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3 Utvelgelseskrets ved nedbemanning

3.4 Nærmere om de ulike momentene

3.4.6 Fast og entydig praksis

O estudo caracteriza-se como exploratório-descritivo. Exploratório pois, conforme Selltiz et al. (1975), esse método de estudo é recomendado quando o conhecimento na área

for muito reduzido, e, descritivo, por ser indicado para estudos de vários casos ou institucionais (BENZE, 2001).

Os dados obtidos por meio do Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) foram classificados quantitativamente de acordo com a pontuação do próprio instrumento e analisados a partir de métodos descritivos. As características sociodemográficas da amostra foram analisadas utilizando-se do mesmo método, pois, segundo Morettin e Bussab (2002), média, mediana, máximo e mínimo constituem medidas indicadas para comparar os grupos descritivamente.

Na apuração e análise dos dados obtidos por meio do Formulário de Dados Acadêmicos (FDA), foi adotada a metodologia de agrupamento das respostas para as questões Q11 a Q15, por se tratarem de um mesmo assunto, ou seja, o lugar específico onde o aluno frequentava, conforme descritas a seguir: Quando você não está em casa ou na escola, onde você está? (Q11); Você gosta desse lugar? (Q12); Por quê? (Q13); Há quanto tempo você frequenta esse lugar? (Q14); Quantas vezes por semana você frequenta esse lugar? (Q15)

Para as questões Q11 e Q13, as respostas obtidas foram classificadas da seguinte maneira: Q11 (a) Atividades com a família, (b) atividades de lazer, (c) atividades educacionais, (d) atividades religiosas, (e) atividade remunerada e (f) CEDET; Q13 (a) acolhida, (b) atividade prazerosa, (c) benefício, (d) conceito, (e) oportunidade de interação e (f) não gosta.

A fim de comparar o repertório de habilidades sociais segundo as respostas obtidas nas Questões 11 a 15, foram utilizados testes multivariados paramétricos (MANOVA) e testes univariados não paramétricos (Mann-Whitney; Kruskal-Wallis), recomendados por Conover (1980).

Para justificar o uso da análise multivariada, foram realizados testes de correlação entre as subescalas (APÊNDICE F- 1ª Parte), confirmados pela correlação de Pearson. Nesse caso, em primeiro lugar, foram comparados os níveis das variáveis estudadas em relação às sete variáveis de Frequência (FTotal, F1Empatia, F2Autocontrole, F3Civilidade, F4Assertividade, F5Abordagem Afetiva, F6Desenvoltura Social) e, depois, segundo as sete variáveis de Dificuldade (DTotal, D1Empatia, D2Autocontrole, D3Civilidade, D4Assertividade, D5Abordagem Afetiva e D6Desenvoltura Social).

Quando as condições de aplicação da MANOVA não foram satisfeitas, foi utilizado o teste de Mann-Whitney, que é um teste para comparar diferenças entre dois grupos independentes, quando obtém-se duas categorias de respostas, tais como: “Sim” e “Não” (por exemplo: Q12). No caso de mais de dois grupos, foi utilizado um teste similar, o teste de

Kruskal-Wallis, também não paramétrico, indicado por Johnson e Wichern (2008) para comparar “k” grupos independentes segundo “m” variáveis.

Para os casos em que a hipótese de igualdade entre os grupos nos testes Kruskal- Wallis foi rejeitada, novos testes Mann-Whitney foram realizados. Inicialmente comparando- se os dois grupos com as médias mais próximas. Nos casos em que a igualdade foi aceita, tais grupos eram unidos e comparados com um próximo grupo de média próxima, até que todas as combinações possíveis foram feitas para identificar a diferença. O nível de significância fixado para todos os testes foi de 5%. Assim, pelo p-valor obtido em cada teste, rejeitou-se a hipótese de igualdade dos grupos quando o p-valor foi menor que 0,05.

Para verificar a existência de relação entre determinadas variáveis e o repertório de habilidades sociais dos dotados e não indicados como dotados, foram realizados testes ANOVA para cada um dos casos analisados. Tal procedimento se justifica, por entender que em casos nos quais se associam “variáveis categorias” a “variáveis numéricas”, não se pode utilizar testes de correlação, fazendo-se necessário o uso da ANOVA. Nesse caso, primeiramente foi verificada a significância da tabela ANOVA e, nos casos em que foi rejeitada a hipótese de não existência de efeito dos fatores, se buscou qual/quais fatores foram significativos.

Todas as análises foram feitas utilizando o software estatístico SPSS, retirando-se os pontos atípicos (APÊNDICE E). No caso dos dotados, como apenas um indivíduo não respondeu que frequentava o CEDET, ele foi retirado da análise.

A apuração dos resultados do Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes- IHSA consistiu em computar os escores somando-se os itens das questões, conforme a Tabela 2, para então situar a posição percentil do respondente em relação a uma amostra normativa.

Tabela 2 – Agrupamento dos itens a serem somados em cada subescala de habilidades sociais.

Fonte: elaboração do autor.

