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Sårbarhetskriterier basert på naturmangfoldloven (NML) 3.2

A pesquisa foi feita em duas escolas do município de Guarulhos, localizadas nas regiões de Bonsucesso e Pimentas, zonas periféricas. A escolha ocorreu após a leitura da lista oficial de alunos onde pude verificar que o maior número de alunos bolivianos matriculados na rede localizava-se naquelas duas regiões, o que aconteceu, também, em 2015.

3.3.1 A escola K e a região dos Pimentas

A região dos Pimentas está localizada ao leste do município e faz fronteira com outros distritos de São Paulo e, também, com bairros do extremo leste da capital paulista. É uma região constituída por quarenta bairros distribuídos entre 15km2.

A população é formada por muitos nordestinos e alguns ex-moradores da cidade de São Paulo que ocuparam a região quando ela era, ainda, mais precária em termos de infraestrutura, com muitos sítios e chácaras. Muitos dos terrenos ocupados por essas famílias não estão registrados na Secretaria do Desenvolvimento Urbano, o que torna difícil o mapeamento dos dados coletados pelo Censo.

Na última década, houve investimento na região, como: um teatro, um hospital municipal, um distrito policial, agências bancárias, agências de seguridade social, Centro de Integração de Cidadania (CIC), Central de Abastecimento e um shopping

center (REVISTA DE GUARULHOS, 2015).

Em 2007, um campus da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) foi inaugurado nos Pimentas. A universidade, entretanto, não atende aos estudantes da região e, por isso, discute-se o remanejamento da instituição para São Paulo. Além do motivo citado acima, há outros, como: a alegação de que os moradores da vizinhança não usufruem de seus serviços, os estudantes mais capacitados são de outras localidades e têm dificuldade de locomoção à região, além do trabalho acadêmico ter sofrido com a entrada de estudantes que não possuem este perfil, o acadêmico (SALDAÑA, 2012). Ainda assim, a universidade tem feito pesquisas sobre a região, colocando-a em evidência, como o estudo de DE FREITAS e MECENA (2012), que trata da vulnerabilidade infantil tendo como amostra dois municípios: São Paulo e Guarulhos, sendo o último, representado pela região dos Pimentas. Segundo os autores, a região foi escolhida porque tem 223.124 habitantes e se tornou um laboratório especial para

estudos de vulnerabilidades sociais, violência urbana e, sobretudo, urbanização (DE FREITAS e MECENA, 2012, p. 198).

Mesmo com o incentivo do governo quanto à presença de indústrias no local e projetos de modernização, os autores apontam que as zonas de ocupação informal e ruas sem nome (e que, por isso, não constam no mapa oficial da cidade) permanecem.

A universidade, por intermédio do projeto "Nascer e crescer em periferias metropolitanas", passou a conhecer os bairros e realidades daquela região e dar voz aos seus moradores. As opiniões deram conta de que as ruas da região promovem a

vulnerabilidade para as crianças e jovens por oferecer-lhes riscos quanto à sua integridade física, emocional e moral. Como a pesquisa foi feita dentro da escola, o baixo desempenho escolar dos alunos veio à tona, mas professores não o reconheceram como um fator relacionado ao ensino e à aprendizagem, e sim, à perda de seus alunos para a criminalidade e prostituição em uma região onde o narcotráfico encontra-se muito presente.

Somente na Região dos Pimentas, a rede de ensino municipal possui 30 escolas destinadas à educação de crianças até o 5º ano, sendo que, em 12 delas, há alunos nascidos na Bolívia. Não estão computados, nessa lista oficial, os descendentes de bolivianos ou estrangeiros, o que aumenta em número os alunos descendentes de bolivianos matriculados nos estabelecimentos de ensino do local.

Segue Tabela 13, com as doze escolas da região, nomeadas de A a Q, e os números de alunos estrangeiros (incluindo os bolivianos), em 2014.

Tabela 13 -Escolas da região dos Pimentas por número de estrangeiros no Ensino Fundamental - 2014

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos - 2014. Tabela elaborada pela autora.

