2 Bakgrunn
2.9 Pulsbredde-modulering (PWM)
Para compreender as metodologias de Análise de Impacte do CV é necessário entender, antes de mais, a noção de “cadeia de impacte”. A NP ISO define cadeia de impacte como sendo a “acção desencadeada pela emissão de uma qualquer substância”. Assim, podem distinguir-se dois tipos de abordagens. A primeira é orientada para o problema ou, em termos do mecanismo da cadeia de impacte, ao designado “mid-point”. A segunda abordagem é orientada para o dano, designando-se por “end-point” (Ferreira, 2004) – Figura 2.9.
Figura 2.9Cadeia de impactes causada pela emissão de uma substância.
Um exemplo de troca é a emissão de metano (CH4) para a atmosfera, o qual é susceptível de causar
efeito de estufa (mid-point), que por consequência provoca aquecimento global (mid-point),
Trocas Mid-point
Emissões Destino Exposição Sensibilidade do ambiente receptor
End-point Dano real
provocando danos ambientais (e.g. degelo), que se consideram end-points. Assim como é possível ver nas Figura 2.9 consideram-se mid-points todos os elementos no mecanismo ambiental de uma categoria de impacte que se situam entre as trocas ambientais e os end-points (Udo de Haes, A. et al, 2002, citado em: Takeda, 2008).
Enquanto os métodos mid-points fornecem resultados mais fidedignos, os métodos end-points são considerados mais fáceis de compreender, sendo regularmente utilizados para tomadas de decisão (Udo de Haes, A. et al, 2002, citado em: Takeda, 2008). O ideal para obter uma avaliação mais completa seria utilizar, complementarmente, as duas abordagens anteriores. (Takeda, 2008).
A questão dos métodos mid-point e endpoint está intimamente ligada ao tipo de indicadores ambientais considerados. Por “indicador” entendem-se “variáveis que transmitem informação sobre o estado e/ou tendência de um sistema” (Gallopin, 1997, citado em: Videira et al. 2009).
O modelo DPSIR foi adoptado pela Environmental European Agency (EEA), para descrever a cadeia causal das interacções entre os sistemas socio-económico e ambiental, sendo uma extensão do modelo PER (Pressão-Estado-Resposta, da OCDE).
Figura 2.10– Modelo DPSIR
As “Forças motrizes” são as causas socioeconómicas subjacentes a todos os problemas ambientais e que são susceptiveis de provocar “pressões” no ambiente, devido à utilização de recursos e geração de resíduos e emissões. O “Estado” representa as alterações nas condições ambientais, provocadas pelas pressões anteriores. Os “Impactes” são os efeitos nos ecossistemas e saúde humana. Finalmente, as “Respostas” refletem as atitudes tomadas pela sociedade perante os problemas ambientais.
Assim, podemos dizer que, por exemplo, que a metodologia Ecoblok segue uma abordagem mid- point, uma vez que se baseia nas pressões ambientais detectadas.
Eco-eficiência da tecnologia e respectivos sistemas em uso
Análise de risco, custo- benefício da acção ou inacção
Indicadores dose-resposta e relações
Análise de risco, custo- benefício da acção ou inacção
Resposta Impactes Estado Pressões Forças motrizes
O EcoBlok é considerado um Método de Análise de Impacte do Ciclo de Vida (AICV). Por possuir indicadores fixos e ambientalmente significativos, possibilita uma análise padrão a qualquer tipo de produto, permitindo a comparabilidade entre produtos e/ou organizações.
Em seguida, apresentam-se alguns métodos AICV, dando-se alguns exemplos de abordagens mid- point e end-point.
Métodos de análise de Impacte do Ciclo de Vida
I. Abordagens não valorativas
Método CML 2000 (Centre for Environmental Management Studies), na década de 90. O método CML 2000 consiste numa actualização do método CML, criado pelo Centro de Gestão Ambiental da Universidade de Leiden (Holanda), em 1992. Este método segue uma abordagem mid- point, sendo orientada para o problema e não para o dano (Ferreira, 2004). Este método cobre as fases de classificação e caracterização, mas não a de avaliação (Curran, 1996). A avaliação é feita em termos dos efeitos das categorias ambientais de impactes, tendo em conta os seguintes aspectos para determinar os indicadores de categoria:
- Escassez (de recursos renováveis), recursos não renováveis (matérias-primas), aquecimento global, toxicidade humana, depleção da camada do ozono, toxicidade ambiental, acidificação, eutrofização, descargas de CQO (carência química de oxigénio), formação fotoquímica de ozono, necessidade de espaço (área física), incómodo (cheiro, ruído), segurança ocupacional, resíduos sólidos finais (incluindo perigosos e não perigosos) e efeitos do calor residual na água.
