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Ressursrikdom

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Kapittel 2: Teori

2.3. Ressursrikdom

independentemente de a pesquisa ser de natureza quantitativa ou qualitativa, afirmam que é na etapa de coleta de dados, quando já é estabelecida a forma de tabulação e apresentação dos dados, que é feita a pesquisa de campo propriamente dita, a qual exige as qualidades de paciência e persistência do pesquisador na execução de seus processos. Os instrumentos de coleta de dados dependerão dos objetivos a serem alcançados com a pesquisa, bem como do universo a ser investigado. Para as autoras, os instrumentos escolhidos devem permitir a interação entre o pesquisador, o informante e a pesquisa, e, os instrumentos tradicionalmente utilizados são:

1. Observação - para a utilização de sentidos na obtenção de dados de determinados aspectos da realidade. Pode ser: uma observação

assistemática – sem controle e planejamento; uma observação sistemática

– tem planejamento e controle para responder aos seus propósitos; uma

observação não-participante – presenciamento de fato sem participação;

uma observação individual – feita pelo observador; uma observação em

equipe – feita por um grupo de pessoas observadoras; uma observação na vida real – um registro de dados de fatos na medida em que acontecem; e

uma observação em laboratório – quando tudo é controlado.

2. Entrevista – para obter informações sobre determinado assunto por meio de uma entrevista. Pode ser: Padronizada ou estruturada – com roteiro pré- estabelecido; e não padronizada ou não estruturada – sem a rigidez de um roteiro, o que permite uma exploração mais ampla das questões da pesquisa.

3. Questionário – formado por uma série ordenada de perguntas objetivas, com extensão limitada e com preenchimento facilitado. Pode ser: aberto – com perguntas do tipo: “Qual é a sua opinião?”; fechado – com escolhas duplas, do tipo: “Sim” ou “Não”; e de múltiplas escolhas – com perguntas fechadas com mais de uma resposta possível.

4. Formulário – representado por um conjunto de questões, registradas por um entrevistador face a face.

Concluem as autoras, ao afirmarem que a coleta de dados está relacionada com o problema, a hipótese ou os pressupostos da pesquisa e objetiva obter

elementos para que os objetivos propostos pela pesquisa possam ser alçados.

Ao analisar as técnicas para a coleta de dados e evidências voltados a estudos de caso, Martins (2006), lembra que caberá ao pesquisador escolher uma ou mais técnicas que permitam elaborar suas conclusões a respeito do estudo realizado. Sobre a coleta de dados em um estudo de caso, afirma o seguinte (p.23):

Em um estudo de caso, a coleta de dados ocorre após a definição clara e precisa do tema, enunciado das questões orientadoras, colocação das proposições – teoria preliminar, levantamento do material que irá compor a plataforma do estudo, planejamento de toda a pesquisa, incluindo detalhado protocolo, bem como as opções por técnicas de coleta de dados.

Classifica os dados coletados como “primários” e “secundários”. Os dados “primários”, como os colhidos diretamente na fonte e os “secundários” como os dados coletados previamente, que se encontram organizados em arquivos, bancos de dados, anuários estatísticos e relatórios.

Com enfoque nos dados primários, o autor afirma que num estudo de caso é necessária a adoção de diversas técnicas de coleta de dados e propõe dez opções:

1. Observação – procedimento empírico de natureza sensorial, que consiste num exame minucioso que requer atenção na coleta e análise dos dados, além da paciência, imparcialidade e ética como atributos do pesquisador. 2. Observação participante – é o procedimento utilizado em estudos de caso

em que o pesquisador torna-se parte integrante do contexto físico de uma estrutura social. Normalmente utilizada quando da adoção de estratégias de pesquisa como as de: pesquisa-ação, pesquisa participante, estudo de caso, estudo de cotidiano, pesquisa etnográfica, história oral e história da vida.

3. Entrevista – com o objetivo de “entender e compreender o significado que os entrevistados atribuem a questões e situações, em contextos que não foram estruturados anteriormente, com base nas suposições e conjecturas do pesquisador”.

4. Focus Group – entrevista em profundidade, realizada em grupo, com o objetivo de discutir um tópico específico.

5. Análise de conteúdo – utilizada para estudar e analisar a “comunicação” na organização, de maneira objetiva, sistemática e quantitativa, com base

na análise e avaliação de regulamentos, estatutos, jornais internos, circulares, material escrito divulgado em site institucional da organização e outros textos de modo geral.

6. Questionários – lista ordenada de perguntas encaminhadas a potenciais respondentes, selecionados previamente.

7. Pesquisa documental – pesquisa bibliográfica com base em levantamento de referências expostas em meios escritos, com foco em documentos não editados como: cartas, memorandos, atas, avisos, agendas, propostas, relatórios, estudos e avaliações.

8. Pesquisa-ação – corresponde ao acoplamento de pesquisa e ação, em um processo no qual os atores implicados participam, junto com o pesquisador, para chegarem interativamente a elucidar uma questão da realidade em que estão inseridos. Também identificam problemas coletivos, buscando e experimentando soluções em situação real.

9. Pesquisa etnográfica – com foco nos modos de vida de grupos sociais. 10. Análise do discurso – para a “construção de procedimentos capazes de

transportar o olhar-leitor a compreensões menos óbvias, mais profundas, por meio da desconstrução do literal, do imediato”.