A análise da frequência e dificuldade nas situações abordadas em cada questão do IHSA foi feita com base em um escore geral (todos os itens) e escores específicos para seis

Subescala Itens a serem somados

1. Empatia Q7, Q19, Q24, Q26, Q28, Q29, Q31, Q32, Q34, Q35 2. Autocontrole Q5, Q8, Q14, Q22, Q30, Q33, Q38 3. Civilidade Q2, Q3, Q4, Q6, Q7, Q9 4. Assertividade Q11, Q12, Q15, Q16, Q21, Q23, Q27 5. Abordagem afetiva Q10, Q13, Q25, Q35, Q36, Q37 6. Desenvoltura social Q1, Q17, Q19, Q20, Q21

subescalas (subconjuntos de itens). Dentre essas subescalas, citam-se: (1) Empatia, (2) Autocontrole, (3) Civilidade, (4) Assertividade, (5) Abordagem Afetiva e (5) Desenvoltura Social, sendo que cada uma é a soma dos pontos de determinadas questões. Os pontos de zero a quatro foram atribuídos às questões conforme apresentam-se nas tabelas a seguir.

Tabela 3 – Conversão dos resultados de frequência.

Escala 0-2 3-4 5-6 7-8 9-10

Pontos 0 1 2 3 4

Fonte: elaboração do autor.

Tabela 4 – Conversão dos resultados de dificuldade.

Fonte: elaboração do autor.

Inicialmente, o comportamento dos adolescentes dotados e seus pares sem indicadores de dotação foi verificado segundo as variáveis: sexo, idade, escolaridade, adiantamento, classe CCEB e grau de instrução do chefe, por meio de tabelas de contingência.

Para comparar o repertório de habilidades sociais dos adolescentes dotados e adolescentes sem indicadores de dotação, foi feita uma análise descritiva das subescalas de frequência e dificuldade. A fim de relacionar o repertório de habilidades sociais dos adolescentes dotados e adolescentes sem indicadores de dotação com as variáveis (sexo, idade, escolaridade, adiantamento, classe CCEB e grau de instrução do chefe), foi mantida a divisão entre as subescalas de frequência e dificuldade, calculando-se as médias e o desvio- padrão para cada uma das variáveis que compõem as dimensões avaliadas. Testes também foram feitos para confirmar as diferenças observadas na análise das médias.

Com a intenção de utilizar a análise multivariada para comparar os grupos, visto que tanto a frequência como a dificuldade compõem-se de seis subsescalas e o total, foram elaborados gráficos boxplot para identificação dos pontos atípicos (APÊNDICE E). Para justificar o uso da análise multivariada, testes de correlação foram realizados entre as subescalas (APÊNDICE F), que foram confirmados pela correlação de Pearson.

Na análise multivariada, foi utilizado um teste multivariado de comparação de médias, a MANOVA, que consiste em comparar “k” grupos independentes segundo “m” variáveis. Nesse caso, foram comparados os grupos primeiramente em relação às sete variáveis de Frequência (FTotal, F1Empatia, F2Autocontrole, F3Civilidade, F4Assertividade, F5Abordagem Afetiva, F6Desenvoltura Social) e, depois, em relação às sete variáveis de Dificuldade (DTotal, D1Empatia, D2Autocontrole, D3Civilidade, D4Assertividade,

Escala Nenhuma Pouca Média Muita Total

D5Abordagem Afetiva e D6Desenvoltura Social). Testes de comparações múltiplas para cada variável foram utilizados para verificar onde existem diferenças entre os grupos quando se rejeita a hipótese de igualdade entre os mesmos. Quando as condições de aplicação da MANOVA não foram satisfeitas, mesmo aplicando transformação nas variáveis, considerou- se um método univariado de análise não paramétrica. Para dois grupos em questão, o teste de Mann-Whitney foi considerado. Já para mais de dois grupos, foi utilizado um teste similar, o teste de Kruskal-Wallis, também não paramétrico e que compara “k” grupos independentes. O nível de significância fixado para todos os testes foi de 5%. Assim, pelo p-valor obtido em cada teste rejeitou-se a hipótese de igualdade dos grupos quando o p-valor foi menor que 0,05. Todas as análises foram feitas utilizando-se do software estatístico SPSS.

Os resultados das análises são apresentados conforme os objetivos propostos para este estudo, obedecendo à seguinte composição: (1) caracterização da amostra a partir de dados sociodemográficos (sexo, idade, escolaridade, adiantamento, classe econômica e grau de instrução do responsável financeiro pela família); (2) comparação das frequências e dificuldades dos repertórios sociais destes; (3) comparação e relação das frequências e dificuldades dos repertórios sociais dos mesmos, às variáveis sociodemográficas e participação em outros ambientes.

Figura 1 – Esquema de caracterização dos adolescentes dotados e adolescentes sem indicadores de dotação a partir de dados sociodemográficos.

Sexo Idade Escolaridade Adiantamento Classe Econômica

Grau de Instrução do responsável

ADOLESCENTES DOTADOS ADOLESCENTES SEM

INDICADORES DE DOTAÇÃO