6 Analyse og diskusjon
6.2 Renovasjonsgebyrer i utvalgte kommuner
De acordo com o Conselho Mundial de Energia (WEC), o mundo precisa desenvolver uma abordagem prática e coerente para reduzir as emissões de GEE. Profissionais da área de energia têm buscado identificar políticas que implementadas possibilitem promover o desenvolvimento sustentável (WEC, 2007).
Uma forma eficiente de descarbonizar a economia é investir em energias renováveis. Em 1990, nos países da OECD, as fontes renováveis correspondiam a 5,8% da total de energia primária e 12,7% no total mundial. Em 2008, esse total passou a 6,9% e 12,8% respectivamente. Em 2009, dados
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estimados mostram que as fontes renováveis somam 7,3% nos países OECD, o que representa uma taxa de crescimento anual de 1,2% entre 1990 e 2009.
Neste contexto, se insere o desafio de adoção de políticas energéticas que contribuam para combater as mudanças climáticas. Com a avalanche de mudanças vivenciadas nos últimos anos, a questão climática passou a ser assunto primordial na agenda global. Trata-se de um desafio considerável manter o suprimento energético sem, no entanto, agravar a crise climática.
Outra questão importante seriam as políticas públicas, que não teriam se mostrado adequadas à dimensão do problema. A crise econômica vivenciada nos últimos anos – que se expandiu de forma rápida e em escala global – teria desencorajado os esforços de combate às mudanças climáticas, de acordo com o WEC (WEC, 2009). Aponta o organismo internacional que o impacto da crise pôde ser sentido de modo considerável no setor de energia:
• Houve diminuição da demanda energética global.
• Os preços sofreram impacto devido à volatilidade dos custos dos combustíveis e das commodities.
• A capacidade de investimento foi afetada, especialmente aquela dos pequenos e médios investidores.
De acordo com as análises do WEC, a intensidade de carbono por unidade de energia utilizada é o fator principal para as diferenças entre os níveis de emissões dos países. A intensidade de carbono emitido depende obviamente dos recursos de cada país e das fontes energéticas adotadas. Dois setores importantes cujos níveis de emissão crescem de forma significativa são transportes e eletricidade (WEC, 2009). Este último, que responde por cerca de 2/3 do total de emissões, possui o maior potencial para diminuir emissões e sua intensidade de carbono, devido à disponibilidade de tecnologias mais limpas. A adoção das fontes renováveis e investimentos em eficiência energética são objetivos tanto para os países desenvolvidos como os países em desenvolvimento.
Vale ressaltar que o a matriz energética brasileira, de acordo com relatório de 2009 do WEC, em sua oferta de energia primária, é composta por:
• 43% petróleo
• 14% hidroelétricas • 8% gás
• 7% carvão • 1% nuclear
Ainda segundo o WEC, a conservação de energia responde por 20% aproximadamente do aumento de eficiência no uso de energia por parte dos consumidores. As políticas de eficiência energética têm sido adotadas junto com instrumentos de mercado e se constituem em desafio para todos os países. Outra questão que merece ser destacada é que a intensidade energética também é influenciada por mudanças na estrutura econômica, já que os serviços requerem sete vezes menos energia por unidade de valor agregado do que a indústria (WEC, 2004).
Nas indústrias intensivas em energia, a redução de consumo de energia por tonelada de produto tem se mostrado uma tendência geral, nos países mais desenvolvidos, enquanto que nos demais a situação é variável, pelas diferenças nos processos de produção e nos próprios produtos (WEC, 2004). A mesma análise do órgão mundial de energia aponta que a América do Norte e a Oceania estão entre as poucas regiões do mundo que, desde 1973, vêm obtendo grandes melhorias no nível de eficiência geral dos transportes. Na América do Norte, isso se deve ao melhor funcionamento dos automóveis, seguida pela implantação de padrões referentes à economia de combustível nos carros novos. Na Europa Ocidental, poucos programas de eficiência energética foram implantados e, em termos gerais, a eficiência do setor de transportes não sofreu qualquer avanço a partir de 1990. O consumo de energia nos transportes tem aumentado mais lentamente do que o PIB, devido à melhoria da eficiência energética, combinado com o contínuo aumento no preço dos combustíveis e medidas de eficiência energética em transporte urbano. Também ocorre a saturação do mercado de venda de automóveis. Em alguns países, pode ser observado declínio no consumo de energia em transportes.
