5. Markedet for eiendomsmeglingstjenester
5.2 Regulering av koblinger
explicado pelo fato de estarem iniciando a graduação e ainda não terem uma opinião formada a respeito da prática de seus professores.
A seguir, serão comentadas as unidades de sentido associadas às
diversas categorias do eixo metodológico: domesticação/emancipação. / \ - ' <$^
l BIBLIOTECA
VI. 1.2.1 Educação Bancária ^ —
A esta categoria estão associadas 16 unidades de sentido, que se distribuem ao longo de todos os períodos, com exceção do 1o e do 8o. O primeiro aspecto a ser notado é o discurso tradicional utilizado pelo próprio aluno, que é usado na sua expressão de insatisfação perante o ensino que lhe é oferecido. A recorrência à expressão "transmitir conhecimento" ou "transmitir conteúdo" no discurso dos alunos denota o grau de passividade que caracteriza a prática utilizada na sala de aula, na qual o professor transmite algo para um aluno que passivamente recebe. As falas seguintes ilustram bem essa prática bancária:
"Alguns (professores) procuram de qualquer maneira cumprir seu cronograma de aulas, transmitindo os conteúdos, não importando se o aluno está acompanhando ou não. É preferível reformular o cronograma e dar uma boa aula e um bom curso de que apenas
segui-lo" (2o período).
"Alguns professores dão o programa muito rápido para ensinar tudo. Eu acho isso errado, pois a partir do momento em que o professor assume lecionar, ele tem que conduzir o ensino dando preferência a
transmitir bem e organizar o conteúdo de sua matéria" (2o período)
Percebemos também, nessas unidades de sentido, o rigor dos professores no cumprimento do programa, o que revela um perfil pouco maleável e aberto à negociação com os alunos. Além disso, essas falas consideram desfavorável essa prática dos professores, que não leva em conta os interesses e o rendimento dos alunos, correspondendo dessa forma ao que denominamos de "educação bancária".
CAPÍTULO VI
A prática pedagógica do professor universitário: concepções de professores e alunos 159 Apesar de esses alunos estarem no 2o período, já conseguem identificar essas características como sendo altamente insatisfatórias.
Dentre os traços característicos de uma educação bancária, identificados nas falas dos alunos, merecem destaque as questões referentes à apatia dos alunos, à falta de participação, à falta de motivação. Nesses casos parece que nada é feito para mudar esse quadro, o que pode ser observado em quase todos os períodos do curso. Vejamos um exemplo dessa ocorrência:
"Devo confessar que no começo me sentia uma verdadeira mula, "engolindo e ruminando" tudo que os professores diziam" (3o período).
A falta de abertura para o estabelecimento de um contrato didático pedagógico também é motivo de insatisfação, como revela um dos alunos:
"...o conteúdo dos professores é muito bom, repassam bem a matéria, no entanto não nos é permitido dar sugestões sobre conteúdos que gostaríamos de estudar..." (4o período).
Além de uma apatia que os professores parecem não reverter, segundo os alunos, um outro fator que retrata uma prática bancária são as atitudes repetitivas e autoritárias de alguns professores. Nas falas seguintes essas atitudes ficam evidentes:
"P18 da disciplina DO é uma fita cassete que vai e volta, nunca despertou interesse do aluno, é notória sua aula, extremamente cansativa, e intransigente na correção" (5o período).
Na disciplina DP a professora P64 parece ter decorado um livro, cada ponto, cada vírgula, a aula é cansativa e maçante, ela transmite o conteúdo sempre no mesmo ritmo" (6o período).
A visão negativa que os alunos predominantemente apresentaram nesta seção acerca da prática de seus professores pode ter como pressuposto uma concepção do papel do professor semelhante à que expôs este aluno.
Podemos verificar que alguns professores possuem uma prática pedagógica percebida como positiva, especialmente com referência à capacidade de encaminhar suas ações didáticas e apresentar suas ideias:
O A D I T I M r\ \/i ISO A prática pedagógica do professor universitário: concepções de professores e alunos
"Um bom professor, ou melhor, educador, deve ter o domínio na ciareza das ideias e conhecimentos, como também a forma de passá-los aos alunos. São exemplos de tais qualidades os professores P22 (da disciplina DA), professor Põ2 (OK), P64 (DM),
P15 (DN), P66 (DC) e P20 (DE)" (7o período).
Consideramos oportuno registrar que os alunos consideram como negativa a característica dos professores de centralizar todo o processo de ensino-aprendizagem. ignorando o interesse do aluno, quando esse sinaliza para uma postura mais participativa na sala de aula:
\..mas não ensinam nada; a auia fica parada, sem objetivo, estálica
e os alunos ficam passivos ausentes" (9o período).
"Um é aquele que é excelente como transmissor de conhecimento sobre a sua matéria, mas mau professor quando não permite a participação do aluno no processo de ensinar" (10° período).
Considerando todos os exemplos de falas apresentados acima, percebemos que a visão dos alunos ao longo de quase todos os períodos, com relação à prática pedagógica de seus professores, é de uma atividade altamente centralizada no próprio professor, que decide sozinho o que considera mais significativo para a formação dos alunos. Dessa forma, esses professores adotam uma postura que pode ser considerada como de uma educação bancária, nos moldes definidos por Freire (2000).
VI.1.2.2 Educação Ativa e/ou Investigativa
Com relação a esta categoria, foram associadas três unidades de sentido, que apresentam o professor de uma forma diferente, trazendo o aluno para se tornar participante do processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, além de organizar um material enriquecedor para utilizar em suas aulas, o professor também incentiva a participação ativa e a interação. tanto entre os alunos como entre aluno e professor.
Na visão de Cortesão (2000). a utilização de uma metodologia ativa e/ou investigativa pelo professor, leva o aluno a assumir o seu próprio processo de aprendizagem, abandonando a posição de mero receptor do conhecimento. Para tanto, o professor precisa mudar sua perspectiva sobre o processo de
CAPITULO VI 161