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Hybridmeglere og selge selv- selv-tjenester

4. Påvirkning av teknologisk utvikling

4.2 Hybridmeglere og selge selv- selv-tjenester

A fala do aluno do 4o período vem se opor às falas registradas anteriormente, indicando que nem todos os professores desse período têm uma prática pedagógica limitada ao conteúdo do manual.

O mesmo ocorre com a fala seguinte, de um aluno do 5o período.

"O professor P3 cia disciplina Dl, é ólirno professor, inclui pesquisas

novas na matéria, assim ficamos por dentro do que está acontecendo em termos de conhecimento..." (5o período)

A fala do discente acima é um exemplo de uma referência positiva aos professores que têm um bom domínio das produções mais atuais, remetendo à possibilidade de esses professores levarem para a sala de aula e tornarem acessíveis esses conhecimentos. É importante ressaltar que o professor P3 faz parte do grupo dos entrevistados.

Vl.1.1.3 Produção de conhecimento disciplinar pelo próprio (investigação)

Nesta categoria foram identificadas dez unidades de sentido. Com elas, os alunos puderam expressar opiniões favoráveis e desfavoráveis acerca da produção científica de seus professores.

Quando um aluno se refere à produção que um professor deve ter, captamos um reconhecimento do valor docente advindo do conhecimento que este possui. As três unidades de sentido que seguem enfatizam positivamente

a produção científica dos docentes:

"Defrontamo-nos com professores de grande conhecimento na sua

especialidade, muita produção." (2o período)

"...mudou a minha própria visão do conhecimento, a importância de

produzir o conhecimento." (2o período)

: "Ele queria que todos nós tivéssemos a mesma paixão que ele tinha pelo conhecimento, que estudássemos e produzíssemos muito..." (2o período).

Em síntese o que essas unidades de sentido têm em comum é o reconhecimento da importância da produção científica. Todos os alunos reconhecem a grande contribuição dada pelos professores com suas pesquisas,

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quando, evidentemente, podem a elas ter acesso. Isso ocorre no caso desses professores. Além disso, encontramos o caso de um aluno que se sente estimulado pelo professor em produzir conhecimento. Esse tipo de estímulo pode levar os alunos a se sentirem mais responsáveis pela construção do seu saber, pela valorização do seu curso e pela sua profissionalização.

Em contrapartida, temos professores nesse período que, apesar de produzirem muito, não levam o resultado dessa produção para a sala de aula, como pode ser observado nas falas seguintes:

"...o que tenho observado até agora é que a maioria, está mais preocupada com seus próprios trabalhos, com suas pesquisas do

que com o próprio curso ou com o aluno..." (2o período).

"Parece que estão mais interessados em defender suas teses e

trabalhos do que em lecionar..." (2o período).

"As causas são várias, mas muitas delas se prendem a desenvolver os seus próprios trabalhos para tese, congressos, pesquisas (...) Não

creio que a maioria não tenha domínio da matéria, pelo contrário" (2o

período).

Nesse caso, os alunos queixam-se de não ter acesso aos conhecimentos científicos produzidos pelos seus professores. Eles reconhecem a importância da pesquisa, mas gostariam que essas pesquisas fossem incorporadas à prática pedagógica. Esses exemplos evidenciam que não basta valorizar a pesquisa no ambiente universitário, se a mesma não for direcionada para a melhoria da qualidade dos cursos de graduação. Quando

isso não ocorre, todo o esforço despendido visa apenas projetar os membros da comunidade académica como grandes pesquisadores, sem trazer benefícios para a formação dos futuros profissionais.

De um modo geral, os alunos do segundo período reconhecem que seus professores têm uma grande produção científica, porém a mesma não reverte, na proporção que eles gostariam, para as atividades desenvolvidas em sala de aula.

Um exemplo oposto é dado por um aluno do 5o período:

"..., porém precisa conter os seus (conhecimentos) dentro da sala de

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Nesse caso, o professor parece esquecer que seus resultados de pesquisa precisam ser trabalhados para serem utilizados na sala de aula. Um excesso de informações, assim como o uso de uma linguagem inadequada pode ser prejudicial ao processo de ensino-aprendizagem.

Um reconhecimento positivo da produção docente também é encontrado num aluno do 6o período:

"Responder o questionário me possibilitou refletir, questionar e tomar consciência de como são produtivos os nossos professores e do tipc

de conhecimento que estamos adquirindo" (6o período).

Nesse caso, a realização da pesquisa propiciou ao aluno uma reflexão sobre a qualidade do trabalho dos seus professores, baseada no aspecto do conteúdo utilizado em sala de aula.

Um outro fator que interfere na prática pedagógica do professor, mesmo daqueles que têm uma produção científica constante, é a sobrecarga de compromissos, ora académicos, ora administrativos. Tal problemática está visível na fala seguinte:

"...Quanto aos ditos "bons professores", geralmente são os mais ocupados e têm atividades burocráticas e de pesquisa muito

intensas..." (8o período).

Nesse sentido, o excesso de atividades é percebido pelo aluno como um fator negativo sobre a qualidade da prática docente. Tal situação tem ocorrido devido às políticas públicas voltadas para o ensino superior, responsáveis pela falta de reposição dos quadros docentes, gerando um acúmulo de atividades para aqueles que continuam na ativa.

A produção científica dos professores também é vista como um recurso que precisa ser melhor explorado:

"Vejo a UFRPE com grandes possibilidades, somos o curso que mais produz no Nordeste. Temos que juntar instituição, professores e alunos e levantar o padrão de qualidade dos veterinários que estão saindo. O mundo do trabalho é competitivo, só vence quem for bom, criativo e produtivo" (10° período).

O conjunto das unidades de sentido referentes a esse eixo permitiu- nos verificar que os discentes alimentam grandes expectativas com relação aos

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saberes de seus professores. A pesquisa que eles realizam é reconhecida e valorizada como potencialmente responsável pela qualidade da formação profissional. Entretanto, muitos alunos se ressentem da falta de aplicação desses saberes nas diversas disciplinas do curso.

Na seção seguinte iremos analisar as unidades de sentido referentes à questão metodológica.

Vl.1.2 O eixo metodológico: domesticação/emancipação

As respostas dos alunos à pergunta aberta do primeiro questionário apresentaram 26 unidades de sentido associadas ao eixo "metodológico: domesticação/emancipação". O quadro que segue mostra a distribuição das quantidades de falas em cada categoria, por período.

Quadro 11

LOCALIZAÇÃO DAS UNIDADES DE SENTIDO DOS ALUNOS DE ACORDO COM AS CATEGORIAS DO EIXO

METODOLÓGICO: DOMESTICAÇÃO/EMANCIPAÇÃO Categorias/

PERÍODOS EDUCAÇÃO BANCÁRIA ATIVA/INVESTIGATIVA EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA EDUCAÇÃO TOTAL

1o Período - 2° Período 2 2 4 3o Período 1 1 4° Período 3 3 5o Período 1 1 B° Período 4 1 1 4 7o Período 2 2 B" Período 1 1 9o Período 1 2 3 6 10° Período 2 2 TOTAL 16 3 7 26

A maior quantidade de falas dos discentes (16) encontra-se na categoria "educação bancária", enquanto a menor quantidade de falas (3) está associada à categoria "educação ativa /investigativa". Com esse resultado, tentaremos traçar o perfil do olhar dos alunos sobre a metodologia utilizada pelos professores em sala de aula.

Dentre todos os períodos, apenas o primeiro não apresentou alunos que tenham se posicionado com relação a este eixo. Isso pode ser

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