: «Defendo as mesmas ideias de há um ano, mas elas adquiriram um significado muito maior para mim».
É possível que um dos contributos gerais mais significativos da abordagem centrada no cliente tenha sido a tónica colocada na investigação sobre a interferência do ponto de vista do counsellor na entrevista. Terapeutas, provenientes de diferentes orientações, exprimem, de forma semelhante, os seus objectivos gerais. Só através de um estudo detalhado da entrevista gravada – de preferência reunindo a gravação sonora e a sua transcrição – será possível determinar que objectivo ou objectivos são, de facto, atingidos na entrevista. «Estou realmente a fazer aquilo que penso que estou a fazer? Estou a operacionalizar os objectivos que enunciei?» São estas as questões que qualquer counsellor deve, constantemente, colocar a si mesmo. Pode- se demonstrar, a partir das nossas análises da investigação, de que não é suficiente um juízo subjectivo feito pelo próprio counsellor sobre estas questões. Só uma análise objectiva das palavras, da voz e da inflexão pode determinar de modo adequado o objectivo real que o terapeuta procura alcançar. Como sabemos, através de muitas experiências sobre as reacções, do material gravado e das investigações feitas por Blocksma (33), não é raro que o counsellor fique surpreendido ao atingir os objectivos que efectivamente procurava na entrevista.
Note-se que, ao discutir este ponto, o termo «técnica» foi afastado a favor das expressões «tornar efectivo» ou «realizar». O cliente está apto a discernir rapidamente quando o counsellor está a utilizar um «método», um instrumento escolhido intelectualmente e que foi seleccionado em função de um objectivo. Por outro lado, o counsellor
está sempre a concretizar, de forma consciente ou inconsciente, a atitude que defende para com o cliente e essas atitudes podem inferir-se e descobrir-se a partir da sua operacionalização. Nesse caso, um counsellor que não defenda, acima de tudo, a hipótese de que a pessoa tem uma capacidade significativa para se integrar a si mesma, pode pensar que empregou «técnicas» e «métodos» não-directivos e demonstrar para sua própria satisfação que esses meios não deram resultado. A gravação do material tende, contudo, a mostrar que no tom de voz, na manipulação do inesperado, nas actividades em torno da entrevista, ele concretiza a sua própria hipótese e não, como julga, a hipótese centrada no cliente. Parece, portanto, que nada pode substituir o confronto permanente entre o objectivo ou a hipótese e a prática ou a sua concretização. O
counsellor poderia exprimir este confronto analítico do seguinte modo:
na medida em que desenvolvo mais clara e mais completamente a atitude e a hipótese subjacentes à intenção que tenho ao lidar com os clientes, devo confrontar a realização dessa hipótese com o material da entrevista. Quando, porém, estudo o meu comportamento específico durante a entrevista, detecto objectivos implícitos de que não tinha consciência, descubro domínios onde não me tinha ocorrido aplicar a hipótese, compreendo que aquilo que para mim era a realização de uma atitude é captado pelo cliente como a realização de uma outra atitude. Nesse caso, o estudo profundo da minha conduta realça, altera e modifica a atitude e a hipótese que tomarei na próxima entrevista. Uma abordagem profunda sobre a concretização de uma hipótese é uma experiência permanente e recíproca.
Algumas Formulações sobre o Papel do Counsellor
Quando voltamos a considerar o desenvolvimento da perspectiva centrada no cliente, encontramos uma firme progressão na tentativa de formular os elementos implícitos na realização da hipótese de base na situação de entrevista. Alguns são formulados por determinados
counsellors, enquanto outros são estabelecidos num plano mais geral.
Consideremos alguns desses conceitos e examinemo-los, atingindo, através deles, a formulação que hoje parece mais comummente aceite pelos terapeutas dentro da referida orientação.
Em primeiro lugar, alguns – counsellors – sobretudo aqueles que têm pouca formação específica – supuseram que o seu papel na actividade de counselling não-directivo devia ser meramente passivo e que deviam adoptar a política do laissez-faire. Um counsellor deste género gosta que o cliente se auto dirija; predispõe-se mais a ouvir do que a orientar; procura evitar impor ao cliente as suas próprias opiniões; considera que muitos dos seus clientes conseguem encontrar em si próprios ajuda. Sente que a fé na capacidade do cliente se manifesta melhor através de uma atitude passiva que envolva um mínimo de actividade e de reacção emotiva da sua parte; procura «estar fora do caminho do cliente».
Esta perspectiva errónea provocou, e com razão de ser, fracassos consideráveis no counselling. Em primeiro lugar, a passividade e a aparente falta de interesse ou comprometimento são sentidas pelo cliente como uma rejeição, pois a indiferença não é, de modo algum, o mesmo que aceitação. Em segundo lugar, uma atitude de laissez-faire não indica, de maneira nenhuma, ao cliente que ele é considerado como uma pessoa com valor. Por isso o counsellor, que desempenha um papel meramente passivo, um papel de ouvinte, pode ajudar um cliente que necessita urgentemente de uma catarse emocional, mas, em geral os seus resultados obtidos serão mínimos e muitos clientes ficarão decepcionados ao receber este tipo de ajuda e desiludidos, com o
counsellor, por este não ter nada para oferecer.
Uma outra formulação acerca do papel do counsellor diz que a sua função é clarificar e objectivar os sentimentos do cliente. O autor, num artigo publicado em 1940, escrevia: «À medida que o cliente fornece material, é função do terapeuta ajudá-lo a reconhecer e a clarificar as emoções que sente» (169, p. 162). Tratava-se de um conceito útil e que descreve parcialmente o que acontece. É, porém, excessivamente intelectualista e, se tomado demasiado à letra, centraliza o processo no
counsellor. Pode querer dizer que só este sabe quais são os sentimentos
e, se adquirir esse sentido, torna-se numa subtil falta de respeito pelo cliente.
A nossa experiência está, infelizmente, tão limitada à comunicação das subtilezas das atitudes emotivas, e os símbolos de expressão são tão pouco satisfatórios, que é muito difícil transmitir ao leitor a
delicadeza das atitudes que o trabalho do terapeuta implica. Aprendemos, com muita pena da nossa parte, que mesmo as transcrições dos nossos casos gravados podiam dar ao leitor uma noção totalmente errada do