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As falas dos coordenadores foram analisadas através de três tópicos que concentram as contribuições mais relevantes sobre a importância dos Núcleos na formação pós-graduada dos alunos. Com essa finalidade, utilizamos à metodologia do Discurso - DSC de (Lefevre, F., Lefevre, A., 2005). Para a criação do sujeito coletivo, foram inicialmente selecionadas as idéias centrais de cada resposta. A reunião das idéias centrais foi feita por semelhança semântica. Organizadas as idéias que dão centralidade aos discursos, foram elaborados os DSCs para cada categoria, representando, assim, a resposta da coletividade.
A contribuição dos Núcleos de Estudos e Pesquisa para a formação profissional dos alunos e repercussão aos coordenadores
Verificamos que para os coordenadores os NEPs não apenas contribuem como aprofundamento teórico, mas como aprendizado de pesquisa. É um espaço aberto, que foge dos limites dos sítios disciplinares modificando assim, a forma de tratamento dos participantes, tornando o trabalho mais participativo e coletivo. Integram os Núcleos, em sua maioria, diversos tipos de profissionais e áreas diferentes, o que possibilita um diálogo amplo, com distintas opiniões e criticas, proporcionando crescimento profissional tornando cada vez mais clara a articulação entre teoria e prática.
“Eu acho que desde 1997, quando eu o criei, junto com a professora Marta Campos; ele desenvolveu estudos, digamos assim, de aprofundamento e interpretação dos trabalhos acadêmicos, normalmente, mestrado e doutorado; mas eu tive muitos de iniciação científica, tive outros até de outras Universidades, outras faculdades e até de empresas assistidas. Então era muito mais um curso de aprofundamento das pesquisas; menos, digamos, voltado para a formação profissional, porque eu não sou assistente social, aí eu não tenho essa experiência.” (Evaldo)
“Os núcleos são de natureza diferenciada das disciplinas: são espaço de aprofundamento teórico de temas que muitas vezes podem ser tratados nas disciplinas, mas, a forma de tratamento é diferente, pois os alunos têm mais tempo para aprofundar a discussão; em geral o grupo é menor; um tema pode ser discutido em mais de um semestre; o estudo se vincula à seminários, a produção de artigos, e à pesquisa: principal atividade dos núcleos. O Nepedh tem como objetivo capacitar o aluno (a) para ser pesquisador, mas, também para ser um profissional competente e critico na sua intervenção, em face das questões de violação dos direitos humanos e da ética profissional.” (M. L. Barroco)
“Eu acho que o Programa de Pós em Serviço Social da PUC – SP tem como proposta e estrutura básica as disciplinas e as atividades programadas. Tudo convergindo para a formação do aluno (...). A disciplina e o Núcleo convergem para a formação, só que há caminhos distintos para isso. O caminho da disciplina é um caminho mais rígido digamos assim (...) o Núcleo também tem um programa e é um programa voltado para estudo e pesquisa, mas muito mais flexível. Então, cada semestre, tem uma proposta, mas que ao longo do tempo vai se flexibilizando para atingir seus objetivos e vá dando conta das realidades emergentes que vão aparecendo ao longo do caminho. (...) Agora a possibilidade de se fazer pesquisa distingue, porque na pesquisa, nós não fazemos pesquisa e o Núcleo deveria fazer pesquisa principalmente coletiva. (...) Na minha perspectiva contribui muito, eu acho que são complementares, indissociáveis, porque é ali no final que nós vamos obter mesmo o resultado da formação.” (Mariângela e M. L. Carvalho)
“Eu acho que o núcleo é um lugar privilegiado, porque é um espaço em que a troca é mais, horizontal. Por isso essa formação mútua, tanto do coordenador como do aluno é mais facilitada, porque ele não tem essa situação mais vertical de uma aula em que o professore tem o compromisso de uma determinada matéria para ser dada. O núcleo é pelo menos, (intervenção externa), como nós entendemos, ele é um espaço de discussão, de uma discussão horizontal, inclusive o meu núcleo, é um núcleo interdisciplinar. Que eu chamo de transdisciplinar, nós temos pessoas de diferentes formações;assistentes sociais, naturalmente, psicólogos, pedagogos, nutricionistas, professores de educação física; então é um espaço de mútuo conhecimento. E agente transita então, por diferentes áreas de conhecimento, numa perspectiva de perceber as questões sociais, na sua totalidade e não apenas de um ângulo. Então eu acho que essa é uma possibilidade muito maior que o núcleo dá em relação a uma sala
