3. METODE OG TEORI
4.2 D IALOGORIENTERTE REPRESENTASJONER I DISKURSEN
4.2.2 Representasjonen av menneskerettigheter forankret i dialog
Conforme exposto no Capítulo 2 deste trabalho, baseando-se nas propostas de alguns autores tais como Alliprandini e Toledo (1993), Brocka e Brocka (1995), Faesarella et
al (1996), Ghobadian e Gallear (1996), Merli (1993) e Slack et al (1997), a Gestão da
Qualidade Total envolve os seguintes princípios: foco no cliente;
liderança da alta administração;
comprometimento e envolvimento de todos com a qualidade;
desenvolvimento dos recursos humanos, com treinamento, educação e delegação de responsabilidades aos funcionários;
melhoria contínua de todos os processos e produtos, internos e externos; ações preventivas para eliminar erros recorrentes;
disseminação das informações;
linguagem comum para resolução de problemas; desenvolvimento de fornecedores.
Considerando estes princípios e o fato do objetivo do estudo ser a identificação e análise das formas de Gestão da Qualidade em cadeias de suprimento, são estabelecidos alguns aspectos das formas de Gestão da Qualidade que são analisados na prática das empresas estudadas: Sistemas de Gestão da Qualidade, Controle e Melhoria da Qualidade.
Para isso, nas empresas são levantadas as informações sobre os tópicos indicados no Quadro 1 a seguir:
Sistema de Gestão da Qualidade Normas da qualidade; Política da qualidade.
Controle e Melhoria da Qualidade Controle da qualidade de matéria-prima; Controle da qualidade de processo; Controle da qualidade de produto; Suporte para melhoria;
Avaliação do cliente e participação na resolução de problemas.
Quadro 1 Aspectos para a avaliação das formas de Gestão da Qualidade.
Segundo Feigenbaum (1991), é essencial que a organização possua um sistema definido e estruturado para identificar, documentar, coordenar e manter todas as atividades- chave necessárias para a garantia das ações na qualidade. Para Feigenbaum, um Sistema da Qualidade Total é a combinação da estrutura operacional de trabalho de toda a organização, documentada em procedimentos gerencias e técnicas, efetivos e integrados, para o direcionamento das ações coordenadas de mão-de-obra, máquinas e informações da organização, de acordo com os melhores e mais práticos meios de assegurar a satisfação quanto a sua qualidade e custos.
O Sistema da Qualidade de uma empresa pode ser baseado em sistemas padrões, como as normas de qualidade da série ISO 9000.
Conforme exposto no Capítulo 2, o setor automobilístico possui uma relação cliente fornecedor bastante particular devido às severas exigências no que diz respeito à qualidade do produto e garantia da qualidade que os fornecedores devem apresentar a fim de
que contratos possam ser firmados e mantidos ao longo do tempo. Por esse motivo, algumas normas, particulares a esse setor, foram desenvolvidas a fim de formalizar um modelo de gestão da qualidade com alguns avanços em relação a ISO 9000. Dessa forma, obter os certificados como ISO 9000, QS 9000 ou ISO/TS 16949 é uma exigência contratual para os fornecedores automotivos.
Além disso, a implementação dessas normas pode ser um excelente começo para a implementação da GQT, pois os requisitos necessários para o seu sistema de qualidade servem como uma parte dos requisitos totais da GQT.
O Controle e Melhoria da Qualidade são requisitos muito importantes da GQT e das normas de qualidade.
O Controle da Qualidade consiste em manter padrões dentro de uma norma pré-estabelecida, atuando metodicamente na causa fundamental do problema, evitando sua reincidência, garantindo a produção dos mesmos produtos, com a mesma qualidade, mesmo custo e quantidade, podendo ser aplicado à matéria-prima (envolvendo os fornecedores), processo e produto (envolvendo os clientes).
