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Oversampling med støyforming i delta-sigma-modulator

2 Bakgrunn

2.4 Oversampling med støyforming i delta-sigma-modulator

O rebaixamento do nível piezométrico devido a situações de sobre-exploração dos aquíferos é uma realidade preocupante em muitos países, nomeadamente naqueles em que esse rebaixamento favorece fenómenos de intrusão salina, quando próximos da linha da costa. Assim, entre outras a reutilização de águas residuais para recarga de aquíferos é uma hipótese bastante considerada, uma vez que se completa a alimentação natural do aquífero, diminuindo o teor em sais e melhorando a fertilidade dos solos. A recarga pode acontecer de forma directa ou indirecta. A recarga directa faz-se através de sistemas de infiltração no terreno ou injecção em poços. A recarga indirecta está geralmente associada à rega agrícola. Em qualquer dos casos, os principais parâmetros a ter em atenção são os sólidos suspensos (devido a fenómenos de colmatação de canalículos), cargas bacteriológicas e elementos tóxicos (risco de contaminação de aquíferos).

Na Tabela 6.10 apresentam-se várias contribuições oferecidas pelas diversas técnicas, no sentido da requalificação do tecido urbano e da melhoria do bem-estar das populações.

Tabela 6.10 - Usos múltiplos oferecidos pelas soluções de controlo na origem (adaptado de AZZOUT et al., 1994).

Técnicas

Contribuição Recarga de aquíferos e/ou

rega Paisagística

Trincheira de infiltração Contribuição para o equilíbrio do ecossistema

Agradável paisagística - mente *

Trincheira de retenção Não

Agradável paisagística - mente * Pavimentos de infiltração com estrutura reservatório Contribuição para o equilíbrio do ecossistema Não Pavimento de retenção com estrutura reservatório Não Não

Bacia de infiltração Contribuição para o

equilíbrio do ecossistema Zona de lazer e recreio Bacia de retenção seca Não

Zona de passeio Bacia de detenção de nível permanente Contribuição para o equilíbrio do ecossistema Bacia enterrada de infiltração Contribuição para o

equilíbrio do ecossistema Não * Para técnicas com cobertos vegetais

Capítulo 6 – Caso de Estudo

152 As soluções de controlo na origem englobam estruturas de infiltração e retenção, divididas essencialmente por dois grandes grupos, em função da respectiva localização: à superfície, incluindo pavimentos porosos ou com estrutura reservatório e bacias de infiltração e/ou retenção; ou sub-superficiais, nomeadamente trincheiras de infiltração. A aplicação destas tecnologias pode ser complementada com pequenos dispositivos de pré- tratamento (e.g., remoção de sedimentos e óleos e gorduras), caso tal seja recomendado, sendo igualmente usual a utilização conjunta de diferentes tipos de estruturas.

As soluções de controlo na origem, pelas características que apresentam, são compatíveis com a evolução das infra-estruturas, em termos de desenvolvimento sustentado, pois permitem, em regra, economias globais significativas, em relação às soluções convencionais de drenagem enterrada, em termos de recursos económicos e materiais.

Capítulo 7 - Conclusões

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CAPÍTULO - 7

CONCLUSÕES

O principal objectivo deste trabalho consiste na compatibilização e escolha de uma metodologia a adoptar para a delimitação de perímetros de protecção de captações de água para abastecimento público em aquífero poroso. Este objectivo foi alcançado como se demonstra ao longo de todo o desenvolvimento do estudo apresentado, em especial no ponto 8 do capítulo 6 em que é efectuada a delimitação concreta do perímetro de protecção da captação FR1. Esta determinação serve de exemplo genérico da metodologia a adoptar à generalidade das cerca de 60 captações existentes na região.

Com este trabalho também se procurou efectuar a sistematização dos procedimentos de delimitação dos perímetros de protecção, devido essencialmente a necessidades gestionárias de recorrer ao processamento automático de dados. Ao longo deste trabalho foi iniciado esse processo de sistematização de informação, no entanto seria necessário que esse trabalho tivesse continuidade a fim de dar o mesmo tratamento à totalidade das captações. Este procedimento deverá ser devidamente acompanhado, para que se efectue as adaptações necessárias a cada caso especifico evitando a acumulação de erros pela repetição aleatória de procedimentos. E tal como na generalidade, o benefício da tecnologia varia de acordo com a boa ou má utilização que dela é feito.

Um outro aspecto importante, prende-se com o desenvolvimento de um programa informático que permita a avaliação automática do comportamento do aquífero às varias solicitações. Para atingir esse fim será necessário recolher e fornecer à aplicação informática os dados de todas as captações referidas, à semelhança da metodologia seguida para a captação FR1. Apenas quando toda essa base de dado se encontrar completa será possível através de meios automáticos, (nomeadamente a telegestão que neste momento já se encontra ligada em tempo útil às captações), fornecer informação em tempo real sobre o comportamento geral do aquífero. Trata-se de um elevado numero de dados que implica um super compilador bastante dispendioso, cujo investimento não é valorizado, em virtude de não ser visível o seu retorno efectivo.

Capítulo 7 - Conclusões

154 A compatibilização geral dos limites de recarga e exploração seria a finalidade última de todo o funcionamento desta aplicação, no entanto e com fundamento na metodologia proposta ao longo do trabalho e face à legislação em vigor, seria necessário impor um limite de caudal de exploração de água muito especifico para cada captação, de acordo com as suas características próprias como é demonstrado através da metodologia apresentada, no nº.8 do capítulo 6. O caudal de exploração inicialmente adoptado de 892,8m³/dia, passa por aplicação da metodologia proposta e para dar cumprimento à legislação em vigor para 553 m³/dia que corresponde a cerca de 7h de extracção diária.

A organização e sistematização das etapas iniciadas com a metodologia de monitorização das captações uma a uma, já se encontra actualmente a ser realizada pelas entidades gestoras. O próximo passo, que irá alterar completamente o modo como é encarada e como é feita actualmente a gestão do recurso de que falamos, consiste na monitorização integrada do aquífero. Este passo só será possível quando for efectuada a centralização de toda a base de dados em super computador, a fim de possibilitar a adopção de uma metodologia ou plano de acção do tipo do representado através do fluxograma da figura 6.30, apresentado no ponto 11 do capítulo 6. Este plano de acção deverá aplicar-se tanto para a sistematização de tomadas de decisão que se relacionam com acção preventiva quer com acção correctiva dos acontecimentos que se relacionem directamente com a qualidade e quantidade de água para abastecimento às populações. Geralmente estes dois aspectos encontram-se muito directamente relacionados, uma vez que a redução de caudal por sobreexploração do aquífero, em regra implica a degradação da qualidade da água captada.

Por fim, a estruturação de um sistema SIG, acessível na internet que ligue todos os utilizadores ou entidades gestoras, pode ser uma realidade. Já existem diversas versões no mercado, algumas delas em experimentação em várias instituições, que podem ser adaptadas às necessidades e diversidade dos utilizadores. Sendo este, um trabalho moroso e de grande envergadura, no entanto e mais uma vez trata-se de uma questão de visão de futuro ou de definição de prioridades, ou mesmo de opção gestionária. Ou seja tudo depende da importância que as populações dão à água, qual o nível prioritário que ela tem nas nossas vidas, ou qual a necessidade ou escassez que temos deste recurso.

Capítulo 8 – Considerações Finais

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CAPÍTULO - 8