3.5 ANALYSENS ANDRE DEL; REGISTRANTANALYSE
3.5.6 P ROFESJONEN DELES I SINE FREMSTILLINGER
Durante o processo da análise dos artigos verificamos que alguns textos trouxeram resultados de pesquisas empíricas ou teóricas específicas a um ano do ensino, mas os seus resultados foram apresentados de modo generalizado a todo o Ensino Fundamental. Foram verificados 6 (seis) artigos nestas condições, a saber: 2 (dois) da área da psicologia, 1 (um) da educação, 1 (um) da física, 1 (um) da educação em ciência e matemática e 1 (um) da linguística.
Quadro 5. Identificação dos artigos localizados no Ensino Fundamental Geral
Código do artigo Periódico de publicação Ano da publicação
PSICO.8 Psicologia escolar 2011
PSICO.28 Psicologia: reflexão e crítica 2005
EDU.73 Cadernos Cedes 2014
FIS.33 Revista Brasileira de Ensino de Física 2013
EDU.CI.MAT.11 Ciência e Educação (Bauru) 2010
LING.6 Linguagem 2013
Destes artigos, 4 (quatro) foram localizados a partir dos descritores “Didática” e “Didática e Ensino” – EDU.CI.MAT.11, PSICO.28, PSICO.8, LING.6 – e os outros 2 (dois) - EDU.73 e FIS.33 - pelos descritores “Didática”, “Didática e Ensino” e “Didática e Aprendizagem”.
Dos artigos da área da psicologia, o PISCO.8 traz contribuições sobre o papel do psicólogo no contexto escolar e reflexões sobre como a afetividade pode auxiliar a relação professor-aluno no Ensino Fundamental. Para tanto foram realizadas entrevistas com psicólogas escolares e como resultado destacam três eixos: o papel e as demandas do trabalho do psicólogo escolar, concepções dos psicólogos acerca da afetividade na mediação pedagógica, e estratégias de suporte ao professor na mediação pedagógica.
O segundo artigo da psicologia, PSICO.28, discute a relação entre pensamento e linguagem, contextualizando tal discussão no âmbito da construção do conhecimento matemático, em especial na aprendizagem da álgebra. O artigo é resultado de pesquisa empírica com estudantes do 5º ano do ensino fundamental, em que se aplicaram dois métodos de ensino do conteúdo em grupos diferentes: um recorrendo a situações fundamentadas em habilidades e competências-em-ação não-verbais, e outra na explicitação verbal dos aspectos relacionados à igualdade entre equações. Como resultado, há a demonstração do sucesso da aprendizagem dos dois grupos e a indicação de complementaridade dos métodos.
O artigo da educação, EDU.73, analisa a presença de imagens sobre educação alimentar em livros didáticos, num curso de formação de professores, ressaltando os limites e as possibilidades do uso de determinadas imagens para esta educação.
Na área de física, o artigo FIS.33 aborda uma pesquisa empírica, em que se descreve a utilização do relógio de Sol analêmico como um importante método didático e ferramenta que auxilia a introdução do ensino de conceitos básicos da física e da astronomia no Ensino Fundamental.
EDU.CI.MAT.11, é um artigo da área de educação em ciência e matemática que apresenta estratégias de ensino, a partir de estudo de caso em que se analisa o modo como uma professora utiliza os conhecimentos prévios dos estudantes durante o ensino de um novo
conceito científico. Como resultado é indicado que durante o procedimento de ensino a professora em alguns momentos desconsidera os conhecimentos prévios para não perder o foco do conceito que deve ser aprendido.
O último artigo deste bloco é LING.6, da linguística, que trata do estabelecimento de parâmetros teóricos para a elaboração de conceitos no ensino da escrita, numa perspectiva discursiva que não dissocie reflexão linguística e reflexão sobre a escrita e seu ensino, propondo com isso a superação de modelos de reprodução.
Destes artigos as unidades de registro (UR) e suas respectivas subcategorias temáticas são apresentadas no quadro a seguir:
Quadro 6: Unidades de Registro e subcategoria temática – Ensino Fundamental Geral
UR Subcategorias temáticas
Mediação pedagógica
- afetividade
- estratégias de suporte ao professor - projetos de formação de professores - reflexão sobre a prática
Ensino de conteúdo
- álgebra: equivalência entre equações
- situações de ensino fundadas em competências- em-ação não verbais versus situações explícitas verbalmente
- relógio de Sol analêmico - método didático
- conceitos básicos de física e astronomia
- perspectiva teórica discursiva para o ensino da escrita
Análise de material didático - ferramenta didática
- curso de formação continuada de professores
Procedimento de ensino
- reconhecimento do conhecimento prévio do estudante
- os conceitos como foco do processo de ensino - saber fazer do professor
As unidades de registro identificadas evidenciam componentes de ordem didática fundamentais ao processo de ensino e de aprendizagem escolar, mas aparecem em contextos que não os articulam ou evidenciam por meio de dados efetivos. Quando se trata da mediação pedagógica, não há articulação ao ensino de conteúdo; quando se trata de material didático, não o analisa junto ao contexto do processo de ensino, às questões de estruturação da
aula, no quanto impacta positivamente ou negativamente a aprendizagem; quando é abordado o ensino de conteúdo, nem sempre o correlaciona com sua utilidade nas práticas sociais; quando se trata dos procedimentos de ensino, abordam elementos evasivos, como um saber fazer inerente ao profissional que ensina.
As unidades de registro evidenciam, em sua maioria, um direcionamento ao processo de ensinar, tendo o professor como protagonista; a ação do professor é o central das investigações, como nas indicações de formação de professor, estratégias do professor, reflexão sobre a prática, saber fazer do professor. O foco das pesquisas está pautado na figura do professor. De outro lado, quando é indicada a ação de aprendizagem dos estudantes, na forma como se relacionam com o conteúdo de estudo, como no caso da experiência a partir de competências-em-ação, desloca-se o olhar para a ação do estudante numa perspectiva que desconecta a aprendizagem da ação docente que a gerou ou que a pode guiar. Neste caso, entende-se a aprendizagem descolada da intencionalidade que subsidia a aprendizagem decorrente do planejamento organizado do ensino.
Reafirmamos assim a necessidade de se considerar o saber o que fazer e como fazer articulados ao para quê fazer, para quem, com base em quê e por quê no processo de ensino e de aprendizagem, elementos constitutivos da Didática, conforme apresentamos no segundo capítulo.