Para a avaliação das alterações verticais, induzidas pela terapia da expansão rápida da maxila, foram avaliadas as seguintes medidas angulares: PoOr.PP, SN.GoMe, FMA, Sn.Gn e ÂBI.
Na avaliação da medida angular do PoOr.PP (plano de Frankfürt com o plano palatino), para o grupo do aparelho Colado, na fase pré- expansão para pós-expansão, observou-se um ligeiro decréscimo nessa angulação, sugerindo uma rotação do plano palatino, no sentido anti- horário, não significante estatisticamente (Tabela 5.4). Na fase pós- contenção, houve recidiva desse valor e o plano palatino rotou ligeiramente no sentido horário, aproximando-se do valor pré-expansão, também sem significância estatística (Tabela 5.5). Para o grupo II, da fase pré-expansão e pós-expansão até a pós-contenção, houve o aumento desse ângulo, sem significância, indicando que o plano palatino rotou no sentido horário e se manteve estável ao final do período de contenção (Tabela 5.9). Já para o grupo III, após a fase ativa do tratamento, ocorreu a rotação horária suave do plano palatino no sentido horário (Tabela 5.10) e no período de contenção, retornou a valores próximos dos inicias, sem significância estatística (Tabela 5.11), corroborando os trabalhos de SILVA FILHO et al.90 e VELÁZQUEZ; BENITO; BRAVO96, nos quais não foram evidenciadas alterações significativas no plano palatino, com aparelhos bandados, ao contrário de BYRUM JUNIOR16, DAVIS; KRONMAN30, HAAS38, SILVA FILHO; VILLAS BOAS; CAPELOZZA FILHO88 e TEIXEIRA; SILVEIRA; VALE94, que notaram um deslocamento para inferior do plano palatino, com os aparelhos bandados. Na comparação entre a fase inicial e final do tratamento, o plano palatino rotou suavemente
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no sentido horário, nos três grupos, sem significância estatística (Tabelas 5.6, 5.9 e 5.12 e Figura 6.15).
FIGURA 6.15 – Comportamento das médias da grandeza cefalométrica PoOr.PP, durante as fases estudadas, nos grupos I (Colado), II (tipo Haas) e III (Hyrax).
Na análise de variância entre os três grupos, nas diversas fases, não houve diferença significativa entre eles (Tabelas de 5.13 a 5.15), o que foi confirmado no estudo de REED; GHOSH; NANDA72, e diferentemente dos resultados de SARVER; JOHNSTON77 e ASANZA; CISNEROS; NIEBERG6, que constataram um menor deslocamento da espinha nasal posterior e anterior para as medidas dos aparelhos Colados, em relação aos bandados. FALTIN JÚNIOR; MOSCATIELLO; BARROS34 também encontraram diferenças significativas do plano palatino, com o aparelho bandado, em comparação ao Colado.
-6 -3 0 3 6 PoOr.PP (graus)
pré-expansão pós-expansão pós-contenção
COLADO HAAS HYRAX
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As medidas SN.GoMe, FMA, SN.Gn e ÂBI, que caracterizam a posição mandibular, demonstraram aumentos estatisticamente significantes para os três grupos da fase pré-expansão para a pós-expansão (Tabelas 5.4, 5.7 e 5.10), evidenciando que a terapia, na fase ativa, rotou a mandíbula no sentido horário. Após o período de contenção, esses valores decaíram significantemente ao se remover o aparelho expansor para os três grupos, com exceção da medida SN.Gn e SNGoMe para o grupo do aparelho Hyrax, que diminuiu, porém, sem significância estatística (Tabelas 5.5, 5.8 e 5.11). Na avaliação direta entre o início e o final do tratamento, as medidas demonstraram um acréscimo significativo em todas as medidas do grupo do aparelho Colado, evidenciando um acréscimo nas dimensões verticais. Para o grupo do aparelho tipo Haas, ocorreu também um acréscimo significante das medidas ao final da terapia, com exceção do ÂBI, que aumentou, embora não significantemente. Já no grupo do Hyrax, houve aumento dessas medidas, sendo que a única que obteve acréscimos significativos foi a FMA (Tabelas 5.6, 5.9 e 5.12 e Figuras de 6.16 a 6.19).
