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A editoria de Economia do Jornal da Paraíba trabalha com poucos profissionais. Como editor, o caderno conta com o jornalista Jean Gregório, no cargo desde 2012, quando se deu a criação de uma editoria específica para os assuntos econômicos. Antes, Economia se restringia a apenas uma página no jornal. Mesmo antes da criação do caderno, o JP já havia contratado dois repórteres para trabalharem na área com a possibilidade de ampliar o trabalho para uma editoria em separado.

Hoje, ao lado de Gregório, trabalham dois repórteres; um, no horário da manhã, e outro, no período da tarde. Ocupam os cargos, nesse momento, os jornalistas Eber Freitas e Alexsandra Tavares, respectivamente. A rotatividade de repórteres, segundo Gregório, tem sido grande nesses últimos dois anos.

Os profissionais contratados para a função, nesse período, não precisavam ter necessariamente qualquer formação, conhecimento ou ampla experiência na área de economia, e com Tavares e Freitas não foi diferente. Gregório, por exemplo, trabalhou em 2011 como repórter de Economia (quando o caderno ainda não havia sido criado), tendo sido promovido para a função de editor, no ano seguinte. Anteriormente, ele havia trabalhado nos cadernos de Geral e Cidades, também no Jornal da Paraíba.

O repórter da manhã costuma chegar por volta das 8h30, cumprindo cinco horas diárias de trabalho, enquanto a repórter da tarde chega às 15h, para passar as mesmas cinco

horas na redação. Nos finais de semana e feriados, o jornal trabalha em esquema de plantão, alternando os repórteres e editores de todas as editorias.

Quando fazem pautas externas, os repórteres podem ser acompanhados de fotógrafos, caso o editor ache necessário. São três repórteres fotográficos, dois pela manhã, e um, à tarde, para cobrir as demandas de todos os repórteres da redação.

Frequentemente, o editor também recebe contribuições dos jornalistas que atuam na redação de Campina Grande, especialmente quando determinadas pautas factuais25 acontecem na cidade. O editor pode também se aproveitar de matérias nacionais produzidas por agências de notícias que, na opinião dele, tragam assuntos com repercussão e relevância para o público paraibano. Os textos podem até ser modificados, inclusive, para adicionar alguma informação local que se encaixe no tema.

O editor, assim como a repórter do período da tarde, chega à redação às 15h, permanecendo até o fechamento do caderno. Gregório conta que, “em dias normais” ou seja, quando não há factuais fortes ou eventos que se estendem ao longo da noite e que precisam de cobertura), a editoria de Economia consegue encerrar suas atividades por volta das 21h. Mesmo não passando as manhãs na redação, ele mantém contato constante com o repórter que está trabalhando nesse turno, através de telefonemas, mensagens de texto e e-mail. Desse modo, o editor está sempre por dentro do andamento das pautas, podendo substituir alguma que não esteja “rendendo” ou dar novos direcionamentos para o repórter acerca dos temas tratados no dia.

Nas sextas, por outro lado, Gregório permanece até cerca da meia-noite, às vezes até mais tarde do que isso, com os outros editores. O chamado “pescoção” de sexta se dá devido necessidade de fechar duas edições em um único dia, a do sábado e a do domingo, tendo em vista que no sábado não há expediente normal, apenas o plantão, para que os cadernos de domingo sejam modificados se, e apenas se, houver um evento particularmente importante que não possa deixar de ser noticiado no dia seguinte.

Gregório é também responsável por uma coluna, publicada no jornal todo domingo. Logo abaixo de sua assinatura, o jornal traz um e-mail de contato, para receber críticas e sugestões do público: [email protected]. O mesmo conteúdo é

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São pautas factuais aquelas que tratam de acontecimentos que acabaram de acontecer. No jornalismo, a cobertura desses acontecimentos costuma ser priorizada, mas isso vai depender também da relevância do assunto. Grandes tragédias ou reviravoltas na política, por exemplo, são considerados temas de extrema import ncia, o que pode fazer com que pautas “frias” ou seja, atemporais “caiam”

reproduzido no JPOnline26, não havendo, portanto, a produção de notas exclusivas para a coluna online.

a parte introdutória dela [da coluna Negócios & Cia, sob responsabilidade de Gregório] é mais pra análise, análise de algum fato econômico da Paraíba que aconteceu na semana, alguma perspectiva de projeção da economia... É mais projeção ou análise do que o fato em si. As notas também tratam desde investimentos que estão chegando a empresas que estão fazendo algum evento na área econômica e que têm interesse diretamente no estado.27

O caderno de Economia normalmente é rodado com quatro páginas, podendo ser mais ou menos que isso, dependendo do número de anúncios vendido em cada dia. Aos domingos, esse número costuma cair para três páginas, uma vez que a última é dedicada à editoria de Turismo.

Quando é um domingo próximo a alguma data comemorativa, como Dia das Mães ou Dia dos Namorados, esse número é maior, pois o número de páginas do jornal como um todo cresce. Nessas ocasiões, o caderno pode até ganhar um ar mais leve, com pautas trazendo dicas de presentes, sem fugir, é claro, do caráter econômico do tema, dando enfoque também aos ganhos do comércio com a data e trazendo os preços de alguns dos itens mais procurados pelos consumidores.

Nas entrevistas concedidas pelos profissionais citados, pudemos entender melhor o dia a dia de cada um, como se dá a escolha das pautas e sua produção. Começaremos a desbravar esses temas logo a seguir.