Kapittel 2. Kunnskapsstatus
2.4 Eksempler på tiltak for foreldre med kognitive vansker og deres barn
2.4.3 Retningslinjer for god praksis - England
Como explicado na Introdução, o objetivo da dissertação foi, a partir da análise de livros de polígrafos que escreveram sobre o Porfiriato durante o regime presidencial de Porfirio Díaz e a Revolução Mexicana, estudar as mudanças de matrizes interpretativas entre finais do século XIX (1900) até a primeira fase do levantamento de 1910 (1920). Trabalhar com estes câmbios de avaliação e discurso é importante para os estudos sobre o tema, uma vez que as pesquisas são escassas no ambiente acadêmico.
Em linhas gerais, procuramos, no primeiro capítulo, mapear a criação de alguns matizes interpretativos sobre o porfirismo durante seu próprio período governamental até o início da Revolução Mexicana (1900-1910). Concluímos que tais aspectos de escrita e avaliação sobre o Porfiriato estavam marcados pela memória e experiência de uma geração que possuía a imagem de um México caótico pós-independência (1821).
Tal instabilidade por que passou o país durante anos teve como causa várias intervenções estrangeiras, como a dos Estados Unidos, em 1848, que resultou na perda de mais da metade do território nacional, e a francesa, que instaurou o ―Segundo Império‖ mexicano (anos de 1864 a 1867). Ademais, como vimos, desde 1821 emergiram dois grandes setores no país, o liberal e o conservador que, como tipos ideais, eram opostos e possuíam ideias de construção nacional antagônicas. Enquanto este propunha a centralização e a construção de uma nação mexicana católica, os liberais defendiam o federalismo, a existência de um Estado laico e pautado na igualdade dos cidadãos perante a lei.
Tais perspectivas encontramos em trabalhos de vários escritores mexicanos, como foi o caso de Bernardo Reyes (1902), Justo Sierra (1900-1902) e até mesmo o de Francisco Madero (1908), analisados detidamente em cada tópico do capítulo um. Embora possuíssem ideias e argumentos divergentes sobre o governo, um ponto de aproximação que percebemos central em suas obras foi a afirmação de que Porfirio Díaz estabeleceu a paz no país. Além disto, havia um grande temor dos mexicanos, explicitado em seus escritos, de que, frente à potência vizinha do norte e sob tais situações internas conturbadas, achando-se o México em uma conjuntura de quase
ingovernabilidade devido a todas as agitações, os norte-americanos acabassem ultrapassando a fronteira do Rio Grande e destituindo a soberania nacional.
Deste modo, ao se construir uma interpretação do Porfiriato, estes escritores estavam pautados em uma experiência de passado anárquico pós-1810 e possuíam a expectativa de que o presidente seria o edificador de um país moderno e pacífico, trazendo paz e progresso aos seus concidadãos. Como afirmou Paul Garner,
La primera administración de Díaz parecía estar destinada a compartir la experiencia, incluso el destino, de todos los gobiernos previos del siglo XIX, afectada por la persistencia de los conflictos internos y por las hostilidades internacionales que habían sido características de la mayor parte de la historia del México independiente. Para 1876, después de casi una década de gobierno liberal durante la república restaurada desde 1867, el país carecía aún de las necesidades básicas para lograr la estabilidad política (…).‖ (GARNER, 2003, p. 75).
Bernardo Reyes escreveu uma obra considerada por historiadores atuais como ―porfirista‖. O autor não qualificou o governo mexicano de ditatorial; além de exaltar os feitos do presidente e enxergá-lo como um herói (assunto discorrido no capítulo). Para ele, Díaz tornou a gerar um país que, por muitos anos, estava ameaçado de perder sua soberania nacional. Considerava a administração de Díaz como a conjuntura que trouxe uma nova independência ao país. Don Porfirio, para o tapatío, reconstruiu o México, e, no palco da História, sua figura estava destinada a ser lembrada como um grande homem. Um dos objetivos de seu livro foi consolidar uma memória heroica do presidente a ser deixada para as gerações futuras.
