3 Regionale Kompetansesentre: Beskrivelse og vurdering
3.7 Regional kompetansefunksjon: Biobank
Compreende-se a promoção da saúde como o conceito atual que norteia as práticas nesta área, baseado na perspectiva segundo a qual a saúde é resultado da interação e influência de vários fatores, tais como aspectos biológicos, sociais, educacionais, econômicos, culturais e espirituais. Rompe-se, assim, o paradigma de que apenas fatores de ordem física/biológica sejam responsáveis para se ter ou não saúde (NAIDOO; WILLS, 2005).
Consoante se apreende desta compreensão, os mais variados setores da sociedade interferem, em menor ou maior grau, na promoção da saúde e na saúde propriamente dita. Logo, ações implementadas por outros meios podem e devem promover, de acordo com suas características específicas, a saúde dos indivíduos e comunidades.
Sendo assim, tem-se como uma das diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde o estímulo às ações intersetoriais, mediante parcerias que propiciem o desenvolvimento integral das ações de promoção da saúde. Por sua vez, a intersetorialidade é
compreendida pelo reconhecimento de que os vários setores sociais devem se co- responsabilizar pela promoção da qualidade de vida da sociedade como um todo, por meio de práticas favoráveis ao bem-estar e saúde dos indivíduos (BRASIL, 2006).
Para a efetivação de práticas intersetoriais, se requer a organização e junção das vontades e saberes visando um objetivo comum, isto é, a saúde da clientela a ser cuidada (CORMELATTO et al., 2007). Para este fim, indiscutivelmente, os profissionais de saúde, ao identificar as demandas a serem supridas, devem utilizar diversificadas estratégias para promoção da saúde contando com o apoio de profissionais, métodos e serviços das áreas mais diversificadas.
Neste âmbito, a enfermagem pode e deve estabelecer parcerias voltadas à promoção da saúde da sua clientela, conforme as necessidades desta e sempre diversificando suas estratégias. Dentre estas possibilidades de ação intersetorial, está o uso do acesso online, mediado pela internet, para repasse de informações em saúde sobre os mais variados temas.
Hoje, o uso dos computadores como ferramenta da assistência de enfermagem vem se expandindo cada vez mais, tanto por parte dos próprios profissionais de enfermagem como por parte das instituições em saúde. Como mostra o dia a dia, o uso do computador possui inúmeras vantagens, tais como o acesso à informação, o aumento de possibilidades de comunicação e a melhoria da qualidade de vida das pessoas (LLAPA RODRÍGUEZ et al., 2008).
Segundo se verifica em termos de orientação e educação dos pacientes, o uso de computadores por enfermeiros, tendo a internet como mediadora deste processo, é cada vez mais presente via repasse de informações em saúde de autocuidado, prevenção de doenças e orientações em geral a grupos específicos (SANTOS; MARQUES, 2006).
Além disso, a internet propriamente dita, no referente à disponibilização de informações em saúde, pode ser meio para que a clientela decida sobre aspectos importantes em relação à própria saúde. Também é meio viável para que, uma vez que estes clientes possuam o conhecimento sobre determinada situação de saúde-doença, decidam de maneira autônoma sobre qual procedimento tomar. Assim, poderão minimizar também ansiedades, dúvidas e até mesmo experiências anteriores com profissionais de saúde (CASTIEL; VASCONCELLOS-SILVA, 2003).
Esta perspectiva corrobora uma das diretrizes da promoção da saúde: o empowerment ou empoderamento da clientela. Mencionado conceito é definido como a capacidade dos indivíduos decidirem acerca da própria saúde mediante sua capacitação em
relação a ela. O empoderamento gera autonomia, e respeita o direito do cidadão em decidir sobre seu próprio cuidado em saúde (BRAUNACK-MAYER; LOUISE, 2008).
Desta forma, o uso de web sites para promoção da saúde pela disponibilização de informações em saúde, por enfermeiros, tanto para ensino de outros profissionais como para ensino de pacientes, tornou-se prática constante. Em estudo sobre a construção de um site específico sobre administração de medicamentos, conforme se verificou, por meio da avaliação de especialistas, seu conteúdo, navegação e design foram considerados satisfatórios para o ensino desta competência entre estudantes de enfermagem (SILVA; CASSIANI; ZEM- MASCARENHAS, 2001).
Na construção de web site para enfermeiros sobre cuidados com o pé diabético, Alves et al. (2006) tiveram como resultados, após avaliação deste por juízes das áreas relacionadas, que seu conteúdo, design, interface e manipulação foram tidos como adequados ao uso de enfermeiros para aprendizado sobre esta temática. De acordo com pesquisa sobre a busca de informações em saúde da criança na internet, realizada com 501 pais argentinos, 46% destes utilizaram a internet como fonte de buscas de informações em saúde sobre suas crianças (MELAMUD et al., 2007).
Diante dos estudos relatados, confirma-se que a enfermagem, não somente, mas principalmente na educação dos seus clientes, visa disponibilizar informações na internet por meio de web sites bem como promover esclarecimentos de dúvidas sobre diversificados assuntos específicos (SANTOS; MARQUES, 2006). Além disso, esta estratégia pode ser desenvolvida com clientelas específicas, tais como aquelas com algum tipo de deficiência.
Outro aspecto deveras relevante neste processo é o seguinte: também os profissionais de saúde, especificamente aqueles atuantes na área de saúde ocular, devem efetuar a prestação dos seus cuidados mediante o uso da tecnologia assistiva no contexto do acesso aos computadores. Como esta tecnologia facilitou significativamente a vida dos seus clientes, na sociedade contemporânea, é preciso intervir usando este meio (CHIANG et al., 2005).
Deste modo, dentro do conceito de tecnologia assistiva, segundo se percebe, o computador e a internet ou são considerados TA ou são apreciados pelos cegos por meio de alguma TA (GALVÃO FILHO; DAMASCENO, 2006). Complementa-se esta afirmação refletindo, ainda, na inter-relação conceitual entre tecnologia assistiva e uso do computador, o qual também pode ser empregado como meio e alojamento de alguma TA, como é o caso da tecnologia avaliada neste estudo (CHIANG et al., 2005).
As TAs inseridas neste contexto de acesso dos cegos à internet promovem, dessa maneira, uma ampliação da comunicação destes clientes com seus pares e com pessoas
videntes em relação ao foco de aprendizagem estudado (ESTABEL; MORO; SANTAROSA, 2006).