de aula, um curso, um curso que tem uma programação definida.” (Myriam)
“Eu não só acredito como tenho certeza que os Núcleos contribuem para a formação, tanto dos coordenadores, como dos alunos. Porque é um outro espaço. Na disciplina, você tem como proposta dialogar, discutir e refletir sobre um conteúdo específico(...). No Núcleo o espaço é mais aberto, e também o que caracteriza os Núcleos é que você pode ter a participação de profissionais que não estejam especificamente cursando a Pós- Graduação, o que traz uma contribuição um pouco mais arejada, oxigenada e diversificada. Pode também ter a participação de bolsistas de iniciação científica, o que é outro fator importante. Porque o graduando não tem noção do que significa uma pesquisa de grande porte, ele começa a estudar ele se inicia na pesquisa, muito mais na pesquisa de campo, através de entrevistas, ele não tem uma visão mais contextualizada, das políticas que dizem respeito à aquele tema...ai eles começam a exercitar esta discussão com pessoas que já tem uma outra qualificação profissional. Os Núcleos também permitem uma intrínseca relação entre teoria e prática, porque trazem contribuições sempre inovadoras. Uma coisa é você ter a teoria, outra coisa é o modo como você olha para a teoria, ou como você digere esta teoria no exercício de sua prática profissional.” (M. L. Rodrigues)
“Os Núcleos de Estudo eles contribuem muito para a formação profissional e contribuem muito, talvez uma contribuição maior e podendo ser este o objetivo do Núcleo para a formação de pesquisadores. Pois eles foram pensados no inicio do Programa como Núcleos de Ensino e Pesquisa das diferentes áreas, e eles tem um papel muito importante, pois tanto para nós (coordenadores dos Núcleos) quanto para os alunos que participam, eles cumprem um papel importantíssimo. Pois o coordenador do Núcleo para fazer um bom trabalho ele tem que estar permanentemente se atualizando, fazendo leituras, pesquisando... Então tanto para o pesquisador, quanto para o aluno o Núcleo tem esta dinâmica propulsiva, esta dinâmica estimuladora, da prática da leitura, da reflexão mais aprofundada, do acompanhamento de pesquisa dentre outras atividades que levam o crescimento (...).” (M. L. Martinelli)
“A resposta é certamente afirmativa. É, entretanto importante qualificar como, especialmente pela característica particular desse espaço pedagógico, dentro do conjunto da Pós-Graduação em SS da PUC-SP. Acredito também que há uma grande diversidade na maneira como ele é desenvolvido, se observarmos os vários
núcleos em funcionamento. De maneira geral, ele é mais aberto a experiências de conhecimento. No que toca ao NEP-FAM, avalio que o Núcleo tem dado maior liberdade aos estudantes de apresentar sugestões sobre a prática de ensino, introduzindo preocupações específicas relacionadas a seus temas de dissertação e/ou tese. Pedem textos, discutem-se os trazidos por eles, com maior amplitude de cobertura do tema. Isto é particularmente importante no caso da questão da Família, em que há muita diversidade de abordagens,de propostas profissionais e de análises em geral. O diálogo característico ajuda também a estabelecer parâmetros para a vivência da própria postura sobre o valor da família, que sempre acompanha o tema, muitas vezes prejudicando a análise teórica. Ajuda especialmente na compreensão das relações teoria-praxis dentro da profissão. Também no sentido de uma abordagem interdisciplinar, tem tido efeitos importantes, como, por ex., no ano passado, a partir da discussão antropológica, com a participação de professores da própria Universidade. Convidados são, aliás, presença constante. Desnecessário dizer que tudo isto ajuda bastante o professor a estabelecer e a renovar a prática de ensino, incorporando as situações críticas e importantes referentes ao tema no cotidiano do Núcleo. A existência de um tema central por semestre ajuda na organização do trabalho.” (Marta Campos)
A relevância dos alunos na consolidação10 dos Núcleos
Os alunos, numa visão geral dos coordenadores, são os sujeitos dos Núcleos. No Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP vimos este diferencial pois a participação dos alunos é muito efetiva. Em todos os Núcleos pesquisados existe a participação e a oferta aberta para todos aqueles que queiram participar das atividades, alunos ou não.