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FIGURA 6.16 – Comportamento das médias da grandeza cefalométrica SN.GoMe, durante as fases estudadas, nos grupos I (Colado), II (tipo Haas) e III (Hyrax).
FIGURA 6.17 – Comportamento das médias da grandeza cefalométrica FMA, durante as fases estudadas, nos grupos I (Colado), II (tipo Haas) e III (Hyrax).
0 25 50 75 100 SN.GoMe (graus)
pré-expansão pós-expansão pós-contenção
COLADO HAAS HYRAX 0 10 20 30 40 FMA (graus)
pré-expansão pós-expansão pós-contenção
COLADO HAAS HYRAX
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FIGURA 6.18 – Comportamento das médias da grandeza cefalométrica SN.Gn, durante as fases estudadas, nos grupos I (Colado), II (tipo Haas) e III (Hyrax).
FIGURA 6.19 – Comportamento das médias da grandeza cefalométrica ÂBI, durante as fases estudadas, nos grupos I (Colado), II (tipo Haas) e III (Hyrax).
0 25 50 75 100 SN.Gn (graus)
pré-expansão pós-expansão pós-contenção
COLADO HAAS HYRAX 0 10 20 30 40 ÂBI (graus)
pré-expansão pós-expansão pós-contenção
COLADO HAAS HYRAX
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Pela análise de variância, entre os grupos, nas diversas fases, não se evidenciaram alterações significantes entre eles, mas é importante salientar que ao final do tratamento, o grupo do aparelho Colado, apesar de não significante, apresentou as maiores médias de aumentos nas dimensões verticais (Tabelas de 5.13 a 5.15).
As alterações encontradas nessas avaliações corroboram a literatura, no que condiz às mudanças posturais da mandíbula, diretamente relacionadas à fase ativa da expansão maxilar, aumentando as medidas verticais41, 61, 72, 74, 88. A disjunção palatina ocasiona a vestibularização dos dentes póstero-superiores1, 22, 44, 88, 54, dos processos alveolares superiores37,
38, 39, 68, 98, 99, a rotação do plano palatino para baixo16, 30, 38, 72, 88, 90, 94 e a
extrusão dos molares de ancoragem3, 16, 18, 41, 88, 90, 94, forçando assim um novo posicionamento mandibular.
O objetivo da utilização dos aparelhos Colados seria o não agravamento das alterações verticais, verificadas com os aparelhos bandados. ASANZA; CISNEROS; NIEBERG6, FALTIN JÚNIOR; MOSCATIELLO; BARROS34, LÉON et al.54, MCNAMARA JUNIOR; BRUDON61, MEMIKOGLU; ISERI62 e PEARSON; PEARSON70 relataram a grande vantagem do aparelho Colado, no controle das dimensões verticais, não ocasionando alterações no plano mandibular e AFAI. Os resultados desse trabalho com os aparelhos Colados revelaram que os maiores aumentos se deram no grupo I, ao final da contenção, embora na comparação com os outros dois grupos não houve diferença significativa. Provavelmente isto seja devido à excessiva inclinação para vestibular, dos dentes superiores, o que levaria à rotação mandibular. HOWE46, referindo-se ao aparelho Colado, alegou que este minimizaria a vestibularização dos dentes, assim como MEMIKOGLU; ISERI62, que
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sugeriram um movimento mais paralelo dos dentes de ancoragem com esse aparelho. Já ASANZA; CISNEROS; NIEBERG6 e LÉON et al.54 notaram movimentos para vestibular, nos dentes com o aparelho Colado.
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