3 Valg og tilpassing av siltgardin
3.2 Prosjekteringsfasen
sim no Jornalismo, quanto às afinidades, não só profissionais, como de condutas pessoais, familiares dentre outras. Vejo que participando dos Núcleos os alunos fazem descobertas e apreendem teorias que aplicam não só no âmbito profissional, universitário e acadêmico, mas na vida. A partir de todo esse envolvimento dos alunos nos Núcleos de Pesquisa é que eu posso investir na minha vida profissional e também no meu projeto de mestrado. Verifico que a minha freqüência se dá pela afinidade temática, afinidade com as pessoas e também pelo tema de pesquisa que estes realizam no NEMESS, diferente do Grupo da Profª Marta (NEPFAM) ali eu era uma mestranda visitante naquele grupo, pois o Grupo já estava reunido de uma outra forma. As pessoas ali estudavam textos muito objetivos de autores contemporâneos, e que algumas coisas pude aplicar no meu projeto de mestrado, mas é um Grupo onde havia uma preocupação não só em desenvolver pesquisas como no NEMESS, onde sempre surge a constante busca pela verba que vai sustentar este projeto, no Grupo da Professora Marta era mais estudo mesmo e reflexões de textos e a condução dos Núcleos era bem diferente.
S. : Estou participando do NCA, ele tem uma característica muito importante que é a da “Prática Refletida”, este traz diversas realidades extra-universitárias para serem discutidas no Núcleo. Assim, sustenta um novo olhar para realização de novos projetos e a viabilização da participação de outros profissionais, que estão trabalhando e que desejam realizar a reflexão do tema discutido. Este tipo de participação evoca, posteriormente, na maioria dos profissionais participantes, a inserção destes no processo seletivo da Pós - Graduação. Vale destacar que este tipo de ação, onde se traz a prática para ser discutida na universidade me realiza, não só enquanto profissional, mas enquanto pessoa, pois aprende outras formas de olhar, trabalhar. E que, talvez, em uma disciplina, por seu padrão, estrutura, não pode proporcionar isto aos alunos.
R. : A possibilidade de desenvolver uma pesquisa me viabilizou a entrada no mundo. Outro fator enriquecedor que os Núcleos proporcionam é a participação de diversos profissionais, graduandos e pós-graduandos, de diversas áreas. Isto enriquece as discussões, pois trazem realidades muitas vezes desconhecidas, pontos de vista diferenciados que contribuem e enriquecem não só a pesquisa, individual e coletiva, como também a vida de cada participante. Já estou a quase três décadas como Assistente Social, gosto muito da minha prática, acho ela muito enriquecedora, mas não tinha tempo de pensar de uma outra maneira, pensar essa prática, a partir de um referencial teórico, principalmente na minha área de álcool e drogas. E agora eu consegui administrar minha vida para poder e quem sabe poder participar de pesquisas mesmo.
V. : Eu vim aqui para a PUC pelo convite da Mc. e do meu amigo S. para auxiliar na pesquisa de doutorado dele, tenho uma vivência em clínicas, abrigos, prefeituras, enfim uma vivência boa na minha área, trabalho com álcool e drogas. A principio vim para dar uma consultoria, depois recebi uma proposta de participar do Núcleo, percebi e gostei da forma como a Maria Lúcia trabalha, que eu acho muito interessante. O primo grupo que eu participei foi um estudo sobre os textos de Marilena Chauí, sou fã da Marilena Chauí, e agora da transdiciplinaridade e outros temas. Acho uma característica interessante, pois somente depois de 70 anos é que eu estou aprendendo a ser pesquisador. Não sei se vou ficar muito tempo ou pouco tempo, mas de qualquer forma é algo novo para mim e muito interessante. Gosto de trabalhar com jovens, às vezes minha cabeça dá uma travada e vocês
me ajudam um pouquinho... é isso que eu queria colocar.
