Hvem inkluderer innvandrere?
9.1 Rekruttering av innvandrere og bedriftsintern norskopplæring
Vamos falar dos métodos ginásticos e quando esses passaram a ser or- ganizados no âmbito escolar, constituindo assim a chamada “ginástica”.
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A turma deverá se dividir em grupos e sortear um dos métodos ginásticos. Os principais métodos de ginástica são: alemão, sueco, francês e dinamarquês. Cada grupo irá apresentar as características e os exercícios do método sorteado, bem como realizar uma pesquisa de aprofundamento sobre os mesmos.
Mas quando os métodos ginásticos passaram a ser trabalhados no espaço escolar? De acordo com os estudos de Soares, podemos com- preender que:
“Um primeiro esboço de sistematização científica da atividade física fora do mundo do trabalho, genericamente denominada ginástica, que tem seu lu- gar na Europa no início do século XIX e traz em seu interior as noções de vigor, energia e moral vinculadas a sua aplicação. Constituem um conjunto sofistica- do de prescrições e justificativas elaboradas a partir de conhecimentos científi- cos acerca da educação do corpo.” (SOARESapudGONZÁLEZ, 2005, p. 278)
Com a afirmação de Soares, é possível com- preender que, no início do século XIX, tivemos, na escola, as primeiras formas organizadas de exercícios físicos, denominados mais tarde de ginástica. O objetivo dessa atividade era a “edu- cação do corpo”, para formar corpos com “por- te rígido”, “reto” e uma “altivez de postura”. Pa- ra tanto, havia a preocupação com a técnica e com a repetição de movimentos. Além disso, acreditava-se ainda que havia uma relação dire- ta entre “a ginástica e o desenvolvimento do ca- ráter da moral e da virtude” por meio da valo- rização do vigor físico, da energia e da moral. (SOARES, 1998, p. 21)
É nesta época que o corpo começa a ser objeto de novas regras, de novos códigos e de novas práticas. Para tanto, utilizava-se de técnicas de ginástica, que resultaram num novo universo de gestos e de perfor- mances.
O exercício físico transforma-se em uma atividade precisamente co- dificada, cujos movimentos se apresentam em detalhes e os resultados se calculam. Os estudos do corpo eram voltados para conhecê-lo bio- logicamente, buscava-se estudá-lo em aspectos como: a anatomia, a fi- siologia, a mecânica e a termodinâmica. O vigor e o funcionamento adequado do corpo eram fundamentais no que se refere ao desenvol- vimento da moral, tão necessária para a convivência em sociedade. No entanto, havia a necessidade de organizar rigorosamente os exercícios físicos, pois estes eram instrumentos importantes que contribuiriam pa- ra uma maior eficiência no trabalho.
Ginásio parisiense de Amoros, fundador da escola normal de ginástica mi- litar e civil onde a formação era baseada sobre as práticas espetaculares e utilização intensiva dos aparelhos.
Estamos nos referindo aos aspectos da ginástica na Europa, mas co- mo esse processo de inserção da ginástica se deu no Brasil?
No Brasil, houve forte influência do processo de industrialização e a implantação da ginástica foi muito semelhante ao que ocorreu na Eu- ropa. Foi a partir “dos conhecimentos e das teorias” construídas na Eu- ropa, que, no Brasil, os médicos reorganizaram um novo modelo de ginástica para a população brasileira.
A proposta pedagógica era baseada nos estudos da anatomia e da fi- siologia – “retirada do interior do pensamento médico higienista” (SOARES, 2001, p.71). Havia uma certa preocupação com questões que se referem à saúde, à higiene e ao corpo dos indivíduos.
O “pensamento médico higienista” passou a organizar a escola co- mo um todo, desde a sua ”arquitetura até o conteúdo curricular, tu- do era minuciosamente pensado, “tempo e espaço, a alimentação (...) tudo passou a ser determinante na metodologia utilizada” (SOARES, 2001, p.77). A propósito, você sabe o que significa o pensamento médico hi- gienista?
“(...) movimento social que envolveu intelectuais de diversas áreas, tais como Medicina, Engenha- ria, Arquitetura, Educação, Educação Física e outras, que tinham como objetivo promover novos há- bitos saudáveis para o aprimoramento da saúde individual e coletiva. Surgiu em um contexto de cres- cimento do capitalismo industrial, manufatura e grande indústria, na Inglaterra, França e Alemanha”.
