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4.3. Estimeringsresultater - Simulering med eksportlikningene

“Aprender é construir significados e Ensinar é oportunizar essa construção”. Vasco Pedro Moretto

O processo de ensino através da Modelagem Matemática busca uma mudança na maneira de conceber a aprendizagem e de abordar os conteúdos matemáticos. Isto implica também em mudar o modo de avaliar e seus objetivos. Ao repensar as idéias que ainda predominam sobre a avaliação atual em Matemática, como avaliar apenas o que os alunos memorizam de regras e esquemas, observa-se que esse tipo de avaliação é muito limitado, uma vez que não leva em conta a compreensão dos conceitos, o desenvolvimento de atitudes e procedimentos, nem tampouco a criatividade nas soluções.

Pensando bem é sempre um problema, mas não é só na Educação. Em todo e qualquer trabalho que se preze, avaliar é preciso. Não há como planejar algo novo sem antes olhar para trás e fazer aquelas perguntas fundamentais de qualquer avaliação: O que foi bom? O que não foi bom? O que podia ser melhor? Entretanto, sabemos que nem sempre é um momento que agrada. Talvez seja porque ao avaliar um processo, as pessoas envolvidas sentem o ego ferido diante de uma constatação de que uma função desempenhada por ela não foi boa ou poderia ser melhor. Por isso, poderíamos dizer que avaliar nem sempre é algo agradável, tanto para quem avalia quanto para quem é avaliado.

As diferentes formas e instrumentos de avaliação sejam elas atividades, provas, trabalho em classe e extraclasse, seminários e trabalho em grupo, participação ativa em sala de aula, quer seja oral ou escrita, são sempre processos complexos, os quais fazem parte do sistema educacional. A Avaliação fornece tanto para o professor quanto para o aluno, informações sobre o que está

ocorrendo e sendo realizado na aprendizagem. Tem a avaliação um importante suporte para acompanhamento do aprendizado e fornecimento de “feedback”. Conforme meus estudos, acredito que a avaliação deve existir, mas não com esta concepção, segundo o qual, por um meio procura-se ‘medir’ e ‘classificar’ as pessoas com base em um mesmo referencial.

Segundo Oliveira (2005), avaliação pode ocorrer de três modalidades distintas, a saber: diagnóstica, somativa e formativa.

Avaliação diagnóstica: (à priori) Leva em consideração a bagagem do estudante. (o antes)

Esta modalidade avaliativa tem por finalidade proporcionar informações acerca das capacidades da pessoa antes de iniciar um processo de ensino- aprendizagem propriamente dito, ou uma de suas fases. Além disso, pode permitir determinar a presença (ou ausência) de habilidades e pré-requisitos. Entre os instrumentos relacionados à avaliação diagnóstica, os mais comuns são os pré- testes e questionários visando posicionamentos em relação às habilidades que se deseja aferir. Estes instrumentos, em geral, buscam resgatar noções anteriores sobre determinados assuntos. Podem evitar introduções e/ou recapitulações desnecessárias, além de representar a possibilidade de aproveitar melhor o tempo do curso, permitindo adequar o conteúdo ao nível de quem aprende. Este tipo de avaliação é um auxiliar poderoso do planejamento, o qual deve permanecer aberto e flexível para os “encaixes” que este tipo de avaliação venha eventualmente proporcionar.

Avaliação somativa: Leva em consideração a constatação dos resultados do processo. (o durante).

Este é o tipo de avaliação mais amplamente empregado, tanto no meio empresarial quanto acadêmico. Quando alguém utiliza as palavras “prova”, “teste”, “exame”, entre outras, está se referindo, na maior parte das vezes, a esta modalidade avaliativa. Enquanto a avaliação diagnóstica não atribui nota ou grau de classificação, a avaliação somativa sempre o faz – e nem poderia ser diferente, pois sua finalidade básica é aferir o domínio alcançado sobre

determinado assunto durante e ao final de um período qualquer (final de um curso, de um módulo, de um mês/bimestre/semestre, etc.).