Há uma rotatividade grande encarada pelos coordenadores, por lado, como negativa pois afeta o andamento e continuidade das pesquisas, mas por outro, positiva, uma vez que possibilita o aluno conhecer diferentes trabalhos e experiências, muitas delas que fortalecem e substanciam os estudos para as pesquisas individuais.
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Entendemos por consolidação as atividades que possibilitam o crescimento, dão visibilidade aos Núcleos e resultam em publicações, eventos e demais ações que conduzem ao reconhecimento acadêmico.
A troca de experiência dos alunos, participantes e coordenadores é muito rica, aproximando as questões do cotidiano na academia, novamente, articulando a prática da teoria, atualizando saberes e trabalhando em conjunto.
“Os alunos são os sujeitos dos núcleos: são eles que dão materialidade ao trabalho proposto. Mesmo que haja um rodízio de alunos, na medida em que a sua permanência depende, em parte, de sua inserção no programa de Pós - Graduação, eles podem permanecer no núcleo por vários semestres, garantindo um processo de desenvolvimento do núcleo e dos alunos, em diferentes níveis e etapas.” (M. L. Barroco)
“Não só contribui como eles trazem que tipo de questões que querem ser discutidas, quem eles gostariam que viessem aqui (...) Eles que trazem, nós montamos, então nós discutimos também projetos de pesquisa, obviamente, é um núcleo de estudos e pesquisas. Então a gente dá atenção para essas necessidades dos pesquisadores. Existe um compartilhamento total e as pessoas, vamos dizer, os participantes do núcleo e a coordenação do núcleo, tem a liberdade de falar igualmente. A coordenação tem só aquela diferença que tem que coordenar, controlar horário, esse tipo de coisa, mas é um funcionamento bastante horizontal. Sem que se perca, por exemplo, a minha responsabilidade de ir esclarecendo linhas teóricas, esclarecendo, colocando as coisas no lugar, que é o meu papel de uma coordenadora de núcleo. Mas é sempre uma relação bastante horizontal.” (Myriam)
“(...) contribuem bastante dessa forma; agente sempre faz uma proposta e agente tem muito mais flexibilidade para ir revendo os rumos na medida em que vamos desenvolvendo o trabalho, muitas vezes planejamos começar de um jeito, revemos. Muitas vezes nós incorporamos, e isso é uma sistemática que eu procuro fazer sempre, sempre sintonizada com o debate que está acontecendo na profissão, no meio profissional.” (Rachel)
“Primeiro que sem alunos não existe Núcleos, pois o Núcleo tem vida através da experiência de cada aluno, da experiência prática, do exercício investigativo de cada aluno, do exercício que eles estão inaugurando com seus projetos de dissertação e tese; então é fundamenta; se não tiver isso o Núcleo deixa de ter vida, deixa de ter objetivos e o objetivo é fazer exatamente essa articulação, conjugar teoria e prática, conjugar pesquisa e estudo, conjugar a prática com a pesquisa e a realidade em que ele esta inserido. Ou seja, é sempre uma apropriação do campo e aproximação da
realidade social para conhecer melhor estes conceitos.” (M. L. Rodrigues)
“Quanto à contribuição dos alunos, além do que já foi dito, eles animam a realização de encontros e, para falar no período mais recente, participaram, durante dois anos de uma pesquisa sobre a família em suas relações de gênero, proteção social e trabalho, realizando trabalho de entrevistas em campo e analisando em sala de aula. Também participaram ativamente de dois eventos, um sobre Família, mídia e Consumo e o recente, com a presença da Profa. Chiara Saraceno, socióloga italiana que esteve no primeiro semestre de 2010 na PUC-SP, a convite do Núcleo. Quanto a alunos também deve ser lembrado que o NEP-FAM tem servido para fazer a passagem do aluno que está envolvido com a prática para a preocupação teórica de quem faz estudos em nível pós- graduados. Há estímulo para empreender esse estudo. As sessões do Núcleo têm freqüentemente a presença de profissionais externos que colaboram na ampliação.” (Marta Campos)
