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prosent til knapt 30 prosent i samme periode. For varen (25) Trevarer og grafiske produkter mv

Figur 3.1. Tilpasningen mellom importert og norskprodusert mengde av en vare i en sektor

fra 20 prosent til knapt 30 prosent i samme periode. For varen (25) Trevarer og grafiske produkter mv

Desde a década de 70, em breve análise de material elaborado pelo IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica), que teve como diretor o professor Ubiratan D’Ambrosio, no período de 1972 até 1980, mostra uma proposta para o ensino de funções a partir de situações cotidianas, ou seja, eram colocadas situações do dia-a-dia para que o aluno fosse estabelecendo as relações que propiciaria melhor compreensão do conceito de função. As propostas apresentadas não abandonavam as ferramentas Matemáticas, mas utilizavam-nas no momento em que era necessário institucionalizar o conceito matemático.

No mesmo período, na década de 1970, Biembengut (2003) lembra que um dos primeiros trabalhos de Modelagem no ensino foi do professor Aristides Camargo Barreto, da PUC-RJ (Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro). Fiorentini (1996) declara que o movimento de Modelagem Matemática na Educação Matemática está ligado ao método com alunos da iniciação científica e

em algumas disciplinas da área da Matemática Aplicada e Engenharia. Reforça a favor do Professor Aristides Barreto que durante os trabalhos, surgiram as primeiras atividades que procuravam desenvolver uma “estratégia de ensino” que utilizasse modelos matemáticos como motivação para o estudo de Matemática.

Em 1977 a Unicamp, por meio do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação, organiza sob coordenação do professor Ubiratan D’Ambrosio, Simpósio de Matemática, com o objetivo de discutir tendências no ensino de Matemática nas escolas elementares e secundárias. Conta com o patrocínio da OEA(Organização dos Estados Americanos), do Ministério da Educação e Cultura e do Comitê Internacional de Educação Matemática.

A Unicamp implanta em 1981 o Laboratório de Matemática Aplicada, junto ao Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação, para organizar massa crítica de técnicos e pesquisadores e servir de centro motivador de pesquisas em teoria e técnicas de análise numérica, para prestar apoio a indústrias e outros setores de produção, com coordenação do professor Miguel Taube Netto.

A partir de novas idéias e propostas, em 1982, o professor Ubiratan D’Ambrosio, do Instituto de Matemática da Unicamp, apresenta os resultados de um programa de reformulação do ensino das ciências baseado na valorização dos contextos socioculturais. Surgem, nesta época, programas alternativos chamado de “Etnomatemática” para incorporar ao ensino da Matemática.

Em 1984, professor Rodney Bassanezi e Eduardo Sebastiani Ferreira, do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Unicamp, desenvolvem novo método, dirigido a professores de todos os níveis, que torna a Matemática mais acessível e atraente. Este método leva ao que chamamos hoje de Modelagem Matemática.

A consolidação e a difusão se efetuaram por vários professores, em particular, pelo professor Bassanezi, da Unicamp e seus orientandos. Ele organizou pela primeira vez um curso de especialização para professores em Guarapuava (PR), Explica ele:

“Inicialmente faz-se um levantamento dos possíveis temas que poderiam ser abordados pela Modelagem Matemática... Divididos em grupos de mesmo interesse, passa-se à fase de visitas aos locais a serem pesquisados... Cada grupo trabalha em seu projeto independentemente – o professor de cada disciplina [do curso de

especialização] funciona na maior parte do tempo como monitor dos grupos” (Bassanezi, p. 135).

Essas idéias foram sendo ampliadas e culminaram na Proposta Curricular do Estado de São Paulo, um documento importante para situar as indicações curriculares referentes para o ensino de Matemática, que foi elaborada pela Equipe Técnica de Matemática, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas - CENP, em 1986.

Nesse documento a inclusão da Matemática nos currículos escolares é justificada a partir de duas vertentes básicas que são:

Ela é necessária em atividades práticas que envolvem aspectos quantitativos da realidade, como são as que lidam com grandezas, contagens, medidas, técnicas de cálculo, etc.

Ela desenvolve o raciocínio lógico, a capacidade de abstrair, generalizar, projetar, transcender o que é imediatamente sensível.

Portanto, a Matemática tem uma dupla função: aplicações práticas e o desenvolvimento do raciocínio. Esses dois aspectos são, de fato, componentes básicos indispensáveis na elaboração dos próximos currículos de ensino de Matemática. Acrescenta D’Ambrosio que a proposta curricular poderá abordar a Matemática a partir do contexto sócio-cultural dos alunos.

Atualmente a proposta da Modelagem no ensino de Matemática expandiu- se para todos os níveis de escolaridade, despertando o interesse de diversos educadores matemáticos e resultando em dissertações de mestrado e teses de doutorado. Só para ilustrar algumas que serviram de embasamento teórico deste trabalho, citamos experiências conduzidas no Ensino Fundamental (Burak, 1987; Biembengut, 1990; Gustineli, 1991; Caldeira 1998), Ensino Médio (Biembengut, 1990; Burak, 1992; Bean, 1998; Almeida 2000), Ensino Superior (Borba, Meyer, Scheffer, Meneghetti & Hermini, 1997, 1999; Franchi, 1993; Jacobini, 1999), Formação de Professores (Gazzeta, 1989; Anastácio, 1990; Burak, 1992; Barbosa, 2000) e Educação de Adultos (Monteiro, 1991).

Segundo Fiorentini (1996), os caminhos do movimento de Modelagem Matemática no Brasil possuem contornos bastante particulares, o que é ótimo para o ensino brasileiro. Tem uma conotação mais antropológica e sócio política do que as experiências desenvolvidas em outros países.

O movimento de Modelagem no Brasil cresce a cada dia. Como decorrência disso, deparamos com novos desafios, sejam teóricos ou práticos. Em 1997, a Unicamp, por meio do IMECC, organiza, sob coordenação do professor Laércio Vendite, o Encontro Mathematics for Industry, com o objetivo de discutir a Modelagem Matemática Aplicada à Indústria. Conta com o patrocínio da ECMI (European Consortium for Mathematics in Industry) e da FINEP.

Tivemos ainda, a realização da I, II, III e IV Conferência Nacional sobre Modelagem e Educação Matemática na UNESP (Rio Claro, SP, 1999), na Universidade São Francisco (Itatiba, SP, 2001), na Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP (Piracicaba, SP, 2003), na Universidade Estadual de Feira de Santana (Feira de Santana, BA, 2005) e na Universidade Federal de Ouro Preto (Ouro Preto, MG, 2007). Também inúmeros encontros estaduais espalhados por todo o país e nacionais promovidos por especialistas na área de Educação Matemática e estudantes de pós-graduação.