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3 Flyktninger som ressurser i distriktskommuner

3.1.2 Prosjektets innhold

Clínico em Enfermagem

De forma a dar resposta ao objetivo deste estudo, procedeu-se à análise das correlações e diferenças entre a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE e as variáveis biográficas e de escolaridade, nomeadamente a idade, o género, o ano do CLE, os EC e o EIVP realizados pelos estudantes do CLE. Os resultados após a análise estatística realizada serão apresentados à luz das hipóteses formuladas.

Hipótese 1: prevê-se que a idade e género dos estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem influenciem a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem.

De modo a verificar esta hipótese, analisou-se a correlação, através do coeficiente de correlação de Spearman, entre a variável idade e a importância atribuída pelos

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estudantes às caraterísticas e competências do SCE (Tabela 6) e analisaram-se as diferenças entre a variável género e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE, através do teste de Mann-Whitney (Tabela 7).

 Idade

Tabela 6 – Análise de correlações entre a variável idade e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem

Componentes rs ρ

Competências Relacionais e Pedagógicas 0,08 0,180

Caraterísticas Individuais 0,08 0,186

Competências de Eficácia e Comunicação -0,04 0,537

Como se pode verificar na Tabela 6, não foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre a idade e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE (todos ρ > 0,05). Perante estes resultados, pode-se concluir que a idade dos estudantes não influencia a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do SCE.

 Género

Tabela 7 – Análise de diferenças entre a variável género e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem

Feminino (n=224) Ordem média Masculino (n=41) Ordem média U ρ Competências Relacionais e Pedagógicas 136,69 112,85 3766,00 0,065 Caraterísticas Individuais 135,95 113,74 3802,50 0,086 Competências de Eficácia e Comunicação 136,72 108,88 3535,00 0,027

103 Ao analisar as diferenças entre os géneros (Tabela 7), encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre o género feminino e o género masculino ao nível da valorização das competências de eficácia e comunicação, U=3535,00, ρ=0,027 (ρ<0,05), sendo que parece que os participantes do género feminino atribuem maior importância a este componente que os estudantes do género masculino. Através destes resultados, pode-se concluir que o género dos estudantes influencia a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do SCE.

Os resultados obtidos confirmam parcialmente a Hipótese 1, uma vez que não foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre a idade e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE, mas encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre o género feminino e o género masculino na valorização do componente Competências de eficácia e comunicação do SCE, verificando-se que os participantes do género feminino atribuíram maior importância ao mesmo. Pode dizer-se que a idade dos estudantes não influencia a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do SCE, mas o género influencia essa importância.

Hipótese 2: prevê-se que o ano de licenciatura dos estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem influencie a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem.

Com o intuito de verificar esta hipótese, analisaram-se as diferenças entre o ano do CLE e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE, através do teste de Kruskall-Wallis (Tabela 8).

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 Ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem

Tabela 8 – Análise de diferenças entre o ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem

1º Ano (n=77) Ordem média 2º Ano (n=63) Ordem média 3º Ano (n=74) Ordem média 4º Ano (n=50) Ordem média Χ2 ρ Competências Relacionais e Pedagógicas 116,98 135,23 137,09 148, 73 5,823 0,121 Caraterísticas Individuais 136,46 122,58 125,76 148,87 4,177 0,243 Competências Eficácia e Comunicação 129,47 132,14 138,03 129,43 0,639 0,887

Após a análise dos resultados apresentados na Tabela 8, verifica-se que não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre o ano do CLE frequentado pelos estudantes e a importância que atribuem às caraterísticas e competências do SCE (todos ρ > 0,05).

Os resultados infirmam a Hipótese 2, uma vez que pode concluir-se que o ano do CLE frequentado pelos estudantes não influencia a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do SCE.

Hipótese 3: prevê-se que os EC e o EIVP realizados pelos estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem influenciem a importância atribuída por estes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem.

De forma a verificar a hipótese, procedeu-se à análise das diferenças entre a realização dos EC e do EIVP e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE, através do teste de Mann-Whitney.

