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controle da ferrugem asiática da soja controle da soja RR voluntária controle da soja RR® voluntária controle da soja voluntária

controle de plantas voluntárias de soja Roundup Ready® controle de plantas voluntárias de soja RR®

cultivar de soja comum cultivar de soja convencional cultivar de soja resistente cultivar de soja suscetível cultivar de soja transgênica RR cultivo de soja inoculada cultura da soja transgênica manejo da ferrugem asiática

manejo da ferrugem asiática da soja planta de soja RR® voluntária planta de soja voluntária planta voluntária

planta voluntária de soja Roundup Ready® planta voluntária de soja RR

planta voluntária de soja RR® produção convencional de soja produção integrada de soja produção sojícola

produção sustentável de soja severidade da ferrugem asiática

sistema de semeadura direta com soja soja RR voluntária

soja semiprecoce

zoneamento de risco climático da soja

 Exemplos de contextos:

cultura da soja transgênica. Tabela 3. Estimativa do custo de produção da <cultura da soja

transgênica>, por hectare, na região que engloba os municípios de Cafelândia, Corbélia, Nova Aurora e Tupãssi, PR, safra 2008/09. (CT 65, p. 05)

produção sojícola. Partindo dessas considerações preliminares, foi elaborada a presente

publicação, em que são discutidas relevantes questões associadas ao complexo soja nos contextos mundial e brasileiro, dando-se ênfase especial aos aspectos relacionados com o comportamento de variáveis de oferta e de demanda de soja e derivados, bem como de expectativas de desempenho econômico da <produção sojícola> para a safra 2011/2012. (Doc 319, p. 05)

severidade da ferrugem asiática. As plantas testemunhas apresentaram elevada <severidade

da ferrugem asiática>: 41,2 %; 64,5 % e 71,7,0 %, respectivamente nas avaliações realizadas em R4, R5.2 e R5.3. (Doc 317, p. 105)

Em apreciação aos adjetivos componentes dos termos em análise, podemos tecer algumas considerações, de ordem linguística e de ordem pragmática, sobre alguns deles, como segue.

 Asiática

Adjetivo que aparece reiteradas vezes nos textos do corpus documental, referente à doença da soja – ferrugem asiática da soja – torna-se necessário não somente para denominar a doença verificada em todo o território nacional (e também em outros países), mas também para distingui-la da ferrugem americana, que parece não ocorrer no Brasil. O avanço da doença por todo o Brasil e a sua severidade, cujas perdas podem se aproximar da totalidade da

produção, provocou a busca pelo aprimoramento de tecnologias que pudessem minimizar ou extinguir os problemas decorrentes da doença, como o desenvolvimento de fungicidas ou de cultivares de soja resistentes à doença. Uma alternativa que aparece evidenciada nos textos do

corpus documental e dos demais que consultamos a respeito da soja se refere ao

desenvolvimento de cultivares precoces ou semiprecoces, ou seja, cujo ciclo de vida e produção das plantas seja menor, de modo a evitar que a doença cause prejuízos à lavoura. No campo, é feito monitoramento constante da lavoura para que seja determinado o número de vezes da aplicação de fungicidas.

Em nosso corpus de análise, constam quatro neologismos formados com o adjetivo asiática – controle da ferrugem asiática da soja, manejo da ferrugem asiática, manejo da

ferrugem asiática da soja, severidade da ferrugem asiática –, mas ele se repete inúmeras

vezes nos textos consultados.

 Comum e convencional

Pensamos que o adjetivo comum, componente do termo cultivar de soja comum, e o adjetivo convencional, no termo cultivar de soja convencional, possam ser concebidos como classificadores somente em seu contexto de uso. Seu sentido está relacionado à soja que não é

Roundup Ready, ou RR, ou geneticamente modificada, ou seja, relaciona-se à soja comum, a

soja convencional, sendo, portanto, estas interpretadas como as que não receberam interferência tecnológica ao nível da outra. Assim, a soja RR é aquela que não é comum e nem convencional.

Deste modo, cultivar de soja comum e cultivar de soja convencional são termos sinônimos. Embora as cultivares que eles designam possam ter recebido algum tipo de tecnologia, ambos são utilizados nos contextos para fazer referência à soja que não é RR.

