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Chapter 3 Testing Procedures

3.1 The Hydraulically Operated Triaxial Cell

3.1.4 The Rosemount Gauges

A estrutura morfológica de Macedo de Cavaleiros na década de 1970 foi protagonista do processo de transformação urbana até à atualidade, uma vez que a Vila se desenvolveu sobre os seus principais eixos viários, que ainda hoje se mantêm com idêntica importância funcional.

O tecido edificado foi implantado e adaptado à topografia existente. Não se verificaram modelações significativas dos terrenos nem terraplanagens consideráveis. O solo foi um elemento morfológico utilizado de acordo com as suas características originais, dando um caráter singular às sucessivas transformações.

Os edifícios organizaram-se a partir do binómio forma e função, aliado à localização. Analisando a Figura 40, p. 118, na área mais densa predominavam as edificações com dois e três pisos, vãos dispostos de modo ritmado e regular, com rés-do- chão dedicado a habitação, comércio ou garagem. Os lotes e parcelas eram ocupados na totalidade ou dispunham de uma área sobrante de dimensões exíguas, dedicado a logradouro. O conjunto de edifícios desenhava o quarteirão, as fachadas alinhavam a rua e a praça.

A configuração inicial do Largo das Eiras resultou do emolduramento proporcionado pelas fachadas que o contornava. A vegetação existente caracterizou e contribuiu para complementar a primeira impressão da forma da Cidade. Ver Figura 21, p. 82; Figura 23, p. 86; Figura 25, p. 90; Figura 37, p. 112 e Figura 62, p. 160. Os bairros e loteamentos desenvolvidos nesta década enfocam uma alteração na leitura da Vila. Apresentavam-se muito homogéneos mas distintos entre si. Como exemplo, os Bairros da Bela Vista e da Cortinha do Moinho e o loteamento Duarte Moreno.

Figura 37. Em cima, vista geral. Macedo de Cavaleiros.

No centro e em baixo, Talho a e to à elativoàaoàBai oàdaàCo ti haàdoàMoi ho.àá .àá.à Cabral. Década 1970.

O Bairro da Bela Vista não resultou de uma intenção planeada a partir do desenho urbano. Desenvolveu-se linearmente ao longo de um eixo viário sinuoso perpendicular às curvas de nível de inclinação acentuada. No edificado predominava a função habitação e a forma de dois pisos. Ao analisar o tecido edificado - ver Figura 41, p. 120, sobressai a configuração orgânica, o desalinho das construções relativamente à via e a falta de ritmo na distribuição. A rua foi desenhada pelas fachadas, mas não intencionalmente nem com

a te ,àsegu doàosàp i ípiosàdeàRossià ,àp. 45).

O Bairro da Cortinha do Moinho resultou de um Plano de iniciativa pública e revelou a intenção e a sensibilidade próprias de desenho urbano. A sua implantação curvilínea ocorreu da adaptabilidade à topografia. As ruas eram favoráveis às curvas de nível. Predominava a função habitacional, uma carência predominante nesta década. Prevaleceram conjuntos de edifícios em banda, constituídos por dois e três pisos. O quarteirão foi substituído por lotes e o ritmo deixou de ser obtido pelos desenhos dos vãos das fachadas, passando ser marcado pelos limites de implantação do edificado. À escala da Figura 41 a rua era o espaço sobrante e não confinado ou desenhado.

O loteamento Duarte Moreno foi implantado num terreno com características distintas dos anteriores. Também apresentava inclinação, todavia menos acentuada e acidentada. A função repetiu-se ou seja, predominantemente habitacional. Numa primeira linha, com frente de lote na Rua Comendador António Joaquim Ferreira, predominavam três pisos, com o Rés-do-Chão dedicado a comércio e serviços. Nos lotes posteriores prevaleciam dois pisos de habitação. Do mesmo modo o desenho de quarteirão, a partir de um conjunto de fachadas, foi substituído por lotes e pelo ritmo de implantação dos edifícios existentes.

O antigo Hospital Civil de Macedo de Cavaleiros foi construído em 1910. Nas proximidades do Hospital funcionavam o dispensário antituberculoso e o pavilhão de isolamento. Este último foi, do conjunto das instalações de saúde de Macedo de Cavaleiros, o único a ser demolido na década de 1980. Duas décadas depois, em 1949, já designado como Hospital Concelhio e gerido pelo Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros (entretanto fundada na década de 1920) foi objeto de obras de ampliação.

Em 1974 foi elaborado um projeto para a realização de obras de conservação e beneficiação neste quarto de século o tempo conduziu os tetos de fasquiado e estuque do 2.º piso, bem como as caixilharias, e outras partes físicas do edifício à urgente necessidade de encarar obrasàdeà o se vaç oàeà e efi iaç o (Correia & Correia, 1974, p. 1). Ver Figura 38, p. 114.

Figura 38. Em cima, Hospital da Santa Casa da Misericórdia. No centro e em baixo, projeto remodelação e ampliação. Décadas de 1970 e 1980.

Neste documento há uma referência ao novo Serviço Nacional de Saúde, àquela época em discussão nacional, pelo enquadramento do projeto naquele Sistema.

Da análise mais detalhada do projeto é fácil inferir que ali se reúnem os Serviços da Previdência, das Casas do Povo, do IANT – Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos, dos Centros de Saúde e do Hospital, ficando este com o número de camas aumentadas e ainda com serviço de pediatria e maternidade, carências bastante sentidas. (Correia & Correia, 1974, p. 1).

Esta obra dotaria o concelho de um equipamento de referência e tinha a vantagem do Hospital de Macedo de Cavaleiros ficar inserido no esquema Nacional de Saúde Pública.

Em 1975, a Comissão Integradora dos Serviços de Saúde Locais de Macedo de Cavaleiros solicitou à tutela a realização das obras projetadas no entanto, propõe a elaboração de novo projeto de ampliação do edifício, tendo em vista à realização das obras em simultâneo. As instalações foram consideradas insuficientes para albergar todas as pessoas que a elas têm necessidade de recorrer, agravado com a proposta desta Co iss oàde,à oà es oàHospital,àse e à e t alizadosàtodosàosàse viçosàdeàsaúdeàlo ais (Pinto, A., 1975, p.1)

No Plano de Urbanização de 1976, há uma referência à ampliação deste Hospital. Est àaàse àela o adoàoàp ojetoàdeàa pliaç oàdasàatuaisài stalaçõesàdoàHospitalàdaà“a taà Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, insuficiente para as funções de Hospital

o elhio (PGUMC, 1976, p. 123).

O projeto do Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros, elaborado em 1978, resultou de uma remodelação e ampliação do Hospital existente. O estudo prévio e o anteprojeto, aprovados em 1977 e 1978, aproveitaram a maior parte das instalações existentes confirmando o ponto de vista da Direção Geral das Construções Hospitalares, resultando desta opção uma economia sensível em relação a uma construção de raiz (Correia & Correia, 1978, p. 3).

Tratando-se de um projeto de remodelação da construção existente e de um aumento, os autores procuraram criar u à dese volvi e toà volu t i oà ade uado ,à bem como adequar a envolvente à nova ocupação.

Figura 39. Planta de Zonamento. Plano Geral de Urbanização de Macedo de Cavaleiros. 1976.