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4 ANALYSE 4.1 Innledning

4.3 Samhandlings- og grenseperspektiv

4.3.3 Reformens fem hovedgrep

Esta categoria emergiu a partir da questão “Quais as motivações que levaram a escolher o curso de licenciatura?”. Dos 48 respondentes desta questão, destacam-se a influência de pessoas ligadas à família com 15 respostas, das quais citamos: ―Primeiramente por influência de um familiar que começou fazer o curso e me motivou‖ S61; ―Por já existir uma pessoa da família atuando na profissão” S23; ―Tenho uma irmã com

Pedagogia” S28; ―Minha mãe é formada na área então percebi meu interesse pela mesma”

S24. Outro destaque, está relacionado à influência da convivência, afinidade com a área e colegas de trabalho com 8 respostas, como citam, por exemplo: “Trabalhava na secretaria

de uma escola, então fui motivada pelos meus colegas de trabalho” S64; “Eu já lecionava inglês e senti a necessidade de me qualificar com a licenciatura, isso me motivou a escolher o curso de Letras” S30; ―Já estava trabalhando na área e vontade de fazer a diferença na vida dos alunos” S52; “Contato com crinças a partir de trabalho administrativa em escola” S45; “Como já iniciei trabalho na educação com aulas de inglês, chegou um momento em que

senti a necessidade de buscar a licenciatura [...]” S59; “Já trabalho com séries iniciais e este curso vai me qualificar ainda mais” S39.

Ainda encontramos respostas relacionadas ao sentimento de vocação, gosto, vivências e admiração pela área, descritos por 14 sujeitos, conforme citam, por exemplo:

“Por que admiro a profissão docente” S51; “Por gostar de uma língua estrangeira” S60; “Me identifico muito com a prática do esporte” S7; ―O fato de gostar da matéria na escola e de ser atleta‖ S8; “Por gostar de Educação Física e da professora [...] na escola” S37; “Me senti vocacionada para essa profissão” S43.

É interessante observar o apego ao prazer pessoal e, por vezes, à facilidade de acesso à formação e ao mercado, como motivos para o ingresso na numa profissão, apontada pelos mesmos em outra categoria, como área desvalorizada socialmente.

Outros apontamentos estão relacionados com a maior acessibilidade de trabalho e relação dos custos com o curso, citados por 4 sujeitos, como citam: “Escolhi esse curso pela

maior facilidade do campo de trabalho e valor acessível do curso‖ S40; “Por ser um curso barato” S34; ―Inclinação pessoal e mensalidade mais acessível‖ S33; “Minha opção era outro curso, mas devido à falta de condições financeiras optei pelo que mais me atraia” S49.

Três respostas nos chamaram a atenção, por iniciarem o curso com pouca motivação inicial, mas no decurso da formação foram desenvolvendo gosto pela profissão, como citam:

“Eu não tinha outra opção, mas no decorrer do curso me identifiquei e a cada dia me sinto mais motivada” S26; “No começo tinha dúvidas se me enquadraria no curso, mas fui

gostando e estou muito feliz” S51.

Segundo Valle (2006) a opção profissional não é feita com base em características de personalidade, como poderia aceitar o senso comum. Ao contrário, enfatiza que tal opção depende principalmente do fato de ter nascido num determinado momento histórico e num certo ambiente sociocultural, definido por elementos estruturais de ordem econômica, política, educacional. Esses elementos pesam sobre as opções de cada um e acabam por prescrever o futuro no mais longo termo, orientando a escolha pessoal e exercendo forte influência sobre o itinerário profissional.

Nesse sentido, complementa o autor como de importância o entendimento desse processo destacando, para isso, a influência da socialização primária – familiar – e, ainda, suas experiências escolares. A posição social dos pais, as atividades que exercem e sua posição sociocultural ou nível de escolarização, bem como sua própria escolaridade circunscrevem o leque de possibilidades utilizado como referência para a escolha profissional.

Mesmo antes do início do processo de formação educacional, como nos casos apresentados e citados, como as influências de pessoas da família, colegas, antigos professores e a convivência com a área, pode-se distinguir entre os potenciais professores que se revelam menos motivados para a profissão docente, pois não desejam vir a ser professores, e aqueles que se revelam mais motivados, pois desejam vir a exercer esta profissão.

Para Jesus (1996) um potencial professor mais motivado para a profissão docente é aquele que, já antes de ingressar no ensino superior, manifestava o desejo de ser professor, sendo o curso frequentado um meio para alcançar este objetivo. Neste sentido, apresentava uma maior motivação inicial para a profissão docente, fazendo esta parte do seu projeto de vida, do que aquele que ingressou no ensino superior sem formular no seu campo psicológico ou na sua perspectiva temporal de futuro o projeto ―ser professor‖. Da mesma forma, esclarece ainda que um potencial professor que se oriente para a profissão docente por vocação ou pelas tarefas profissionais características desta profissão apresenta uma maior motivação inicial para a profissão docente, do que aquele que escolhe esta profissão por falta de outras alternativas profissionais.

Contudo, destacamos o que o estudo de Gatti e Barreto (2009) nos apresenta baseados pelo questionário socioeconômico do Exame Nacional de Cursos (ENADE) de 2005, abrangendo 137.001 sujeitos, sobre o principal motivo da escolha pela Licenciatura, nos mostram, que 65,1% dos alunos de Pedagogia atribuem a escolha ao fato de querer ser professor, ao passo que esse percentual cai para aproximadamente a metade entre os demais licenciandos. Para as autoras, a escolha da docência como uma espécie de ―seguro desemprego‖, ou seja, como uma alternativa no caso de não haver possibilidade de exercício de outra atividade, é relativamente alta (21%), sobretudo entre os licenciandos de outras áreas que não a Pedagogia.

Quaisquer que sejam os fatores que estão na base da decisão de ingresso na carreira docente, acreditamos que os potenciais professores deveriam ter consciência da importância desta opção, pois segundo Jesus (1996) os motivos de escolha afetam inevitavelmente o comportamento futuro na prática profissional. De seguida, apresentamos o quadro síntese das respostas evidenciadas pelos sujeitos licenciandos.

Quadro 9 – Síntese das respostas destaques dos sujeitos na categoria 1 Motivação no ingresso no curso de licenciatura

Indicações Número de respostas obtidas

Influência de pessoas ligadas à família 15

Influência de convivência com pessoas ligadas à Educação 8

Sentimento de vocação, gosto, admiração pela área 14 Maior acessibilidade de trabalho e relação dos custos com o curso 3

Fonte: o autor (2014)