“Eu acredito que pra ser, assim, bem realista, existem alunos que são diretamente interessados na temática, há outros alunos, eu diria que depende do semestre, que estão mais lá para cumprir crédito para atividade. Então essas são, mas há algumas exceções, evidentemente, mais passivos, mais interessados. Eu tive uma aluna que fez seis vezes o meu núcleo, que ela estava muito interessada em discutir esse assunto. Depende da ligação com a pesquisa relacionada ao tema.” (Evaldo)
“Eu acredito que sempre a participação dos Núcleos tem a ver com relação ao tema de projeto de pesquisa do aluno. Poderá haver caso onde não há um interesse temático, mas o assunto pode estar relacionado com a dissertação ou com a tese. Mas em geral tem haver e contribui muito. Porque os alunos são a alma do Núcleo, os professores, coordenadores são facilitadores, propositores, mas os alunos é que proporcionam o processo de convivência, de troca, de construção coletiva, de estudar e pesquisar junto. Isso é o que é fundamental para todos os Núcleos.” (Mariângela e M. L. Carvalho)
Os fatores que limitam a atuação dos Núcleos
Não diferente de qualquer atividade acadêmica em uma universidade brasileira, os NEPs do Programa de Ensinos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC – SP sofrem
com a precarização da Educação, pela falta de investimento e reconhecimento, por vezes da própria instituição universitária, com sobrecarga dos docentes.
Dois fatores limitantes analisados por nós, a partir da fala dos coordenadores, referem- se à falta de financiamento para as atividades dos Núcleos, tais como pesquisas, publicações, participação em eventos, dentre outras. Também quanto à segregação dos Núcleos, os coordenadores acreditam que se houvesse maior articulação entre estes o que possibilitaria a melhoria das atividades do Programa como um todo. Os alunos conheceriam a diversidade de idéias e das atividades do Programa, fortaleceria a busca por financiamentos e poder-se-ia investir mais em pesquisa, além do desafio do trabalho coletivo que na opinião dos coordenadores poderia ser mais produtivo.
Outros pontos foram levantados, tais como a instabilidade dos alunos, os intercâmbios que poderiam ser maiores e da realização de fato das pesquisas independentes das dissertações e teses de doutorado.
“Sobre os limites creio que o processo de barbarização da vida social, determinado pelo aprofundamento das tendências destrutivas do capitalismo, na sociedade contemporânea, tem se manifestado em inusitadas formas de violência e de violação dos direitos humanos, o que rebate, de forma regressiva, nos movimentos sociais e nas lutas políticas em defesa de direitos. A profissão é atingida pela conjuntura atual, seja pelo desemprego estrutural, pela falta de materialidade de sua prática, (na medida em que não consegue vialibilizar os serviços ), pela precarização das condições de trabalho, etc. São esses os nossos alunos (as), que trazem para o debate questões de conflito ético diante da realidade; questões concretas vividas no cotidiano. A universidade, por outro lado, também se insere neste processo de precarização, exigindo produtividade, tratada em termos quantitativos, retirando gradativamente a qualidade do ensino: direito do aluno e prerrogativa do professor. Estes, entre outros, são limites que rebatem na dinâmica dos núcleos.” (M. L. Barroco)
“Com relação a limites, do ponto de vista pedagógico, é freqüentemente difícil conciliar os diferentes graus de conhecimento do assunto entre alunos “velhos” e “novos” no tocante à presença no Núcleo. Sempre indicamos aos que chegam à bibliografia já discutida anteriormente e isso tem ajudado a homogeneizar o conhecimento, embora a capacidade de leitura seja limitada. Em termos específicos do funcionamento de um
Núcleo que trabalha com a questão da família, observamos que, embora hoje a participação desta nas políticas sociais seja crescente e o aproveitamento do ensino seja considerado proveitoso pelos que freqüentam o NEP-FAM, é ainda pequena a freqüência ao Núcleo como parte do apertado plano de estudos do aluno.”(Marta Campos)
“(...)O limite que eu tenho é que eu não posso pagar quem eu acho que precisa vir aqui, eu tenho que pedir por favor, se quiser vir de graça, entendeu, a gente não tem verba para isso(...).”(Miriam)