Para cada problema ambiental, existem factores de caracterização quantificados. Uma emissão identificada no ICV é convertida num efeito ambiental ao ser multiplicada por um factor de equivalência (Ferreira, 2004).
Este método tem a vantagem de ser não só compreensivo mas também, objectivo e transparente. Como limitações do método refere-se que tem em conta os efeitos potenciais e não os actuais e que a contagem dupla de algumas emissões é inevitável, uma vez que estas podem ter efeitos diferentes (Curran, 1996).
I. Abordagens valorativas Método Ecopontos Suíço
Este método foi concessionado em 1990 na Suíça, tendo sofrido actualizações em 1997 e 2005 e assenta no conceito de escassez ecológica. Assim como o método CML 2000, segue uma abordagem mid-point, embora faça a avaliação quantitativa dos potenciais impactes com base em “ecofactores”, em vez de utilizar factores de caracterização (Takeda, 2008). Os ecofactores são
indicadores de saturação ecológica e são determinados através da razão entre o poluente total e a carga crítica do mesmo. A multiplicação de um ecofactor pela carga do poluente resulta no peso ecológico do poluente, o qual é expresso em “ecopontos”. Na prática, os ecopontos traduzem a relação entre o fluxo actual e o fluxo considerado crítico, para cada emissão poluente (Ferreira, 2004). Finalmente, são somados todos os ecopontos das emissões individuais obtendo-se um valor global.
Este método encontra-se limitado pela dependência que tem em relação aos limites regulamentares e, pelo facto de os fluxos críticos apenas serem definidos para pequenas escalas geográficas (motivo pelo qual tem estado praticamente confinado à Suíça). Este método tem sido dedicado a estudos de embalagens (Curran, 1996).
Método Eco-Indicador 99
O método Eco-indicador 99 surge a partir de uma reestruturação do Eco-indicador 95, desenvolvido por Goedkoop e Spriensma (2000), na Holanda e consiste num exemplo de abordagem endpoint (focado no dano). Neste método, a emissão identificada no ICV é convertida numa categoria de impacte, multiplicando-a por um factor de equivalência. A normalização e ponderação são executadas ao nível de “categoria de dano”. Segundo Goedkoop, et al, s.d., citado em: Takeda, 2008, reconhecem-se três categorias de dano distintas e que ponderam o indicador final: saúde humana, qualidade dos ecossistemas e recursos.
Assim, a avaliação de impacte subdivide-se em duas partes: 1) cálculo das mudanças no ambiente originadas pelo fluxo ambiental do CV (modelação causa-efeito), e 2) normalização e ponderação para determinar a seriedade destas mudanças. (Takeda, 2008).
Método EPS 2000
O EPS (Environmental Priority Strategies in Product Design) foi desenvolvido na Suécia em 1993, tendo sido actualizado em 2000. Este método segue uma abordagem end-point, já que avalia os impactes ambientais com base na disposição para pagar (WTP – Wilingness To Pay) para restaurar as alterações desfavoráveis ou para conservar as áreas “intactas” (Takeda, 2008).
Consiste num sistema de análise intensiva de materiais, com vista a avaliar um variado tipo de materiais, através da atribuição de um Índice de Carga Ambiental (ELI – Environmental Load Index) a cada material básico. O ELI atribui valores às emissões e recursos consumidos com base nos seguintes critérios: biodiversidade, saúde humana, saúde ambiental, recursos e estética (Curran, 1996). O objectivo global do método é obter o total de carga ambiental do produto, determinando-se o total de unidades de carga ambiental (ELU – environmental load units) para cada material.
O método apresenta as vantagens de ser sensível e de ter facilidade em analisar erros de forma rotineira. No entanto, não existe transparência suficiente que garanta que as vertentes económicas, social e ambiental não sejam confundidas na construção dos ELI (Curran, 1996).
O EPS consiste num método de avaliação destinado a orientar os designers de produto, nomeadamente na selecção de materiais (Ferreira, 2004).