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Samarbeid og avgrensninger

População em idade escolar, segundo o sexo, por grupos anuais de idade (Apuração <• ajustamento) IDADE ANOS COMPLETOS 6 7 8 9.... 10 11 12 13 •. 14 15 HOMENS No. apurado 17 937 17 478 17 224 17 468 18 770 17 401 17 632 16 737 10 846 16 314 173 037 N.° ajustado 17 779 17 847 17 8G5 17 832 17 749 17 016 17 433 17 200 16 916 10 582 174 819 MULHERES N°. apurado 17 700 17 342 17 116 17 501 IS 900 17 901 18 376 18 030 17 945 18 079 178 932 N°. ajustado 17 642 17 738 17 826 17 900 17 079 18 043 18 100 18 148 18 189 18 222 179 793

Em conjunto a população em idade de 6 a 15 anos ascende a 352.000 — 355.000 (segundo a apuração, 352-539; segundo o ajus- tamento, 354.612).

A população de 7 a 12 anos, que em nossa estimativa de previsão efetuada em 1941 fora calculada em 224.298, resulta um pouco inferior a essa cifra, sendo de 213.000 — 214.000 (segundo a apuração, 213.151; segundo o ajustamento, 213.934).

(7) O ajustamento foi efetuado da maneira seguinte: os dados dos presentes, apurados por anos de idade, foram grupados por quinquênios, de 3 a 7, de 8 a 12 e de 13 a 17 anos, e depois cindidos de novo em grupos anuais mediante inter- polação parabólica. Do trabalho incumbiu-se Jorge Djalma Soares.

O cálculo da população em idade escolar fornece dados de referên- cia para o estudo da estatística escolar.

Por exemplo, comparando o número das aprovações verificadas em 1940 nas primeiras três séries do ensino fundamental comum, 82.959, com o número dos presentes nas idades de 8 a 10 anos, 107.157 obtém-se a proporção de 77,42%, indicando que o número dos apro- vados fica inferior de cerca de um quinto ao que se teria se todas as crianças freqüentassem com êxito as primeiras três séries do curso primário. A proporção, no entanto, é relativamente satisfatória.

PARA A I N D Ú S T R I A ( * )

ROBERTO MANGE

Do Departamento Regional do SENAI, em São Paulo

A utilização do fator humano na indústria, considerada de um modo genérico, apresenta uma gama de atividades que, de operações simples, de natureza puramente anatômica, evolui até funções essencialmente mentais, de caráter imaginativo.

Nessa evolução de requisitos profissionais que, teoricamente, apre- senta gradação contínua, são normalmente estabelecidos patamares que definem situações iguais quanto a esses requisitos em função da natureza idêntica ou semelhante das atividades exercidas.

A cada patamar de requisitos corresponde, conseqüentemente, de- terminado nível de conhecimentos a serem adquiridos e certa capacidade de execução. Daí decorre não só o tipo de preparo a ser fornecido aos elementos que deverão atuar na indústria, em cada um dos patamares, como também as qualidades e aptidões a serem pesquisadas através de processo seletivo judicioso.

Classificando o conjunto das atividades do fator humano na indústria em traços mais largos, podemos distinguir 3 categorias fundamentais:

l.a) a da chamada mão de obra que corresponde ao elemento

executor — o operário — e cuja cúpola é o mestre;

2.a) a dos técnicos que exercem funções de controle e comando

na produção e que cooperam nos estudos de organização e de planeja- mento ;

3.a) do pessoal técnico superior de direção e administração —

engenheiros ou outros graduados — que planejam, organizam e admi- nistram .

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS

Cada uma dessas categorias constitui um dos três elos que formam a corrente através da qual se exerce o esforço da produção (Fig. 1 ) . Qualquer enfraquecimento de um desses elos reduzirá o esforço aquele que esse elo for capaz de suportar, deixando improdutiva parte da capacidade maior dos outros — isso caso o elo mais fraco não rompa, trazendo profundo desequilíbrio no processo da produção.

Há necessidade, portanto, de se cuidar de desenvolver os três elos, isto é, as três categorias acima definidas, de um modo homogêneo, reforçando-os de maneira uniforme e continua. Só assim é que se poderá ampliar o esforço na produção industrial.

A visão de conjunto é, pois, indispensável e é requisito fundamental para se poder justificar a ampliação de um ou outro dos elos, considerado fraco ou mal constituído para resistir ao esforço da produção.

Atualmente, o problema se apresenta na indústria do Brasil sob um aspecto bastante precário, pois, tanto em quantidade como em qualidade, são fracos os três elos para atender ao crescente desenvolvimento do parque industrial.

A primeira categoria, a da mão de obra propriamente dita, existe, mas em condições de predominante improvisação, pois as Escolas Profis- sionais são apenas suficientes para atender a uma pequena percentagem das necessidades, e que não ultrapassa, por exemplo, no Estado de São Paulo, 8% do número total de jovens artífices que, anualmente, deve- riam ser incorporados à indústria.