 Voluntária

Este adjetivo se monstra bastante recorrente no corpus de análise, constando em doze termos neológicos: controle da soja RR voluntária, controle da soja RR® voluntária, controle da soja voluntária, controle de plantas voluntárias de soja Roundup Ready®, controle de plantas voluntárias de soja RR®, planta de soja RR® voluntária, planta de soja voluntária,

planta voluntária, planta voluntária de soja Roundup Ready®, planta voluntária de soja RR, planta voluntária de soja RR®, soja RR voluntária.

O termo voluntária é utilizado para designar a planta (de soja ou diversas outras, dentre as quais as plantas daninhas) que nasce sem que seja intencionalmente semeada, sendo, portanto, indesejada na lavoura. Quando se refere à planta de soja, esta é também chamada de guaxa ou de tiguera. O contexto a seguir transcrito apresenta os termos sinônimos e também explicita o sentido destes termos.

planta voluntária de soja RR®. Uma importante questão a ser resolvida nas áreas cultivadas

com soja RR®, trata-se de como controlar as <plantas voluntárias de soja RR®>, também conhecidas como guaxas ou tigüeras, emergidas naturalmente após a operação da colheita mecanizada. (RP 2008, p. 310)

Os diversos contextos observados também revelam que soja guaxa ou soja tiguera ou soja voluntária podem designar tanto a soja comum quanto a soja RR, quando germinam em decorrência de suas sementes terem se espalhado pelo chão, mas sem terem sido plantadas. Elas podem surgiu no próprio campo onde se instalam as lavouras ou na beira de estradas, onde os grãos se espalham durante o transporte.

Há preocupação na extinção desse tipo de planta, antes do plantio da lavoura seguinte, em decorrência dos problemas que elas podem causar, como manter no campo insetos que delas sobrevivem e doenças que podem se expandir na próxima lavoura. Por conta disto, é estabelecido o chamado período de vazio sanitário, obrigatório em alguns estados, como referimos no Capítulo II.

A manutenção de plantas voluntárias de soja no campo nos períodos de entressafra fez gerar um termo metafórico – ponte-verde – que, inicialmente, registramos como neológico para compor nosso corpus de análise. No entanto, o excluímos, em virtude de se referir a distintas lavouras, sendo este um dos critérios estabelecidos para a determinação de nosso

corpus de análise, citado no Capítulo IV, quando explicitamos a metodologia adotada em

nosso trabalho. Ponte-verde é termo utilizado para designar a “ligação” negativa que é feita pelas plantas voluntárias entre uma safra e outra, com a manutenção de doenças e de insetos- praga. Registramos um contexto com este termo: “Na sequência os releases feitos no período

de 2003 a 2005. […] 24/05/2005 – Especialistas temem "<ponte-verde>" com soja safrinha” (Doc 296, p. 102-104).

 Sojícola

Adjetivo formado por processo de composição (soj(i) + -cola), a partir da forma primitiva soja, não consta registrado, como entrada, nos dicionários Houaiss eletrônico (2009) e Aulete digital, motivo por que, inicialmente, pensávamos tratar-se de um neologismo. Todavia, o termo apareceu registrado em textos disponibilizados pelo Google Acadêmico, que compôs nosso corpus de exclusão, como já explicitamos. Em 1999, aparece em mercado

sojícola e, em 2003, em região sojícola, como observamos no Google.

 Transgênica

Este adjetivo é observado nos termos neológicos cultivar de soja transgênica RR e

cultura da soja transgênica. Conforme os contextos observados, a soja transgênica é a que

recebeu modificação genética para ser resistente ao herbicida já mencionado Roundup Ready. Esta soja tem recebido várias designações: soja RR, soja Roundup Ready, soja transgênica,

soja geneticamente modificada. Desta forma, observamos que o termo cultivar de soja

transgênica RR contém uma redundância em seu interior, dado o valor semântico do adjetivo

transgênica e da sigla RR, correspondente ao sintagma Roundup Ready.

