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4 Methods

4.1 Research design

A Função Operação deve ser pensada como um conjunto de operações subordinadas a Função Processo, isso sugere a necessidade de relacionar de forma coordenada as ações. (ANTUNES et al., 2008). Segundo Shingo (1996), a análise de operações deve ser feita a partir da Função Processo, pois esta tem uma visão do objeto no tempo, porém a Função Operação deve ser analisada em profundidade quando seu funcionamento impacta o bom resultado da Função Processo.

Em termos de hierarquização, deve-se compreender que a Função Processo permite a compreensão de todo o sistema produtivo, enquanto a Função Operação permite uma análise detalhada de alguma parte especifica do todo. (ANTUNES et al., 2008). Dessa forma e segundo a TOC, otimizar uma parte do sistema produtivo pode não resultar em um impacto global no sistema, mas quando focalizado (restrição) o resultado é expressivo.

A seguir, serão apresentadas duas técnicas focadas nas melhorias do Função Operação – Operação Padrão, Gestão do Posto de Trabalho (GPT).

2.3.1 Operação Padrão

O conceito de Operação Padrão é amplamente utilizado no STP, e têm por objetivo introduzir melhorias nos movimentos realizados pelos operadores. Sendo assim, persegue a minimização sistemática das perdas na Função Operação, melhorando os padrões operacionais tornando-os o mais efetivo possível. De forma geral, a utilização correta do conceito de Operação Padrão acarreta em reduções expressivas no tempo de ciclo. (ANTUNES et al., 2008).

Inicialmente desenvolvido por Ohno o conceito de Operação Padrão é: “a folha de trabalho padrão é uma combinação efetiva do materiais, trabalhadores e máquinas

produzindo eficientemente”. (OHNO, 1997, p.22). Segundo Ohno (1997), os principais objetivos são:

a) estabelecer um mecanismo que vise balancear as operações e ajustar as taxas de produção, evitando a superprodução;

b) prover uma ferramenta visual para melhoria da produtividade, qualidade e do tempo de resposta das operações;

c) assegurar que o trabalho será executado com a maior eficiência possível.

Em outras palavras, Operação Padrão é a busca por uma carga de trabalho balanceada e ajustada a demanda do cliente, estabelecendo uma sequência definida de trabalho e minimizando o inventário. (ANTUNES et al., 2008).

Segundo Antunes et al. (2008), a utilização do conceito de Operação Padrão deve levar em consideração os seguintes passos gerais:

a) determinação do tempo médio entre as unidades produzidas (Takt- Time);

b) folha completa de capacidade de produção. Dividindo em: i) tempo manual, que é o somatório dos tempos de todas as tarefas executadas pelo operador; e ii) tempo máquina, que consiste no tempo necessário para completar uma peça sem o auxílio do operador. A soma dos tempos resulta no tempo total que representa o tempo necessário para que uma unidade seja processada;

c) determinação do número de operadores necessário e sequencia de trabalho. Implica na divisão do tempo manual total pelo tempo médio de saída (Takt-Time);

d) folha completa da sequência padrão de trabalho e a folha completa de Operação Padrão, que é a especificação de sequência de trabalho para cada operador.

Para realizar análise da Função Operação e operacionalizar a Operação Padrão, especialmente em linhas de produção com operações manuais, são utilizados os Gráficos de Balanceamento de Operações (GBO). O Gráfico 4 apresenta um exemplo de GBO antes da utilização do conceito de Operação Padrão:

Gráfico 4 - GBO antes da Operação Padrão

Fonte: Elaborado pelo autor.

Observa-se no Gráfico 4 que a Operação 3 (destacada em amarelo), está com seu tempo de operação acima do Takt-Time, e a linha está desbalanceada e não atendendo a demanda do cliente. A aplicação dos conceitos de Operação Padrão visam suprir operações que estejam impactando no resultado global do sistema produtivo. Dessa forma, seria sugerido a transferência de dois minutos do trabalho da Operação 3 para a Operação 2, balanceando assim o fluxo de operações, o exemplo simplificado ficaria com as operações balanceadas segundo o Gráfico 5.

Gráfico 5 - GBO após Operação Padrão

2.3.2 Gestão do Posto de Trabalho

A ideia de eficiência dos equipamentos surgiu no desenvolvimento da Manutenção Produtiva Total (TPM) especificamente a terminologia IROG (Índice de Rendimento Operacional Global) que foi desenvolvida por Nakajima (1988). A utilização do IROG consiste em incrementar a utilização dos ativos (equipamentos, instalações, etc.), visando a otimização dos mesmos, e aumentando sua capacidade de produção, sem a necessidade de investimentos. (NAKAJIMA, 1988).

Segundo Nakajima (1988), o cálculo do IROG é expresso através da Equação 1:

=

∑ × (1)

Onde:

= Índice de Rendimento Operacional Global (IROG) tpi = tempo de processamento do item i

qi = quantidade produzida do item i

T = tempo disponível de operação para o posto de trabalho

Uma outra forma de expressar o IROG é através da multiplicação de 3, segundo: (VEIT et al., 2011).

a) o Índice de Tempo Operacional – µ1 (Índice de Disponibilidade), dispõem de quanto tempo o posto de trabalho ou máquina estava disponível para produção, desconta tempos relativos a paradas de manutenção, por exemplo;

b) o Índice de Performance Operacional - µ2 (Índice de Desempenho), relacionado com a ineficiência ou perda de performance na operação do posto de trabalho, de forma a representar as perdas de produtividade;

c) o Índice de Produtos Aprovados - µ3 (Índice de Qualidade), representa a quantidade de refugos produzidos, expresso em relação ao tempo utilizado na produção de produtos defeituosos.

A Figura 30 apresenta a hierarquia do IROG relacionando as perdas de cada um dos índices. O Tempos de Agregação de Valor (E) representa o tempo em que o posto de trabalho efetivamente agregou valor ao produto.

Figura 30 - Hierarquia do IROG

Fonte: (HANSEN, 2006)

Segundo Klippel et al., (2003), a aplicação de conceitos de GPT (Gestão do Posto de Trabalho) vai além da utilização do IROG, pois inclui análise das restrições segundo a TOC, e de técnicas consagradas do STP para resolução das questões que estão impactando na subutilização dos ativos.

O GPT consiste em romper as lógicas de melhorias segmentadas para tratamentos de problemas, para tanto o método GPT pretende: i) enfocar as ações de melhorias para os pontos restritivos do sistema; ii) utilizar o IROG como medidor de eficiência, de forma a estimular a integração com outras áreas; iii) identificar as principais causas da não-eficiência; e iv) realizar planos de ação sistêmicos voltados a melhoria das operações (ANTUNES et al., 2013).

A implementação do método de GPT, segundo Antunes et al. (2013), é dividida em 15 etapas, que aqui não serão detalhadas, pois o escopo do trabalho não prevê a implementação dos métodos, mas sim sua utilização sistêmica. Contudo, vale exemplificar a aplicação do método GPT, de forma que a Figura 31 exemplifica a divulgação do método GPT.

Figura 31 - Exemplo de divulgação do GPT

Fonte: (ANTUNES et al., 2013)

Pode-se observar, na Figura 31, que o resultado da implementação do GPT é a estratificação e divulgação de diversas informações, além do IROG, informações referente a manutenção, procedimento operacionais, questões relativas a qualidade e efetivamente os planos de ação para melhoria.

2.4 ANÁLISE DE EVENTOS CRÍTICOS: DEPENDÊNCIA DE TRAJETÓRIA E