4.3 Analyse og drøfting
4.3.1 Makt og ansvar - Drøfting og delkonklusjon
A Tabela II apresenta quais crianças foram indicadas como casos clínicos ou limítrofes em cada uma das 8 escalas do TRF. As cédulas em branco remetem ao padrão normal obtido pela criança naquela escala, ou seja, a ausência de problemas significativos. Destaca-se que a ausência de problemas nas escalas especificas não exclui a possibilidade da indicação clínica do caso, uma vez que os pontos de cada escala podem não alcançar o necessário para a indicação clínica nela, mas quando agrupados podem alcançar os requisitos para a indicação de problemas internalizantes, externalizantes ou totais.
Tabela II- Casos clínicos ou limítrofes em cada uma das 8 escalas do TRF.
Escalas TRF C 1 C 2 C 3 C 4 C 5 C 6 C 7 C 8 C 9 C10 C11 Introversão / Retraimento Limítrofe Queixas Somáticas
Ansiedade / Depressão Clinico
Problema Contato Social Clinico Clinico Limítrofe
Problemas com
pensamento Clínico
Problemas com a
atenção Clínico
Comportam.
Delinqüente Clínico Clínico
Comportamento
Apenas a criança 5 é apontada como apresentando problemas na escala de introversão/retraimento, sendo que sua pontuação a coloca na faixa limítrofe entre casos clínicos e não clínicos.
Nenhuma criança apresentou problemas relativos a escala de queixas somáticas e apenas a criança 7 obteve indicação clínica na escala de ansiedade/depressão. Já na escala de problemas com o contato social existem dois casos tidos como clínicos (C7 e C10) e um limítrofe (C11). Pode ser destacado a compatibilidade de ambos casos tidos como clínicos e as descrições das respectivas professoras.
Na escala de problemas com pensamento apenas a criança 4 foi apontada como caso clínico e na escala de problemas com atenção, apenas a criança 11. A escala de problemas com atenção apresenta duas sub-escalas: problemas de falta de atenção e problemas de hiperatividade- Impulsividade. Pontuam de forma preocupante quanto a problemas de falta de atenção as crianças 10 e 11, e pontuam significativamente em relação a problemas de hiperatividade- impulsividade as crianças 4 e 11. As demais crianças, inclusive a criança 3 que é apontada por sua professora como hiperativa, não obtiveram pontuação significativa nestas sub-escalas de problemas com atenção.
Obtiveram indicação clínica tanto para comportamento delinqüente quanto para agressivo as crianças 4 e 11. Esta averiguação é semelhante ao relato de ambas professoras. Destaca-se que nestes dois casos há sobreposição de indicações, pois C4 é indicado como caso clínico em três escalas (problemas com pensamento, comportamento delinqüente e agressivo); enquanto C11 apresenta indicações em quatro delas (problemas com contato social, com atenção, comportamento delinqüente e agressivo); além da alta pontuação de ambos para hiperatividade- impulsividade.
Já as crianças 5, 6 e 8 obtiveram pontuação que as coloca na faixa limítrofe da escala de comportamento agressivo.
Pode ser destacado, que de acordo com esta análise 5 das 11 crianças estudadas (45.4%) apresentam problemas de comportamento agressivo, a saber C4, C5, C6, C8 e C11.
Ao agrupar as escalas, foi possível obter as indicações clínicas, limítrofes ou não clínicas quanto a problemas internalizantes, externalizantes e totais de acordo com o programa computadorizado ADM 3.20, para avaliação do TRF. Tais resultados são mostrados na Tabela III.
Tabela III- Indicação clinica ou limítrofe para problemas internalizantes, externalizantes e totais.
Problemas
TRF C 1 C 2 C 3 C 4 C 5 C 6 C 7 C 8 C 9 C10 C11
Internalizantes Clínico Clinico Limítrofe
Externalizantes Clínico Limítrofe Clínico Clínico Clinico Clinico Clínico Clinico Clinico Clínico Totais Limítrofe Limítrofe Clínico Clinico Clinico Limítrofe Limítrofe Clinico Clínico
Duas crianças foram tidas como apresentando necessidade de atendimento clínico relativo a problemas internalizantes (C5 e C7) enquanto uma (C10) foi apontada como limítrofe nestes.
Com exceção da criança 7, todas as crianças estudadas apresentam problemas externalizantes de acordo com esta análise. Foram apontados como clínicos os casos 1, 3, 4, 5, 6, 8, 9,10 e 11, e como limítrofe o caso 2. Num total tem-se que 90.9% da população estudada apresenta problemas externalizantes.
