Capítulo 13 Meninos e Meninas, Homens e
Mulheres:
O que é a adolescência ou puberdade
Quais as mudanças observadas no corpo nesse período
O que é a menstruação Capítulo 14 A Reprodução Humana: Partes do sistema genital feminino e masculino.
Nomeação das partes. Tipos de partos.
Capítulo 15 Sexo, Saúde e Sociedade: O que são doenças sexualmente transmissíveis e exemplos.
Capítulo 16 Fósseis: registros da história: O que é a paleontologia? O que são fósseis?
Capítulo 17 As Fases da Lua e as constelações: Quais as fases da lua?
Capítulo 18 Além do que nossos Olhos podem Ver: O que é uma lupa? O que é uma luneta astronômica e para que serve?
Quais as partes que formam os olhos?
Capítulo 19 Máquinas e Ferramentas: O que são máquinas? O que são máquinas simples e exemplos.
No caso de crianças diagnosticadas com deficiência mental, observamos mudanças de avaliações centradas exclusivamente nos déficits individuais do aluno e a adoção da percepção e valorização das capacidades, competências e fortaleza do indivíduo (Font, 2008). Não se trabalha apenas com um aluno, mas sim com um indivíduo possuidor de singularidades, as quais devemos considerar as possibilidades e as demandas do ambiente em que vive, aprende, se socializa e se relaciona.
Portanto o conteúdo programático adaptado deve ser o mesmo que será trabalhado com a turma, podendo-se utilizar o mesmo livro didático adotado para a série, porém organizando o planejamento de forma específica a condição e necessidade do aluno.
Em se tratando do aluno com surdez, a adaptação curricular pode ser realizada com o propósito de favorecer sua aprendizagem no sentido da aquisição, por exemplo, do português escrito como segunda língua, podemos pensar como sugestão para esse trabalho numa proposta inclusiva, o trabalho do interprete o qual traduz em línguas de sinais os quesitos referentes às atividades, para que o aluno surdo possa respondê-las ou até mesmo o momento em que o professor está ministrando a explicação de um conteúdo e o interprete traduz em Libras para o aluno o que está sendo dito pelo professor.
O processo de adaptação curricular pode acontecer de várias formas e se utilizando de vários métodos, o importante é respeitar a condição do aluno enquanto aprendiz, refletindo ainda sobre a qualidade dessa adaptação no contexto educativo. Nesse momento destacamos o papel do interprete como um agente cujo papel tem um significado importante na educação do aluno surdo. O tradutor e intérprete de Libras em língua portuguesa, é a pessoa que sendo fluente em língua de sinais e em língua portuguesa, tem a capacidade de verter em tempo real (interpretação simultânea) ou em pequeno espaço de tempo (interpretação consecutiva) da Libras para o Português ou Português para a Libras (Damásio, 2007).
A atuação do tradutor/intérprete escolar, na ótica da inclusão, envolve ações que vão além da interpretação de conteúdos em sala de aula. Ele medeia a comunicação entre professores e alunos, alunos e alunos, pais, funcionários e demais pessoas da comunidade em todo âmbito da escola e também em
seminários, palestras, fóruns, debates, reuniões e demais eventos de caráter educacional (Damásio, 2007).
Quanto mais se reflete sobre a presença dos intérpretes de Língua de Sinais, mais se compreende a complexidade de seu papel, as dimensões e a profundidade de sua atuação. Mais se percebe que os intérpretes de Língua de Sinais são também intérpretes da cultura, da língua, da história, dos movimentos, das políticas da identidade e da subjetividade surda, e apresentam suas particularidades, sua identidade, sua orbitalidade. (Perlin, 2006, p.137).
Ainda segundo Damásio (2007), com relação à sala de aula, devemos sempre considerar que este espaço pertence ao professor e ao aluno e que a liderança no processo de aprendizagem deve ser exercida pelo professor, sendo o aluno de sua responsabilidade. Partindo desse pressuposto é importante deixarmos claro, que a adaptação curricular, deve ser elaborada pelo professor da sala de aula a qual o aluno encontra-se inserido e não pelo interprete. Pois muitas vezes o intérprete tem sua formação em outra área do saber, a qual não lhe disponibiliza recursos didático-metodológicos para uma elaboração de planejamentos, metodologias educacionais entre outros pré-requisitos para desenvolver trabalhos referentes à alfabetização.
Nesse sentido, a proposta de atuação do intérprete em sala de aula, seria passar através de Libras todas as informações e explicações necessárias para o aluno, nas atividades propostas em sala de aula, sendo também fundamental o planejamento dessa aula em parceria com o professor e não realizando o papel deste.
Portanto partindo do princípio de que a adaptação curricular é um instrumento cujo objetivo é proporcionar ao aluno estratégias que auxiliem em seu processo educacional, é preciso sairmos do discurso pedagógico, das criticas e até mesmo da passividade e iniciarmos uma reflexão não apenas do currículo escolar,mas principalmente de nossas práticas de ensino, as quais estão arraigadas em práticas pedagógicas onde o aluno com surdez não é visto como um ser cogniscente e sim como um estereótipo de uma patologia.
Cagliari (1998) ressalta que, pensar nas diferenças implica oferecer variadas intervenções. Desse modo percebemos que as estratégias a serem utilizadas no processo de adaptação curricular, não podem estar arraigadas a uma metodologia específica e sim a necessidade educativa do aluno. O aluno é quem guiará se a
estratégia adotada está sendo pertinente ou não de acordo com seu desempenho escolar.
Outro exemplo que podemos citar de adaptação curricular, remete ao uso de net books por crianças autistas em sala de aula. O autismo pode ser definido como um dos tipos de transtornos global do desenvolvimento, ou seja, um distúrbio que acomete as interações sociais recíprocas, com padrões de comportamento estereotipados e repetitivos e estreitamento significativo nos interesses e nas atividades, Assumpção Júnior & Kuczynski (2009). Várias escolas hoje já adotaram o netbook como um instrumento de trabalho para auxiliar esses alunos em sala, visto que a maior parte dos autistas possui resistência à escrita no papel. Com o uso do net book, os alunos autistas podem desenvolver produções textuais, responder suas atividades as quais o professor elabora previamente e coloca no net book através do pendrive, como também suas avaliações.
Daí a importância de uma avaliação contínua pelo professor, avaliação esta não apenas limitada a observação do aluno, mas do trabalho do próprio professor, de suas estratégias de ensino e das atividades adaptadas de uma forma geral.
Como vemos esta é apenas uma sugestão de trabalho, partindo da proposta da adaptação curricular e de uma abordagem bilinguista, as quais têm por finalidade, a oportunidade de se aprender a partir da construção de um projeto, o qual seu objetivo maior é oferecer oportunidade ao aluno surdo desenvolver-se.