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Råd til foreldre i samme situasjon

4 Analyse og diskusjon

4.6 Foreldrenes refleksjoner i ettertid

4.6.4 Råd til foreldre i samme situasjon

Durante a realização do estudo para o trabalho académico no âmbito da disciplina de História da Arquitetura Portuguesa, foi necessário proceder a um levantamento geométrico da Igreja do Convento de Santa Iria, para que existisse uma maior compreensão do espaço do edifício. Assim, os desenhos aqui apre- sentados resultam do levantamento realizado durante a execução desse primeiro trabalho, sendo que foram retificados e completados para a presente dissertação, de modo a ficarem mais fiéis à realidade.

A par do estudo e consulta bibliográfica realizados para o entendimento da Igreja do Convento de Santa Iria, mostrou-se necessário realizar várias vis- itas à obra, com o intuito de identificar e aprofundar caraterísticas que até ao momento só se conhecia através de textos e imagens. Por se verificar uma in- suficiência de informação relativamente à planimetria e volumetria do edifício, revelou-se indispensável a realização de um levantamento geométrico rigoroso, o qual, ao ser realizado, também serviria como um instrumento de estudo da obra, uma vez que a realização deste processo pressupõe uma análise atenta dos vários componentes que formam a igreja.

No decorrer do período em que estavam a ser recolhidas informações que permitiriam um maior conhecimento da obra, deparou-se com duas plantas e um corte da igreja, disponibilizados pelo site da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) (figs. 145 a 147). No entanto, estes mostraram ser manifesta- mente insuficientes para a compreensão do edifício, posto que o seu desenho era pouco rigoroso, simplificado e desatualizado, ocultando muito dos elementos essenciais para o seu entendimento. Também durante este processo, no site do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA), encontrou-se

148. Planta da zona de proteção da Igreja do Convento de Santa Iria do site do SIPA.

uma outra planta, que tinha como foco a implantação da igreja na cidade de Tomar, uma vez que o seu objetivo seria mostrar qual seria o limite da zona de proteção em seu redor (fig. 148). Contudo, possuía ainda menos informação so- bre o volume da igreja do que as outras duas plantas. Por esse motivo, continuou a verificar-se a necessidade de avançar com um novo levantamento geométrico que fosse mais próximo do existente, através do seu rigor, usando-se para isso uma das plantas da DGPC como base deste estudo, pois serviria como elemento onde se pudesse começar a planear quais seriam as etapas a realizar.

O levantamento geométrico a ser realizado teria como objetivo ser o mais rigoroso possível. Não obstante, durante a realização deste processo, sen- tiu-se as limitações que os objetos usados possuíam, dado que não se tinha fer- ramentas de nível profissional que permitiriam uma maior facilidade e rigor. Estes limites foram sentidos, principalmente: quando se tentava medir grandes distâncias: nas medições dos elementos que se encontravam fora do alcance; e nas várias cotas de altura do teto da igreja. Por isso, houve a necessidade de recorrer ao cruzamento das medidas obtidas com as fotografias tiradas, de forma a se alcançar um resultado viável.

Foram usadas, como principais ferramentas de trabalho no levantamen- to geométrico, fitas métricas e um medidor laser que, apesar de aparentemente servirem a mesma função, puderam complementar-se, uma vez foi utilizado o laser nas distâncias e alturas em que usar as fitas resultaria numa medida pouco precisa. A complementar estes objetos, foram também empregues um nivelador laser, que permitiu definir um plano horizontal por onde fazer as triangulações, e uma mangueira, usada para determinar se existiam diferentes cotas no chão da igreja.

Para a realização do levantamento geométrico da igreja, foram realiza- das triangulações e medições, as quais puderam ser previamente planeadas na planta da DGPC (fig. 149 e 150). Deste modo, ao chegar ao edifício, foi possível instalar imediatamente o nivelador laser no seu interior, para estabelecer um

151. Levantamento das medidas para a realização do corte longitudinal.

plano fixo a uma cota por onde seriam feitas todas as medições, de modo a evitar tirarem-se medidas oblíquas e consequentemente erradas, e partir para a real- ização das triangulações, anteriormente definidas. O levantamento do espaço da capela dos Valle mostrou ser mais desafiante relativamente ao restante recinto da igreja, uma vez que a sua entrada estava interdita, por motivos de segurança, o que levou a que as triangulações feitas para obter as suas medidas tivessem de ser realizadas desde o seu exterior.