Em boa hora foi criado o Serviço Nacional de Aprendizagem Indus- trial ( S E N A I ) , que chamou a si a tarefa de preparar mão de obra em larga escala, mas em nível algo inferior ao das Escolas Profissionais.

Ao SENAI cabe cerca de 75% da preparação dos operários qualifi- cados (artífices), e dentro de poucos anos poderá esse Serviço atingir seu objetivo.

Mesmo assim, deverão ser fortemente ampliadas as Escolas Profis- sionais, visando sempre a formação de operários altamente qualificados. Assim, no Estado de São Paulo a previsão deve ser no sentido de tri- plicar o número de egressos dessas Escolas, para atingir a cota de cerca de 25% de artífices de formação integral, requeridos pela indústria. Quanto ao elo intermediário que corresponde à categoria dos téc- nicos, é constituído por um contingente extremamente diminuto e insufi- ciente de elementos principalmente alienígenas.

Isso se deve ao fato de, até bem pouco tempo, praticamente não existirem no país instituições destinadas à formação desses técnicos, e as contingências decorrentes da situação mundial acentuaram mais ainda tal deficiência. •

Essa falha virá a ser, todavia, parcialmente sanada pela recente organização de algumas Escolas Técnicas federais, estaduais e parti- culares já em funcionamento,

Mas é, atualmente, a, insuficiência absoluta de técnicos, de condutores de trabalho, que suscita verdadeira crise na indústria, e a imprevisão, principalmente neste setor, é das mais prejudiciais à melhoria quantita- tiva e qualitativa da produção.

Encontramos operários, sem o devido preparo, assumindo funções superiores à sua capacidade e, às vezes, engenheiros realizando tarefas que são da alçada do técnico.

O técnico deve ser o braço direito do engenheiro, seu ajudante e auxiliar imediato. Pensa e fala como ele, bem que sua cultura técnica seja menos elevada.

, A formação do técnico se assemelha muito mais à do engenheiro do que à do operário altamente qualificado e ele não pode, de forma alguma, ser considerado, como é ainda bastante comum entre nós, como um mestre de melhor qualidade.

Não será exagero pedir-se que, para cada engenheiro que se forme, sejam preparados, também, três técnicos que o auxiliem.

Finalmente a categoria do pessoal técnico superior, em que o enge- nheiro pode ser considerado como elemento representativo, não deixa de apresentar também suas deficiências, quanto ao número, à especiali- zação, às oportunidades de aperfeiçoamento posgraduado, à flexibilidade das instituições de ensino técnico superior e mesmo quanto ao indispen- sável nível real a ser exigido na concessão de diplomas.

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Principalmente no que diz respeito ao número, intensa é a atividade que vem sendo desenvolvida. Porém, se o aparelhamento material e os recursos didáticos não acompanharem de perto essa evolução quanti- tativa, poderá, facilmente, haver prejuízo na qualidade dos futuros enge- nheiros.

Feita abstração das condições de emergência criadas pela guerra, é recomendável uma evolução mais paulatina, bem que planejada em largos traços para o futuro.

Valorizar o engenheiro, proporcionando-lhe preparo técnico de qualidade eficiente, valorizá-lo ainda, dando-lhe auxiliares técnicos que multipliquem sua capacidade de execução, é o problema que cabe resolver, para que o elo superior cumpra realmente sua função na corrente da produção.

Feita a análise sucinta do estado atual das três categorias de elemen- tos que, num contínuo encadeamento de funções, atuam tecnicamente na produção industrial, apresenta-se, como requisito de maior urgência, a preparação de técnicos em quantidade e em qualidade requeridas pelo parque industrial do país.

A situação atual assemelha-se à representação abaixo, (fig. 2) em que o primeiro elo da corrente corresponde a uma estrada em que se transita com dificuldade.

Com o segundo elo coincide um atoleiro que, embora não impe- dindo completamente a passagem, desequilibra profundamente o trânsito.

Na terceira etapa também surgem diversos impecihos. A esse estado de coisas vem-se remediando:

— asfaltando o primeiro trecho — é o trabalho das Escolas Profis- sionais e do S E N A I ;

— alargando e melhorando o leito do terceiro trecho — com a formação de novos engenheiros.

Mas o trecho intermediário é que pede providências urgentes, para que onde existia um atoleiro se possa ter passagem franca.

Só assim é que os melhoramentos feitos nas outras partes serão realmente eficientes para o conjunto.

Em resumo, na preparação do fator humano para a indústria, deve ser desenvolvida com a máxima intensidade a formação de técnicos — intermediários entre mão de obra e o pessoal técnico superior — para garantir a eficiência da produção.

A ALIMENTAÇÃO NOS PARQUES INFANTIS