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Responses of a single-cage model under intact condition

4.3 Results and discussions

4.3.1 Responses of a single-cage model under intact condition

A fim de se certificar se os alunos possuíam ou não computador em seus lares, foi realizado um questionário no Google Docs, no qual se concluiu que os alunos em 2010 e de 2011, que confeccionavam o blog, possuíam computadores em suas casas, todos com acesso à internet, e que, apesar da presença dos recursos eletrônicos disponíveis em seus lares, a maioria não conhecia e nem usava blogs.

Tal informação se tornou importante para pesquisa, pois traçou um perfil de aluno que escolhe trabalhar no GRA. Além disso, vem apontar para os saberes iniciais que devem ser proporcionados para que os alunos possam usar os recursos disponibilizados para se confeccionar um blog.

Mesmo sendo uma escolha pessoal do aluno trabalhar no GRA, o ambiente de ensino é tido por ele como local imposto pela escola. Os alunos realmente cooperam e compartilham, uns mais e outros menos. Contudo, a autoridade do educador precisa estar presente, sempre, para que haja compromisso, produção e aprendizagem. No caso da exposição do aluno à internet sem a presença do adulto e sem uma proposta pedagógica norteadora, os alunos estariam totalmente voltados para seus interesses pessoais que, na maioria das situações, envolveria entretenimento e bate-papo.

Faz-se importante ressaltar que o trabalho não requer somente lidar com a produção direcionada ao blog. A proposta demanda formar alunos críticos, desenvoltos no uso dos recursos digitais e responsáveis para circular e fazer parte da cibercultura. Isso acarreta o direcionamento do que se faz para um pensamento mais reflexivo, para uma ética que mantenha o Ieceblog apropriado ao contexto, numa linguagem adequada para um blog escolar, em constante discussão e funcionamento. Por isso, algumas dinâmicas, atividades e alguns

recursos avaliativos são criados durante o trabalho com os alunos. A cada final de trimestre, realiza-se uma avaliação escrita, em que os alunos podem verificar suas produções, avaliá-las a partir da análise do próprio blog e de seu desempenho. Os alunos também têm a oportunidade de criticar o colega e atribuir notas uns aos outros, pois o trabalho com os Grupos de Responsabilidade recebe o valor 1,0 (um) como nota que incide sobre as médias de todas as outras disciplinas como estímulo para produção.

Em se tratando de um trabalho coletivo, cada um depende do outro para que o blog se desenvolva. Os alunos se responsabilizam pelo o que postam, identificando-se, o que não ocorria, necessariamente, no início da criação do blog, ficando mais fácil recuperar o que cada um postou e realizou. Eles comentam quando um colega não participa a contento, não se disponibiliza e não produz. Por isso, ao longo do trabalho, pode-se conceber que responsabilidade com as tarefas (início e finalização), concentração no trabalho, participação nas discussões, iniciativa com a produção fora dos dias de encontro do GRA, solidariedade, capacidade de troca com o colega e produção individual seriam os aspectos mais pertinentes a serem avaliados e autoavaliados.

Ao se pensar que os alunos têm contato com os mais diversos sites, escolhem e elaboram suas postagens produzindo postagens, é preciso orientar à pesquisa na internet. Isso demanda a firmeza e a autoridade do educador, lembrando que, ao leve clique, o aluno tem acesso a games e vídeos que não dizem respeito ao trabalho proposto e é o que eles mais querem visitar.

Outro aspecto que vale comentar refere-se à correção e preservação do produto realizado, isto é, salvar o que se confeccionou para uma verificação antes de ir para a postagem. Às vezes, por falta de tempo hábil, é preciso arquivar o material no e-mail do GRA ([email protected]) ou nas demais pastas que se encontram destinadas ao arquivo de material de aluno nos computadores da escola. Além disso, é possível o aluno usar o Google Docs para registro de tomadas de decisões compartilhadas, realizar tarefas propostas e trocar informações. Sendo assim, todas essas atividades passam a fazer parte da rotina escolar, assim como acontece nas outras aulas, em que o aluno tem hora para começar e finalizar.

Ao se trabalhar um horário-aula de 50 minutos, apenas uma vez por semana com os alunos do GRA para o Ieceblog, a sensação de pouco realizado traz angústia. A ideia de produção sugere volume e a de blog sugestiona a constante manutenção, entretanto nem sempre o encontro com os alunos promove um produto final a ser postado. Por vezes, é preciso somente mostrar, retomar, conversar, combinar e reforçar, quando nada se posta. Não se pode perder de vista que se trata de um recurso pedagógico para promover produção de leitura e escrita no

meio digital e também para ampliar as aprendizagens, portanto não há outro propósito maior do que os expostos. Nesse sentido, o compromisso com o contexto de aprendizagem é importante, e a regularidade é imprescindível para que o blog aconteça.

Mais uma questão a se considerar diz respeito às idades dos alunos que se diferem umas das outras, desfazendo os conceitos de seriação e nivelamento como já comentado. A habilidade de cada aluno em manusear o computador é distinta e, diante das diversidades presentes, independente de suas idades, uns dominam mais os recursos digitais outros menos. Inclusive, há aqueles que são capazes de gerir o seu próprio blog, enquanto há outros que precisam ser constantemente assistidos por um adulto ou colega. A heterogeneidade não é um empecilho para o encaminhamento das tarefas dos alunos quando há uma cultura de trocas, respeito pela diversidade, o que ajuda e amplia as possibilidades. Muitas vezes, os alunos trabalham em duplas ou em pequenos grupos decidindo de antemão que tipo de postagens realizarão, através da escolha das seções já disponíveis, ou terão que criar outras. Assim, cabe entender toda uma dinâmica que envolve os agentes participantes que produzem e mantêm em funcionamento o Ieceblog.