Norges Fiskarlag
2. REGULERING AV FISKET I FØRSTE HALVÅR I 1995
Neste capítulo, destacamos os procedimentos de buscas documentais para a formação do corpus. É notório que a primeira etapa do trabalho ocorre com a pesquisa bibliográfica exploratória e com os primeiros contatos com pessoas que influenciam a demarcação do ponto a ser pesquisado. Após algumas leituras, ainda que breves e superficiais, define-se que o estudo será sobre algum tema. Feito isso, inicia-se a pesquisa propriamente dita. Tudo que será realizado ou que já aconteceu deve constar de experimentos confirmáveis por terceiros, por meio da reprodução dos métodos e das técnicas utilizadas pelo pesquisador. Pelo fato de nossa investigação ser bibliográfica, nossa fonte de dados é a literatura existente sobre o assunto, então, após breve contato com trabalhos publicados, aprofundamos e refinamos nossa coleta de dados. À medida que tínhamos contato com os trabalhos, a busca tornava-se mais direcionada e vice- versa, caracterizada por constante ir e vir, até acharmos que o número e os tipos de trabalhos selecionados eram suficientes para sacarmos os dados que nos propusemos inventariar e analisar. Além disso, as publicações começaram a repetir-se, então foi o momento de pararmos com as buscas e concentrarmo-nos nas leituras e nas releituras.
Depois disso, observamos que pouco está exposto na literatura sobre os procedimentos de coleta de informação em uma investigação do tipo bibliográfica ou “histórico-bibliográfica”, nomenclatura utilizada por Fiorentini e Lorenzato (2007). Assim, optamos por um capítulo dedicado a apresentar nossos procedimentos de levantamento e redução do material a ser inventariado. O fato de nosso trabalho ser bibliográfico do tipo estado da arte torna importante explicitarmos como procedemos no nosso ambiente de pesquisa para a coleta de dados. Em concordância com Appolinário (2009), sabemos que:
Normalmente, as pesquisas possuem duas categorias de estratégias de coleta de dados: a primeira refere-se ao local onde os dados são coletados (estratégia-local) e, neste item, há duas possibilidades:
campo ou laboratório. [...] A segunda estratégia refere-se à fonte dos dados: documental ou campo. Sempre que uma pesquisa se utiliza apenas de fontes documentais (livros, revistas, documentos legais, arquivos em mídia eletrônica), diz-se que a pesquisa possui estratégia documental [...] (APPOLINÁRIO, 2009, p. 85).
Dessa forma, expomos nosso processo de busca e seleção. Inicialmente, elencamos os sites de pesquisas onde fizemos as buscas (cf. Tab. 01). Notemos que a quantidade de possibilidades é grande, o que gera maior demanda de tempo e paciência. No 1º nível de combinação, está o conjunto de palavras utilizadas, como: inequação, ensino, aprendizagem. Na verdade, pode ser o nome parcial ou completo de um artigo ou de um autor, e podemos utilizar somente uma palavra como inequação, mas, na média, contabilizamos 3. Para proceder à pesquisa em locais, como CAPES e PROQUEST, a combinação inicial para o primeiro site foi a área de pesquisa, e, depois, utilizamos, em média, 3 tipos de palavras. Para o segundo, o tipo de palavra esteve na quarta combinação. A tabela 1 ilustra as inúmeras possibilidades de pesquisa, somente utilizando um tipo de provedor, como o Mozilla Fire Fox. É possível concluir que a quantidade de combinações é grande, e isso possibilita escapar algum trabalho.
Tabela 1:Dados sobre as possibilidades de busca nos sites indicados
Para a primeira identificação, utilizamos os sites comuns de busca, como Google (www.google.com.br) e Cadê (http://cade.search.yahoo.com/). Em paralelo, consultamos, presencialmente, nas bibliotecas, as revistas científicas e as de divulgação científica. O último tipo, divulgação científica, é um periódico acerca da ciência, editado e escrito, em sua maior parte, por jornalistas e educadores e não necessariamente por cientistas. Sabendo que muito do conhecimento científico é veiculado pela grande rede, Internet, porém, nem sempre confiável, direcionamo-nos pela pesquisa em periódicos científicos ou por meios que nos pudessem levar a eles.