Escola Bairros Nº alunos

estrangeiros Nº de alunos bolivianos Total de alunos

A Vila Dinamarca 3 3 623 B Vila Dinamarca 3 3 624 C Cid. Parque Brasília 3 1 933 D Parque Estela 1 1 459 E Parque Estela 14 13 1098 F Parque Estela 2 1 765 G Parque Jandaia 5 4 807 H Parque Jandaia 1 1 104 I Jardim das Olivas 2 2 95 J Jardim das Olivas 11 10 922 K Jardim das Olivas 15 11 711 L Itaim 19 13 817 M Itaim 20 17 905 N Jardim Centenário 6 6 605 O Jardim Leblon 2 2 170 P Vila Paraíso 3 1 693 Q Vila Paraíso 2 2 633 TOTAL 112 91 10.964

A escola K foi a escolhida, porque entre os alunos nascidos na Bolívia e os descendentes, inclusive irmãos não nascidos naquele país, apresentavam número expressivo de alunos matriculados naquele ano na região dos Pimentas, totalizando vinte e nove crianças. Outro fator importante foi a escolha da direção escolar que já possuía histórico de flexibilidade para receber pesquisadores em sua escola.

Os dados da Tabela 13 permitiram verificar uma pequena parcela da população de alunos imigrantes bolivianos. Como esses dados foram coletados pela Divisão de Cadastro da Secretaria Municipal de Educação, o documento que caracteriza o estrangeiro é a certidão de nascimento. Assim, aqueles nascidos no Brasil, mas que são filhos de imigrantes bolivianos, não constam na lista oficial e, tampouco, na Tabela 13. Verificou-se que os imigrantes bolivianos e seus descendentes, quando comparados ao número total de alunos, são uma minoria no alunado da rede municipal de ensino de Guarulhos. O que aumenta a sua representatividade é o fato de saber como eles estão distribuídos em uma escola e turma.

A Escola K foi inaugurada em 2001. Para caracterizá-la usou-se as dimensões propostas por Nóvoa (1995), a saber: estrutura física, estrutura administrativa e estrutura social.

Estrutura física: É uma escola térrea, com uma entrada principal e nove salas de aula. Possui uma biblioteca, cozinha, refeitório, banheiros para alunos e funcionários e um pequeno parque. Dados de 2014 apontavam um total de 225 alunos na Educação Infantil e 683 alunos no Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), totalizando 908 educandos. É uma escola de três turnos, ou seja: matutino (das 7 às 11h), intermediário (das 11h às 15h) e vespertino (das 15h às 19h).

Estrutura Administrativa: A escola possui 65 funcionários. A equipe gestora é formada por um diretor, um vice-diretor e uma coordenadora pedagógica. Há 33 professores, sendo 27 regentes, 3 especialistas e 3 reabilitados5. Há, ainda, o profissional do Programa Educacional Especializado.

Estrutura Social: Desenvolve projetos com a participação da comunidade.

Seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)6 foi 4,7 em 2009; 5,6 em 2011 e 5,6 em 2013. Essas médias são obtidas a partir da Prova Brasil7, para escolas

5Professor que tem sua capacidade de trabalho alterada por problemas de saúde.

6 O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de

e municípios e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados e país, realizados a cada dois anos (BRASIL. MEC. INEP, 2015) A meta é que as escolas alcancem 6.0 até 2022, média que corresponde aos países desenvolvidos.

O Ideb é calculado a partir de dois componentes: taxa de rendimento escolar (aprovação) e médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente pelo Inep. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil (para Idebs de escolas e municípios) e do Saeb (no caso dos Idebs dos estados e nacional). A forma geral do Ideb é dada por: NjiPji; =IDEBji em que:

i = ano do exame (Saeb e Prova Brasil) e do Censo Escolar; N ji = média da proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, padronizada para um indicador entre 0 e 10, dos alunos da unidade j, obtida em determinada edição do exame realizado ao final da etapa de ensino;

P ji = indicador de rendimento baseado na taxa de aprovação da etapa de ensino dos alunos da unidade j. (BRASIL. INEP, 2015)