 Semiprecoce

Como já afirmamos, no decorrer do tempo, os pesquisadores aprimoraram suas pesquisas com vistas à solução de problemas observados nas lavouras de soja. Uma alternativa para a produção da cultura da soja foi o desenvolvimento de cultivares de soja cujos ciclos vegetativo e reprodutivo são mais curtos que os tradicionais. As cultivares que demandam menor tempo de produção são chamadas precoces enquanto que as que demandam um tempo intermediário, semiprecoces. Estas cultivares apresentam vantagens ao produtor, como o aproveitamento do mesmo terreno, depois da colheita da soja, para o cultivo de outra lavoura ainda na mesma estação chuvosa. A colheita antecipada propiciada por variedades precoces ou semiprecoces também contribuem para evitar as chamadas doenças de final de

ciclo ou mesmo a ferrugem asiática da soja, de modo que diminuem-se os gastos com a aplicação de fungicidas, além de haver menor prejuízo ao meio ambiente.

 Integrada

Não encontramos contextos elucidativos do conceito de produção integrada de soja, Assim, recuperamos o entendimento de Aubert (2001, p. 30), que afirma ser a situação que fornece os elementos nocionais que permitem associar à designação um conteúdo semântico apropriado e, na ausência de traços concretos precisos, a situação fornece coocorrências reveladoras do contexto do termo estudado.

Assim a produção integrada prevê o investimento em mais de um tipo de produção na mesma área agrícola. Pode haver, por exemplo, plantio de árvores (como eucalipto) e pastagens entre elas, plantio de milho juntamente com braquiária (após a colheita do milho, a pastagem passa a ser utilizada com gado), soja com outras lavouras. São alternativas que visam à busca de melhoria de qualidade do solo, diminuição das aplicações de produtos agroquímicos, com redução de gastos mas também com vantagens ao meio ambiente. Atualmente, fala-se em integração lavoura-pecuária e em integração lavoura-pecuária-

floresta. Nestes termos, observamos que o adjetivo integrada dá lugar ao substantivo abstrato integração.

Citamos um contexto com o termo em análise:

produção integrada de soja . Durante os anos de 2004 a 2006, realizaram-se coletas

quantitativas de minhocas na região de Londrina (Parque Estadual Mata dos Godoy, Parque Municipal Arthur Thomas, Campo Experimental da Embrapa Soja e Fazenda Escola da UEL), numa propriedade particular com pastagem e soja no município de Cafeara (PR), e em diversas propriedades particulares no oeste do PR, integrantes de um projeto (Embrapa- CNPq) de <Produção Integrada de Soja>. (Doc 296, p. 25)

 Resistente e suscetível

Estes adjetivos chamaram nossa atenção durante a leitura dos textos do corpus documental com relação à sua transitividade. Em diversos contextos, ambos são empregados com complementos nominais para o estabelecimento do sentido, mas em outros, o emprego é

feito sem complemento, de forma a produzir os termos neológicos cultivar de soja resistente

e cultivar de soja suscetível. Para que se tenha clareza, apresentamos a seguir contextos em

que se observam, de um lado, o emprego dos adjetivos com seus respectivos complementos, e de outro, o emprego constituindo os termos.

Adjetivos com complementos:

1. cultivar de soja BRSGO 7561 RR. O objetivo do presente trabalho é descrever a <cultivar de soja BRSGO 7561RR>, de ciclo precoce, resistente ao Nematóide de Cisto da Soja (NCS), tolerante ao herbicida glifosato, produtiva e com boa estabilidade de produção. (RP 2010, p. 251) (sublinhamos)

2. Em relação às doenças a cultivar é resistente ao cancro da haste, à mancha “olho-de- rã” e à pústula bacteriana. É suscetível à ferrugem, ao mosaico comum, à necrose da haste, aos nematóides de galhas e de cisto. (RP 2008, p. 202) (sublinhamos)

Adjetivos sem complementos, constituindo termos:

1. cultivar de soja resistente. Entretanto, as mais eficientes são a rotação/sucessão com culturas não ou más hospedeiras, como por exemplo algodão (exceto para M. incognita), amendoim e milho resistente, e a utilização de <cultivares de soja resistentes>. (CT 76)

2. cultivar de soja suscetível. O vírus se transmite pela semente, no entanto, a porcentagem de transmissão depende da estirpe do vírus e da cultivar de soja. As taxas de transmissão das estirpes comuns, na maioria das <cultivares de soja suscetíveis>, têm sido menores do que 5%. O SMV dissemina-se no campo através dos pulgões. (Sist.prod.13, p. 214)

Expostas estas considerações sobre os adjetivos, apresentamos a seguir as ocorrências de substantivos, na função de adjetivo, nos termos neológicos do corpus de análise.