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Entrevista

Entrevista feita no Colégio Presbiteriano Mackenzie com as professoras de sala do 4º ano E F vespertino, (9 a 10 anos) Vanessa Motta de Sá Baez e Silva e Danielle Cardoso e a professora MS Anaqueila Garcia de Barros, orientadora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I,no 2º semestre de 2009.

Prof. Orientadora:

Essa parceria com o CRT aqui. Quando nós tivermos um programa, que a gente acha que vai ser interessante, então, a gente solicita que eles façam essa gravação. Por exemplo, os professores de educação física pediram para gravar alguns programas como a “abertura” da Olimpíada, depois algumas disputas para estar apresentando. Então, assim, em vários setores a gente tem essa parceria com eles.

Quando é algo de ciências falando ... ou alguma coisa sobre funcionamento de algum órgão, corpo humano, então a gente faz este tipo de parceria com eles, né? Por exemplo, a gente tem aqui um laboratório de ciências que ele é do Ensino Fundamental II e hoje atende também alguma coisa do Médio. Aqui no nosso prédio. Então, por exemplo, neste ano nós somos uma escola filiada a UNESCO, então a gente sempre tem um tema anual, né?

Então, este ano foi o ano da Astronomia, então o pessoal do laboratório de ciências que é coordenado pelo professor de Física do Ensino Médio, veio trazer algumas propostas de ensino sobre o sistema solar, mas adequada à nossa faixa etária porque nós vamos só até o 5° ano. Então eles compraram para apresentar às crianças alguns trechos que eram pertinentes bem ao pouco que neste momento da vida deles eles podem estar sendo informados do que tem.

A gente não pode aprofundar muito porque eles não têm ainda essa condição. E, por exemplo, a Unesco já veio. Teve o ano do planeta terra ou então a gente trabalhou depois água e no ano que vem é biodiversidade. Não sei se você já viu o logo, um logo bastante interessante do ano? Deixa eu pegar aqui que a gente já vai começar a pensar nisso. Então, o logo é o ano em todo ...o que eles estão dizendo aqui, né, estes símbolos iconográficos que tem o mar, tem as aves, tem o homem e uma criança se preparando para ter que cuidar de todo ... mais integrado à natureza, né, porque afinal de contas a gente está vivendo aqui, né, temos que deixar isto aqui

Então, a gente vem trabalhando essa questão do meio ambiente até pelos projetos da .escola... pelos temas anuais da Unesco como também é uma coisa que a gente acredita. Por exemplo, este ano a gente também teve juntamente o das fibras naturais junto com o sistema planetário o das fibras naturais. Então no Dia das Mães a gente passou um filme que tem na Unesco falando das fibras, todos os tipos de fibras. Ai a gente fez uma campanha do copo descartável, a faculdade de Engenharia reciclou, fez um chaveiro e ai a gente comprou este tecido, uma pessoa fez as sacolas, as crianças pintaram e a faculdade de engenharia fez o chaveiro e a gente fez “minha mãe cuida da nossa

natureza”. Porque a mãe tanto cuida da criança quanto da natureza em volta que era uma campanha para que não se use mais o saco plástico de supermercado, né.

E agora no Dia dos Pais, continuando isto a gente fez a da caneca para que o pai evite usar copo plástico. Então as crianças pintaram cada caneca e a gente embalou, tal. Então, tudo a gente tem dado um significado. Trouxemos um pessoal da arte no ano passado que não só fizeram uma dramatização como passaram alguns filmes falando sobre reutilização, redução de consumo. E ai trouxeram um bolo de casca de banana, deram um livrinho de receitas para as crianças. Então, a gente vem já trabalhando constantemente neste ponto, além de também trabalharmos a necessidade do desenvolvimento sustentável, mas no âmbito deles, né, fazendo estas pequenas ações. Temos uma parceria com o Banco Real que a gente tem um coletor de pilhas e baterias aqui no corredor. Então, as crianças vão trazendo, e a gente vai incentivando destas várias maneiras, trabalhando com eles neste sentido. Não sei se estou te respondendo... Ana Luiza: Está sim.