M. : Bom a minha primeira experiência continua ainda enquanto integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas e que também trabalha com o âmbito da extensão universitária em Serviço Social e Relações de Gênero na Universidade Pública que é a Universidade Federal de Santa Catarina, desde 2005, 2006 que eu participo desse Núcleo, desde quando eu estava na Graduação, eu participava como estudante, pesquisadora, mas que ainda participo, não enquanto extensão, ou outras atividades, mas com um projeto de Pesquisa a experiência daquele Núcleo de Pesquisa é bem diferente das experiências em Núcleos de Pesquisa que eu tenho participado aqui na PUC. Também as duas experiências que tenho aqui da PUC, cada uma tem a sua especificidade. Lá é um Núcleo de Pesquisa onde participam estudantes de Graduação, de Pós Graduação em Nível de Mestrado, também profissionais que não estão ligados mais formalmente á academia, mas que voltam a academia para participar efetivamente do Núcleo como uma forma de atualização profissional. Também participam, não só assistentes sociais, como outros profissionais e estudantes da área do Serviço Social, mas de outras profissões, como pedagoga, psicólogo. Então acaba sendo um Grupo que trabalha com vários âmbitos de formação da Universidade, inclusive acaba trabalhando com extensão universitária, também de pessoas que vão participando de atividades ou outras que vão se envolvendo e não tem nível superior, mas que participam na atuação dos projetos de extensão universitária, então com os vários níveis de Graduação, sem os Níveis de Graduação e de diversas áreas profissionais. Como eu já disse aqui na PUC, o Núcleo de trabalho e profissão, pelo próprio tema do Núcleo trabalha o Trabalho enquanto categoria, mas profissão é o olhar para o Serviço Social então acaba que os participantes, os integrantes dos Núcleos são Assistentes Sociais e ai esse é um Núcleo basicamente da Pós-Graduação – mestrado e doutorado têm também a participação de uma assistente social que não se formou aqui na PUC, mas que aqui fez seu mestrado e doutorado e depois permaneceu. Então já é uma formação diferente lá de Santa Catarina, onde os profissionais vinham para o Núcleo, ela ficou depois de um envolvimento mais em nível de Pós. Neste Núcleo, nós desenvolvemos um pouco de atividades na área de pesquisa, mas bastante estudos e reflexões e ocorre também a atualização profissional no sentido de discutir muito as questões da profissão mesmo, as resoluções CRESS – CEFESS a atualidade da profissão em si, polêmicas que surgem no curso da profissão. Já no Núcleo de Política Social é um Núcleo que eu comparo às vezes com um formato de uma própria disciplina. Porque é um Núcleo de estudos, onde nós temos um cronograma, um programa de bibliografia e se estuda e discute sobre um tema, mas a partir desta bibliografia não interage tanto com esta questão do cotidiano, do que está acontecendo. Neste Núcleo já entra um pouco mais de interdisciplinaridade é um Núcleo só de Pós-Graduandos doutorandos e mestrandos, mas tem o pessoal do direito, pessoal da sociologia que vem freqüentar o Núcleo, então são estas três experiências.
L. : Quando eu comecei como mestrando eu tinha impressão de que os Núcleos poderiam oferecer realmente uma contribuição para a formação profissional, eu tinha a idéia de que as disciplinas como a S. falou seria uma coisa mais fechada, padronizado, não que não vá contribuir também lógico, mas eu tinha uma impressão que o Núcleo tinha uma proposta de dar mais abertura para fazer conexões de forma mais rápidas com a formação profissional e também para o cotidiano da atuação como assistente social isso porque eu não acredito que como eu percebo no exercício profissional que ainda existe muito de profissionais, de colegas que acreditam que ainda exista uma dicotomia entre teoria e a prática. Então entende que a academia esta discutindo uma coisa e viajando entre aspas e sobre a prática profissional, como se o exercício é que tem que botar a mão na massa...
Como se fosse aquilo uma coisa onipotente, descolada da construção da profissão em si que é de âmbito teórico – metodológico. E foi isso que eu encontrei, eu acho que eu consegui fazer uma leitura aproximada disso, comecei participando também do Núcleo de Trabalho e Profissão, tive esta experiência lá, onde podemos ter este contato que a Mailiz falou com a qualidade da profissão, como é que se desdobram para a categoria as “novidades” que surgem no conjunto CFESS-CRESS como é que a teoria adentra na categoria, qual o tempo que leva, qual o retorno que a Universidade tem disso, muitas vezes a gente percebe que é um retorno com baixa qualidade do ponto de vista do tempo que leva para inserção de algumas coisas, outras vezes não, como a discussão das práticas terapêuticas atuais, que é uma discussão CFESS-CRESS, mas que está no âmbito teórico- metodológico-histórico da profissão. Agora a experiência mais importante foi quando eu adentrei no Núcleo de Ética e Direitos Humanos, também este Núcleo tem duas atividades, uma atividade é a de pesquisa que nós estamos desenvolvendo o Levantamento de toda a produção em ética e serviço social no Brasil. Estamos concluindo este levantamento e eu posso adiantar em pouquíssimas linhas que pela quantidade de produções até hoje sobre a ética (poucas), considero-a fora do campo de prioridade de pesquisas para o Assistente Social. Dentre outros dados desta pesquisa a gente percebe que o campo da ética ainda é incipiente do ponto de vista do interesse do profissional. Percebemos que o profissional está distanciado da questão ética. Não que a ética na profissão seja incipiente. A outra experiência é do estudo, da vertente de estudo deste Núcleo por discutir as questões do neoconcervadorismo, não só do Serviço Social, mas de outras profissões, do racismo, do corte étnico que muitas políticas sociais fazem, de formas veladas ou mesmo legalistas, pois mesmo através de uma lei pode-se segregar uma parcela da população. Também, das novas manifestações ideológicas de racismo de idealismo como neonazismo, preconceitos, do corte étnico que as Políticas Sociais fazem, de forma velada, legalista, pois através de uma lei você pode segregar uma parcela da população que não raramente é de cor de pele diferente, da cor branca. Então são aspectos importantes que me fizeram ter uma leitura mais qualificada do meu espaço de trabalho enquanto assistente social e principalmente como docente do serviço social, onde você pode de uma forma muito mais eficaz fazer a amarração do conhecimento do cotidiano social do aluno como a proposta de crescimento profissional que você esta oferecendo naquele momento da aula.
