4.3 Analyse og drøfting
4.3.8 Inkludering - Drøfting og delkonklusjon
O Quadro II (Anexo I) apresenta as informações resumidas sobre o desempenho acadêmico e comportamentos em sala de aula das crianças estudadas.
Segundo a professora da criança 1, esta não apresenta dificuldades acadêmicas. Ela é descrita como independente e mais inteligente que os colegas de sala, apresenta bom ritmo de trabalho e conclui tanto tarefas em classe como as de casa de forma satisfatória. Apresenta motivação escolar, segue as exigências da rotina e apresenta iniciativa para as atividades propostas.
A criança 2 é considerada boa aluna, com bom ritmo de trabalho e independente dentro da sala de aula. Suas tarefas de classe são feitas de forma satisfatória, embora as tarefas de casa sejam feitas por outros familiares. Apresenta motivação escolar, segue as exigências da rotina e tem iniciativa para as atividades propostas.
Segundo professora, a criança 3 poderia ter evoluído mais e ter apresentado melhor desempenho acadêmico ao longo do ano, não fosse seu comportamento hiperativo em sala de aula. É descrito como um bom aluno que acompanha os demais, é motivado e segue as exigências da rotina escolar. Seu ritmo de trabalho é rápido, pois gosta de terminar as atividades antes para poder “circular” pela sala de aula. Suas tarefas em classe e de casa são efetuadas de forma insatisfatória, não apresenta iniciativa para as atividades propostas. Porém, recebeu diversos elogios quanto às habilidades comunicativas, além de ser descrito também como uma criança independente.
A criança 4 é avaliada como tendo desempenho regular, pois apresenta dificuldades para realizar algumas atividades, copiando por vezes as tarefas dos colegas em classe. Não mostra interesse ou motivação por tais atividades e também não realiza tarefas de casa. Trata-se de uma criança que não segue as exigências da rotina escolar, bem como não apresenta iniciativa para as atividades propostas. Apesar do ritmo de trabalho ser considerado bom, realiza as atividades em classe de forma insatisfatória. É considerada independente da professora, uma vez que prefere copiar atividades prontas a pedir ajuda à esta.
A criança 5 freqüenta as aulas por menos tempo que os demais, não tem tarefas de casa e, em geral, não tem sido punido quando se recusa a fazer a atividade da forma proposta. É considerado como desobediente e voluntarioso, pois realiza quando e como quer as atividades. Não segue as exigências da rotina escolar, apresenta ritmo de trabalho lento, e as tarefas em classe são concluídas de forma insatisfatória. No entanto a professora considera que ele tem bom desempenho e iniciativa para atividades propostas, em especial, em matemática. O aluno demonstra interesse e motivação por atividades que envolvam raciocínio lógico, e é considerado independente.
A criança 6 é avaliada como aluna regular, sem interesse e motivação pelas atividades acadêmicas. Eventualmente segue as atividades da rotina escolar ou mostra iniciativa para as atividades propostas. Apresenta bom ritmo de trabalho, e as tarefas tanto em classe como em casa são efetuadas de forma satisfatória. É independente da professora, por vezes mostrando-se indiferente a esta.
A criança 7 ainda não é alfabetizada como as demais de sua sala atual. Apresenta baixo rendimento acadêmico e é tido como dependente da professora para todas as atividades em sala de aula. Apresenta ritmo de trabalho lento, e suas tarefas de classe e em casa são consideradas de nível insatisfatório. Cumpre as exigências da rotina escolar. Mostra-se eventualmente motivada, e não apresenta iniciativa para as atividades propostas.
A professora da criança 8 ressalta a falta de capricho desta para as atividades, pressa para encerrá-las, tentativas de omitir comportamentos inadequados e inúmeras faltas à escola. Apresenta ritmo de trabalho rápido, tarefas em classe satisfatórias, mas aquelas realizadas em casa são consideradas insatisfatórias. Apresenta motivação e iniciativa para as atividades propostas, porém eventualmente segue as rotinas impostas pela escola.
Apesar de também demonstrar pressa na realização das atividades e falta de cuidados com o material, a criança 9 é tida como uma das melhores alunas da classe, inteligente, interessada. motivada e independente. Tem iniciativa para atividades escolares, e ambas as tarefas são consideradas satisfatórias. Não segue as exigências da rotina escolar, e é descrita como mimada, pois quer tudo de seu jeito, em especial quanto ao uso de materiais que não lhe pertencem.