A atribuição da nota resultante da aplicação de um instrumento somativo pode ser comparada a uma fotografia: registra-se ali um momento de verificação, por si só incapaz de fornecer um diagnóstico amplo de aprendizagem. A avaliação somativa não deve ser desprezada, mais que isso, é preciso reconhecer que alguns processos de ensino-aprendizagem, por razões institucionais/legais, exigem a atribuição de um conceito, uma nota, o que gera uma classificação, uma hierarquia. Mas avaliar não é classificar, simplesmente. A classificação pode ser, se necessária, um dos múltiplos aspectos de um processo avaliativo mais amplo. Sendo assim, não é recomendável buscar os julgamentos sobre aprendizagens somente em instrumentos de caráter somativo.

Avaliação formativa: Leva em consideração o resultado a partir do acompanhamento contínuo e dinâmico. (o depois).

Talvez esta seja a modalidade de avaliação menos praticada, em todos os âmbitos, principalmente na educação conservadora, pois ela é função da tradição classificatória que vigora na sociedade contemporânea; tradição que reduziu a avaliação ao caráter simplista da prova isolada, aplicada no final de um curso. As finalidades deste modelo não envolvem apenas a atribuição de nota, mas o recolhimento de subsídios para que estudantes e professores recebam “feedbacks” consistentes sobre a trajetória que realizam em um curso.

Envolve a chance de analisar resultados provisórios e efetuar correções de rumos, além de posicionar os participantes do processo de ensinar/aprender em relação as suas conquistas, prioridades, defasagens e objetivos. Tais pontos revelam consistências indicadoras do conhecimento que precisa ser mais amplamente consolidado para ser usado no futuro. Ao obter semelhantes informações com o uso de instrumentos formativos, os professores podem refazer estratégias e reformular o planejamento.

Os estudantes, por sua vez, podem solicitar apoio de maneira mais eficiente e administrar melhor o tempo, dedicando-se ao estudo de pontos que considerem mais necessários. E isso no espaço do curso, quando ainda é

possível reorientar, corrigir, mudar. A avaliação formativa é, portanto, processual, continuada, o que significa que sua prática acompanha o processo integralmente.

Os três mecanismos de avaliação mencionados acima são sugestões e devem conter múltiplos aspectos nas atividades de Modelagem Matemática. Acima de tudo, na avaliação seria necessário compreender o significado de certo conhecimento para a maturação global do aluno.

D’Ambrosio (2000) afirma que:

“as avaliações como vêm sendo conduzidas (...), pouca resposta tem dado à deplorável situação dos nossos sistemas escolares. Além disso, tem aberto espaço para deformações às vezes irrecuperáveis, tanto em nível de alunos e professores, quanto de escolas e do próprio sistema”.

Segundo Biembengut (2000), é fundamental que o professor adote uma teoria de avaliação que leve em conta a mensuração do aprendizado do aluno. Essa avaliação pode ser objetiva, através de comunicação de resultados (decisões, inferências, opiniões), provas, exercícios e trabalhos (Organização do trabalho escrito e exposição oral), ou subjetiva, embasada na observação do professor, dentre elas destacamos: participação, assiduidade, cumprimento de tarefas e relatórios, espírito comunitário, qualidade dos questionamentos. A avaliação deve ser entendida, também, como um instrumento de análise do trabalho do professor, permitindo o seu redirecionamento, se necessário.

A escola tem assumido a responsabilidade de preparar nossos jovens para o melhor desempenho em uma sociedade contraditória, desigual e competitiva, em que os pontos de partida e de chegada nem sempre são os mesmos para todos. Na perspectiva atual de um currículo de Matemática para o ensino, novas funções são indicadas para a avaliação, nas quais se destacam uma dimensão social e dimensão pedagógica.

Dimensão social: atribui-se a função de fornecer aos estudantes informações sobre o desenvolvimento das capacidades e competências exigidas socialmente, a fim de que possam exercer sua cidadania e inserir- se no mercado de trabalho.

Dimensão pedagógica: atribui-se a função de fornecer aos professores informações do que está ocorrendo na aprendizagem, para que este se conscientize e trace novas metas ou estratégias.

3.14 Sugestão para realização das primeiras tarefas de Modelagem na sala