A obra de Justo Sierra, embora o autor acreditasse ser perigosa a perpetuação de Porfirio Díaz no poder, principalmente pelo receio de perda de liberdade em um momento futuro do país, considerou o governo como um ―cesarismo espontâneo‖ ou ―ditadura social‖. Sendo assim, a autoridade do presidente estava respaldada pelo povo e não pela sua vontade única, sua ambição. Deste modo, nossa proposta foi compreender e explicar que o autor não entendia a concentração de poderes nas mãos do general como uma atitude ruim, uma vez que a nação precisava de um homem firme, um pater patriae, que suprimisse as conturbações nacionais e colocasse o país nos trilhos do progresso.
Como vimos em sua obra, o próprio conceito de ditadura como uma forma pejorativa de governo precisou ser discutida e problematizada, pois não encontramos, na instrumentalização do conceito, a conotação negativa que ele usualmente contém. Como um dictador romano, em tempos de conflitos era necessário a emergência de um grande
homem com pulsos firmes. Esta situação não duraria apenas seis meses, como em Roma, mas também não poderia ser uma condição perpétua no país. De qualquer modo, no presente, o desequilíbrio entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, concentrando poderes no primeiro, era legítimo. Dos escombros das guerras civis entre conservadores e liberais, Sierra via emergir uma nação que caminhava rumo à modernização. O México estava salvo, o povo passava por uma evolução social. O país estava pacífico e esta condição fincara raízes em solo pátrio, dando vivacidade a todos os momentos históricos nacionais.
Já para Don Francisco Madero, não foi o povo (como foi para Sierra e Reyes) que respaldou o governo, mas sim as armas que sustentavam o porfirismo; além da ―ideia fixa‖ – para utilizar as palavras do autor – do presidente em continuar sempre ocupando a primeira magistratura. Como explicado, o coahuilense dirigiu uma crítica aberta ao Porfiriato, intitulando-o de ditadura (com uma conotação negativa, diferentemente de Sierra) e contribuindo para a criação de um novo discurso sobre o governo. Contudo, o aspecto que acreditamos poder aproximar tais escritores foi justamente o fato da experiência e memória de um passado mexicano marcado por guerras civis e instabilidade política.
O próprio Madero, que fomentou uma crítica profunda ao governo, não deixou de tocar neste assunto ao final de seu livro. Embora atualmente ele seja considerado o ―caudilho da Revolução‖, percebemos que, em sua obra, o coahuilense foi contra a eclosão de um movimento revolucionário – optando pela criação de um partido democrático. A grande preocupação do autor era: a emergência de um movimento deste tipo (revolucionário) faria com que o México novamente caísse em uma atmosfera de guerras civis, que tanto assolou a nação em épocas passadas. Para o escritor, o país estava em paz, necessitava apenas estar sob o governo da lei. Se o primeiro magistrado mudasse sua postura política seria reconhecido como o maior governante de todos os tempos. Escreveu:
Si por el contrario, á la muerte del General Díaz la Nación no tolera más á su sucesor y por cualquier motivo que sea se levanta en armas contra él, volveremos á la era de revueltas intestinas con su inseparable cortejo de vicisitudes, y con la amenaza constante de la intervención extranjera, que aunque nos encontraría más fuertes,
porque el hecho de que la Nación hubiera reaccionado demostraría que aunque mal empleadas, tenía aún grandes energías, no por eso dejaría de ser un gran peligro, por lo menos, para la integridad de nuestro territorio. (MADERO, 2010 [1908], pp. 277-278- Grifo nosso).
As críticas que começaram a surgir sobre o Porfiriato na primeira década do século XX foram justamente sobre a permanência de Díaz no poder, à falta de liberdade política e de partidos existentes no país; mas nenhum dos autores estudados acima conseguiu deixar de se referir à estabilidade que o presidente proporcionou ao México, ao ambiente pacífico que se experimentava em solo nacional. Estes elementos devem ser levados em consideração para quem estuda o Porfiriato. Como afirmaram Aurora Gómez Galvarriato e Mauricio Tenorio Trillo:
En efecto, la paz es el centro de la política y sociedad del Porfiriato y, curiosamente, no ha merecido más comentario que la burla. Es decir, los historiadores no hemos creído en la paz porfiriana, aunque, por lo que se lee en documentos y panfletos, la clase política porfiriana y la
gente común, dependiendo del lugar donde se encontrara, creían en ella. Varios movimientos locales apelaban al presidente, al de la paz,
en nombre de, o chantajeando a, la paz. Pero la paz no ha sido bien vista historiográficamente, por fingida, por ser un logro menor, una cosa solo real en el México urbano y en la seguridad de caminos, ―caminos de hierro‖ y carreteras. (TENORIO TRILLO; GÓMEZ GALVARRIATO, 2006, p. 47).