Antes de comentar a Tabela 14, é preciso lembrar que não há reprovação anual em uma escola regida por um sistema de ciclos e que os anos mostrados na referida Tabela compreendem o ciclo do 1º ao 5º ano, podendo haver reprovação (recuperação de ciclo, conforme é chamado na rede de ensino municipal de Guarulhos) no 5º ano. Essa é uma das razões pela qual a taxa de reprovação 0,7% no 5º Ano, em 2009; 3,2% no 5º Ano, em 2011 e 3,6% no 5º Ano, em 2013, aparecem. Verifica-se, ainda, a taxa de 0,8% de não aprovação no 1º Ano, em 2009 e 0,8% no 3º Ano, também em 2009. É considerado abandono o aluno que tiver 51 faltas consecutivas no ano letivo (200 dias).

metas para a melhoria do ensino. É calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo INEP. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, anualmente. (BRASIL. MEC. INEP, 2015)

7A Prova Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) são avaliações para

diagnóstico, em larga escala, desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). Têm o objetivo de avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados e questionários socioeconômicos. (BRASIL. MEC. INEP, 2015)

Tabela 14. Indicador de rendimento da Escola K

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos/Escolas

Já a Tabela 15 explicita a nota da Escola K, na Prova Brasil, aplicada aos alunos dos 5osanos. Ela é composta de questões de Matemática e Língua Portuguesa.

Tabela 15-- Indicador de desempenho da Escola K

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos/Escolas

3.3.2 Caracterização dos alunos imigrantes da Escola K

De posse dos prontuários dos alunos, verifiquei quantas crianças nasceram na Bolívia ou eram descendentes de bolivianos, em qual ano elas nasceram, a nacionalidade da mãe e do pai, a cidade de origem da família, qual etapa do ensino básico frequentavam, em qual período estudavam e como se autodeclaravam quanto à raça.

Mesmo sabendo que na lista oficial da Secretaria Municipal de Educação havia onze alunos bolivianos na Escola K, encontrei nos prontuários vinte e nove alunos filhos de bolivianos, porém, nem sempre todos os irmãos de uma mesma família nasceram na Bolívia. Essas crianças, também, interessavam à pesquisa.

No Gráfico 1, observamos como estão distribuídos esses alunos na Escola K.

Anos Taxa de aprovação Indicador de rendimento 2009 99,2 100,0 99,2 100,0 93,0 98,2% 2011 100,0 100,0 100,0 100,0 96,8 99,3% 2013 100,0 100,0 100,0 100,0 96,4 99,3%

Anos Nota Prova Brasil Nota média

padronizada Matemática Língua Portuguesa

2009 194,35 172,43 4,8

2011 219,38 192,64 5,7

Gráfico 1. Etapas do Ensino Básico por número de alunos bolivianos na Escola K - 2014

Fonte: Gráfico elaborado ela autora com base nos dados coletados na escola K.

Verifiquei que, em 2014, havia um maior número de crianças na Educação Infantil, que na Escola K, compreendia a faixa etária de 4 a 11 meses de idade8. Havia,

em ordem decrescente:  7 alunos no 1º ano;

 5 alunos nos 3os e 4os anos e 3 alunos no 2º ano.

Eles estavam distribuídos em três períodos: manhã (das 7h às 11h), intermediário (das 11h às 15h) e tarde (das 15h às 19h). Havia maior número de crianças bolivianas matriculadas no período da manhã. Na Secretaria de Educação nem sempre é possível escolher o período de estudo; depende da demanda e do número de vagas. O Gráfico 2 apresenta essa distribuição na Escola K.

Gráfico 2. Número de alunos bolivianos por etapa da Educação Básica na Escola K - 2014

8Algumas escolas da rede trabalham com crianças menores, como as creches, frequentadas por crianças

entre 0 e três anos e 11 meses de idade, mas a Escola K não possui creche. Educação Infantil 9 1º 7 2º 3 3º 5 4º 5 5º 0 0 9 Manhã 14 Intermediário 5 Tarde 10 0 14

Essas famílias vieram de seis diferentes lugares da Bolívia, conforme Gráfico 3.