Paula: Como se dá a Pesquisa nos Núcleos?
L. : Eu posso continuar falando da pesquisa, mais propriamente com ética. Para caracterizar, é uma pesquisa feita exclusivamente via internet. Porque a gente não tinha, logicamente, estrutura para ir às universidades, enfim, mas pelo que eu pude colher como contribuição é que a pesquisa ainda atrai poucos alunos para a disciplina de se pesquisar na medida em que o aluno me parece que ainda estão muito preocupados se a pesquisa estará relacionada como seu tema de pesquisa individual que este estará realizando no seu mestrado e no seu doutorado. Vejo que isso acontece e acho um fator "complicado", pois há perdas não só para o aluno, como para as Pesquisas a serem realizadas, pois muitas vezes vemos que os colegas tem dificuldades de fazer um curso de mestrado em dois anos é pouco, ainda mais você tendo uma disciplina de pesquisa, de se dedicar pra o Núcleo precisa ter bastante desejo, vontade mesmo, e para muitos colegas o tempo atrapalha, a falta de organização, às vezes a distância de moradia. Porém, num geral a agente tem que ressaltar aqui que existe esta dificuldade de adesão à disciplina de pesquisa. Começa-se um grupo considerável e depois percebemos o esvaziamento e acaba que temos que abarcar a tarefa dos colegas que acabaram se desligando, logo a pesquisa se atrasa, perca um pouco da qualidade que poderia ter. Isso acaba impactando nos resultados que a categoria espera um resultado da academia.
M. : Eu considero que nós temos que ponderar algumas coisas quando falamos de Pesquisa. Penso que temos que situar o que é a Pesquisa no âmbito do Brasil e também com um olhar pra outras realidades, outros países e como é isso é para a M. como pesquisadora, como profissional como estudante, traz presente, marca que em várias outras realidades e países nós temos a profissão pesquisador e ai você tem um aporte para aquela atividade que você esta desenvolvendo e ela se não se torna uma atividade onde tenho que ter apenas o desejo e ai investir nessa pesquisa sem ter um retorno, pelo menos financeiro e este fator financeiro é importante porque eu tenho que sobreviver, eu preciso comer, morar e dormir, vestir e várias outras necessidades básicas pelo menos. E aqui no Brasil, de forma geral nós vemos que a Pesquisa ela acontece no âmbito do desejo, da participação da dedicação, ou como alguns poderiam dizer como voluntariado. Não que nós não tenhamos pesquisas financiadas no Brasil, mas pelo menos no Serviço Social que é um pouco do patamar que a gente fala. Vejo que tem outras áreas e profissionais presentes aqui, é um pouco mais difícil ser pesquisador, ser assistente social e pesquisador como profissão. Isso acontece com físicos matemáticos, principalmente a área das exatas, mas nas ciências humanas, no Brasil se houver é exceção. Então acho que isso nós precisamos ponderar. Depois a outra questão que acho que é importante nós termos é: nós entendemos que a profissão não deve se distanciar da prática e da teoria. Entretanto não dissociar prática da teoria ela tem diferença de pesquisa e ai que nível de pesquisa, ou que aprofundamento de pesquisa nós podemos ter se eu tenho que trabalhar 40 horas como assistente social como técnica da minha área para poder me manter e minha família e tudo mais. Tem essas questões, também a questão dos financiamentos dos projetos de pesquisa e toda a manobra que se tem que fazer no seu projeto de pesquisa para que se consiga alguns equipamentos básicos e às vezes temos o projeto aprovado mas com 50, 60 até 70% de corte no valor o que faz com que você tenha que recortar novamente o projeto e então vai acontecendo também um processo de precarização da pesquisa. Temos também aquilo que talvez seja o mais palpável aqui no processo de mestrado e doutorado que são as pesquisas singulares (...). Acho que nós temos que dizer qual é a pesquisa que a gente está falando e qual é o contexto e a conjuntura de pesquisa do Brasil ou a gente poderia dizer de São Paulo, mas ai ter até que acrescentar alguns dados de outras coisas que ai eu já não poderia falar. Então falar de pesquisa para mim é necessário dizer essas coisas. Depois a pesquisa tem sim uma contribuição com a prática, depois o fazer, a ação profissional seja em extensão, seja em congressos, seja em cursos, mas também em nível de pós: especialização, mestrado ou doutorado tem a dimensão teórica e de pesquisa. Eu acho que é necessário, enfim eu acho que seria isso.
