A. SPØRREUNDERSØKELSER
A.3 S PØRREUNDERSØKELSE ENDELIG VERSJON
IMAMGE9: Momento de culto. Créditos: BDNC
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Idem.
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Juliana Linhares. Disponível em: http://veja.abril.com.br/100908/p_134.shtml. Acessado em: maio de 2009.
Temperamento, igreja a que pertence e a doutrinação, são fatores que podem determinar o tipo de comportamento e o despertar religioso que o adolescente passará110. Esse despertar religioso, com uma intensificação do interesse pelas questões relacionadas a Deus, pode aumentar, ou pode desacelerar conforme o grau de questionamentos, dúvidas e respostas aos impulsos provocados pelos adolescentes, face ao seu conhecimento e interatividade com as críticas mais racionais, quanto aos problemas que cercam o homem e sua sociedade.
Isto pode gerar uma revisão das suas crenças111 ou então fazê-lo abandonar completamente sua fé religiosa. Segundo Netto, “As modificações nas crenças e atitudes religiosas podem ter vários desfechos: aceitação da religião familiar, reconstrução ou revisão, diminuição do interesse pela religião, agnosticismo ou mudança de religião” (Netto, p. 324). De qualquer forma, haverá uma crise religiosa. Conforme Netto,
Alguns movimentos religiosos atribuem excepcional importância à experiência subjetiva da conversão112, que consideram como garantia da autenticidade da nova fé ou da fé renovada. Tanto o temperamento do adolescente como a religião a que pertence e a doutrinação a que foi submetido nos anos de infância parecem concorrer para a determinação do tipo de despertar religioso que experimentará. (Idem, p. 323)
Conforme Fowler, a crise religiosa está relacionada com a confusão de papeis a serem desempenhados pelos adolescentes na vida religiosa e no seu social, e tem a ver com a formação da identidade própria. Fowler diz o seguinte:
Com o termo ‘Identidade’ quero expressar uma consciência acumulada de si mesmo, que mantém continuidade com os significados passados da pessoa para outros e para si mesma e que integra as imagens da pessoa dada por
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Este testemunho ilustra muito bem o prazer de ter reconhecido que a identidade do adolescente pode ser forjada de acordo com princípios religiosos: “... Quanto mais olhamos para o estilo de vida dos jovens, mais vemos que é necessário se achegar a Deus. Jovens cristãos tem uma vida diferente. Acredito que isso acaba atraindo seus amigos, pois em meio ao mundo turbulento em que vivemos tudo o que as pessoas procuram é essa paz e alegria que permeiam independentemente das circunstancias ou problemas’. – Disponível em: http://www.boladenevechurch.com.br/adminmediacentercolecoes2/tribuna_do_norte.pdf
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Quando na fase infantil, recebe-se herança religiosa dos pais. Quando na fase adolescente, todos os valores religiosos passam a ser questionados. Alguns fatores contribuirão para definir o local em que o jovem, havendo a possibilidade de continuar sua crença, irá expressar a sua religiosidade. O grupo social, os interesses próprios de auto-satisfação e a identificação em um novo grupo e com a liderança poderão influenciar decisivamente na opção religiosa do adolescente.
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Conversão é a designação que o cristianismo dá às pessoas que abandonam praticas contrarias aos ensinos bíblicos em relação à moral para pontuarem suas vidas conforme estes princípios. Vícios, promiscuidade e outros problemas que envolvem o ser humano podem ser exemplos de praticas que precisam ser deixadas para que a conversão possa ser percebida pela sociedade cristã, a igreja.
outros significativos com os próprios sentimentos interiores da pessoa quanto ao que ela é e pode fazer, e tudo isso de tal maneira que capacite a pessoa a antever o futuro sem uma ansiedade excessiva em relação à possibilidade de se ‘perder’. (Fowler, 1992, p. 73)
As condições sociais e os relacionamentos pessoais mantidos pelos adolescentes exercem de alguma forma em algum grau na sua construção da identidade, de modo que possam gerar valores positivos e que compreenderão o modo deste adolescente de relacionar na sociedade. Eis uma descrição de Fowler:
Quando as condições sociais e relacionamentos pessoais favoráveis ajudam os jovens na construção de um senso de identidade suficientemente firme, do modo que se sintam dispostos a se comprometer – em amizades, como futuro papéis profissionais ou em lealdade a visões e comunidades religiosas ou ideológicas –, podemos esperar que surja neles a força ou virtude do ego que chamamos de fidelidade. (Idem, p. 73)
A participação nas atividades, reuniões sociais e religiosas patrocinadas pela BDNC, têm promovido uma adaptação do jovem em relação ao religioso neste contexto pós-moderno. Os testemunhos advindos dos próprios jovens são suficientes para perceber-se que os mesmos estão sendo beneficiados na formação de sua identidade, ao mesmo tempo em que encontram um caminho que os pode guiar na identificação de suas necessidades próprias. Vejamos o texto de uma reportagem da revista capricho, sobre jovens na BDNC:
Maria José Fernandes, 20 anos, a Zezé, e Nara de Jesus, 18: Zezé é vendedora de uma loja de grife em São Paulo e freqüenta a igreja há cinco meses: ‘Antes eu andava com uma turma doida e chapada. Tive essa fase de namorar, sair para beber, mas passou’, diz. Nara mora em Camburi e freqüenta reuniões da igreja há três anos: ‘Sempre gostei da praia e agora quero aprender a surfar’113.
Eliane, 25 anos e Luiz Figueiredo, 36: Os dois se conheceram na igreja há dois anos, namoraram por seis meses e se casaram. ‘A primeira vez que fui à Bola de Neve, vi o Rina muito louco tocando bateria. Adorei’, diz Eliane. ‘Conheço essa igreja desde 1993. Na época até fumei um baseado com o Rina, antes que ele mudasse’, emenda Luiz114.
Thiago e Tharso Neves, gêmeos, 26 anos: Tharso foi levado pelo irmão, Thiago: ‘A gente é surfista, mora em São Paulo e vem pegar onda no fim de semana’, diz Thiago. ‘Quando entrei na Bola, eu usava drogas e pensava em me matar. Conheci a igreja em 1995 e hoje estou casado. Eu me formei em administração de empresas e trabalho com o meu pai’115.
113
Disponível em: http://www.boladenevechurch.com/bradminmediacentercolecoes2/capricho.pdf
114
Idem.
115
Quando o adolescente encontrar um referencial na vida religiosa, ele saberá escolher o melhor lugar para ouvir as mensagens e dogmas religiosos. Os pais tendem a auxiliar seus filhos neste processo, e uma vez iniciado o contato, é possível que os pais também assimilem a nova convicção religiosa dos filhos, desde que não seja tão agressiva em relação aos pontos doutrinários116 e crenças religiosas.