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3. Metode

4.0 Resultater

Dentre as diversas linguagens expressivas da arte que se utilizava no grupo de autoestima do Marrocos, ressalto aqui a dança e a música. Compreendo que estas modalidades artísticas adquiriram um lugar privilegiado. Para as próprias participantes, estas eram vivenciadas com mais facilidade: talvez por uma maior familiaridade cultural com estas manifestações? Como foi afirmado por uma das participantes:

Dançar, a gente dança, a gente ouve música, a gente imagina coisas, né! E tudo que a gente faz aqui, a gente imagina, e quando a gente fecha os olhos e imagina coisas... a gente usa massinha, argila, brochura, colagem... A gente também já tivemo a parte de toque, né!? Mas, as técnica do forró, toda vida faz e nunca deixa de fazer” (MARIA, E. Q., 23/10/09).

Compreendo também que tanto a música como a dança evocam uma dimensão ainda mais originária e natural do ser humano, pois deflagram uma reação corporal e

emocional que naturalmente emerge a partir do ritmo e da melodia. Merleau- Ponty (1970) ressalta que a experiência estética nos chega, antes que ao nosso raciocínio e compreensão, aos nossos sentimentos, a nossa sensibilidade e nossa percepção, evocando nossa “corporeidade vivida” (MERLAU- PONTY, 1970). Ela desperta novamente a emoção a partir de suas manifestações estéticas das formas, dos sons, dos movimentos e das imagens, possibilitando uma experiência intuitiva e criativa, ainda não articulada nem compreendida pela reflexão.

Góis (2002) enfatiza que o logos do mundo estético é o mundo sensível, desde o qual há uma unidade indissociável do corpo e das coisas. Esse autor, baseando-se na concepção de Merleau-Ponty (1993 apud GÓIS, 2002), enfatiza que o aspecto da corporeidade é imprescindível para unir o reflexivo a sua origem, pois o corpo, a partir de seu princípio de reflexividade e de visibilidade, é a origem e a base de um mundo sensível, selvagem e bruto, desde onde emergem as categorias reflexivas. Assim, para Góis (2002), o lugar onde a existência adquire sentido por si mesmo se enraíza na naturalidade corpórea e na e espontaneidade animal, desde a qual o corpo não é negado, nem a expressão emocional reprimida, nem a manifestação criativa negada, nem os instintos proibidos. Este é, para este autor, o ponto de regulação e orientação do ser no mundo.

Recordo uma sessão (D.C.19., 24/06/2009) em que as crianças pequenas participaram: o filho da Lúcia de dois anos, a neta de um ano e meio e a sobrinha de quatro anos da Fátima. O momento vivencial se iniciou com um caminhar em duplas, ao som de uma música bastante rítmica e alegre. As crianças fizeram os mesmos movimentos dos adultos, estando elas muito animadas. O movimento rítmico foi deflagrado de forma muito natural, espontâneo, parecia que elas já “nasciam sabendo dançar”. As crianças não queriam parar, pois tudo aquilo era como uma brincadeira que as envolveu totalmente naquele instante. Na verdade, a intensidade e a soltura com as quais as crianças se entregaram a dança naquele momento, contagiaram as mulheres e a todas nós: foi um momento de intensa alegria e celebração, onde todos puderam voltar a dançar como criança.

Merleau-Ponty (1991, p.41) considera que a arte nos faz retornar a “uma ordem da existência, do homem existente, do mundo existente”. Por isso, ela nos convida irremediavelmente a vivenciar intensamente, a sentir, a transformar em acontecimento interno aquilo que nos dá a conhecer como conhecimento selvagem:

Diz-se que geralmente que o pintor no comove através do mundo tácito da cores e das linhas, se dirige até um poder de deciframento não formulado em nós que, justamente somente o poderemos controlar depois de haver exercido cegamente, depois de haver amado a obra (MERLEAU-PONTY, 1991, p. 45).