J. : Eu acho que tem alguns pontos que precisamos marcar. Essa questão de que todo assistente social tem que ser pesquisador. Isso a gente já esta falando em termos de espaço, então assim, em que micro-espaço que ele está para saber a realidade que ele está atuando. Não sei se nós consideramos este espaço como pesquisador, mas com a própria intervenção dele ele precisa ter curiosidades, precisam buscar leituras, atualizações. Agora quando a gente fala sobre a pesquisa mesmo no seu caráter acadêmico a gente precisa de uma formação e essa formação que eu J. Fiz o mestrado não com a intenção de ser pesquisador, mas sim de docente, e ai eu percebi que vindo para o mestrado você poderia se capacitar mais um pouco e buscar ser um docente-pesquisador, até porque não se pode ficar separando de ser só docente e não se envolver com pesquisa e assim ser um docente pesquisador. Ai eu percebo que todos esses pontos que a Mc. coloca, a realidade brasileira em relação a pesquisa, que ainda é um lugar muito fechado e o Brasil a área de fomento é muito mais para a tecnologia do que para as ciências humanas. Mas ai tem outro movimento que nós devemos fazer também, porque a gente percebe que conversando com algumas pessoas que trabalham na CAPES, CNPq e dizem que sempre tem dinheiro
sobrando na área de ciência sociais, então ai o questionamento é o seguinte: será que os pesquisadores das ciências sociais não buscam fazer projetos e vem só fazer mestrado e doutorado inocente? Então acho muito importante essa formação em ser pesquisador porque ela te dá um amadurecimento diferenciado, porque a maneira em que você vai olhar o sujeito, a maneira em que você vai buscar metodologia e depois quando você vai analisar isso tem que ser um aprendizado e um amadurecimento, por isso eu acho que até os quatro anos acho que é muito pouco para ter esse nível de amadurecimento. Eu vejo que os próprios Núcleos são muito mais de estudo do que de pesquisa, pois quando eu entrei queria fazer parte de alguma pesquisa, queria buscar essa experiência, que só a minha experiência enquanto pesquisador individual eu já fiz no mestrado, lógico que no doutorado ele vai ter um aprofundamento diferenciado pelo mestrado, mas você quer ser mesmo capacitado, quer adentrar numa pesquisa. Ai você percebe que nos Núcleos as pesquisas que tem são poucas e ai as pesquisas que tem elas não são abertas para todos, nem como voluntário. Quando você percebe as pesquisas já estão acontecendo e para você participar é muito difícil. E ai o meu movimento junto com a M. e o grupo ai em busca dessa formação como pesquisador nós escrevemos um projeto e mandamos e este projeto foi financiado e a gente está no último ano ai onde eu falo que foi a grande alavanca de buscar ser pesquisador, pois sem isso eu continuaria a ser apenas um docente. Percebemos um diferencial quando você está envolvido em uma pesquisa o que acontece, as formas de metodologias, os sujeito e percebe que tem de estar mudando e começando novamente e fazer pesquisa, e fazer pesquisa individual é diferente de fazer pesquisa em grupo, pois você tem com quem amadurecer, tem com quem trocar. Percebi na minha vivência que este foi o grande amadurecimento enquanto pesquisador porque como estava para mim era apenas uma continuação do mestrado. Eu passei por todos os Núcleos hoje estou concentrado no Núcleo da Rodrigues, atual que está com a pesquisa. Foi onde percebi que o enfoque é mais para o estudo de uma temática do que para uma pesquisa mesmo.
A. L. : Eu quando entrei no mestrado, logo de cara pensei: Será que eu posso ser só