Não esquecendo que a ciência é, sobretudo, uma constituição social e que a produção do conhecimento científico se dá por meio de intensa cooperação entre os vários pesquisadores de cada área específica, colocamo-nos em contato com alguns membros dessa comunidade, por e-mail e, às vezes, pessoalmente, em eventos científicos, que foram outra fonte de nossas procuras. Relacionamos eventos internacionais proeminentes e alguns nacionais, delimitando nosso escopo, e tivemos acesso às publicações desses eventos. Nesse meio, também, tivemos acesso a dissertações e teses que versavam sobre o assunto.
Destacamos que o acesso ao material de pesquisa pode ser limitado para a realização do estado da arte. Quando as teses e as dissertações não são publicadas em forma de livros e só estão disponíveis nas bibliotecas dos programas de pós-graduação, é preciso recorrer ao sistema COMUT. No nosso caso, contatamos os autores quando se fez necessário.
A consulta presencial em bibliotecas pode ser inviável pela dimensão territorial brasileira e internacional, e, pelo sistema COMUT, o processo é oneroso e moroso, o que torna limitado e difícil o acesso às pesquisas. Obter artigos de periódicos apresenta dificuldades idênticas, pois os sistemas de comutação não são plenos, e os sites de busca que possuem acervo eletrônico são recentes. Isso dificulta mais o acesso a publicações antigas.
Durante a realização do estudo, principalmente para o estabelecimento de categorias, é importante a consulta a outros trabalhos semelhantes, de modo a não somente aproximar e adaptar as categorias com outras, mas também fomentar mais segurança na exposição de fatos e argumentação. Este procedimento assume importância na medida em que contribui também para indicar as tendências das
trabalhos sem conotação de pesquisa sistemática, para a formação do nosso corpus. O fato de tais estudos terem sido descartados dos documentos desta pesquisa, de maneira alguma, apresenta a discussão do mérito acadêmico e metodológico deles. Do mesmo modo, não afirmamos que o teor dos estudos não possa vir a constituir fonte bibliográfica e subsídio para processos educacionais e científicos na área de educação matemática. Todos os documentos selecionados foram lidos e analisados: dissertações, livros didáticos, artigos não científicos e outros que serviram de pano de fundo para nossas análises.
Assumimos a pesquisa científica no sentido apresentado por Kilpatrick (1992): O termo indagação sugere que o trabalho esteja direcionado para responder a uma questão específica; isso não significa uma especulação ou ciência para uma causa própria. O termo disciplinado não apenas sugere que a investigação pode ser guiada por conceitos e métodos de disciplinas, tais como, a psicologia, a história, a filosofia ou a antropologia mas também que esta possa ser exibida e explicitada de maneira que a linha de inquérito possa ser examinada e verificada. A indagação disciplinada não necessita ser “científica” no sentido de estar embasada empiricamente na testagem das hipóteses, mas como qualquer bom trabalho científico precisa ser acadêmico, público e aberto à crítica e à possível refutação. Pesquisa em educação matemática, então, é uma indagação disciplinada sobre o ensino e a aprendizagem de matemática (KILPATRICK, 1992, p.3, tradução nossa).
Cabe esclarecer que optamos por excluir do nosso corpus as dissertações, pois entendemos que o doutoramento busca o aprofundamento intenso em determinado campo do saber, enquanto o trabalho de mestrado pode ser um estudo pontual para o qual não se exige o ineditismo. Assim, procuramos explicitar, de forma detalhada, nosso roteiro não linear de coleta de dados (cf. Fig. 17). Ele ocorreu em três fases: geral, selecionada e refinada. A geral foi de forma aleatória, porém restrita aos descritores no plural e no singular: inequações, inequalities, desigualdades, disequazioni e inéquation, perfazendo o total de 10. A selecionada restringiu-se ao nosso enfoque propriamente, isto é, ao ensino e à aprendizagem de inequações. A fase refinada foi direcionada por trabalhos estritamente com recorte científico: periódicos, eventos e teses entre 1991 e 2011 (cf. Fig. 17). Porém, os principais descritores foram os 10 relacionados anteriormente, mas não nos baseamos somente neles, pois, à medida que a investigação avançava, procurávamos por autor e por título, com o intuito de sermos minuciosos. Aliás, autor e título serviram de referências norteadoras para a elaboração das primeiras
categorias. Apresentamos os locais de busca, e alguns foram ilustrados com a finalidade de evidenciar as formas de apresentação dos sites. Dividimos a exposição em sites de busca, bibliotecas acadêmicas e revistas. Poderíamos ter optado por uma apresentação norteada pelas fases, mas elas não tiveram um limite demarcatório nítido. A coleta de dados ocorreu até dezembro de 2011.