... sobre esta questão de educação ambiental que é uma coisa que os pais há pelo menos uns três anos que ela está mais intensificada, né, que é sobre a questão do lixo, que eles tragam material que eles possam reutilizar. Com os professores daqui é a questão também do papel, de não se imprimir qualquer coisa a torto e a direito para a questão de preservar mesmo. Estamos fazendo as provas na gráfica aqui em papel reciclado. Às vezes a gente se surpreende que o custo é um pouco mais alto então a gente vem fazendo este tipo de trabalho com as crianças.

Anualmente a gente lança um livro que a gente chama de Lermack e ele também tem alguns assuntos que as crianças pesquisaram e ele é feito já também num material reciclado que é que a gente trabalha desde a questão dos animais, qual é o habitat dos animais, que é um programa do segundo ano. Olha, isso aqui já é da Educação do primeiro ano, a questão da poluição dos rios, o que acontece quando o rio está poluído. Se você quiser ficar com ele e dar uma olhada assim maior ...

Ana Luiza: Quero sim. Porque o que me despertou o interesse, logo que eu comecei a pesquisar as atividades do colégio eu percebi o uso de tecnologias, por exemplo, do Wiki , um trabalho que as crianças fizeram maravilhoso, dentro de todas as ferramentas, usando as ferramentas já de alta tecnologia, porque eles são muito rápidos, né. Eles são muito ligeiros. A gente ainda está lá procurando e eles já estão com as mãozinhas ...

Eles já fizeram quebras-cabeças, cruzadinhas, eles usam HQ, HQ que faz histórias em quadrinhos, né?

Ana Luiza: Isso. Muito interessantes os trabalhos envolvendo. Só que eu percebi como em todas as outras pesquisas que eu pude fazer, geralmente é mais ligado às Ciências ou então em Geografia. Fica um pouquinho mais nessa área das Ciências. E eu falei: bom, talvez esteja ampliando nesse momento e pelo que estou vendo esta mudança está realmente ampliando porque já vai passando de fatos e práticas para a sustentabilidade, reciclagem, pensando em Planeta, para uma postura mais de cidadania também ... que eu acho que esta é uma outra preocupação.

Isso. É o que a gente... é o que vem depois, né. Que vem caminhando. Vem na sequência.

Ana Luiza: Não tão devagarinho. Ela está sim vindo na sequência. E esta proposta ... como é uma proposta a nível de Instituto Mackenzie, arcar com os princípios e tudo mais, eu acredito que isto seja um vetor, uma continuidade bastante importante no conteúdo da escola, do colégio no caso. Então, a minha pergunta assim mais focada na mídia que me interessa, a TV, é que em algum momento além deste convênio que já existe, que já é usado, existiria por parte do Mackenzie a criação talvez de programas focados em diversas disciplinas com o uso da televisão pela facilidade da imagem, pela facilidade da interação...

Não. Não tem. Por enquanto o foco realmente é nessa parte da questão de ciências e alguma coisa na parte de esportes que é o Departamento de Educação Física que cuida disso, isso porque a gente está sempre junto, porque eles são professores dos nossos alunos, então a gente está sabendo. Mas eles também trabalham a questão da linha da alimentação saudável, da postura, da ergonomia, da ergonometria, em relação a como senta, como assiste televisão e ai eles tem alguns filmes, como o corpo humano se movimenta, mas vai mais para ele na área científica.

A gente não tem algo na área de português, na área de matemática. Isso a gente não tem. Por exemplo, temos um ... nas Grandes Navegações que o 5° ano trabalha, eles veem as Grandes Navegações eles tem alguma coisa de movimento, mas não é algo assim que você olha e fala “ah...que lindo”, né. Tem alguma coisa assim nesse sentido. Porque a educação ambiental como Lei, ela sugerem que existam multidisciplinaridade, que se trabalhe de uma forma o mais didática possível, mas que ela exista dentro da grade curricular ainda como sugestão permitindo a iniciação ainda não formal e tudo mais. Mas, a gente está acreditando que vá se aprofundar essa idéia, que vá realmente passar ...