(GÓIS JUNIOR, apud GONZÁLEZ, 2005, p. 227)
Na sociedade industrial, o exercício físico tinha uma função relevante, que era a de corrigir vícios posturais provenientes dos hábitos adquiridos no trabalho. Somando-se a isso, também a questão médica, a ginástica tinha cunho disciplinador, visto ser essencialmente necessária, pois contribuia pa- ra a “ordem fabril e a nova sociedade.” (SOARES, 2001, p.52)
O movimento médico higienista tinha interesses ideológicos em tornar a ginástica conteúdo escolar, pois por meio da escola seriam atendidas as exigências das novas demandas sociais e históricas.
Valorizou-se normas e costumes que contribuiriam para a promo- ção de hábitos saudáveis. Dessa forma, havia a necessidade de criar um mecanismo para prevenir e tratar as doenças advindas desse novo processo, para que o trabalhador suportasse as condições de trabalho oferecidas; e, ao mesmo tempo, disciplinar os corpos, desde a infân- cia, com hábitos saudáveis.
Assim, transferia-se para o indivíduo a responsabilidade sobre a sua saúde e liberava-se o Estado dessa incumbência.
Desse modo, os exercícios físicos ganharam espaço nas escolas brasileiras, pois se configuravam como elementos significativos que contribuíam para a “nova ordem em formação”, cuja importância esta- va em disciplinar o espírito, o corpo e a moral. Essas novas demandas advinham com o surgimento do capitalismo.
Para tanto, a disciplina ministrada na escola era denominada de gi- nástica, e tinha suas bases fundamentadas nos princípios e métodos gi- násticos europeus.
Podemos perceber, ao longo da história da ginástica, que a preocu- pação com as “formas modelares de educar e cuidar do corpo” não é algo novo. Algumas vezes essa preocupação aparece com mais inten- sidade; outras vezes, com menos, dependendo das intenções ideológi- cas que estão em jogo.
A turma deverá ser dividida em grupos e elencar as variações de ginástica que podemos encontrar atualmente. Cada equipe será responsável por pesquisar uma dessas variações de ginástica. O objeti- vo é verificar quais são as semelhanças dessas ginásticas atuais com aquelas já destacadas durante o texto. Cada grupo irá demonstrar os exercícios de cada uma delas.
Escreva um texto, ou promova um debate com a turma, respondendo o seguinte questionamento: existe relação entre a prática da ginástica de academia no modelo contemporâneo com a idéia de “edu- car e cuidar do corpo” no século XIX?
ATIVIDADE
O poder da mídia nos leva a procurar artifícios, como se fossem “elixires” que irão operar verdadeiros milagres em nosso corpo, a fim de termos contornos corporais ideais.
Deixamos de nos preocupar ou nos importamos pouco com as conseqüências e com os riscos que possam ocorrer com o uso indis- criminado e sem orientação adequada de determinados artefatos. O que impera é o fato de conseguirmos alcançar o tão almejado contor- no corporal idealizado. “Tudo se passa como se, em nossos dias, as transformações do corpo estivessem mais na moda do que nunca, en- quanto os limites do que é certo e errado, falso e verdadeiro, natural e artificial tivessem sido completamente relativizados” (SANT’ANNA, 2001 apud SOARES, 2005, p. 59).
Para saber mais sobre esse assunto, leia o Folhas “Saúde é o que in- teressa, o resto não tem pressa”.
Todas as questões destacadas nesse Folhas são importantes para re- fletirmos sobre as nossas atitudes, não só em relação à ginástica, mas também a qualquer atividade física, antes de aderirmos ingênua ou ce- gamente aos apelos da mídia.
Se você está em busca de uma performance baseada no exagero, no sacrifício que te leva a fazer mais exercícios, mais abdominais, mais peitorais, mais dorsais, dietas malucas, tomar anabolizantes, remédios para emagrecer... CHEGA!!! Você precisa parar para pensar sobre tais questões.
É importante considerar que existem aspectos positivos quando es- tamos praticando a ginástica ou alguma atividade física. Mas tão im- portante quanto praticar a ginástica é refletir se esta atividade nos traz prazer e satisfação. Além disso, não só a atividade física, como a gi- nástica, pode nos satisfazer, visto que as coisas simples do nosso coti- diano também são relevantes, como um dia ensolarado, uma conversa com os amigos e tantas outras “coisas” singelas.
Quando estamos realizando uma atividade física, tanto nas aulas de Educação Física quanto em outros locais, seja ela uma simples ca- minhada, ou a luta, ou o esporte, ou a ginástica, é importante consi- derar que cada um de nós traz consigo as suas histórias individuais e essas precisam ser respeitadas. Além disso, precisamos estar aler- tas para não cairmos nos apelos intencionais da mídia na busca por um “corpo perfeito”.