Gráfico 3. Lugar de origem das famílias bolivianas da Escola K - 2014

Fonte: Gráfico elaborado ela autora com base nos dados coletados na escola K.

Durante a leitura dos prontuários, verifiquei que nem todos possuíam a documentação que permitiria ver o lugar de origem da família. É o caso dos dez prontuários de crianças com a abreviatura NC (Não Consta). Nos demais, La Paz é o lugar de origem do maior número de famílias de bolivianos da Escola K, seguido em ordem decrescente por: Cochabamba (3), Santa Cruz de la Sierra (2), Quiloma (1), Caracollo (1) e Chuquisaca (1). Ainda que venham da Bolívia, há pessoas da família, pai ou mãe, que podem ter outra nacionalidade, como mostra o Gráfico 4.

Gráfico 4. Nacionalidade das mães dos alunos bolivianos da Escola K - 2014

Fonte: Gráfico elaborado ela autora com base nos dados coletados na escola K.

La Paz 11 Santa Cruz de La Sierra, NC 2 Cochabamba 3 Quiloma 1 Car acollo 1 Chuquisaca 1 NC 10 0 11 Bolívia 28 Paraguai 1 0 28

Dos vinte e nove alunos existentes naquela escola, uma mãe era de nacionalidade paraguaia. Tivemos, também, a oportunidade de conhecer um pai peruano em uma das entrevistas feitas, mas não havia documentação que comprovasse seu lugar de nascimento no prontuário da criança e, por isso, esse dado não apareceu. É o que podemos verificar no Gráfico 5.

Gráfico 5. Nacionalidade dos pais dos alunos bolivianos da Escola K - 2014

Fonte: Gráfico elaborado ela autora com base nos dados coletados na escola K.

Não é possível, muitas das vezes, saber da nacionalidade dos pais das crianças, apenas, com a leitura de seus prontuários dada à falta de documentação.

No Gráfico 6 é possível estabelecer a idade da criança dado o ano de nascimento e a lista oficial de alunos por turma:

 um com 12 anos (4º ano);

um com 11 anos (4º ano);

dois com 10 anos (4º ano);

quatro com 9 anos (3º ano);

cinco com 8 anos (sendo duas no 3º ano e três no 2º ano);

seis com 7 anos (estando uma no 2º ano e cinco no 1º);

três com 6 anos ( sendo uma no 1º ano e duas no Estágio II);

cinco com 5 anos (uma no Estágio II e quatro no Estágio I);

dois com 4 anos (Estágio I)

Bolívia 27 NC 2 0 27

Gráfico 6 - Número de alunos imigrantes da Escola K por ano de nascimento - 2014

Fonte: Gráfico elaborado ela autora com base nos dados coletados na escola K.

As crianças são distribuídas de acordo com a sua faixa etária obedecendo ao quadro elaborado pela Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos. Quando uma criança está fora de sua faixa etária, a escola pode reclassificá-la e, havendo as competências necessárias para a sua promoção e vaga naquele ano, a escola a remaneja para o ano equivalente à sua idade. Não há reprovação nas escolas municipais de Guarulhos e, muitas vezes, os casos que apresentam irregularidade quanto ao ano e faixa etária são provenientes de período sem estudo, reprovação em outros municípios, estados ou países. A supervisão escolar é chamada para avaliar cada caso.

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3.3.3 A Escola B e a região de Bonsucesso

A região do Bonsucesso é uma das regiões mais antiga de Guarulhos. Dos 320 Km2do município, ela tem 71,2 Km2aproximadamente, distribuídos em 24 bairros. Sua economia é diversificada, havendo áreas industriais, agrícolas e comerciais. Estudos feitos por Oliveira et al (2010) sobre a região apontam problemas habitacionais, como os loteamentos irregulares ou clandestinos. No começo da década de 1940, houve grande fluxo de migrantes nordestinos à Guarulhos, principalmente, por causa da construção da Base Aérea de Cumbica. Outro fator foi o loteamento de uma fazenda (Fazendo de Bonsucesso) por uma empresa, na década de 1950. A expansão das indústrias em Bonsucesso trouxe muitos operários e a sua organização quanto classe operária. Na década de 1970, houve grande movimentação contra a construção do

