Svar på samrådsinnspill og forhåndsuttalelser:
Munkedamsveien 53-59 (Filipstad) disse bilene tjener ikke penger på å frakte
7. VaReleVeRINg VeD NaTIONalTHeaTReT
8.1 Samarbeid og planprosess
Enquanto as gerações que os antecederam tendem a dialogar com modelos conservadores de conduta e percepção, os jovens estariam mais aptos a introjetar novas formas de sensibilidade e a assumir a perspectiva nômade que os torna habilitados a apreender e a viver o mundo através de fluxos transversais que recortam, indistintamente, vários territórios e classes sociais. As novas sensibilidades são produzidas por uma experimentação tecnologicamente mediada e pelo consumo cultural em grande escala, cuja linguagem é a audiovisual. Ao lado da televisão, a internet, neste aspecto, ocupa posição de destaque. (Borelli, 2009: 122 e 123).
Os jovens, muitas vezes, são nômades: clamam por mudanças, apreciam as inovações e adaptam-se rapidamente às novidades tecnológicas e às novas sensibilidades, propiciadas pelo aprimoramento do universo virtual e digital, além de andarem pelos espaços públicos e navegarem pela internet, sempre em movimento, um movimento veloz e complexo. Entretanto não deixam de ser gregários; voltam para casa e usufruem do apoio e proteção familiar. E mais, mesmo contestando e questionando as regras e a ordem estabelecida, não deixam de tirar proveito delas quando precisam.
[...] são nômades, trafegam pelo bairro e pela cidade com “rodinhas nos pés”, navegam pelas infovias (desordenando espacialidades, embaralhando presente, passado e futuro), como portadores de novas ordens de sensibilidades. Contudo, são gregários quando retornam “à casa” em busca de abrigo, proteção, acolhida [...] (Borelli, 2009:150).
O desenvolvimento tecnológico, a informática e as mídias são, em grande parte, responsáveis por facilitar o nomadismo a um jovem do século XXI, pois permitem que esses jovens saiam do próprio universo e se comuniquem com os mais variados e longínquos lugares do planeta – e permitem, até, ultrapassar tempos distintos –, numa época em que os homens já se tornaram sedentários há muito tempo, isto é, em que o ser humano não necessita
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mais migrar, a todo momento, atrás de comida e abrigo por ser vulnerável às condições geográficas ou climáticas.
Os jovens conseguem, com mais facilidade, ultrapassar e embaralhar tempos e espaços por meio das novas relações estabelecidas com a tecnologia, mesmo fazendo parte de uma sociedade que parece tender, cada vez mais, ao controle, à comodidade e à segurança; mesmo vivendo numa época em que os caminhos já foram traçados ou planejados, em que quase tudo está mastigado, experimentado e analisado, em que, aparentemente, quase tudo já foi descoberto ou inventado; resumindo, mesmo vivendo em um mundo no qual as condições materiais são suficientes para garantir a sobrevivência e, até, o conforto dos homens, ou seja, um mundo em que o ser humano, teoricamente, já está liberado da subsistência e da urgência material, em que não se preocupa mais em sobreviver, e sim em viver. É claro que tudo isso com custos altos ao meio ambiente, além de fundado na distribuição desigual dos recursos, o que permite a existência tanto do luxo quanto da miséria.
A época contemporânea permite a convivência de temporalidades diferentes, a existência de contradições e a complementariedade de movimentos opostos, como, por exemplo, gregarismo e nomadismo. E os jovens parecem ser os melhores adaptados à simultaneidade, ao convívio de tempos e espaços distintos, mesmo porque já nasceram aprendendo a lidar com os computadores e com mundo virtual. E mais, muitos nasceram sob governos democráticos, que possibilitaram a coexistência da diversidade e da pluralidade.
Os jovens podem ser considerados nômades em função da facilidade em lidar com as mudanças, em mudar de opinião, em se renovar, em questionar a ordem das coisas, assim como pelo fato de viverem em movimento, em permanente vir a ser, como uma obra inacabada e aberta às modificações, por acreditarem não precisar tanto de estabilidade, por terem nascido num mundo em que nada é fixo, em que não existem verdades absolutas ou, então, em que as verdades são momentâneas, enfim, em que praticamente tudo é passageiro.
Essa atitude nômade de se manter aberto às novas experiências e ideias, às mudanças, também está muito presente em Somos tão Jovens. Renato Russo pode ser considerado, sob determinado ângulo, um nômade, pois vivia em constante movimento, reinventando-se, agrupando-se com alguns amigos, desfazendo o grupo, unindo-se a outros, andando em bando
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sem deixar de ser um trovador solitário, mesmo que essa tenha sido apenas uma fase de sua carreira. Já em Confissões de Adolescentes, é mais visível a capacidade dos jovens de se adaptarem a toda uma nova estrutura de relacionamentos pautada nas mídias digitais, nas redes sociais e, principalmente, no facebook. Mas tanto Renato quanto as irmãs Christina, Bianca, Alice e Clara, sempre puderam contar com o apoio familiar, com a casa deles e com uma condição de vida estável, ou seja, não deixaram de ser gregários porque apresentavam característica de nomadismo.
Tanto os jovens de 1980 quanto os de 2010 – apesar de algumas diferenças geracionais – são jovens que nasceram numa época muito mais interessada na perspectiva do movimento e da mudança do que numa concepção de mundo baseada na duração e na permanência. Um momento histórico que valoriza o novo, a inovação, o jovem – uma época em que o processo de juvenilização (permanecer em aberto, em permanente elaboração) se acentua. Entretanto, os tempos contemporâneos carregam suas contradições: ao mesmo tempo em que é uma época propícia à intensificação do processo de juvenilização, também é uma época que tende ao controle e à segurança, uma época em que o GPS já mapeou praticamente todos os cantos do mundo, e poucos são os lugares e pessoas que estão fora do radar. A própria tecnologia que, por um lado, liberta e complexifica, por outro, pode aprisionar.