“O limite que eu vejo hoje no Núcleo é a impossibilidade da publicação, porque quando nós tínhamos o recurso CAPES nós tínhamos muito mais facilidade para dar visibilidade para a produção do Núcleo, porque nós tínhamos a produção, tínhamos os recursos do Núcleo, os recursos da CAPES para a produção ser transformada num veículo de publicação, como um livro. E quando a CAPES retirou essa linha de auxílio ficou muito difícil então para a gente tornar público nossa produção, pois na maioria das vezes, nós temos uma excelente produção com recomendação que fosse publicado, mas infelizmente é difícil porque o Núcleo não tem recursos (...).” (M. L. Martinelli)
“ Um fator limitante é que tudo somos nós que pagamos então Seminários que fazemos saem dos nossos próprios recursos, se fazemos, ou vamos a um evento temos que fazer rateio para pagar.” (Aldaíza Sposati)
“(...). E a gente no Núcleo, embora deseje tanto fazer pesquisa, porque estamos convencidos de que é por ai o caminho melhor para o conhecimento, nós não temos tido condições favoráveis de financiamento (...). Outra questão que temos visto no Programa é de que falta um diálogo entre os Núcleos. Uma questão, também que para a gente esta sempre posta. Os Núcleos acabam ficando, por uma série de circunstancias, da própria organização do nosso trabalhão aqui no Programa, muito com os professores que coordenam estes Núcleos e com muito pouco diálogo. Nós tivemos algumas estratégias, como o ano de 2008, quando tivemos o Seminário Internúcleos, mas essa é uma dificuldade que vemos com a organização do Programa de Pós – Graduação. E ver de uma forma mais privilegiada, de como haver uma articulação
maior entre os Núcleos, pois essa não articulação também não favorece um conhecimento mais amplo das profissões. Não só os nossos alunos ter conhecimento coletivo de suas dissertações e teses muitas delas, fazemos isso muito no âmbito do próprio Núcleo, mas acredito que deveria ser mais no coletivo.” (Mariângela e M. L. Carvalho)
“Então, um desses limites eu coloco que pra mim é o mais importante é a dificuldade de fato, dos núcleos serem espaços de produção de pesquisa, pesquisa coletiva; por essas razões que eu já coloquei, problemas de continuidade, os alunos vão mudando. É muito difícil você acumular, quando você ta, vamos dizer, consolidando, processo, como agora no final do semestre. Com um grupo, o grupo inclusive está mais articulado, os alunos se articulando, se relacionando, os debates fluindo, e tal; muda o semestre, e aí os alunos por N razões, muitos não podem continuar, ou porque, em função dos limites do trabalho, porque os dias que eles vem não coincidem mais, ou porque eles têm que começar a fazer a pesquisa deles, enfim (...). E porque, na verdade porque os próprios professores têm nossas pesquisas também, não é? Porque nós temos que ter pela nossa própria condição de professor de pós - graduação, estamos vinculados a outras pesquisas; ou coordenamos ou participamos de grupos temáticos, também a pesquisa do núcleo, não é a nossa única pesquisa. Eu acho que o grande desafio é esse. O outro desafio que eu vejo é a dificuldade de articulação entre os núcleos do programa, uma tendência a certo encastelamento de cada núcleo em torno do seu grupo, do seu professor, das suas temáticas e muita pouca troca, socialização, articulação, seminários. Agente tem tido certa dificuldade, temos algumas experiências, fizemos algumas tentativas, mas também elas não têm muita continuidade, essa é uma questão que agente vêm discutindo muito. A possibilidade de criarmos uma dinâmica que possa articular, abrir um pouco esses núcleos. Para uma articulação maior.” (Rachel)
“Falta troca, falta um intercâmbio melhor, falta maior visibilidade dos trabalhos que os Núcleos vem fazendo, do ponto de vista de discutir suas pesquisas (...) Porque não fazemos um encontro semestral ou anual, que seja, para socializar as atividades que cada Núcleo vem desempenhando, para disponibilizar estes conhecimentos para o aluno? Veja quando falo troca de experiências não é no sentido de mostrar capacidade do Núcleo, mostrando a produção como um troféu de competição. Digo troca
no sentido de idéias mesmo. Quais são as idéias (por exemplo) que norteiam a noção de inclusão social? Que tipo de concepção nós estamos trabalhando? E assim por diante, acho que nós não sabemos discutir a questão Internúcleos, não sabemos fazer isto