A utilização da música e da dança nas sessões do grupo de autoestima se fundamentava, além de nas concepções sobre arte aqui já explanadas, no marco teórico- metodológico da Biodança. Esta abordagem, a partir da integração da vivência como categoria chave (PINHO et al., 2009), vem representando um marco teórico- metodológico fundamental da Psicologia Comunitária, que permeia a totalidade da compreensão de mundo, de ser humano e de práxis libertadora (BRANDÃO, 1999).

Ressalto especialmente que - a despeito das várias formas desde as quais a linguagem artística vem sendo valorizada no campo das psicoterapias, a saber, como um instrumento de aperfeiçoamento metodológico para os objetivos terapêuticos, capaz de viabilizar de forma mais efetiva o processo de conscientização e verbalização de conteúdos inconscientes (PAIN; JARREAU, 1994)- a concepção da arte como metodologia vivencial, pautada nos fundamentos da Biodança, tem por propósito primordial estimular o vivenciar a partir da dimensão da corporeidade.

Como enfatiza Góis (2002), especificamente em referência a Biodança, o objetivo dessa abordagem é retornar a vivência mesma, pois esta, quando subordinada a consciência, reforça a patologia básica de nossa civilização, que nega o corpo e glorifica a razão, reprimindo a naturalidade corpórea e a espontaneidade animal (GÓIS, 2002, p.71). Considero nesse momento de fundamental importância aprofundar alguns fundamentos básicos dessa abordagem.

O chileno Rolando Toro (2005) criou o termo Biodança na década de 70 para expressar a ideia fundamental da proposta dessa abordagem: como uma “dança da vida”. Segundo Toro (2005), a Biodança é um sistema voltado para o desenvolvimento humano, a integração da identidade, a reeducação afetiva, a renovação orgânica e a reaprendizagem das funções originárias da vida. Esta abordagem pode ainda ser compreendida como um sistema teórico, mas, sobretudo, como um método vivencial que visa o estudo e o fortalecimento da expressão dos potenciais genéticos humanos através da estimulação de vivências integradoras por meio da música, do canto, da dança, da expressão criativa e de situações de encontro em grupo (GÓIS, 2002).

Sua metodologia consiste em induzir vivências integradoras, organizadas em cinco linhas de expressão do potencial biológico: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência. É pela combinação de música, integração grupal e dança (como movimento expressivo, espontâneo, criativo e estético) que esta abordagem espera encontrar um acesso privilegiado a dimensões pré-reflexivas da identidade, que dificilmente podem ser acessadas pela linguagem verbal ou pela atividade racional: um acesso a vivência biocêntrica (GÓIS, 2002). O que se pretende criar numa sessão de Biodança é um espaço de intensificação da vivência, uma experiência artística de ordem simbólica, ritualística e dionisíaca - como era na tragédia grega concebida por Nietzsche (1999)- que possibilite a experiência do mundo e da própria identidade como centro de vida e ao mesmo tempo como experiência transcendental.

Como ressalta Toro (2005), a dança nessa abordagem não se refere ao ballet clássico ou a outra forma de dança estruturada, mas se refere ao mesmo fundamento já explicitado sobre a arte no tópico anterior, desenvolvido pela concepção de dança moderna que, segundo Roger Garaudy (1980, p.13), restaurou o conceito de dança como: “movimento de vida que transcende o poder das palavras e da mímica, é expressão de emoções, é dotada de sensibilidade e plena significação existencial”. Para Toro (2005, p. 27):

Uma sessão de Biodança é um convite para participar em uma dança cósmica (...). A dança é movimento profundo que surge do mais entranhado do homem. É movimento de vida, é ritmo biológico, ritmo do coração, da respiração, impulso de vinculação a espécie, é movimento de intimidade. A dança é, portanto, a celebração de nossa comunidade com os homens e nossa legítima alegria de viver. Cada pessoa acaso sem estar demasiado consciente disso, está dançando sua vida.