Para se proceder com a análise das diferenças entre estas variáveis tornou-se necessário compreender a distribuição dos EC e do EIVP pelos anos do CLE. Considerando o

105 plano de estudos do CLE da ESE-UM, verifica-se que no primeiro ano do CLE os estudantes realizam o EC I, no segundo ano realizam os EC II e III, no terceiro ano realizam os EC IV, V, VI e VII e, por fim, no quarto ano realizam o EC VIII e o EIVP. Consequentemente, atendendo a que os estudantes responderam ao instrumento de colheita de dados no final do ano letivo, e não tendo sido possível separar os EC realizados ao longo do ano, procedeu-se à análise de diferenças agrupando os EC realizados por cada ano do CLE. Assim, a análise de diferenças foi determinada entre a realização dos EC agrupados por cada ano do CLE e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE (Tabelas 9, 10 e 11).

Não se procedeu à análise do EC I, visto que todos os estudantes o realizaram e, consequentemente, não se podem determinar diferenças.

 Realização dos Ensinos Clínicos II e III

Tabela 9 – Análise de diferenças entre a realização dos Ensinos Clínicos II e III e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem Sim (n=188) Ordem média Não (n=77) Ordem média U ρ Competências Relacionais e Pedagógicas 139,56 116,98 6004,50 0,028 Caraterísticas Individuais 130,87 136,46 6894,50 0,587 Competências de Eficácia e Comunicação 133,75 129,47 6966,00 0,667

De acordo com a Tabela 9, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os estudantes que realizaram os EC II e III e os que não realizaram estes EC ao nível da valorização do componente Competências relacionais e pedagógicas, U=6004,50, ρ=0,028. Assim, os estudantes que realizaram estes EC revelaram valorizar mais as competências relacionais e pedagógicas do que aqueles que não os realizaram.

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 Realização dos Ensinos Clínicos IV, V, VI e VII

Tabela 10 – Análise de diferenças entre a realização dos Ensinos Clínicos IV, V, VI e VII e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem

Sim (n=125) Ordem média Não (n=140) Ordem média U ρ Competências Relacionais e Pedagógicas 141,74 125,19 7657,00 0,077 Caraterísticas Individuais 135,08 130,21 8360,00 0,604 Competências de Eficácia e Comunicação 134,56 130,67 8424,00 0,668

Como se pode verificar na Tabela 10, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a realização ou não dos EC IV, V, VI e VII e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE (todos ρ > 0,05).

 Realização do Ensino Clínico VIII e do Estágio de Integração à Vida Profissional

Tabela 11 – Análise de diferenças entre a realização do Ensino Clínico VIII e do Estágio de Integração à Vida Profissional e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do Supervisor Clínico em Enfermagem

Sim (n=50) Ordem média Não (n=215) Ordem média U ρ Competências Relacionais e Pedagógicas 148,73 129,34 4588,50 0,105 Caraterísticas Individuais 148,87 128,68 4531,50 0,091 Competências de Eficácia e Comunicação 129,43 133,22 5196,50 0,743

107 Analisando a Tabela 11, verifica-se que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a realização do EC VIII e do EIVP e a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE (todos ρ > 0,05). Os resultados obtidos confirmam parcialmente a Hipótese 3, na medida em que se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os estudantes que realizaram os ECII e III e os que não realizaram estes EC ao nível da valorização do componente

Competências relacionais e pedagógicas, revelando os estudantes que os realizaram

uma maior valorização destas competências. No entanto, não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas na importância atribuída às caraterísticas e competências do SCE, quer entre os estudantes que realizaram os EC IV, V, VI e VII e os que não os realizaram, quer entre os estudantes que realizaram o EC VIII e o EIVP e os que não os realizaram. Face a estes resultados, pode-se concluir que a realização dos EC II e III influencia a importância atribuída pelos estudantes às caraterísticas e competências do SCE.

Finda a apresentação, análise e interpretação dos resultados do Estudo 2, apresenta-se o capítulo IV que diz respeito à discussão dos resultados.

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CAPÍTULO IV