Outra coisa que é a gente ... por exemplo, estudo de meio, eles são estudos de meio relacionados a assuntos dentro de sala de aula. Então, eles vão visitar uma horta, vão ver como é que se faz..., vão ver o que é uma hipotônica. Então a gente tem esse tipo de preocupação. Vão visitar um local onde tem os animais para saber o que se faz com o pelo do animal, como se faz a lã, como é que se faz um pão, o que você usa. Então a gente está sempre buscando integrar nesse sentido de que eles também tenham a possibilidade de integrar vivência.

Porque você sabe que a criança hoje, ela praticamente não vê os animais. Teve criança que acha que a galinha é de pedaço porque é como está acostumada. E isso foi muito interessante porque aconteceu este ano. A admiração deles quando veem assim galinha, porco, carneiro, vaca, boi, eles não fazem ideia do que seja, o que é ter a pena, qual é essa diferença, né. A gente foi no Espaço do ..., ali em frente ao Palácio do Governo, na Fundação Oscar Americano. Na Fundação Oscar Americano é muito arborizado aquele espaço. Então os segundos anos estiveram lá no começo do ano para observar os bichos que a gente tem.

Então, tinham passarinhos, tinha caracol, tinha o que a gente chama assim pra eles assim de bichos de jardim. O que anda pelo jardim. Eles puderam ver teia. Eles ficaram maravilhados de ver em São Paulo tanto mato junto e com tanta coisa diferente. O

terceiro ano a gente levou em Paranapiacaba e eles puderam ver o sistema funicular e ai foi explicado para eles para que servia o sistema funicular, como é que vinha do Interior para o Porto e do Porto para cá.

Depois a gente teve um passeio na Mata Atlântica, porque ali tem uma parte preservada, e a gente pediu para eles ficarem em silêncio para a gente ouvir o barulho de bichos e eles ficaram maravilhados. Como é que aqui, tão pertinho da casa deles, tinha tudo isso de mato, tudo isto de experiência. Ai, os monitores apresentaram o que podia ter de bichos, que podiam cruzar no caminho. Então assim, a gente percebe que as crianças não tem este contato com a natureza, cada vez menos com os animais, aqueles animais que seriam ditos como domésticos, que já não tem mais essa noção.

São crianças que vivem em apartamento e no apartamento eles não tem contato com esse tipo de bicho. E quando vão passear, também ninguém tem essa preocupação de fazer este tipo de passeio. Então a gente percebe o quanto isso é necessário para eles, porque eles realmente não tem. Eles não sabem do calor do bicho, porque que é assim, a escama do peixe o aquário, porque que é diferente. Então assim, a gente percebe que isto está muito distante das crianças. Se você não consegue oferecer uma parte prática para eles perceberem ...

Por exemplo, nós levamos o quarto ano na nascente do Tietê, onde eles puderam ver a nascente e viam tudo aquilo e ai foram explicando tudo o que representava aquilo naquela nascente, que podiam tomar a água, a admiração deles de como é que pode nascer ali pertinho, porque eles vão e voltam, um rio desse tamanho. Como é que é, tem todo aquele desenho da água da chuva que é recolhida, que vai acumulando, porque que vai para o mar.

Então assim, a gente percebe que esta coisa prática – mas volto a dizer, é bem na questão de ciências, né, mais essa questão, né, que a gente tem e a gente percebe o quanto mais a gente puder deixá-los ter a visualização, o quanto facilita para eles. Porque a gente percebe que eles não conseguem imaginar ...

Ana Luiza: Lembrei de uma coisa e fico pensando como é que as crianças conseguem imaginar a chegada dos portugueses no Brasil, num Brasil que não tinha nada do que eles conhecem. Como conseguem imaginar que aquela praia imensa...