Apenas as crianças 1 e 9 não foram apontadas como apresentando problemas no total. Os demais se dividem entre limítrofes (C2,C3,C7, e C8) e clínicos (C4,C5,C6,C10 e C11).
As crianças 5 e 10 apresentam indicações relativas às todas as problemáticas do instrumento, ou seja, problemas internalizantes, externalizantes e totais.
Esta análise do ADM 3.20 aponta ainda que as professoras das crianças 4, 5, 6, 7, 8, 10 e 11 relatam mais problemas do que usualmente é relatado por professores de crianças desta faixa etária, além disto, o perfil de problemas encontrados nos casos 4 e 11 são significantemente similares ao perfil típico de delinqüência/agressividade.
Destaca-se que todas as crianças participantes desta pesquisa receberam indicação da presença de problemas no TRF. Com exceção da criança 2, que obteve indicação limítrofe para comportamentos externalizantes e totais, todas as demais obtiveram ao menos uma indicação clínica através deste instrumento.
Os problemas externalizantes, que são formados pela soma das escalas de comportamento agressivo e delinqüente, atingiram indicações suficientes para que houvesse uma avaliação mais profunda sobre os mesmos. Também considerou-se pertinente a especificação de tais pontos devido ao fato de muitas destas crianças terem obtido indicações clínicas para problemas externalizantes sem terem sido indicadas como clínicas ou limítrofes nas escalas individuais de comportamento agressivo ou delinqüente do TRF.
A Tabela IV mostra os pontos brutos e os T scores correspondentes, de cada criança em relação a comportamentos agressivos, delinqüentes e problemas externalizantes. Destaca-se que para cada escala independente (agressivo e delinqüente), a pontuação inferior à 67 remete a ausência de problemas, aquelas iguais ou superiores à 67 que atingem até os 70 pontos são considerados limítrofes, enquanto os iguais ou acima de 71 são tidos como clínicos. Já para a soma dos pontos brutos destas duas escalas, que remete ao total de problemas externalizantes, a pontuação abaixo de 60 é tida como normal, aquela de 60 à 63 é limítrofe e a pontuação igual ou superior a 64 é considerada clínica.
Tabela IV. Pontos Brutos e T scores relativos às escalas de Comportamento Agressivo, Delinqüente e Totais de Problemas Externalizantes.
Crianças Escala Comportam. Agressivo Escala Comportam. Delinqüente Total Problemas Externalizantes Pontos Brutos T scores Pontos Brutos T scores Soma Brutos T scores C 1 19 63 5 66 24 64 – C C 2 19 63 4 63 23 63 – L C 3 20 64 5 66 25 64 – C C 4 38 87 – C 8 77 - C 46 83 – C C 5 25 67 – L 5 66 30 68 – C C 6 28 69 – L 4 63 32 69 – C C 7 6 54 3 60 9 56 C 8 25 67 – L 4 63 29 66 – C C 9 22 65 5 66 27 65 – C C 10 22 65 5 66 27 65 – C C 11 38 87 – C 6 72 – C 44 82 – C
Ao lado dos T scores podem ser observadas as indicações C – clínica e L – limítrofe. Esta tabela mostra a forma como as crianças C1, C2, C3, C9 e C10 apesar de não terem pontuado de forma suficiente para a indicação clínica ou limítrofe nas escalas individuais de comportamento agressivo ou delinqüente, apresentam estas indicações na totalidade de problemas externalizantes.
Quanto à escala de comportamento agressivo, com exceção da criança 7, podem ser observados que os demais T scores pontuam entre 63 e 65, o que está próximo da pontuação considerada limítrofe, que é 67. Também interessante, são as pontuações referentes à escala de comportamento delinqüente, pois cinco crianças (C1,C3,C5,C9 e C10) apresentam o T score igual a 66 pontos, que é o limite para serem tidos como sem problemas na escala. Outras três
crianças apresentam T scores iguais a 63, o que assim como fora dito para escala de comportamento agressivo, está próximo do limiar de indicação limítrofe.
Ao compararmos os T scores dos problemas externalizantes, pode ser observada a discrepância das crianças 4 e 11 em relação aos demais do grupo. Enquanto os demais pontuam em média 64 pontos, a criança 4 apresenta 83 pontos e a 11 atingiu 82 pontos.
1.1.3 Análise Comparativa entre comportamentos agressivos descritos e resultados do