Nestes termos é que esta abordagem caracteriza-se fundamentalmente como uma metodologia vivencial. Na teoria da Biodança (TORO, 2005), o conceito de vivência é elaborado a partir de Dilthey e Merleau-Ponty, porém se refere a uma “experiência vivida com grande intensidade por um indivíduo no momento presente que envolve a cenestesia, as funções viscerais e emocionais” (p.27), correspondendo, portanto, a uma função psíquica arcaica de conexão com a vida. Para Toro (1991, p.11), a vivência é concebida como “a percepção intensa e apaixonada de estar vivo aqui e agora. É a

intuição do instante de vida capaz de estremecer harmonicamente o sistema vivente humano. O ponto de partida em Biodança é a vivência e não a consciência (...)”.

Desde sua experiência de facilitação em Biodança, Toro (1991) sistematizou características da vivência que considera essenciais: experiência original (unicidade), anterioridade à consciência (imediaticidade), espontaneidade, subjetividade (intimidade), intensidade variável, temporalidade (efêmera), emocionalidade, dimensão cenestésica (envolve todo o organismo), dimensão ontológica (percepção de estar vivo) e dimensão psicossomática (integração psíquico-orgânico).

O Princípio Biocêntrico (TORO, 2005) é o eixo paradigmático central que orienta toda a construção do sistema Biodança, tomando como fundamento básico a compreensão de que tudo o que existe no universo, das menores partículas as realidades mais sutis tais como emoções e pensamentos se organizam em função da vida. O universo é visto como um único e complexo sistema vivo, que existe porque existe vida. Podemos dizer que esta é uma maneira de compreender a realidade que se amplia para além dos objetivos da nossa sociedade moderna, que prioriza o domínio, o capital, a competição e o individualismo. Essa compreensão ressalta que é a vida, não os interesses antropocêntricos de adaptação, o mais importante, priorizando os aspectos que para ela conspiram. É por isso que para além de um paradigma teórico, este princípio constitui-se como um posicionamento ético-político, uma “manifestação da sensibilidade humana” diante da vida (Góis, 2002).

Situando-se no paradigma Biocêntrico, Toro (1991) propõe que o fenômeno do Eu seja compreendido a partir do fenômeno da identidade pessoal. A identidade humana, enquanto uma totalidade complexa e sistêmica que constitui o indivíduo em suas múltiplas dimensões (MORIN, 2003b), deve ser abordada para além dos aspectos intelectivos, subjetivos, estendendo-se a uma base biológica e corporal, inclusive. Segundo Góis (2002), a identidade, como fenômeno de totalidade criativa, não é abarcada pelo conceitual, mas sim pelo vivencial, pois ela é constituída, para além dos processos abstratos, no aqui e agora, que é o lugar de aparição da identidade.

A partir dessa inversão epistemológica, compreende-se que as experiências subjetivas antes mesmo de serem pensadas e analisadas pela consciência, originalmente se apresentam como experiência pré-reflexiva, corporal, emocional, estética e cenestésica. Por isso, a Biodança busca fortalecer e revelar a identidade através da vivência original de sentir-se vivo, do sentimento de vida vivido em si, compreendendo que a expressão mais original da identidade é manifestar-se como presença (GÓIS,

2002), como “ser-no-mundo” e como “corporeidade vivida”, tal como concebe a fenomenologia-existencial de Merleau- Ponty (1991).

Desse modo, a Biodança busca recuperar através da dança, da sensibilidade adormecida, a exaltação do ser humano, o movimento de vida e de intimidade, o impulso de união à espécie: a vivência é a via privilegiada de acesso à dimensão vital da identidade. Aqui, a natureza da consciência não se limita ao conhecimento racional, às funções do pensamento, da linguagem verbal, mas também abarca aspectos etológicos, místicos, estéticos, criativos e pré-reflexivos (TORO, 2005). De acordo com a proposição de Toro (ibidem.), para realização de uma inversão epistemológica: “a vivência, com todas as suas conotações cenestésicas”, constitui “um modelo de exploração da origem da consciência” (p. 32). Sobretudo, para o autor (TORO, 1991), a vivência constitui-se uma estratégia de transformação existencial.

