5 Data analysis
5.2 Challenges that Lithuanian heritage language schools face
O EAS é uma empresa de grandes dimensões, tendo como característica da indústria naval seus processos são específicos e, de forma geral, relativamente simples. Neste sentido, o DENG comenta que “[...] então num primeiro momento, o Estaleiro, tem um grau de complexidade, pelo tamanho, não pelos processos, esses processos eles são simples.” (DENG).
Devido à complexidade de seu tamanho, fica difícil criar uma visão da totalidade, uma visão que contemple todas as etapas e processos a partir de uma ótica sistêmica do todo. Como expresso na seção 5.1.2, em que é entendido o
paradigma taylorista que formou o EAS, a gestão tendia a ter um posicionamento local, dessa forma não desenvolvendo uma visão holística da empresa.
Buscando modificar a visão do EAS, a partir de uma ótica local para uma global, no dia 13 de janeiro de 2016, o Diretor de Engenharia (DENG), conduziu a criação de uma maquete do EAS. Nesta maquete, todas os setores passaram a ser representados em escala (layout da produção e da logística, máquinas, equipamentos, pontes rolantes etc.).
Os principais objetivos da criação da maquete na visão do DF3 foram: i) “treinar o nosso pessoal no conceito de manufatura. [...] no conceito de manufatura é pensar em fluxo, visão de sistema, é ligação de uma área com a outra”; e ii) “[...] desenvolver [...] o modelo de produção do estaleiro”.
O objetivo era criar uma sinergia entre os diferentes setores, e uma visão holística que pudesse apoiar as modificações do sistema de produção. O DENG comenta que:
[...] primeiro tu tem de planejar, aprender a enxergar. Então tu tem que pegar o Estaleiro e olhar dentro da ótica ou da produção, ou dos conceitos do Lean, e trabalhar as sete perdas, onde é que estão os maiores desperdícios dentro do Estaleiro. [...] e projetar o estado futuro. Projetar o estado futuro é quantos
Kaizen tem que fazer pra chegar no estado futuro. (DENG).
A Figura 51 apresenta, à título de ilustração, uma parte da maquete construída para os setores de corte, submontagem e montagem de blocos. Nela está representada o layout, além das máquinas, pontes rolantes, pontos de controle de qualidade, pontos de estocagem etc. Ainda, e muito importante, na Figura 55, pode- se observar vários quadros que tratam tópicos associados com os fluxos de informação e demais informações centrais para a melhoria do fluxo produtivo como um todo.
Figura 51 – Maquete dos setores de corte, submontagem e montagem de blocos
Fonte: Arquivo interno (2017)
A Figura 52 apresenta a parte da maquete dos setores de pré-edificação, edificação e dique. Onde em laranja temos os Golliaths, em amarelo os guindastes de movimentação e uma representação do Megabloco B17U.
Figura 52 – Maquete dos setores de pré-edificação, edificação e dique
Com a criação das maquetes, passou-se a criar grupos de trabalho visando construir uma visão sistêmica e futura do EAS. O DENG esclarece:
[...] o grupo se reunia aqui todo dia pra trabalhar a estratégia da organização. Então é criar um espaço onde as pessoas tenham condição de trabalhar a estratégia semanalmente ou diariamente se tu quiseres. [...] enxergar o futuro. (DENG).
Ainda, a maquete foi utilizada como uma sala de treinamentos, dentro de uma lógica semelhante ao On The Job Training (OJT), onde era possível conectar os conceitos aprendidos nas capacitações e treinamentos, com a realidade do EAS. Inserindo cada vez mais as pessoas no contexto de mudança global do sistema de produção. O DENG coloca que:
[...] toda semana a gente passava conceitos para as pessoas [...]era praticamente uma sala de aula onde aqui se dava treinamento. O que que é um sistema puxado? O que que é o Tambor, Pulmão e Corda (TPC)? Então tudo isso aí tinha as pessoas dentro da maquete eles podiam praticar, olhar e implementar na fábrica. Então quando a gente planejou as linhas de submontagem aqui, se planejou como que ia dividir a submontagem que era feito no chão, feito agora por esteiras, ou as estações de solda. (DENG).
No discurso acima, pode-se observar, a partir de uma visão crítica que a Maquete foi utilizado muito fortemente para tratar dos temas da melhoria na Função Processo, seja no que tange ao fluxo de informação associados ao PPCPM (sistema “puxado”, TPC), como na melhoria dos fluxos físicos (criação das linhas de submontagem com esteiras, boxes de solda etc.). Isto é central, dado que a visão da Maquete contribui para verificar as alterações que necessitam ser feitas no PPCPM e no fluxo físico da fábrica.
O DF3 salienta a importância da maquete para projetar a fábrica para o novo navio a ser produzido na medida em que “eu diria que sem a maquete nós não estaríamos fazendo AFRAMAX. Não na forma que estamos fazendo.” Outro ponto a ressaltar refere-se ao tema da gestão da produção propriamente dita. Neste sentido o DF3 comenta o tema argumentando que:
Então assim, toda quarta-feira durante quase um ano – porque isso aí foi até novembro de 2016, quase um ano – toda quarta-feira, faça chuva ou faça sol, tinha a apresentação dos resultados. O que que era a apresentação dos resultados? Cada uma das mini fábricas monta um A3. (DF3).
A maquete se tornou simultaneamente um grande local de planejamento do estado futuro do EAS, e um elemento central no sistema de gestão da empresa. Para o GCON, a maquete teve uma função muito relevante: “[...]porque as discussões feitas em volta da maquete eram facilitadas [...] por ser uma ferramenta muito visual”.
E isto acabou gerando, conforme a visão do GCON, uma: “[...] capacidade de reflexão a respeito das mudanças que estavam sendo feitas, formando assim ´o jeito EAS de ser´”.
Um outro ponto que é destacado pelo GCON é a utilização da maquete para apresentar a visitantes e clientes os trabalhos que estão sendo realizados no EAS.
À título de síntese, o Quadro 9 apresenta os principais objetivos e forma de utilização da maquete.
Quadro 9 - Objetivos e utilização da Maquete
OBJETIVO UTILIZAÇÃO
Treinar e Capacitar as Pessoas Treinamentos Desenvolver Visão holística do
sistema de produção do EAS
Kaizens, Reuniões,
Treinamentos Desenvolver modelo EAS de
sistema de produção (no início com foco no AFRAMAX)
Kaizens, Reuniões,
Treinamentos Integrar o fluxo de informação
(PPCPM) com o fluxo físico da fábrica
Kaizens, Reuniões
Inovar com foco na Função
Processo (fluxos produtivos) Kaizens Gerar senso crítico e capacidade
de discussão dos profissionais sobre o sistema de produção do
EAS
Reuniões, treinamentos Mostrar o EAS para distintos
públicos externos (clientes, fornecedores, parceiros tecnológicos, bancos, meios de
comunicação etc.)
Visitas
5.2.8 Utilizando a Teoria das Restrições visando levantar a Capacidade da