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Prosjekter ved Geomatikkseksjonen, IMT, UMB

In document Geofaglig verktøykasse (sider 35-40)

Observa-se que o celular é o meio mais utilizado pelos alunos em seu cotidiano e também nas atividades escolares. Indagados, no Questionário 1, sobre as mídias que costumam utilizar em seus estudos, 14 referiram o aparelho celular. O aparelho reúne as condições de portabilidade, agilidade e acessibilidade econômica, o que o faz onipresente na vida da população brasileira e mundial. Também houve referência ao computador (9), tablet (3), notebook (3) e livro (1).

A onipresença dos celulares na vida contemporânea tem sido objeto de estudo de vários autores (GUTIERREZ, 2004; EDUCAÇÃO NO SÉCULO 21, 2016). Ao observarmos as respostas da turma em análise, encontramos a confirmação desse quadro mais geral: também nesta turma o celular é o meio mais utilizado.

Ao reunir as funcionalidades múltiplas que permitem produzir e transmitir informações de maneira ágil e dinâmica, celulares e smartphones atraem naturalmente a todos os que precisam dessas funcionalidades em seu cotidiano, como é o caso dos estudantes.

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Para além dessas mídias, temos também o uso de computadores, seja nas atividades laboratoriais promovidas pela escola, seja os de uso doméstico. Eles se fazem presentes nas respostas da turma como importante meio de informação e conhecimento, ferramenta de uso cotidiano para as atividades de estudo e entretenimento.

O uso de computadores parece mais relacionado à pesquisa do que o de outras mídias. O fato de várias escolas possuírem uma sala de informática não deixa de ser significativo quanto ao uso que se faz desse instrumento tecnológico: no espaço fechado da sala de aula, assemelhando-se a um livro/caderno sobre a carteira escolar, ele possui de fato um uso mais relacionado com o estudo. A comodidade da escrita no teclado tradicional dos computadores – desktop, tablet, notebook –, assim como a facilidade de leitura das telas maiores parecem ter influência sobre esses dados.

O acesso à mídia tradicional, como tevê e rádio, via celulares e computadores, também pode ser mapeado de forma indireta entre os jovens que responderam o questionário. É talvez a isso que se referem algumas das respostas sobre a pesquisa efetuada com as TIC: a maioria recorre ao buscador Google para sanar suas dúvidas. Ali se podem encontrar as mais variadas informações em mídias também variadas, como programas de tevê no YouTube, acesso a rádios e outras mídias. Não se trata propriamente de considerar o suporte em si do livro impresso, do rádio ou da tevê como objetos, mas sim de considerar a maneira como eles são acessados via internet, pelo computador e sobretudo pelo celular.

Isso fica patente considerando-se as atividades que desenvolvemos na sequência, como a da produção de fotografias e de vídeo, para as quais a pesquisa da turma recorreu a fontes que estão disponíveis na internet, muitas delas provenientes da mídia tradicional.

O uso feito pela turma remete-nos a fenômenos como a transmídia e a remediação (DIAS, 2000; SANTAELLA, 2004): a apropriação e distribuição de mídias antigas pelas novas, a partir de buscadores como o Google, em arquivos digitais dos mais variados tipos, que vão dos portais de notícias aos sites de entretenimento, aos sites de vídeo, áudio e fotografia.

Nesse sentido é que podemos interpretar as respostas da turma quanto a como veem os pontos positivos e negativos do uso das TIC na disciplina de História: alguns registaram a necessidade de organizar a pesquisa e também de evitar a dispersão da turma pelas redes sociais. A presença oculta dos meios de comunicação tradicionais é perfeitamente compreensível. Como vimos previamente, no Capítulo III, estamos em plena era da

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transformação da mídia, com forte concorrência entre as novidades tecnológicas que ressignificam a forma de produzir e circular informação (LÉVY, 1996; 1999).

Fenômenos como a convergência entre as mídias (JENKINS, 2009) marcam a fase atual da comunicação e do conhecimento: não se trata apenas da concorrência, mas sobretudo do convívio simbiótico, em novos arranjos que agregam os meios da antiga comunicação de massa – jornal, rádio e televisão – e os novos meios – computador, tablet, celular etc.

Jornais, revistas e livros quase não foram mencionados na amostra como possíveis mídias ou fontes de consulta. Talvez pelo fato de não mais se constituírem como a referência inicial quando se fala em termos de pesquisa. Todavia, não deixa de ser significativo que a menção a essas formas mais tradicionais de acesso tenha sido tão reduzida: sinal talvez mais contundente da Geração Z e de sua relação com as mídias em geral. A nosso ver, as formas tradicionais de produção e transmissão de conhecimento mostram-se integradas ao fluxo das novas mídias, em um processo que compõe o que os estudiosos vêm chamando de nova ecologia da mídia (COSTA, 2014).

Embora restrito, o uso que a turma faz da mídia impressa demonstra, tal como no caso da tevê e da rádio, que esses meios tradicionais de obtenção de conhecimento e informação seguem sendo acessados por uma parcela da população, talvez de uma maneira residual, mas que é necessário considerar ao propor atividades com as TIC.

Novamente, há de ser ter em mente aqui a noção de convergência (JENKINS, 2009), a qual ajuda a entender as formas híbridas de acesso ao conhecimento. O livro eventualmente será lido em uma tela móvel, como a do tablet. A televisão eventualmente será vista da tela do computador. A rádio será eventualmente ouvida no celular. Mas todas essas mídias, embora “misturadas” em dispositivos próprios, seguem tendo suas características de origem – como é o caso da organização linear da comunicação impressa, do apelo da imagem na comunicação televisiva, da prioridade do som na comunicação radiofônica etc.

Ao atentarmos para o uso que se faz da mídia analisando os dados coletados da turma, é preciso não esquecer que essa mesma mídia está sendo usada, de forma mais ou menos indiferenciada, para as atividades de ensino: o aluno usa o que tem a seu dispor, de maneira intuitiva, assim como a criança o faz ao ser apresentada a um aparelho celular.

Podemos nos indagar, nesse ponto, sobre como esse uso poderia ser otimizado, caso houvesse um monitoramento e orientação por parte da escola. Afinal, muitas das pesquisas que conduzimos em nível escolar pressupõem a utilização de meios de investigação – e as TIC

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entram nesse momento como personagens importantes. Por exemplo, na consulta às fontes para pesquisa da informação e construção do conhecimento, tema do próximo segmento.

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