Diante desse aporte, o desafio evolutivo da identidade pessoal, na concepção da Biodança, pressupõe o desafio de sua expressão e emergência a partir das fontes originais da vida psíquica. Quer dizer, este sistema levou adiante e as suas mais concretas possibilidades de realização a compreensão da vivência como fundamento da experiência psíquica integrada, do legitimo processo de desenvolvimento humano. Levou a sua máxima realização o desafio epistemológico de retroceder a uma base intuitiva e instintiva da vida humana (PINHO, 2003).

A Biodança busca retomar a origem de questões sobre a finalidade da existência humana, sobre o sentido da vida e do encontro entre as pessoas, já não mais como discussões teóricas, mas buscando abrir novos caminhos para a plena realização do Ser Como o concebe seu próprio criador:

Será necessário alcançar uma nova ordem de pensamento e de sensibilidade, para relacionar as experiências internas que mais hão preocupado aos filósofos, aos gênios da literatura e aos investigadores das ciências humanas. (...). Chegou a hora de pensar novamente sobre o amor, a liberdade e a transcendência não mais como conceitos abstratos, mas sim como alusões imediatas, como experiências corporais, como os nomes que podemos dar a nossas formas de participação existencial. Devemos abandonar as tradições intelectuais para arrancar esta meditação de nossa vida pessoal, de nossa necessidade biológica de amor e transcendência. (TORO, 1991, p.60).

Toro (2005) propôs não somente uma nova teoria, mas sim, partindo do paradigma da vivência, uma nova postura pedagógica que busca cumprir a exigência primordial de comover nosso ânimo, nosso sentimento, nossa sensibilidade, nossa corporeidade: propôs uma metodologia vivencial (PINHO, 2003). Por isso, na essência da sua proposta traz o desafio de realizarmos uma inversão epistemológica em referência aos paradigmas racionalistas, positivistas e antropocêntricos, pois concebe que o conhecimento, os processo de crescimento humano e de evolução da consciência partem de uma base vivencial e não racional. Nessa metodologia vivencial, portanto, o percurso seguido na facilitação do desenvolvimento da identidade vai da vivência aos significados, promovendo uma sutil participação no processo evolutivo (TORO, 1991, p. 26).

É diante desse marco epistemológico da Biodança que a qualifica fundamentalmente como uma metodologia vivencial, que emerge a legítima e original contribuição que seu marco teórico-metodológico vem trazendo para o campo da Psicologia Comunitária (GÓIS, 1993, 2005a, 2008), para a construção de uma concepção da arte como método vivencial. Por um lado, por esta ser concebida fundamentalmente como uma metodologia vivencial, pautada nos parâmetros acima referidos. Por outro, pelas contribuições históricas que seu modelo teórico- metodológico vem oferecendo para a construção de uma práxis cotidiana em Psicologia Comunitária dedicada à transformação da realidade, à promoção, valorização e libertação da vida.

O marco-teórico metodológico da Biodança é de fundamental importância para a construção de um método dialógico-vivencial aplicado aos modos de facilitação da vida comunitária e, em específico, para a construção de um modo vivencial de facilitação de grupos populares, desde os quais também são utilizadas diversas linguagens artísticas (BRANDÃO, 1999; GÓIS, 2008; SOMBRA, 2009). Sendo estas voltadas para facilitar o desenvolvimento da identidade pessoal, para além dos instrumentais reflexivos e intelectuais, envolvem o corpo, a expressão estética criativa, as emoções e o encontro humano nos processos de aprendizagem e crescimento. Como enfatiza Bomfim (1999, p.108), as vivências em Biodança representam para o “alcance da categoria identidade na psicologia comunitária” um recurso que facilita “o encontro das pessoas envolvidas com a autenticidade de suas emoções, onde somente as conversas e reuniões de cunho educativo e de conscientização não abarcam a totalidade destes objetivos”.