Para os historiadores acima mencionados, atentarmo-nos para esses discursos sobre a paz porfirista é importante. A historiografia atual, ainda muito marcada por uma postura de análise pejorativa sobre o governo de Díaz devido à Revolução Mexicana, utiliza o termo pax, para ―darle un dejo de ironía romana, de paz impuesta (...).‖ (2006, p. 19). Deste modo, o capítulo procurou mapear os argumentos que foram utilizados para legitimar o Porfiriato. Como percebemos no trecho supracitado, estudar o discurso sobre a pacificação do México é relevante, uma vez que a classe política a almejava e, acima de tudo, acreditava em sua existência. A análise destes elementos é significativo em nossas reflexões como historiador.
Afirmar que o Porfiriato possuiu legitimidade apenas porque os escritores viviam sob o governo de Díaz e, desta forma, não podiam o criticar, carece de uma sofisticação analítica. O objetivo foi justamente demonstrar como o próprio passado do país ganhou relevância para os polígrafos oitocentistas discutidos, e pautou uma escrita e interpretação sobre o porfirismo. Como vimos no capítulo dois, os principais argumentos instrumentalizados por estes escritores foram refutados pela geração seguinte e a avaliação antiporfirista e pró-revolucionária ganhou força durante o século XX, tornando-se quase uma premissa, ou seja, algo indiscutível. Deste modo, voltar aos oitocentos e reconstruir as interpretações sobre o governo é importante para os estudos desse período histórico. Como sintetizou Garner,
El porfirismo pone de relieve, sobre todo, la longevidad del régimen, particularmente en contraste con sus predecesores en el México del siglo XIX, y su éxito al lograr una estabilidad y una paz políticas por un periodo de casi 35 años. El Porfirismo también enfatiza las cualidades personales que justifican que Díaz haya monopolizado el oficio de gobernar durante más de 30 años: inter alia, su patriotismo, su heroísmo, su dedicación, su sacrificio personal, su tenacidad y su valentía. (GARNER, 2003, p. 14).
Já no capítulo dois, o objetivo foi, a partir da análise de livros de indivíduos que escreveram sobre o Porfiriato durante a Revolução Mexicana, estudar as mudanças de matriz avaliativa que ocorreram entre 1910 e 1920. Buscando colocar em diálogo as obras analisadas, percebemos que John Kenneth Turner (1910), Luis Lara Pardo (1912) e Francisco Bulnes (1920) teceram críticas profundas ao porfirismo, contribuindo para a construção de uma lenda negra sobre o governo, que possuiu ecos durante grande parte do século XX. A emergência de qualificativos como ―ditadura‖, ―tirania‖, argumentos como ―concentração de poderes‖, ―degeneração do sistema político e social‖, entre outros, ganharam uma dimensão importante nas obras, diferentemente, por exemplo, da geração anterior – que mobilizava conceitos como os de ―pacificação‖, ―estabilidade‖, ―progresso‖ e ―modernidade‖. Para Garner,
Una de las principales consecuencias de la revolución mexicana fue la destrucción del culto del porfirismo y su sustitución por un antiporfirismo igualmente poderoso. Sin embargo, el antiporfirismo no fue un producto exclusivo de la revolución [podemos pensar a obra de Madero, de 1908 e Andrés Molina Enríquez, de 1909], aunque se expresó con mayor fuerza después de 1911, en lo que devendría la interpretación estándar, ortodoxa y pro revolucionaria. Según el antiporfirismo, él régimen de Díaz era el ejemplo máximo de la tiranía, la dictadura y la opresión, el mismo don Porfirio era condenado por su corrupción, su autoritarismo y su traición a los intereses de la nación. (GARNER, 2003, p. 15). O livro de Turner teceu uma crítica aberta ao presidente mexicano a partir dos Estados Unidos. O Porfiriato, para ele, foi pilar da escravidão no país. Díaz era um indivíduo ambicioso que queria permanecer na primeira magistratura da República (o que, de certa forma, também afirmou Francisco Madero). O presidente concentrava tantos poderes em suas mãos que ele próprio havia se tornado a personificação do México, a corporificação da ditadura. Assim, o povo sofria sob seu governo e seu sangue se tornava a engrenagem da máquina porfirista. Para o periodista, o país era atrasado, assemelhando-se à Idade das Trevas europeia; ao longo do livro, muitas passagens fizeram analogias às instituições da Idade Média, produzindo uma ideia de que o México não era moderno sob o governo de Díaz, muito menos pacífico. Os
Yaquis de Sonora, indígenas da região, eram enviados a Yucatán sob condições escravocratas e, para ele, o governo de Díaz corroborava com esta situação.