A criança 10 apresenta baixo aproveitamento e engajamento escolar, além de ser tido como dependente da professora para a realização das atividades cotidianas. Possui ritmo lento, se recusa a realizar atividades, tem suas tarefas de casa feitas pelo irmão mais velho. As tarefas em classe são insatisfatórias, sendo que a criança chora quando é corrigida ou apaga e não quer fazer mais.
O desempenho acadêmico da criança 11 é avaliado como insatisfatório. Esta criança não é alfabetizada, não acompanha a turma e não apresenta interesse e motivação para com as atividades escolares. Não segue as exigências da rotina, e não apresenta iniciativa para as atividades escolares propostas. Seu ritmo de trabalho é lento, e suas tarefas tanto em classe como em casa são realizadas de forma insatisfatória. Seus desenhos são imaturos e diferentes dos demais da turma, além de necessitar de atenção exclusiva para efetivar as atividades diárias.
Em suma, de acordo com os relatos das professoras, somente a criança 9 foi considerada ótima aluna (9%); cinco delas, sendo 1,2,3,5 e 8 (45.4%) foram consideradas boas alunas; duas delas, as crianças 4 e 6 (18.1%) foram tidas como alunas regulares e três casos, 7, 10 e 11 (27.2%) considerados com rendimento insatisfatório.
Em relação ao ritmo de trabalho, 4 crianças (36.3%) foram julgadas por seus professores como lentas, outras 4 (36.3%) tidas como apresentando bom ritmo e 3 delas (27.2%) foram apontadas como rápidas. Na opinião das professoras 5 crianças (45.4%) foram consideradas como apresentando tarefas de classe de forma satisfatória, enquanto 6 delas (54.5%) foram tidas como as realizando de forma insatisfatória.
É interessante destacar que uma das professoras participantes não fornece tarefas de casa para seus alunos (C5), desta forma, considera-se apenas 10 crianças neste quesito. Segundo respectivas professoras, apenas 3 crianças (30%) cumprem suas tarefas de casa de modo satisfatório, enquanto a maioria delas (70%) não o fazem.
Quatro destas crianças (36.3%) não apresentam motivação escolar, outras quatro (36.3%) apresentam, enquanto três delas (27.2%) mostram-se motivadas eventualmente. Também quatro crianças (36.3%) não seguem as exigências da rotina escolar, duas delas (18.1%) eventualmente seguem, enquanto cinco (45.4%) seguem tais exigências.
Quanto as iniciativas para atividades escolares, 5 crianças (45.4%) foram apontadas como apresentando iniciativa, enquanto outras 5 (45.4%) não a apresentam. Apenas uma criança (9.09%) eventualmente apresenta iniciativa para atividades escolares.
1.2.1 Resultados referentes à relação aluno-colegas.
A Tabela VII apresenta os resultados da relação aluno-colega, que é composta pelos seguintes itens: brigas com colegas, rejeição destes, recebimento de queixas dos colegas, e freqüência de humilhações e gozações feitas e recebidas pelas crianças em questão.
Tabela VII- Freqüência de brigas, recebimento de queixas, rejeição, e gozações / humilhações na relação com colegas.
Nunca Eventualmente Sempre
Briga com Colegas 7 1,9 2,3,4,5,6,8,10,11
Recebe Queixas de Colegas 7, 10 1,2 3,4,5,6,8,9,11 Rejeição dos colegas pelo Sujeito 1, 7 2,3,6,8,9,10,11 4,5 Faz Gozações/ Humilhações 7 1,2,8,9 3,4,5,6,10,11 Recebe Gozações/ Humilhações 2,5,7,9, 10 1,4,6,8,11 3
De acordo com a Tabela VII, apenas a criança 7 nunca briga com seus colegas, enquanto as crianças 1 e 9 eventualmente brigam, e as crianças 2,3,4,5,6,8,10,11 (72.7%) sempre o fazem.
Quanto ao recebimento de queixas de colegas, 7 crianças (63.6%) foram apontadas por suas professoras como estando sempre recebendo estas, 2 crianças (18.1%) foram tidas como recebendo eventualmente tais queixas enquanto outras 2 (18.1%) nunca as recebem.
Duas crianças (18.1%) são apontadas por suas professoras como nunca rejeitadas pelos colegas, 7 delas (63.6%) são apontadas como eventualmente rejeitadas e 2 (18.1%) são consideradas sempre rejeitadas por colegas. A maioria das crianças estudadas (54.5%) sempre
fazem gozações ou humilhações de seus colegas, 4 delas eventualmente fazem, e apenas uma não o faz. Cinco destas crianças (45.4%) nunca recebem gozações ou humilhações de colegas, outras 5 (45.4%) eventualmente recebem e apenas uma (9%) sempre recebe.