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Rettsreglene for opphold som flyktning

In document «Skaff meg en jobb!» (sider 39-42)

Kapittel 2 Begreper: levekår og integrering

2.2 Rettsreglene for opphold som flyktning

Os mexilhões, sendo uma classe de seres vivos que se alimentam do material existente em suspensão, atuam como bivalves filtradores, possuindo também, algumas caraterísticas interessantes do ponto de vista ambiental. Dentro destas, a capacidade de bioacumulação para certos poluentes e a sua ampla distribuição, em termos geográficos, são caraterísticas que fazem dos mexilhões um ótimo indicador biológico para avaliar a poluição do meio marinho. Por outro lado, os mexilhões refletem igualmente a variabilidade das condições ambientais. Estes aspetos são universalmente reconhecidos, uma vez, que os mexilhões são incluídos na maior parte dos programas de

acompanhamento e monitorização da poluição marinha (quer sejam de âmbito nacional ou internacional).

A título de interesse histórico, refere-se que o primeiro programa de monitorização para determinar as tendências espaciais e temporais da poluição de origem antropogénica em águas costeiras e estuarinas, utilizando mexilhões como indicadores biológicos, foi proposto por Goldberg em 1975 (Mussel Watch Programme) [7,8]. Desde então, vários programas têm sido efetuados em diversas regiões do globo, inclusivé na costa Portuguesa. Sobre este aspeto, é de salientar, que o primeiro exercício de monitorização do género em efetuado em Portugal foi realizado por Vale C. et al. (1985) [7,8]. Salienta-se também, que desde então, já se realizaram outros programas de monitorização de PCDD/Fs em Portugal, nomeadamente os efetuados por Augusto et al (2008) e Nunes et al (2011) [9,10]. A este respeito refere-se, que os citados autores conduziram a monitorização ambiental de PCDD/Fs, através da análise de amostras de líquenes e sedimentos/biota, na Península de Setúbal e no Estuário do Mondego, respetivamente.

Assim, verifica-se que os mexilhões acumulam contaminantes em níveis muito superiores aos que são encontrados na coluna de água, e por conseguinte, podem considerar-se representativos do estado ambiental de uma dada área. Deste modo, é possível inferir sobre a qualidade ambiental de uma determinada área, recorrendo análise de amostras de mexilhão aí colhidas.

De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Programa Joint Assessment and Monitoring Programme (JAMP), da Convenção OSPAR, os mexilhões devem ser utilizados como um organismo indicador biológico, para identificar áreas poluídas por congéneres de PCDD/Fs e PCBs com atividade de dioxina [11]. Utilizando este procedimento, é então possível, avaliar a poluição ambiental das zonas onde os mexilhões vivem, bem como a sua distribuição e tendências temporais. Deve contudo ser tido em conta, que os níveis de concentração dos poluentes encontrados nos mexilhões, por si só, não refletem o nível de contaminação da área onde estes seres vivem, uma vez, que existem outros fatores que influenciam a acumulação dos poluentes, tais como, a biodisponibilidade dos congéneres, a estação do ano em que é realizada a amostragem, a hidrodinâmica do ambiente, o tamanho, o sexo, as alterações na composição dos tecidos e o ciclo de reprodução.

Assim, o estudo contínuo das condições dos ecossistemas marinhos é uma das tarefas que todos os países membros da Convenção OSPAR devem conduzir, por forma, a avaliar, prevenir e eliminar a poluição marinha. Salienta-se também, que a monitorização efetuada no âmbito do programa JAMP, tem como finalidade de avaliar a eficácia das medidas adotadas para a reduzir a poluição marinha, e acompanhar, as suas tendências de evolução temporal.

O procedimento analítico utilizado para determinação dos congéneres de PCDD/Fs e PCBs com atividade de dioxina nas amostras de mexilhão, foi o seguinte:

1. Depuração dos mexilhões – após a chegada das amostras ao laboratório, limpou-se com água do mar colhida no respetivo local de amostragem, a maior parte das impurezas presentes nas conchas, e posteriormente, os mexilhões foram mantidos em depuração durante um período de 24 horas, utilizando para o efeito a água do mar respetiva. Esta operação teve como objetivo eliminar totalmente o conteúdo intestinal de cada mexilhão (pseudofaeces);

Figura 3.9. – Depuração das amostras de mexilhão em água do mar durante 24 horas.

2. Medição do tamanho de cada indivíduo – terminado o período de depuração, os mexilhões foram medidos com uma craveira, e abertos, para se poder remover o bisso (estrutura de fixação). Posteriormente, os mexilhões foram posicionados em papel absorvente, com as conchas completamente abertas e colocadas numa posição vertical, por forma, a ser possível efetuar o descarte do líquido ainda presente na cavidade do manto;

Figura 3.10. – Medição e descarte do líquido presente na cavidade do manto dos mexilhões.

3. Determinação do teor de água – terminado o processo de descarte, verificou-se que apenas interior do manto se apresentava seco. Assim, as partes moles do mexilhão foram removidas e colocadas numa placa de Petri, previamente tarada e devidamente identificada com o n.º de amostra e a designação do respetivo ponto de colheita. Posteriormente, as caixas de petri com as amostras foram novamente pesadas, congeladas a -40⁰C e liofilizadas durante 72 horas. Após a liofilização, e depois de se verificar que as amostras estavam completamente secas, tornou-se a pesar cada uma das caixas de petri referentes às amostras. Por de diferença de massa foi determinado o teor inicial de água em cada amostra;

Figura 3.11. – Amostras de mexilhão (1 – Antes da liofilização e 2 – Durante a Liofilização).

4. Moagem – após a liofilização e pesagem, as amostras foram moídas num triturador de mandíbulas, de modo a reduzir o seu estado a um fino pó. Posteriormente procedeu-se de acordo com a metodologia analítica descrita para a determinação dos congéneres de PCDD/Fs e PCBs com atividade de dioxina em amostras sólidas (biota).

Figura 3.12. – Trituração das amostras de mexilhão num triturador de mandíbulas.

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