• No results found

PWM og predistortion

3 Design av delta-sigma DA-konverter

3.5 PWM og predistortion

O principal objectivo desta dissertação foi a avaliação do desempenho ambiental do sector do mobiliário nacional. Assim, este estudo foi desenvolvido a dois níveis complementares: uma abordagem dos indicadores agregados nacionais e a exploração dos conceitos de ecodesign e ACV aplicados à escala do produto, com casos de estudo.

Da análise do indicador GEE verificou-se que as emissões de CO2 directamente emitidas pelo sector

do mobiliário são bastante mais baixas que as emissões indirectas. Desta forma, compreende-se que as emissões de GEE do sector sejam maioritariamente adquiridas a outros sectores.

Por cada euro facturado, o sector do mobiliário produz emissões de GEE de aproximadamente 0,3 kg de CO2 eq. As principais actividades económicas que contribuem para estes resultados são a

industria de madeira e de cortiça (C 16), o consumo de energia (D) e o transporte rodoviário (H49). Conclui-se, dos resultados obtidos para o sector, que a intensidade carbónica faz aumentar directamente as emissões de CO2, aspecto que é muito importante ter em conta numa perspectiva de

Análise de Ciclo de Vida.

Basicamente pode dizer-se que são duas as principais causas dos elevados níveis de GEE do sector do mobiliário: os produtos químicos (adquiridos - aquando da produção de tintas, vernizes, colas, ligantes e, acrescentadas - quando a sua aplicação ocorre dentro do sector propriamente dito) e a queima de combustíveis fósseis (ligadas ao consumo de energia e utilização de transportes).

Os poluentes COV(NM) e CO2 revelaram-se os maiores contribuidores em termos de emissões

atmosféricas. Enquanto o CO2 deverá estar maioritariamente associado aos transportes, as emissões

de COV(NM) devem-se à produção de têxteis, aos revestimentos à base de solventes (vernizes, lacas e tintas) e aos selantes (resinas e colas) usadas, por exemplo, para produção de derivados de madeira. Portugal representa aproximadamente 1% das emissões COV(NM) do sector do mobiliário da Europa.

Apesar da limitação de não se ter feito a análise das outras componentes ambientais com recurso ao Ecoblok, foi possível tirar-se importantes conclusões acerca do desempenho ambiental do sector, para além do efeito de estufa. Nomeadamente, determinou-se que 30% das empresas do sector realizavam, em 2010, actividades de protecção do ambiente, sendo que a grande aposta é a gestão dos resíduos (77%).

Verificando-se que a maior quantidade de resíduos produzidos provém da madeira, compreende-se o porquê dos derivados de madeira estarem a ganhar peso no mercado. Seguem-se os resíduos provenientes de outras matérias-primas, como sendo os têxteis, os metais, o cartão e o vidro. Estes resultados são indícios de uma gestão de recursos ainda pouco eficiente.

Salienta-se a necessidade de redução destes desperdícios, o que seria bom não apenas sob o ponto de vista ambiental, como também económico. Os resíduos perigosos, constituiam 9% dos resíduos totais do sector, em 2010. Segundo a literatura, o uso de tintas à base de solventes deve ser substituído por tintas à base de água. No que diz respeito ao seu tratamento, verificou-se que a grande maioria dos resíduos estão a ser valorizados, mas não se compreende qual o tipo de valorização em causa.

Em relação à Movelpartes, esta obteve uma Pressão Ambiental global Ecoblok correspondete a 1287 m2 globais/UP ou 0,13 ha globais/UP. Este resultado significa que, para produzir uma Unidade Produtiva (de entre um total de 57575 UP) foram necessários, em média, 1287 m2 de solo produtivo

(representativo das condições necessárias de consumo de água, recursos, uso do solo, absorção de poluição atmosférica e hídrica).

A rotulagem Ecoblok permitiu verificar que a Movelpartes apresenta um indicador GHG correspondente a 70% do indicador GHG médio do sector. Desde a escolha dos fornecedores, à utilização mínima de recursos (linha Make it Better©), à rentabilização de processos produtivos, a empresa continua à procura de novas soluções, que refletem os resultados acima da média. Chama- se apenas à atenção para a baixa durabilidade do mobiliário produzido, que está relacionado com o próprio material em si (aglomerado revestido com melamina e o próprio PVC).

O índice Ecoblok global apontou para uma necessidade 0,02 ha globais/UP para o ano de 2011, sendo a poluição da água (PW) e o uso do solo (LU), os principais indicadores a destacar. Estas Pressões Ambientais são substancialmente adquiridas, uma vez que se devem ao PVC e ao aglomerado revestido co melamina.

Uma conclusão-chave é que a extracção/produção de matérias-primas se revelou muito mais intensiva do que a produção de mobiliário em si. Este facto foi ainda comprovado através da análise comparativa entre os dois elementos de mobiliário, que obtiveram resultados bastante superiores Outro detalhe importante teve a ver com a distribuição da Pegada Ecoblok pelo peso individual dos elementos do mobiliário. Sem fazer esta alocação, a secretária MUS revelava uma pegada muito superior à da estante AK 0271. No entanto, repartindo a Pressão Ambiental total pelos respectivos pesos das peças, a secretária obteve uma Pressão Ambiental de 30,6 m2 global.a/kg, enquanto a

estante obteve uma Pressão Ambiental de 47,5 m2 global.a/kg. Esta diferença de 17 m2 globais está em grande parte relacionada com o uso de acessórios (principalmente o aço) na estante, uma vez que os outros materiais (nomeadamente o aglomerado são os mesmos e até usados em menor quantidade). Analisando os vários indicadores para ambos os elementos verifica-se que a principal diferença encontra-se no LU, RE e GHG – devido ao aço e ao PVC.

Do estudo dos dois cenários: “envio dos elementos para aterro” ou “o envio de uma parte para reciclagem” (tendo em conta uma taxa de reciclagem pré-definida), a segunda provou salvar 1,1 m2

os materiais usados para produção da secretária consistem numa melhor opção, dada a inexistência de ferragens. Mas é realmente necessário garantir a sua reciclagem para não comprometer o desempenho ambiental da peça no final da sua vida útil.

Por fim, determinou-se a pegada necessária para o CV de um escritório doméstico com o mínimo de mobiliário (uma secretária, uma estante e uma cadeira), tendo-se obtido 0,31 ha globais de terreno necessários para produzir recursos e absorver a poluição gerada no seu descarte.

Foi ainda importante considerar o tempo de vida útil do escritório, tendo-se observado que se garantirmos uma durabilidade máxima (10 anos), em relação a uma mínima (5 anos), estamos a salvar 300 m2 de terra produtiva. Se conseguirmos prolongar a vida útil destes elementos para os 15 anos, estamos ainda a poupar 104 m2/ano face à durabilidade considerada máxima.

Apesar desta análise e da sua indicação de que se deveria prolongar o CV destes elementos, a revisão da literatura diz que o prolongamento da vida do mobiliário não é favorável para o produtor, uma vez que este perde receitas. Encontram-se já desenvolvidas algumas soluções que pretendem favorecer o consumidor e o ambiente e que foram abordadas simbolicamente nesta dissertação: o aluguer de mobiliário, entre outras soluções, as do tipo “Sistema Produto-Serviço”. No entanto, o produtor não encontra mais-valias nesta solução.