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Marked og konkurransefortrinn

6 Analyse og diskusjon

6.3 Marked og konkurransefortrinn

De acordo com o relatório Science and the Media, produzido no Reino Unido, o posicionamento dos indivíduos e sociedade frente a varias questões é diretamente influenciado pela mídia, que ao mesmo tempo pode contribuir para tornar a ciência melhor.

“A ciência está no centro de quase todos os desafios que enfrentamos – como combater as mudanças climáticas, como produzir alimentos para a crescente população, como tratar doenças incuráveis que custam tantas vidas. A compreensão pública e atitude em prol da ciência continuam a ser fortemente influenciadas pela mídia” (BIS, 2010).

No documento, também é mencionada a homogeneização da ciência, ou seja a cobertura pasteurizada, pelos vários veículos, uma realidade de certa forma imposta porque os competidores certamente vão noticiar ou reportar aquele tema. Este seria um fator desencorajador do jornalismo original.

Ao mesmo tempo, a crise no jornalismo tradicional, diminuição de anunciantes, transformação do modelo de negócios das empresas que produzem jornais está impondo novos desafios. Seria possível novos modelos de jornalismo? E quanto à independência na produção dos conteúdos? Quais as melhores estratégias para novos modelos de jornalismo, especialmente no âmbito da ciência? Algumas questões intrigantes somam-se à realidade das novas tecnologias transformando o modo de se produzir as notícias, incluindo-se aí as redes sociais e todas as formatações e possibilidades advindas com a internet.

Há diversas recomendações no relatório, passando pelo treinamento de jornalistas a abertura e transparência por parte das instituições. A situação atual seria de cada vez mais cientistas interagindo com a mídia, a partir de uma nova cultura construída, que se distancia do tempo em que os cientistas permaneciam isolados nos seus laboratórios.

São imensos os benefícios de se ampliar a confiança do público e a compreensão do modo de se fazer ciência. E mais: tornou-se fundamental que o

conhecimento gerado nas instituições esteja disponível ao público e àqueles responsáveis por informar o debate público (BIS, 2010).

Duarte explica que o desenvolvimento cada vez mais célebre dos meios de comunicação, com as novas tecnologias e a revolução digital, influencia na remodelação da esfera política, de várias formas: “transformando os padrões do discurso, as relações entre representantes e representados, o acesso do cidadão aos vários nichos de poder, a desmistificação dos líderes políticos, as mudanças dos conceitos de tempo e espaço, de organização da vida social e, principalmente, na percepção do mundo e de uma nova realidade midiática” (Duarte, 2007).

Continua Duarte enfatizando que participação tornou-se, então, componente indispensável do processo de construção da cidadania na sociedade atual, caracterizada como do conhecimento, sendo o uso desse conhecimento um dos grandes diferenciais competitivos entre as nações. A mídia tem papel central na vida das sociedades e a relação entre informação, conhecimento e cidadania tornou-se estreita. As novas tecnologias e instrumentos de comunicação seriam essenciais na nova realidade, permitindo a inserção social de comunidades e com isso permitindo o resgate da cidadania (Duarte, 2007).

Vale ressaltar que o jornalismo é, na prática, uma forma de se realizar a luta pelo poder, conforme pontua Marcondes Filho, para quem “a imprensa instrumentaliza as informações que colhe, recebe ou mesmo fabrica-as, transformando-as em notícias para usá-las no jogo político-ideológico, em uma palavra, no jogo do poder” (Marcondes, 1993 apud Faria, 2007).

Na seleção e construção das informações jornalísticas, Chaparro relaciona uma série de interesses: os dos entrevistados, legítimos, que também devem ser conhecidos e levados em conta; o do leitor; o do anunciante, que garante o lucro do empreendimento jornalístico, e o interesse maior do empresário dono do meio (Chaparro, 1996 apud Faria, 2007).

Faria destaca que a imprensa tradicional tem sido a vitrine de exibição dos temas da agenda pública. Estado e atores privados enviam sua mensagem para que a imprensa possa não somente difundir a informação, mas assumi-la sob a ótica do interesse público. E uma nova realidade seria o espaço público caracterizado pela hipertrofia dos meios. Nela, a audiência, à deriva, estaria sempre em fuga, incerta, desatenta, rebelde ou intoxicada por informações. O

interesse público não existe em si, de acordo com Faria, mas se constitui de um emaranhado de interesses.

“Quando a mídia é permeável a determinada mensagem, a diferença é significativa, pois implica reverberação, impacto e difusão em grande escala.”(Faria, 2007)

A mediação dos meios de comunicação ocorre sob uma nova ótica, mais abrangente e muito mais rápida. Morais comenta que a Revolução Industrial praticamente fez cessar o tempo humano e instalou o tempo da máquina, que impõe os próprios ritmos, sem se interessar pela estruturação fundamental do ser humano. Um tempo de vertiginosas mudanças sociais e de ritmos antes desconhecidos. Época do fast food, do microondas, do sedex ultra-rápido, da internet, pois afinal é preciso correr. Sem a tecnologia que tornou o mundo mais eficiente, as sociedades complexas não têm mais como viver (Morais, 2004).

“De forma mais ou menos explícita a mídia não só está presente na configuração do mundo atual; ela é também um dos principais elementos desse organismo vivo e pulsátil (a Terra), que tem como sangue a informação. Eis por que as investigações a respeito da mídia constituem caminhos para que busquemos compreender a sutileza da trama deste nosso mundo. Tanto a produção midiática e sua história multifacetária, quanto a formação de seus usuários, são elementos esclarecedores sobre os tempos atuais – e cabe aos educadores a compreensão da atualidade e dos poderes da mídia.” (Morais, 2004).

Especificamente no Brasil, a TV e mais recentemente a internet ocupam lugar de destaque. Morais afirma que a internet, em seus novos ângulos, com a educação, seus desejos, projetos e misteres cada vez mais “será parte da trama de nossas existências”.

A grande importância da TV na sociedade brasileira é explicitada por diversos estudiosos em comunicação, por ser um lazer disseminado em todas as classes sociais, ainda com o advento da TV por assinatura. Baccega observa que a importância da TV é que “o espaço público começa e termina nos seus limites”. O que não foi veiculado por ela não aconteceu, sendo os fatos selecionados por critérios de interesses diversos, da empresa ou da transformação do fato em espetáculo capaz de capitanear a atenção do público, “prendendo-o pela emoção” (Baccega, 2003 apud Morais, 2004).