2003 1 2004 2 2005 4 2006 5 2007 6 2008 3 2009 5 2010 2 2002 1 0 6

Aeroporto Internacional de Guarulhos, localizado na região e inaugurado em 1979. Muitas residências localizam-se próximas ao aeroporto e o desconforto com o ruído é intenso. Há escolas, também, próximas ao aeroporto. Em sua pesquisa sobre a região, Oliveira et al (2010) fornecem alguns dados, como segue:

Quadro 2. Dados gerais da região de Bonsucesso

Dados gerais da região de Bonsucesso

População estimada 135.414 habitantes

Renda

Número total de responsáveis pela renda

por domicílio. 28.784 habitantes

Número de responsáveis pela renda por

domicílio com renda. 24.774 habitantes

Número de responsáveis pela renda por domicílio sem renda.

4.010 habitantes Até 3 salários mínimos 11.876 habitantes 3 a 5 salários mínimos 6.348 habitantes 5 a 10 salários mínimos 5.152 habitantes 10 a 15 salários mínimos 837 habitantes 15 a 20 salários mínimos 370 habitantes

20 salários mínimos 191 habitantes

Nível de instrução

Sem instrução ou menos de um ano 2.608 habitantes Com anos de estudo não determinado 40 habitantes

1 a 4 anos de estudo 10.428 habitantes

5 a 8 anos de estudo 9.641 habitantes

9 a 11 anos de estudo 5.139 habitantes

12 a 16 anos de idade 869 habitantes

17 ou mais anos 59 habitantes

Principais atividades econômicas Industrial e agricultura

Estabelecimento de saúde 11 unidades

Estabelecimentos de Educação 21escolas municipais e 11 estaduais Fonte: OLIVEIRA et al.Revelando a história de Bonsucesso e Região. Noovha América, 2010, p. 19.

Na Tabela 16 estão elencadas as escolas que possuem alunos do 1º ao 5º ano, na região do Bonsucesso. A partir da lista oficial de maio de 2015, foi possível elaborar a referida tabela e verificar quantos alunos bolivianos estavam matriculados. O número de alunos considerados bolivianos é maior nas escolas, uma vez que, como já citado anteriormente, a Secretaria Municipal de Educação tem como critério, apenas, a certidão de nascimento.

Tabela 16. Escolas da região do Bonsucesso por número de estrangeiros no Ensino Fundamental - 2015

Fonte: Tabela elaborada pela autora a partir dos dados coletados na lista oficial fornecida pela Secretaria Municipal de Educação em 05/2014.

A Escola B foi escolhida por ter boa representatividade no número de matrículas de alunos imigrantes bolivianos e filhos de bolivianos nascidos no Brasil (estes não representados na Tabela 16.

A unidade escolar foi inaugurada em 2001. Assim como a primeira escola desta pesquisa, a Escola B foi caracterizada nas três dimensões propostas por Nóvoa (1995), a saber:

a) Estrutura física - Possui água filtrada, água da rede pública, energia elétrica, saneamento básico, lixo destinado à coleta periódica, acesso à Internet e telefonia, dezessete salas de aula destinadas às turmas da Educação Infantil (258 alunos) e Ensino Fundamental (564), sala da diretoria, sala dos professores, laboratório de informática, quadra de esportes coberta, cozinha, refeitório, sala de leitura, parque infantil, despensa, almoxarifado e lavanderia.

b) Estrutura administrativa - Um diretor, um vice-diretor, um coordenador pedagógico, um assistente de gestão e 27 professores.

c) Estrutura Social - A escola promove a Festa da Família, a Festa da primavera, reunião entre pais e professores e palestras relacionadas à temática saúde, juntamente com representantes da Unidade Básica de Saúde (UBS).

