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P ROBLEM

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A cooperativa agropecuária de Castrolanda, teve os primórdios estatutários registrados ainda na Holanda sob o nome “Cooperatieve Vereniging Grospsemigratie Brazilie G. A. (Sociedade Cooperativa de Emigração em Grupo Brasil G. A.) na

cidade de Hoogeveen, tendo sua publicação oficial no Diário Oficial daquele país, no dia 28 de setembro de 1951.

O site atual da Cooperativa (http://www.castrolanda.com.br/page.php?3), registra este fato assim:

Hoje, aos vinte dias do mês de julho do ano de mil novecentos e cinqüenta e um, compareceram perante mim, Eeltje Visser, tabelião local deste município de Hoogeveen, na presença das testemulhas adiante nomeadas, os senhores: 1: Geert Leffers, agricultor, domiciliado Kamerlingswijk 16, Zwartemeer, município de Emmen”. Após citar todos os 44 nomes dos integrantes do grupo de emigrantes para o Brasil, o suplemento continua como segue: “A outorga consta de um instrumento particular de procuração, o qual, após ter sido previamente aprovado pelos outorgados, na presença de mim, tabelião do que dou fé, e de testemunhas, foi firmado por eles como prova desta aprovação e fica anexado a este instrumento. Os outorgantes mencionados declaram, cada um por si e na qualidade mencionada, constituir uma sociedade cooperativa, a qual será regida pelo seguinte estatuto:

ARTIGO 1: A sociedade tem por nome: Sociedade Cooperativa de Emigração em Grupo Brasil G.A. | A sociedade tem sede no município de Hoogeveen. | A duração da Sociedade é por tempo indeterminado.

ARTIGO 2: O objetivo da Sociedade é promover a possibilidade de emigração de holandeses para o Brasil e, no sentido mais amplo, defender os interesses dos associados relativos a tal emigração. ARTIGO 3: A Sociedade visa alcançar este objetivo através da: a) organização da exportação dos bens dos associados na forma

de materiais de produção e capital até o valor máximo permitido pelo Governo da Holanda;

b) a compra ou aquisição por outra forma, direta ou indiretamente, de terras no Brasil.

Havia um total de 37 artigos a serem observados pelos outorgantes. O artigo 37 finalizava com as seguintes palavras: “do que dou fé, lavrado em mi9nuta, em Hoogeveen, na data indicada no cabeçalho deste instrumento, na presença de Gerrit Reinders e Hugo Koomans, ambos escreventes juramentados, residentes em Hoogeveen, como os outorgados, por mi, tabelião, conhecidos”. Logo após a leitura, foi escrita assinada pelos outorgantes, pelas testemunhas e por mim, tabelião.

No Brasil, em setembro de 1951, foi fundada a Sociedade Cooperativa Castrolanda, na residência do Sr. Jacob Voorsluys, com a dos Srs.Bauke Dijkstra e Leendert Bart, sendo eleita a seguinte diretoria: Leendert de Geus, presidente, Jacob Voorsluys, diretor comercial, Keimpe Van der Meer, secretário, Jan LOS s6enior, conselheiro, Hendrik Adrianus Kooy, conselheiro.

O representantes legais foram: o pastor Muller, cônsul da Holanda no Paraná, o Sr. T. Van der Berg, vice cônsul no Paraná e a Sra. Borger, representante a Embaixada dos Países Baixos no Rio de Janeiro. Para adequar os estatutos a legislação brasileira, o Sr. Keimpe Van der Meer foi encarregado, e, por esta razão foi convocada outra assembléia para o dia 13 de outubro de 1951, para poder concretizar as aquisições da terra.

Enquanto na Holanda se tinha entre 10 a 40 hectares de terra por família, muitos em lugares separados, aqui no Paraná se somavam, no início, um total de 7.000 hectares, sendo as famílias tinham de 40 a 200 hectares cada, tudo em um lugar só. Apesar de sobrar pouco dinheiro para investimentos, a Cooperativa foi crescendo gradativamente com o trabalho árduo das famílias.

Nas palavras encontradas no site da Cooperativa, encontramos a explicação do sucesso do grupo:

O exemplo de imigração em grupo, bem planejado e bem sucedido; o dinamismo criativo e empreendedor; a diversificação de atividades, e a preocupação constante com a preservação do meio ambiente são fatores de progresso e bem-estar para os associados e seus familiares, colaboradores e comunidade de Castrolanda para o cumprimento da missão da Cooperativa.