Yin (2005), ao tratar do processo da coleta de dados em estudos de caso, que denomina de coleta de evidências, lembra que o mesmo é complexo e exige versatilidade metodológica e procedimentos formais para garantir sua qualidade. Considera que cabe ao investigador estabelecer como e quais coletas utilizar num estudo de caso, que devem ser administradas de forma independente para garantir que cada fonte seja utilizada adequadamente. Tais procedimentos exigem o conhecimento de habilidades e procedimentos metodológicos diferentes.

O autor afirma que as evidências para um estudo de caso podem ser obtidas por meio de seis fontes distintas:

1. Documentação – é relevante a todos os tipos de um estudo de casos. É utilizada para confirmar e valorizar as evidências oriundas de outras fontes. É útil para confirmar grafias, cargos e denominações. Pode fornecer detalhes específicos. Permite inferências adicionais.

Podem ser registros de serviços, registros organizacionais, mapas e gráficos, listas de nomes ou outros itens, dados de outros levantamentos e registros pessoais. Têm a característica de poderem ser altamente quantitativos.

3. Entrevistas – são fontes essências de evidências para estudos de caso. Servem para seguir uma linha de investigação própria e para fazer as questões reais. Podem ser conduzidas de forma espontânea, focada e como um levantamento formal.

4. Observação direta – representa por uma visita de campo ao “local” escolhido para o estudo de caso. Suporta atividades de caráter formal e informal para a coleta de dados. É útil para fornecer informações adicionais sobre um tópico que está sendo pesquisado.

5. Observação participante – modalidade para observações não passivas, que permitem assumir uma variedade de funções num estudo de caso, com participação dos eventos em estudo. Utilizada para estudos antropológicos e do dia a dia de organizações. Oferece oportunidades como: permissão para participar de eventos ou grupos inacessíveis à investigação científica; percepção da realidade na visão de alguém de “dentro” do estudo de caso; e a manipulação de eventos menos importantes - como marcar reuniões de grupos de um estudo de caso. Oferece problemas como: a possível falta de habilidade do pesquisador em trabalhar como um observador externo; a perseguição de fenômeno conhecido para apoiar um grupo ou organização em estudo; a exigência de excessiva atenção do observador e a dificuldade do pesquisador de sempre estar no local certo na hora certa.

6. Artefatos físicos – de caráter físico ou cultural, representados pelo estudo do uso de aparelhos de alta tecnologia, ferramentas, instrumentos, obras de arte ou outras evidências físicas. Têm uma importância potencialmente menor nos estudos de caso

Para garantir a qualidade da aplicação dos procedimentos formais da coleta de evidências, Yin (2005) sugere ainda a observância de três princípios, que “foram projetados para tornar o processo tão explicito quanto possível, de forma que os resultados finais – os dados que foram coletados – reflitam uma preocupação pela

validade do construto e pela confiabilidade”. Dessa forma, a realização de análises adicionais ficará mais bem fundamentada.

Os princípios são:

1. Utilizar várias fontes de evidência – permite a análise de uma ampla diversidade de questões históricas, comportamentais e de atitudes. A vantagem mais importante é o desenvolvimento de “linhas convergentes de investigação”.

2. Criar um banco de dados para o estudo de caso – a maneira de organizar e documentar os dados coletados para a recuperação futura. A criação e a carga documental do banco de dados é centrada em duas fases distintas. Uma na etapa da coleta e análise dos dados ou da base comprobatória. Outra ao término do relatório do pesquisador, sob a forma de dissertação, tese, artigo ou livro.

3. Manter o encadeamento de evidências – com o objetivo de aumentar a confiabilidade das informações, corresponde a manter o encadeamento das evidências levantadas. O que permite a um investigador externo seguir a origem de qualquer evidência, indo das questões iniciais da pesquisa até as conclusões finais do estudo de caso.

Como podem ser observados, os diversos autores consultados têm opiniões complementares com relação aos objetivos das técnicas de coleta de dados, bem como, quanto ao número de técnicas que podem ser utilizadas. Há de se ressaltar que, os autores são unânimes em sugerir o princípio da utilização de mais de uma técnica no sentido de serem complementares e garantirem a qualidade do estudo e que, as técnicas selecionadas devem servir ao problema e aos objetivos do estudo.

Na presente pesquisa, foi adotada a coleta de dados primários e secundários, baseada em mais de uma técnica de coleta para avaliar, sem testes prévios, as convergências e divergências das observações feitas para, assim, garantir maior qualidade.

As técnicas adotadas foram:

1. Observação participante. 2. Entrevistas semi-estruturadas.

3. Pesquisa documental. 4. Registros em arquivos.

Ao ponderar sobre o trabalho de campo, que envolve a obtenção e a organização das informações consideradas relevantes para o estudo, Godoy (1995a) lembra que, “os dados devem ser coletados no local onde os eventos e os fenômenos que estão sendo estudados naturalmente acontecem, incluindo entrevistas, observações, análise de documentos e se necessário, medidas estatísticas”.

Também, durante o desenvolvimento do estudo de caso, conforme sugerido por Yin (2005), foram adotados os princípios de:

1. Utilizar várias fontes de coletas de dados.

2. Criar um banco de dados para o estudo de caso. 3. Manter o encadeamento das coletas de dados.

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