O objetivo de Luis Lara Pardo, explicado logo no início de seu livro, foi pensar a causa que levou à eclosão da Revolução Mexicana, bem como à renúncia do presidente em 1911. O autor, em tempos porfiristas, foi um desterrado por problemas políticos com Díaz e, também em solo norte-americano, decidiu refletir acerca da situação por que passava seu país. O médico defendia o argumento de que o levantamento de 1910 marcou o fim do Antigo Regime, utilizando como matriz de pensamento os acontecimentos que levaram à Revolução Francesa. Como afirmou:
Sólo nosotros, los que hemos, vivido la existencia de ese pueblo admirable, que conocemos sus sufrimientos, sus vicios y sus virtudes; sus debilidades y su fortaleza; su portentosa resistencia al dolor, su fe sencilla y ardiente; sólo nosotros podemos explicarnos el preceso (sic) lento que condujo á Porfirio Díaz desde el gobierno constitucional hasta la más abominable tiranía, y por qué este pueblo ha realizado un movimiento revolucionario que no tiene paralelo en la historia latino americana, si no es en la caída del chileno Balmaceda. (LARA PARDO, 1912, pp. 04-05).
Sendo assim, Lara Pardo foi demonstrando ao longo da obra como Díaz era um presidente tirânico, opressor da nação mexicana e que forjou uma democracia que, ―na verdade‖, apenas funcionava como artifícios retóricos para mantê-lo no poder. No capítulo intitulado ―El mito del Caos‖, o autor foi a todo o tempo refutando a ideia de que Díaz era o construtor de uma nação moderna, o regenerador do país, argumentos mobilizados por muitos autores que escreveram nos oitocentos.
Já Francisco Bulnes participou do governo de Don Porfirio sendo deputado e senador, além de membro da chamada elite científica. O engenheiro criticou tanto a carreira militar de Díaz, quanto seus conhecimentos em ciência política. Sobre isto, disse que Díaz achava ser possível a existência de um único partido independente no México, sendo que, para Bulnes, tal situação se configurava em uma autocracia. E complementou: ―el general Díaz, era un político que antes de degenerar, había entendido la política de los dictadores guiado por el instinto de su ambición, pero respecto a la política de otras formas de gobierno [como a democrática], si abría a la boca era para lanzar un desatino‖ (BULNES, 1921, p. 383).
Como tentamos mostrar, existiram nuances entre os autores pesquisados, principalmente analisando os pressupostos políticos de cada um. Turner e Lara Pardo enxergavam a ditadura como um sistema ruim, imposto à população por meio da
ambição do presidente que, amparado em armas e dispositivos repressivos, mantinha-se na primeira magistratura contra a vontade nacional. Premissa da qual Bulnes discordava. Para este, o país necessitava desta forma de governo, além de ser, no país, a única configuração com organicidade no presente. Para o engenheiro, foi a degeneração do despotismo em tirania o grande pecado do general. Este se tornou um mal ditador e sua administração se transformou em um governo irracional, senil (como o próprio Díaz tornara-se ao final de sua vida). O governo degenerava-se ao mesmo tempo que Don Porfirio envelhecia.
