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Samfunnsbidrag

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4.2 Kategorier

4.2.4 Samfunnsbidrag

O Quadro I (Anexo H) apresenta a comparação entre queixas fornecidas em 2002 e em 2004 pelas professoras. Segundo o relato da professora, a criança 1 não demonstra comportamentos agressivos. São descritos comportamentos inadequados como por exemplo: tentativas constantes em pedir, incentivar e manipular os colegas para que estes excedam limites ou regras escolares; emissão de comportamentos próprios na intenção de transgredir regras, além da tentativa de omitir tal transgressão.

Os relatos sobre a criança 2 contém indicadores da permanência dos comportamentos agressivos, especialmente daqueles direcionados à colegas. Esta professora parece desempenhar papel importante na vida da criança, dando explicações sobre como resolver situações de brigas entre colegas, mostrando-se justa e amorosa e tornando-se uma figura de confiança para a criança.

Quanto à criança 3, parece não haver indícios de agressividade significativa no relato de sua professora. Ela descreve comportamentos que denomina como hiperativos e avalia-os como prejudiciais para a própria criança, aos colegas e para a dinâmica das aulas. Baseando-se na descrição dos comportamentos atuais desta criança, a queixa a ser considerada é a de hiperatividade.

Em relação a criança 4 obteve-se atualmente uma descrição muito rica sobre formas de expressão de comportamentos agressivos voltados tanto para professora quanto para colegas.

Esta professora mostrou-se empenhada em fornecer todas as informações possíveis com o objetivo de obter orientações sobre como lidar com o caso. Também mostrou-se frustrada com suas tentativas em vão de lidar com o problema. Sendo assim, a queixa de agressividade permanece.

Segundo a professora da criança 5, desde muito pequeno, este já comportava-se de maneira agressiva com ela e demais colegas, gerando descontrole de professores e busca dos pais por psiquiatras e neurologistas. É interessante destacar que esta criança 5 já chegou a dar um soco no olho desta professora, deixando-o roxo por alguns dias. Isto porque ela o havia acusado de roubar uma borracha que depois se descobriu que realmente não havia sido ele. De acordo com tais descrições considera-se que a queixa permanece.

Além de ser descrita como bastante agressiva, a criança 6 também é apontada como transgressora de regras e mentirosa, pois não assume as atitudes que a professora sabe que foram tomadas por ela. Sua agressividade parece ser dirigida em especial a colegas, enquanto com professora mostra-se indiferente. Esta afirma que não sabe se a criança sente respeito ou medo por ela. Ainda existem suspeitas desta professora, sobre o uso de violência física em casa. Devido a estas descrições, considera-se que a queixa quanto ao sujeito 6 permanece.

A criança 7 é descrita carinhosamente pela professora, como uma criança de comportamentos adequados. No entanto não se encontra alfabetizada, ao contrário de todas as outras crianças da turma, o que lhe proporciona insegurança e baixa auto-estima segundo a professora. Para esta, isto é uma questão de oportunidades, uma vez que a criança 7 entrou nesta turma tardiamente. Atualmente afirma que a criança 7 já está bastante socializada e isto lhe alegra, “pois a parte acadêmica não é tudo e o lado dos relacionamentos é bastante importante”. É descrito como bastante inseguro, solicitando diversas vezes a professora para realizar a atividade, contudo não apresenta comportamentos agressivos.

A professora da criança 8 pode ser considerada bastante calma, amorosa e um tanto quanto permissiva frente aos comportamentos inadequados desta criança. Estes parecem ser direcionados para colegas de turma e de escola. O julgamento da professora em relação a estes é o de que se deveria ter mais tolerância com crianças que se comportam desta forma, pois todos têm o direito de ser diferente. Posiciona-se contra qualquer tipo de “rótulo” e afirma não gostar de como outras pessoas da escola, alunos e professores tratam esta criança de forma rotulada. Afirmou, durante, a entrevista que considera esta criança obediente... “pelo menos comigo ele é,

mas outras pessoas não acham isso”. Apesar da boa relação entre criança 8 e professora e de seu

julgamento quanto aos comportamentos descritos, considera-se que esta criança permanece com comportamentos agressivos.

Apesar desta professora julgar os comportamentos da criança 9 como “pouco agressivos”, conclui-se que os mesmos se referem não apenas à desrespeito aos colegas, mas sim, ao uso da agressão para conseguir o que deseja. Considera-se que tais comportamentos, incluindo os desafiadores são direcionados tanto a colegas quanto a professora. Isto a faz ser tida como apresentando a permanência dos comportamentos agressivos descritos em 2002.

Apesar de existir citações de agressividade no cotidiano da criança 10, sua professora afirma que “no geral existem alunos mais agressivos do que ele, é considerado um aluno de comportamento normal”. A mesma a considera uma criança mais “insegura e dependente” do que propriamente agressiva. Neste caso, uma análise mais cautelosa pode sugerir que esta criança utiliza tais comportamentos com o objetivo de defender-se quando se sente ofendida quanto a seu baixo desempenho escolar. São descritas dificuldades acadêmicas gerais, insegurança, baixa auto-estima e dependência desta por sua professora, mas a agressividade não aparece como uma queixa.

A descrição atual da professora da criança 11 contém aspectos que indicam comportamentos agressivos de alta freqüência e intensidade, voltados para colegas e para a própria, por isto também, neste caso, considera-se a permanência da queixa.

No total, sete crianças, sendo 2,3,6,8,9,10 e 11 (63.6%) foram consideradas como apresentando manutenção da queixa de seus professores em relação a comportamentos agressivos, num total de cinco meninos (45.4%) e duas meninas (18.1%). Quatro crianças, sendo 1,3,5 e 7 (36.3%), do sexo masculino, não demonstram indícios da permanência de comportamentos agressivos de alta freqüência e intensidade. No entanto, segundo professoras, estes últimos apresentam outras dificuldades comportamentais.

A maioria dos comportamentos agressivos descritos são direcionados tanto para colegas quanto para a professora (crianças 4, 5, 9 e 11), remetendo a 36.3% dos casos. Já no caso das crianças 2, 6 e 8 (27.2%) tal agressividade é direcionado apenas aos colegas.

Algumas características pertinentes às definições de comportamentos externalizantes podem ser encontradas nos relatos das professoras das crianças citadas, como por exemplo, a transgressão de regras presente nas crianças 1, 4, 6, 8, e 11 (45.4% da população), o

comportamento desafiador presente nas crianças 2, 4 e 11 (27.2%), comportamentos impositivos nas crianças 4, 9 e 11 (27.2%) e comportamentos mentirosos nas crianças 1, 6, 9 e 11 (36.3%).

Também são encontrados demais problemas comportamentais, que não a agressividade, na descrição das professoras nos casos 1, 3, 5, 7 e 10.

No caso da criança 1, as descrições da professora remetem a elementos pertencentes a temática da delinqüência, porém sem agressividade. A criança 3 é descrita como apresentando hiperatividade e a criança 5 apresenta problemas psiquiátricos com oscilação de humor, o que a caracteriza como um caso atípico dentro do grupo estudado. As crianças 7 e 10 (18.1%) são apontadas como apresentando insegurança e baixa auto-estima de forma concomitante, o que de acordo com ambos os casos, parece estar relacionado a um problema de dificuldade acadêmica.

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