Com a criação da Cooperativa Central de Laticínios do Paraná em 1954, união das cooperativas de Castrolanda, Carambeí e Arapoti, e com o crescimento da marca Batavo que carregava a união das cooperativas, houve uma grande prosperidade nas três colônias holandesas, impulsionada pela produção pecuária de leite e carnes.

Com o passar dos anos, parcerias, alianças e marca Batavo foi vendida para o grupo Perdigão, sendo as palavra do Site da Cooperativa as seguintes:

Para capitalização da Central, o Grupo ABC firmou alianças estratégicas com as empresas Parmalat e mais recente com a Perdigão, participando da gestão da Batávia S/A. A Castrolanda, atendendo a seus interesses estratégicos optou por deixar a sua participação na Batávia S.A., para investir na sua própria indústria de processamento de leite.

A visão estratégica de investir em pesquisa e desenvolvimento agropecuário, desde o início, primeiramente através da CCLPL e posteriormente como Fundação ABC foi um diferencial competitivo importante. Considerada como uma instituição de pesquisa exemplar, a Fundação ABC, mantida pela Castrolanda juntamente com as cooperativas Batavo e Arapoti, aplica as mais avançadas técnicas agronômicas e pecuárias, além de suporte econômico, fruto de investimentos maciços em geração de conhecimento e avanço tecnológico. O resultado do trabalho influenciou toda a região dos Campos Gerais, considerada hoje como uma das regiões técnicamente mais desenvolvidas, servindo inclusive de modelo a nível nacional e internacional.

A gestão da cooperativa passa por constantes mudanças. Nestes últimos 10 anos, aproveitando o bom desempenho da economia e do agronegócio brasileiro e conquistas do sistema cooperativista, a cooperativa implantou reformas profundas nas suas estruturas e introduziu um programa de planejamento participativo, que envolveu programas de profissionalização da sua gestão e dos seus produtores, planos de capitalização e de monitoramento pelo próprio sistema.

A Cooperativa considera um processo de planejamento participativo por que é conduzido por lideranças, dirigentes e gerentes. O grupo passou a nortear as principais diretrizes estratégicas, monitorando os resultados através de encontros anuais de avaliação. O foco sempre foi a agregação de valor ao cooperado, mantendo-se o desenvolvimento sustentável da cooperativa, tudo isso preservando

os valores da sua cultura, tais como: ética, comprometimento, criatividade, valorização das pessoas, liderança, união e transparência.

Segundo o pensamento da organização, a transparência gera a fidelidade do associado, tão importante à manutenção dos negócios. Faz parte dessas práticas de fidelização do cooperado o planejamento envolvendo as lideranças, discussão de orçamentos, definição de investimentos, apresentação de resultados e prestação de contas dos atos da administração. Fundamental também é o processo de comunicação que a cooperativa estabelece com os seus associados, disponibilizando o acesso irrestrito e em tempo real aos dados e informação de negócios via internet e celular. Nesse campo a cooperativa foi pioneira e premiada por grandes instituições e empresas nacionais e multinacionais. A cooperativa mantem livre acesso dos associados às pessoas que tomam decisões com criação inclusive de canais de participação na gestão.

A tudo isso chama de “Cultura da Transparência”.

Sustentabilidade, nas suas três esferas: econômica, social e ambiental, foi a tônica da gestão. Neste período a cooperativa cresceu horizontalmente e verticalmente, tudo de acordo ao planejado, ciente da sua responsabilidade social, respeitando o meio ambiente, procurando estimular cada vez mais o uso de energias renováveis. Atualmente, o S.G.I. (Sistema de Gestão Integrada) permite o gerenciamento integrado das áreas de segurança, meio ambiente e qualidade.

A Cooperativa Castrolanda, no presente, atua em negócios na área de produção de Leite, Carnes, Agrícola, Batatas, Indústria e negócios Corporativos, tendo um crescimento médio nos últimos 10 anos de 40%, sendo que os investimentos fixos passaram a R$ 20.412.000,00 para R$ 145.500.000,00, representando um crescimento médio superior a 60% ao ano. O Capital social passou de R$ 12.686.000,00 para R$ 42.453.000,00, representando um crescimento médio superior a 23% ao ano.

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