Ademais, outro ponto de divergência entre os autores foi acerca da Revolução Mexicana. Para Bulnes ela não possuía legitimidade, sendo interpretada como um novo período caótico da história mexicana. Se nos oitocentos a nação passou por grandes problemas internos e intervenções estrangeiras, em 1910 o país retrocedera a um ambiente de agitações, em que muitas pessoas foram mortas devido ao processo revolucionário. Isto explica o ponto de interrogação no título do último capítulo da dissertação, pois o engenheiro não defendia e legitimava a eclosão do movimento. Deste modo, não podemos homogeneizar o argumento de que todos os escritores pós- Revolução foram a favor do levantamento; as afirmações sempre precisam ser matizadas. Entender as posturas políticas de Bulnes implicam pensar o autor como participante da elite porfirista, bem como dos conflitos intestinos de seu país. Como afirmou Emma Ruiz Ham,
Tras haber vivido su infancia en un país cuya reciente independencia política costó difíciles enseñanzas en el intento por construir una nación libre y soberana, siendo testigo de diversos sucesos decimonónicos, tales como la Intervención francesa, el establecimiento del Segundo Imperio, la restauración de la República, entre otros, y, finalmente, después de criticar, participar y ver derrumbado el régimen porfirista, encontró [Bulnes] su muerte el 22 de septiembre de 1924, también en la Ciudad de México. (RUIZ HAM, 2013, s/p).
O que percebemos, a partir da citação acima, é que a experiência e testemunho dos problemas mexicanos interferiram na interpretação de Bulnes no que se referiu à interpretação do presente político sob o qual vivia. Como mencionado, Don Francisco participou e criticou o Porfiriato, mas, após a eclosão da Revolução, não interpretou tal conjuntura como um movimento legítimo, uma vez que a comparava aos problemas políticos anteriores, agitações que vivera desde sua infância, como afirmou a autora. Segundo Rogelio Jiménez Marce (2003), durante um período curto de tempo Don
Francisco foi diretor do periódico La Libertad, que, como vimos, criticava fortemente os conflitos civis que existiam no país. Justo Sierra, como mencionado no capítulo um, também foi um importante membro deste jornal.
O que pretendemos mostrar, portanto, é que a experiência foi um elemento significativo na interpretação político-contemporânea destes polígrafos. Como refletiu Marce, a memória histórica destes indivíduos ganhava uma dimensão privilegiada no momento de se discutir e refletir acerca das questões do presente (JIMENEZ MARCE, 2003, p. 206). Díaz, para Bulnes, pecara, mas não por ter sido um ditador, medida necessária ao México, mas por ter se tornado um tirano. ―Las opiniones que tuvo hacia el movimiento armado que encabezó Francisco I. Madero fueron de rechazo. Cuando éste le pidió su opinión sobre la política del momento, no ofreció respuesta.‖. Ademais, ―para el tiempo en el que Venustiano Carranza se hizo cargo de la administración del país, Bulnes decidió partir de México, ante las sospechas de ser perseguido por el gobierno del coahuilense [já que direcionava muitas críticas a ele]. (RUIZ HAM, 2013, s/p).
Entretanto, os dois primeiros polígrafos discutidos no último capítulo– Turner e Lara Pardo – enxergavam na Revolução, e apenas nela, a possibilidade de mudança radical e de construção de um novo México, de uma nova sociedade (pautada na democracia e liberdade). O povo, guiado por indivíduos esclarecidos, deveria instaurar as novas bases do país. É interessante perceber que, aos autores que no calor da Revolução ainda tentavam defender o governo do general, afirmavam que os críticos não tinham legitimidade em censurar o Porfiriato, pois teciam suas críticas sob o empenho do presidente, por anos, em conseguir estabelecer a paz no país – como percebemos, os mesmos conceitos e argumentos eram sempre mobilizados: ―pacificação‖, ―caos‖, ―anarquia‖, ―estabilidade‖, ―modernização‖, entre outros.
James Creelman, por exemplo, afirmava em 1911 que muitos indivíduos reprimiam Díaz estando eles já sob um ambiente nacional pacífico, estável e próspero. Antes de criticar, dizia o periodista, era necessário comparar a situação mexicana anterior e posterior ao regime de Don Porfirio, para, assim, perceber todas as melhorias que este grande herói conseguira trazer ao México. Como afirmou, os críticos pró-