Também neste processo inicial, o registo dos pontos altimétricos foi re- alizado tendo como base o corte transversal da igreja disponibilizado no site da DGPC, o que permitiu que já existisse, anteriormente, uma ideia aproximada de quais seriam as medidas reais. Assim sendo, para o seu levantamento, usou-se a mesma cota do plano previamente definido para as triangulações da planta e mediu-se a distância dessa cota para o teto e para o chão, repetindo-se este pro- cesso de um em um metro. Considerou-se este procedimento essencial, para a obtenção de medidas rigorosas, uma vez que o teto não está todo à mesma altura e que o pavimento não é regular. Já para as altimetrias longitudinais, visto que não existia nenhum desenho que pudesse ser usado como suporte inicial, recor- reu-se a esquissos realizados no local e procedeu-se ao mesmo método usado no levantamento transversal (fig. 151). No que diz respeito às abóbadas, uma vez que os seus desenhos são algo complexos, viu-se a necessidade de cruzar as medidas obtidas a nível planimétrico e altimétrico com fotografias (fig. 152). Este processo foi especialmente indispensável no caso da abóbada da capela dos Valle.

Relativamente aos componentes da igreja que possuíam um maior nível de complexidade e de desenho, como é o caso do portal da capela dos Valle, os altares barrocos, o portal de entrada e a janela que se encontra à sua direita, por ser impossível medir todos os seus detalhes, tomou-se a decisão de, na maioria deles, se levantar apenas as medidas mais gerais que seriam indispensáveis, como a sua altura, largura e comprimento, e, usando-as como base, realizar o restante desenho dos pormenores através de fotografias. Também se considerou

a utilização deste método como necessário nestes casos por não ser possível faz- er um levantamento pormenorizado do elemento na sua totalidade, uma vez que devido ao facto de possuir grandes dimensões ou se encontrar a uma cota mais elevada, não seria possível registar as suas medidas diretamente. No entanto, existiram também exceções a esta metodologia. No caso do púlpito, uma vez que a sua localização se encontrava dentro do alcance, foi possível realizar uma medição direta de todos os seus componentes (fig. 153 e 154).

Já na fachada, foram usadas triangulações tiradas a partir do corpo da nave da igreja, processo este que permitiu saber quais seriam as posições exatas dos seus vãos relativamente ao seu interior. Por se tratar de uma fachada com um desenho relativamente simples, contendo apenas dois vãos de caráter clar- amente ornamental, foi possível efetuar medições diretas entre os seus elemen- tos, tendo-se recorrido ao cruzamento do registo de medidas com as fotografias apenas para se determinar alguns pontos altimétricos.

A par do levantamento geométrico, foi também efetuado um levanta- mento fotográfico que permitiu registar e conhecer, em detalhe, toda a igreja e os elementos que a constituem, servindo por isso como informação complemen- tar aos desenhos realizados.

Todo este processo auxiliou a reflexão sobre o que seria a Igreja do Con- vento de Santa Iria e permitiu uma maior compreensão sobre esta obra.

155. Planta de pavimentos, cortada à cota 1,30 m.

156. Planta de pavimentos, cortada à cota 5 m.

P L A N T A D E P A V I M E N T O S | 1 : 5 0

0 0.5 1 2m

P L A N T A D E P A V I M E N T O S | 1 : 5 0

157. Planta de tetos.

158. Alçado exterior.

P L A N T A D E P A V I M E N T O S | 1 : 5 0

0 0.5 1 2m

160. Corte transveral, direcionado para o alçado interior Este.

159. Corte longitudinal, direcionado para o alçado interior Norte. 0 0.5 1 2m

161. Corte longitudinal, direcionado para o alçado interior Sul.

162. Corte transveral, direcionado para o alçado interior Oeste.

0 0.5 1 2m

163. Corte longitudinal pela sacristia e capela dos Valle, direcionado para o alçado interior Norte.