Sob esse prisma foi que no grupo de autoestima as mulheres eram estimuladas a dançar, a caminhar, a se abraçarem, a recuperar estes gestos fundamentais tão perdidos, negados e dessacralizados, num cotidiano marcado pela luta pela sobrevivência e o sofrimento. Lembro como era marcante e comovente, transformador, os momentos em que em roda escutávamos a música:

Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom, na varanda...Lá o tempo espera, lá é primavera. Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. Em todas as mesas pão, flores enfeitando, os caminhos, os

destinos e essa canção. Tem o verdadeiro amor, para onde você for... (Mariza Monte)

As músicas de ritmo, que resgatavam a alegria, o prazer em dançar, a soltura do corpo, a euforia e a celebração em grupo, a brincadeira, a recriação de novos gestos. O caminhar dançando com confiança, a possibilidade de movimentar-se com prazer e espontaneidade, manifestando a capacidade de liberdade, de expressão e leveza. As mulheres eram convidadas a realizar gestos simples, mas que ao som da música e num contexto de interação grupal, fortaleciam um modo de estar naquele momento, permitindo-lhes uma nova forma de abertura para a vida. Os momentos nos quais as mulheres dançavam eram de fato de transcendência, de experienciar a felicidade no aqui-e-agora.

Mesmos quando elas chegavam tristes no grupo, quando no momento inicial da sessão elas choravam e mantinham uma postura curvada e de desânimo, quando realizávamos exercícios de dança elas voltavam a sorrir. Percebia que de fato através do movimento, havia uma mudança de humor, de estado de espírito. Toro (2005) acredita que pelo movimento a energia vai se transformando, porque vai se expandindo e se realizando, mobilizando estados de ânimo, mobilizando a energia para transformar o sofrimento em plenitude e leveza, pois possibilita uma reorganização criativa do organismo. Pelo movimento corporal, realiza-se uma conexão com a vida, modificando o estado de ânimo. O movimento é quem revela a identidade, como presença no aqui-e- agora, como manifestação singular da vida. Mais precisamente, eram nos movimentos da dança (nos abraços, nos olhares, nas rodas de mãos dadas) que as mulheres vivenciavam concretamente entre elas situações de amor, carinho, solidariedade, cuidado consigo mesmas e com o outro.

Lembro da primeira sessão do grupo (D. C.1., 03/09/2008), uma das que mais me tocou. Vi no rosto das mulheres uma expressão de surpresa, desconcerto e entusiasmo, quando depois do momento da conversa, a facilitadora propôs que todas ficassem de pé e se apresentassem, em duplas, através de uma dança. Estávamos em círculo e a facilitadora tomou a iniciativa de realizar o exercício, como forma de demonstração. As mulheres demoraram a iniciar o movimento, percebia que elas estavam tomadas, ao mesmo tempo, por uma vontade e por um receio. Mas, ao som do tradicional forró nordestino de Luis Gonzaga, elas foram sendo contagiadas, aos poucos soltando o movimento. A alegria e a dança foram tomando conta das mulheres, a cada nova música que era colocada, mais elas dançavam, mais riam, se divertiam e se expandiam.

Nesse dia, tive que sair um pouco antes do final. E ao estar de fora do espaço, pude ver e ouvir de longe as mulheres dançando, rindo, brincando felizes. Algo mágico parecia se processar naquele instante, algo se iluminava e me dizia que era possível transformar o sofrimento em plenitude, ainda que em face de condições adversas. É como a Gardênia (D.C. 25., 16/09/2009) uma vez comentou: “Agente aqui também ri,

se diverte e é feliz”. Tratava-se, então, de potencializar essa experiência.