Não precisa nem pensar na chegada dos portugueses. Falando sobre bandeiras, entrada de bandeiras. São crianças já maiores de 4 anos. A pergunta deles para a professora: como que faz ... como é que eles faziam ...como é que eles sabiam. Eles não imaginam. Por exemplo, eles não imaginam que eles chegavam lá no Litoral e que eles subiram a Serra,né, aquela Muralha, sem saber o que iam encontrar aqui. Então você percebe que por mais que os pais, porque eu estou atuando há 47 anos, então quando eu comecei era sempre na área de alfabetização, era diferente porque a maioria dos pais não tinha faculdade naquele momento, né.

Ou às vezes tinha o pai, a mãe não tinha. Mas as crianças parecem que elas tinham um contato maior, que eles sabiam mais histórias. Hoje, os pais todos são formados, pai e mãe trabalham, e as crianças tranquilas ficam com as babás ou ficam em outro espaço, fazendo algum esporte e a gente percebe que este contato, essa história é que poderia ser transmitida de outra forma, ela não está existindo.

Então assim, a gente tem uma parte prática, está se falando da chegada, levamos as crianças ao parque e eles trouxeram vários materiais e então eles construíram o que seria a chegada à praia, a subida, imaginaram lá a montanha, o que eles iriam encontrar, eles viram os índios e ai todo esse processo para tentar contextualizar um pouco mais para que eles consigam falar passamos alguns trechos do filme da Maria Leopoldina. A professora fez uma ilustração e pegou alguma coisa para tentar mostrar, né. Então, a gente está fazendo esse tipo de recurso para que eles possam visualizar, porque a imagem sempre é algo que fala mais alto.

Ana Luiza: Exatamente. Porque eu até me lembro – como eu sou de Santos, né? – eu me lembro sempre de olhar aquilo que a gente chamava de serra que na verdade é planalto, né, eu olhava aquilo e não conseguia ver e de vez em quando tinha neblina e não conseguia visualizar bem aquilo. Mas hoje eu sinto a distância entre visualizar o planalto, que era aquilo que não era serra, não era uma montanha que nem os “livros europeus”, era uma coisa diferente, e imaginando que as crianças pensam olhando para aquilo e as pessoas subindo aquilo, né? Sem ter nada, sem ter Cubatão, mato, mato e mato. Mato total porque a própria Imigrantes é muito diferente da Serra do meu tempo.

Sim. Primeiro a do mar, Serra do Mar.

Ana Luiza: Depois Anchieta e agora Imigrantes, que já cria uma separação. Já é outro contexto também. Eu fico pensando “será que elas conseguem imaginar essa minha relação do caminho do mar...

Mas é impressionante, a criança não tem noção. Porque eles até veem os desenhos. Eles até veem televisão, mas o que eles vêm, não é o National Geograhic? .É dificílimo você ver alguém que olhe como uma coisa de instrução. Não é ... aquilo é uma coisa descartável. O informativo não querem saber, então eles veem aqueles desenhos malucos feitos por uma linha totalmente diferente do que aproxima como se fosse uma realidade ou esses joguinhos que até tem ...

Apresentação: A Ana Luiza é professora da Faculdade de Comunicação e ela está defendendo a tese dela de mestrado (Ana Luiza: preparando, esperando ainda), então ela veio fazer algumas perguntas para a questão do uso da imagem ou propriamente da TV em sala de aula como um recurso. O que eu já falei para ela: às vezes que a gente pede para o CRT gravar alguns programas que a gente sabe que vai ser interessante, já expliquei mais especificamente na área de ciências, alguma coisa na área de geografia. Ou quando o pessoal da Educação Física também pede uma Olimpíada ou uma questão de um esporte para poder estar trabalhando com as crianças.

Então a gente está conversando sobre isso. E ai falei para ela também sobre a dificuldade das crianças imaginarem assim como são os animais, uma galinha, um pato, um porco, que a gente leva as crianças e a gente percebe assim que eles querem passar e eles ficam admirados de ver a questão do que que é pelo, até da questão do calor bicho, né, porque eles não tem o tamanho, eles não tem essa ...