Na América Latina, África e Sudoeste Asiático, o consumo de energia nos transportes aumentou mais rapidamente do que a atividade econômica, devido ao maior número de veículos automotivos em circulação e porque o transporte de mercadorias antes realizado por meio de ferrovias e hidrovias
passou a ser feito por rodovias. Baixas condições econômicas que prevalecem na América Latina reverteram essa tendência nos últimos anos. Na China e no Sul da Ásia, o consumo de energia nos transportes tem aumentando menos devido ao crescimento lento da frota de automóveis e ao papel ainda predominante das ferrovias para transporte de mercadorias (WEC, 2004).
O aquecimento global e o esgotamento das reservas de petróleo e gás entre 2030 e 2050 servem de motivação para as políticas de eficiência energética. Nos países não pertencentes à OCDE, a eficiência energética serve de alívio às restrições de investimento do lado do fornecimento. A partir de 2000, com o aumento dos preços do petróleo, muitos países, especialmente os menos desenvolvidos, enfrentam restrições de ordem macroeconômica. Na análise do WEC (2004), as autorizações para o intercâmbio de emissões de CO2 podem permitir que os países do Anexo I evitem, no curto prazo, grandes restrições para suas indústrias, mas, no longo prazo, os preços devem aumentar, tornando a energia cada vez mais cara.
Continua o WEC (2004) observando que as decisões sobre investimentos em infraestrutura devem incorporar a possibilidade de aumentar o preço da energia e de restringir as emissões de CO2. A diminuição das emissões de CO2 no setor dos transportes poderia ser feita incluindo-se o valor do carbono nas decisões públicas, de forma que a escolha dos consumidores possa recair sobre soluções energéticas eficientes.
Além da eficiência energética, o incentivo ao uso de energia renovável e à energia nuclear está em pauta. O WEC aponta, em seu relatório de 2010, que mais de 30 países estão investindo em programas nucleares. Em todo o mundo, 52 reatores estão em construção, 140 autorizados ou planejados e 344 em estágio de proposição. A atual capacidade mundial de cerca de 367 GW deve ampliar entre 600 GW e 1.340 GW no ano de 2030. Esse desenvolvimento deve ocorrer em países que já dispõem de infraestrutura na área nuclear que também estão tentando diminuir a participação do carvão em sua matriz energética. Países como EUA, Itália, Finlândia e Suécia decidiram expandir sua capacidade nuclear. Também cita como exemplos de países que planejam crescimento para seu setor nuclear Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Japão, Ucrânia, República Tcheca e EUA. O potencial nuclear está sendo considerado para satisfazer o crescimento da demanda energética em países como a Indonésia,
Irã, Casaquistão, Vietnam, Países do Golfo Pérsico, Nigéria, Polônia e Itália. Em 2009, a China ampliou em 75% o investimento em infraestrutura na área nuclear em relação ao ano de 2008. E a capacidade nuclear instalada do país deve aumentar de 2% para 5%. Países com capacidade nuclear instalada estão aumentando a vida útil da infraestrutura existente; aumentando a capacidade dessa infraestrutura e construindo novas instalações.
Companhias originárias de países com expertise na área estão oferecendo suporte para países iniciantes, que também estão sendo auxiliados pela AIEA. Para muitos países, carvão e petróleo permanecem como recursos essenciais, mas fontes renováveis, nuclear e gás têm potencial para alterar a composição da matrix energética e a dependência de energia em muitos países. Um mix diversificado proporciona segurança no suprimento e se constitui em uma opção interessante do ponto de vista ambiental, explicita o organismo mundial (WEC, 2010).
Para incrementar a matriz energética em renováveis, países e cidades em todo o mundo vêm investindo em leis específicas ou políticas de cotas, de forma que a participação vá aumentando gradativamente. O mercado de renováveis é promissor e tem alcançado recordes de investimento.
Na FIG. 2.4 estão demonstrados os países que lideram os investimentos em energia limpa em 2009 e que apresentam maior crescimento em termos percentuais nesses investimentos nos últimos cinco anos (2004-2009). Os dados são de Bloomberg New Energy Finance/Pew, de 2010.
FIGURA 2.4 – Países que mais investiram em energia limpa em 2009 (bilhões de dólares) e expansão de investimentos nesse segmento de 2004 a 2009
Fonte –Bloomberg New Energy Finance/Pew, 2010 (Apud WEC, 2010). ~