A Melhoria da Qualidade é direcionada para satisfazer objetivos amplos, tais como custo, qualidade, visão de mercado, planejamento e crescimento da empresa. As melhorias são sempre feitas a partir da situação vigente e por etapas (como numa escada), gerando novos padrões ou modificações dos existentes. O objetivo primordial da Gestão da Qualidade é uma melhoria sem fim dos aspectos de cada trabalho.
Assim, justifica-se a escolha dos Sistemas de Gestão da Qualidade e Controle e Melhoria da Qualidade, como aspectos importantes da Gestão da Qualidade em cadeias de suprimentos a serem analisados na prática das empresas estudadas.
Além desses, outro requisito de grande destaque na GQT e nas normas de qualidade são as relações com os fornecedores. Uma organização e seus fornecedores são interdependentes, e uma relação de benefícios mútuos aumenta a capacidade de ambas de agregar valor. Este aspecto é tratado em detalhes na análise das relações nas cadeias de suprimentos.
A análise das formas de Gestão da Qualidade das empresas, no âmbito das cadeias de suprimentos, deve partir inicialmente da análise da forma de Gestão da Qualidade de cada empresa, em cada uma das cadeias.
As formas de Gestão da Qualidade das montadoras (e suas inter-relações) são então identificadas e comparadas, destacando semelhanças e diferenças. Do mesmo modo, são feitas as análises das formas de Gestão da Qualidade das empresas que compõem o primeiro
nível de suprimento e das empresas que compõem o segundo nível de suprimento.
Considerando o objeto do trabalho, o debate em torno das relações das formas de Gestão da Qualidade em cadeias de suprimentos, o estudo das cadeias e das relações entre as empresas que as compõem torna-se necessário. A abordagem teórica utilizada para esta finalidade é a da Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS), tema do Capítulo 3 deste trabalho.
Conforme trabalho de Alves Filho (2004), considera-se que a GCS apresenta um conjunto de pressupostos que podem ser agrupados em quatro subconjuntos inter- relacionados: 1) ambiente competitivo, 2) alinhamento estratégico das empresas e a repartição de ganhos, 3) estrutura da cadeia e 4) relações entre empresas da cadeia.
Nos estudos de caso, esses subconjuntos são contemplados. Os dois últimos, estrutura e relações entre as empresas que compõem as cadeias, são destacados, enquanto os dois primeiros são considerados como pano de fundo para a análise.
Assim, os aspectos utilizados na verificação dos pressupostos da GCS, ou de identificação da configuração da cadeia de suprimentos e os tipos de contextos em que as relações entre as empresas se desenvolvem são apresentados no Quadro 2:
Estrutura da cadeia de suprimentos Relações entre empresas no interior da cadeia de suprimentos
Principais clientes; Total de fornecedores; Política de suprimentos;
Origem do capital, porte, capacidade tecnológica, localização, dentre outras características dos fornecedores; Fornecimento exclusivo; Seleção de fornecedores; Avaliação de fornecedores; Programas de desenvolvimento de fornecedores;
Poder de negociação da empresa com os fornecedores;
Relações com outros níveis da cadeia de suprimentos (além de clientes e fornecedores diretos)
Quadro 2 Aspectos para a avaliação da cadeia de suprimentos.
Na escolha desses aspectos são considerados conhecimentos adquiridos sobre a indústria automobilística e mais especificamente sobre o segmento de motores. Assim, por exemplo, questões relativas à existência de consórcio modular e condomínio industrial são deixadas de lado, por não serem práticas comuns nessas cadeias.
Baseando-se neste conjunto de indicadores, as estruturas das duas cadeias de suprimentos e também as relações entre empresas no interior de cada uma delas são analisadas e, em um segundo momento, as cadeias são comparadas.
Finalmente, é feita uma análise comparativa dos conjuntos de formas de Gestão da Qualidade das duas cadeias de suprimentos estudadas. Com base nas diferenças e
semelhanças encontradas entre as formas de Gestão da Qualidade das empresas e entre as características de suas cadeias de suprimentos, nota-se como as diferentes formas de Gestão da Qualidade estão relacionadas às diferentes estruturas e relações nas cadeias.