Na tabela 17, seguem as taxas de 2009 a 2011 sobre a aprovação dos alunos e o indicador de rendimento. Observa-se que, somente no 5º ano, a taxa de aprovação é

Escola Bairros Nº alunos

estrangeiros Nº de alunos bolivianos Total de alunos

A Ponte Alta 2 2 1276

B Morro das Cobras 19 19 792

C Ponte Alta 3 3 1181 D Ponte Alta - - 857 E Ponte Alta 4 4 993 F Vila Carmela 7 7 1025 G Vila Carmela 10 9 1521 H Vila N. B. Sucesso - - 109 I Vila N. B. Sucesso - - 924 J Jardim Álamo 1 - 882 K Jardim Triunfo 11 9 413

L Jardim Pres. Dutra - - 746

M Jardim Pres. Dutra - - 896

N Jardim Fátima 3 1 252

O Cumbica 2 - 616

menor, o que coincide com o final do Ciclo I, na época. O mesmo não acontece em 2013, quando a taxa de aprovação é de 100%.

Tabela 17 -Indicador de rendimento da Escola B

Fonte: Secretaria Municipal de Educação - 2014

Na Tabela 18 é possível verificar o aumento da nota média padronizada entre 2009 e 2013. Observa-se, ainda, aumento progressivo em Língua Portuguesa. A prova Brasil é aplicada aos 5os anos.

Tabela 18 - Indicador de desempenho da Escola B

Fonte: Secretaria Municipal de Educação - 2014

De posse dos prontuários dos alunos da Escola B foi possível verificar o número de alunos distribuídos entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I (1º ao 5º Ano), conforme Gráfico 7. Observa-se maior número de crianças na Educação Infantil e distribuição aproximada entre os anos seguintes. Os dados apresentados no Gráfico 7 podem ter sido alterados no decorrer do ano devido à rotatividade existente entre os bolivianos entre uma escola e outra ou entre idas e vindas da Bolívia.

Anos Taxa de aprovação Indicador de rendimento 2009 100,0 100,0 99,1 100,0 81,3 95,4 % 2011 100,0 100,0 100,0 100,0 98,8 98,8 % 2013 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100 %

Anos Nota Prova Brasil Nota média

padronizada Matemática Língua Portuguesa

2009 174,68 147,69 4

2011 211,52 188,84 5,4

Gráfico 7. Etapas do Ensino Básico por número de alunos bolivianos na Escola B - 2015

Fonte: Gráfico elaborado pela autora a partir dos dados coletados na Escola B

No Gráfico 8 é possível verificar a cidade de origem da família dos alunos matriculados na Escola B. Observa-se que Santa Cruz de la Sierra e La Paz são as cidades com maior representatividade no Quadro 8.

Gráfico 8. Número de alunos por cidade de origem da Escola B - em 2015

Fonte: Gráfico elaborado pela autora a partir dos dados coletados na Escola B

Para a Escola B, ao contrário da Escola K, não há pais de alunos nascidos em outro país que não seja a Bolívia.

Educação Infantil 10 1º 6 2º 5 3º 7 4º 4 5º 4 0 10 La Paz 10 Santa Cruz de La Sierra, NC 13 Cochabamba 6 Quiloma 3 Car acollo 2 Chuquisaca 2 NC 0 0 13

No Gráfico 9, seguem os dados coletados no prontuário das crianças quanto ao seu ano de nascimento.

Gráfico 9. Número de alunos bolivianos por ano de nascimento - Escola B - 2015

Fonte: Gráfico elaborado pela autora a partir dos dados coletados na Escola B

No Gráfico 10 verifica-se o local de nascimento dos alunos bolivianos e dos considerados bolivianos nesta pesquisa (nascidos em Guarulhos e São Paulo, porém, filhos de pais nascidos na Bolívia).

Gráfico 10. Número de alunos bolivianos por lugar de nascimento do aluno - Escola B - 2015

Fonte: Gráfico elaborado pela autora a partir dos dados coletados na Escola B

Na ficha de matrícula dos alunos, os pais assinalam (não obrigatoriamente), mas para efeito de Censo, a autodeclaração de raça. A sigla NC (Não Consta) corresponde

Bolívia 19 Guarulhos 12 São Paulo 5 0 19 2005 8 2006 5 2007 3 2008 10 2009 5 2010 3 2011 2 0 10

àqueles pais que não assinalaram a raça que pertencem. Assim como na Escola K, os