E uma criança que perguntou: nossa, pensei que ela só vinha na caixinha. Quer dizer, só vê o ....Isso é uma coisa de agora, deste ano. Quer dizer, não é “ah tantos anos atrás”. Então mais ou menos a gente está por ai. O foco dela é a educação ambiental na escola desenvolvido através destes recursos. Ai expliquei do nosso projeto da Unesco, da sustentabilidade do Meio Ambiente, já falei do ano que vem que é a biodiversidade.

Ana Luiza: Quer um roteirinho? Na verdade eu fiz um questionário, a professora me autorizou gravar se vocês não se incomodam, inclusive eu gostaria de relacionar quem são os professores do 3° ano, os nomes, se você concordarem. Não tem problema nenhum se vocês preferirem ficarem anônimos. Eu deixo totalmente livre. E o questionário é um questionário aberto porque eu foquei mais ou menos o que eu já havia pesquisado mais as falas da professora Maria Aparecida Baccega, a própria Bia Rosemberg que trabalhou no Castelo Rá-Tim-Bum e todos esses a gente viu também, né. Então, eu fui colhendo essas informações, fui assistindo muito, assisti bastante TV Escola para ver como é que eles estão fazendo inclusive customizando em algumas escolas do Interior de São Paulo para que mandem o conteúdo e eles customizam já o que eles tem ou criam alguma coisa. Mas a minha principal preocupação é como vocês, professores, entendem e veem essa facilidade que é a televisão, mas que as crianças conseguem absorver e traz algum retorno. Se a gente, principalmente, com nossa facilidade aqui conseguimos de criar alguma coisa a gente teria também essa possibilidade de entrar na vida das crianças com esse tipo de instrumento, né, com essa ferramenta pedagógica que seria a televisão. Claro que não o tempo todo, porque a televisão tem aquele preço de ser prejudicial. Alguém: Ela tira a imaginação também, né?

Ana Luiza: Isso é que é a minha preocupação. Porque ela tira a imaginação, mas ao mesmo tempo ela faz imagem interessante. Só que, por exemplo, Globo Ecologia, o Globo Ecologia passa num horário que é impossível, 7h00 da manhã. Ninguém vê. Então só quem tem GNT em casa consegue assistir num horário melhor. A linguagem não é exatamente adequada. Ela é muito boa para mim, a gente assiste meio sem compromisso, porque sou uma pessoa curiosa, que também tem o Globo Rural, uma série de programas que são assim aos pedaços que poderiam trazer algum benefício. Mas você não pode chamar a criança e dizer vem agora assistir 15 minutos do Globo Rural que vai passar uma coisa interessante. Então a ideia seria instruir a partir desta ferramenta que é a televisão um conjunto de imagens com conteúdo realmente apropriado para a faixa etária, que conversasse com a criança, não infantilizasse a linguagem, mas transformasse numa linguagem agradável e que ela conseguisse ver ... A história da galinha que me impressionou neste tempo que a gente está conversando, como é a galinha, o que que é a galinha, algumas informações que estariam ali, só não teria a galinha de verdade, né, para a gente sair daquele imaginário engraçado, né, das galinhas do Cocoricó que aparecem, umas coisas que passasse para a galinha de verdade, mas com uma coisa um pouquinho menos dura ou mais que sentisse...

- É essa coisa que você falou. Ou tratam a criança como uma criatura infantiloide,né, ou é uma linguagem de difícil acesso. Não entendem. Eles podem até estar assistindo ali, mas você desligou e perguntou: e ai o que vocês viram? É muito complicado, complexo.

Ana Luiza: É muito raro... Eles foram... Havia-se que criar uma coisa que prendesse a atenção das crianças porque a televisão tem esse poder. Só que tem que estar com a linguagem apropriada, ter um critério interessante e depois aproveitar para dar continuidade. É que nem a gente faz de vez em quando já no pessoal que é um pouquinho mais adulto, mas não muito. Tem meus alunos de graduação que a gente pede para assistir um filme, uma programação e depois se discute. Mas a gente entende que a