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2 Oppsigelse på grunn av virksomhetens forhold

2.3 Saklighetskravet i aml. § 15-7

A pesquisa foi realizada em quatro escolas públicas regulares (E1, E2, E3 e E4), de ensino fundamental e médio (período diurno), situadas no município de Lavras, ao sul de Minas Gerais, onde encontravam-se os adolescentes dotados que frequentavam o CEDET (Centro para Desenvolvimento do Potencial e Talento), e seus pares sem indicadores de dotação. Na E1 foram encontrados 20D29 e 13SID30; na E2 22D e 20SID; na E3 18D e 15SID; e finalmente na E4 12D e 12SID.

29 D = Dotados.

3.4 Instrumentos

Três instrumentos de autorrelato foram utilizados pelos participantes do estudo para a coleta dos dados: um questionário sobre o poder aquisitivo da família, um formulário de dados acadêmicos e uma escala para medir as habilidades sociais.

O Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) (ANEXO A) consiste em uma lista de itens com o objetivo de obter os dados de identificação do participante, como idade e sexo (item I), e das condições socioeconômicas da família dos adolescentes, com base na posse de bens de consumo duráveis (item II), e grau de instrução do chefe da família (item III). Tal classificação é estratificada em cinco classes (A, B, C, D, E), sendo que as duas de maior poder aquisitivo são subdivididas (A1 e A2, B1 e B2).

O Formulário de Dados Acadêmicos (FDA) (APÊNDICE A) contém quatro questões que objetivam identificar a instituição onde o participante estuda (questão 1), a série ou ano que estuda (questão 2), dados sobre adiantamento de série ou ano (questão 3) e a participação e tempo de permanência em outros ambientes (questão 4). O mesmo foi elaborado pela pesquisadora a fim de obter dados relevantes à análise de possíveis variáveis que possam estar relacionadas ao repertório de habilidades sociais de adolescentes dotados e de seus pares sem indicadores de dotação.

O Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes - IHSA-Del Prette (DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2009) (ANEXO B) constitui-se de 38 itens elaborados para contemplar as principais demandas de desempenho interpessoal de adolescentes entre 12 e 17 anos em relação à família, amigos, colegas, pessoas de autoridade, parceiros afetivo-sexuais, desconhecidos e aos diferentes contextos (relações familiares e escolares, afetivo-sexuais, lazer, trabalho e amizade). Para cada um dos itens, o adolescente deve julgar: (a) quão difícil é para ele apresentar a reação indicada no item; (b) qual a frequência com que apresenta a reação indicada em cada item. Nesses dois indicadores (frequência e dificuldade), as respostas são mensuradas em uma escala tipo Likert, de 5 pontos. Para a frequência, as categorias de respostas são: 0 a 2 – em cada 10 situações desse tipo me comporto dessa forma no máximo 2 vezes; 2 a 4 – em cada 10 situações desse tipo me comporto dessa forma de 3 a 4 vezes; 5 a 6 – em cada 10 situações desse tipo me comporto dessa forma de 5 a 6 vezes; 7 a 8 – em cada 10 situações desse tipo me comporto dessa forma de 7 a 8 vezes; 9 a 10 – em cada 10 situações desse tipo me comporto dessa forma de 9 a 10 vezes. As categorias de respostas para o indicador de dificuldade são: nenhuma, pouca, média, muita e total. Com relação às qualidades psicométricas do instrumento, o estudo de validação original mostrou que a escala

tem elevada consistência interna (Coeficiente Alpha de 0,896 para frequência e 0,904 para dificuldade) e uma estrutura de seis fatores, sendo: Fator 1 – Empatia (10 itens, alpha = 0,820), Fator 2 – Autocontrole (8 itens, alpha = 0,686), Fator 3 – Civilidade (6 itens, alpha = 0,751), Fator 4 – Assertividade (7 itens, alpha = 0,679), Fator 5 – Abordagem Afetiva (6 itens, alpha = 0,615) e Fator 6 – Desenvoltura Social (5 itens, alpha = 0,698). O instrumento permite a identificação de reservas e deficit em classes e subclasses de habilidades sociais. O IHSA apresenta a seguinte estrutura fatorial: Fator 1 – Empatia; Fator 2 – Autocontrole; Fator 3 – Civilidade; Fator 4 – Assertividade; Fator 5 – Abordagem Afetiva; Fator 6 – Desenvoltura Social.

3.5 Procedimentos

Inicialmente, foi estabelecido contato com a coordenação do CEDET a fim de saber em quais escolas havia adolescentes dotados identificados pelo Centro. A partir dessa informação, os diretores dessas escolas foram visitados pela pesquisadora, que apresentou- lhes os objetivos do estudo, a relevância científica e social, os procedimentos para a coleta dos dados, as questões éticas envolvidas e o caráter da participação voluntária da instituição, por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE B).

Obtida a permissão dos diretores das quatro escolas selecionadas para a coleta dos dados, foi estabelecido um primeiro contato com a coordenação pedagógica de cada escola a fim de que pudesse auxiliar na seleção dos alunos. Com base em uma lista contendo os nomes dos alunos que frequentavam o Centro, os coordenadores reuniram os adolescentes dotados, em grupos de dez a 20 alunos por vez, nos períodos de aula vaga ou intervalo entre as aulas, para que não houvesse interferência no bom andamento destas. Os adolescentes sem indicadores de dotação foram selecionados simultaneamente pelos coordenadores de forma aleatória, nas mesmas salas de aula que seus pares dotados. Nessa ocasião, foram-lhes apresentados os objetivos do estudo, sua relevância científica e social, os procedimentos para a coleta dos dados, as questões éticas envolvidas, o caráter da participação voluntária de cada adolescente selecionado e a garantia de total sigilo em relação à sua identificação.

Mediante a manifestação de concordância em participar do estudo, os alunos dotados (APÊNDICE C) e alunos sem indicadores de dotação (apêndice D) recebiam o TCLE destinado ao pai ou responsável, a fim de que estes pudessem tomar conhecimento do estudo e manifestassem sua concordância na participação do seu filho. Após a devolução das autorizações do pai ou responsável, foi agendado com a coordenação de cada escola o melhor

dia e horário para a coleta dos dados, de modo que não viesse a interromper as atividades de sala de aula. Do total de adolescentes dotados convidados a participar do estudo, apenas três não participaram: dois não receberam consentimento dos pais e um não participou por decisão própria. Nesse caso, seus nomes foram substituídos por outros, que prontamente aceitaram participar do estudo.

A aplicação dos instrumentos foi realizada pela pesquisadora em um ambiente reservado (sala de aula vaga, espaço inutilizado da biblioteca ou refeitório desocupado), em grupos de 10 a 20 alunos por vez. Antes do preenchimento dos instrumentos, procedeu-se à leitura das instruções e dos exemplos, explicando-os de forma detalhada. Os casos de dúvidas eram sanados por meio de exemplos, a fim de tornar mais clara a compreensão para o aluno. O tempo médio utilizado para o preenchimento dos três instrumentos não ultrapassou 40 minutos para os adolescentes do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e 30 minutos para os adolescentes do Ensino Médio.

Os dados foram coletados ao final do mês de maio e início do mês de junho, por ser um período onde os alunos já teriam estabelecido seus relacionamentos interpessoais com os colegas de classe, e também, porque não estariam realizando as avaliações de final de semestre letivo. Para tanto, foram necessárias três semanas, em período integral.