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Implementering av irportlikningene i KVARTS-75 - Simulering med importlikningene

(45) Maskiner oa metallvarer mv

34 (15) Næringsmidler og bekledningsvarer mv

3.4. Implementering av irportlikningene i KVARTS-75 - Simulering med importlikningene

“... O método educacional mais importante é aquele em que o aluno é transportado para uma atividade real..." Albert Einstein

De tudo o que tenho vivido até hoje nas minhas variadas profissões, considero a docência a mais complexa de todas as atividades. Quando penso que sou professor de Matemática para formar indivíduos, sinto um arrepio que estremece meu corpo e a minha alma, tamanha a responsabilidade.

Para ser professor não basta ter o diploma da graduação. É preciso ser professor com atualização dos saberes constantes da prática e com a teorização que compõe essa práxis. Não me basta, sendo professor, saber o que faço. Preciso saber por que faço para quem faço, quando faço.

Tal reflexão tive, quando lendo os PCN, pude perceber a inovação de que a escola e a Matemática devem trabalhar juntas para preparar e adequar seus alunos à sociedade em que vão se inserir, possibilitando que eles sejam cidadãos conscientes, interfiram nas mais diversas situações, sendo capazes de participarem ativa, crítica e criativamente de um mundo permeado pela ciência e pela tecnologia e que possam participar da gestação de uma sociedade mais justa e solidária.

Esta nova escola que se deseja para a transformação social precisará sofrer inúmeras mudanças em todos os níveis, principalmente na formação de professores, para que eles adquiram e desenvolvam competências profissionais, além da consciência do necessário movimento de refletir e fundamentar suas práticas. As possibilidades de conquista de uma sociedade justa e fraterna passam obrigatoriamente pela escola.

O fato é que isto não é tarefa simples ou rápida, mas necessária. Através do confronto de idéias e interesses, chegar ao melhor resultado, sem que haja submissão, mas respeito ao pluralismo e às diferenças.

Quando os PCN discorrem em desenvolver a capacidade de usar a Matemática como instrumento de interpretação e intervenção no real, imediatamente penso dentro dessa perspectiva, na Modelagem Matemática como estratégia de ensino concentrada na possibilidade de envolver os alunos em um ambiente capaz de investigar situações originadas na realidade, porém não apenas para exercitar ou problematizar, mas, fundamentalmente, para que haja a possibilidade de questioná-la e tirar conclusões através da Matemática.

No prefácio de seu livro “Conceitos Fundamentais da Matemática”, Bento de Jesus Caraça (1975), diz que:

“A Matemática é um organismo vivo, impregnado de condição humana, com as suas forças e as suas fraquezas e subordinado às grandes necessidades do homem na luta pelo entendimento e pela libertação”, mergulhando tanto como qualquer outro ramo da Ciência, na vida real.

É indiscutível o uso da Modelagem no desenvolvimento das ciências, porém na Educação Matemática ainda sofre rejeições, principalmente no ensino de base. Toda mudança e inovações não só no ensino, como em qualquer outra posição, geralmente geram problemas, desconforto e até pânico.

Lembremos a passagem do mundo agrícola e artesanal para o mundo mecanizado durante a Revolução Industrial, no qual ocorreu a substituição da maioria dos artesãos pelo trabalho mecânico, atualmente substituído pelo trabalho automático executado por máquinas.

Nem por isto devemos ficar irremediavelmente pessimistas. Os radicalismos obscurecem a visão. Todos podemos procurar adotar posturas que permitam uma compreensão e adaptação mais alargada do mundo. As pessoas acomodadas e com um espírito negativo, sempre estarão dispostas a protestar e

opor a tudo e a todos. Chaves (2005) diz que se “engessamos” uma concepção para o que é Modelagem, se não procuramos pedagogicamente adaptar o método ao nosso contexto escolar, sempre diremos que não dá para utilizá-la. E isso, sempre ocorrerá, não só com a Modelagem, mas com qualquer outro método de ensino-aprendizagem que receba o mesmo tratamento.

Toda modificação ou inovação na área educacional pode ou não ser agradável e trazer satisfação e prazer. Contudo, deve-se dizer que o professor é o protagonista neste enredo. É necessário se interar, experimentar, aprender, ir se qualificando aos poucos. Assim as pessoas se tornam mais motivadas a fazerem parte do processo, querendo abrir caminhos para uma transformação social, em que seja possível questionar e recriar valores tradicionais até então impostos.

Educação como ato político, visão crítica, ambiente favorável, integração grupal, relações democráticas, motivação para planejar participativamente, conhecimento teórico, envolvimento das pessoas da comunidade, disposição para arriscar, são requisitos para que aconteçam mudanças. Colocar-se como sujeito na construção de um projeto de Modelagem na escola exige que todos os envolvidos tenham motivação e conhecimento, evitando-se ativismo ou práticas vazias de significado, pois principalmente do grupo de professores depende a manutenção ou transformação nas práticas de ensino de uma escola.

Segundo Barbosa (2000) e Biembengut & Hein (2003), as finalidades e objetivos de Matemática no currículo moderno, estabelecem que a Modelagem poderá fazer parte integrante dos conteúdos, pois assumem importância significativa não só pelo desenvolvimento de técnicas específicas, mas também estratégias que, constituem uma base de apoio no qual os alunos utilizam na fundamentação e contextualização durante sua atividade Matemática independentemente do tema proposto, de distintos tipos de enunciado, pois trata- se de um processo pelo qual se constrói e se reforça a estrutura Matemática.

Propõe trabalhar sempre a partir de situações da realidade, desenvolver atividades que sejam feitas interdisciplinarmente e também que impliquem no crescimento de uma atitude investigativa que estimula a criatividade, a imaginação e os significados matemáticos.

De acordo com Biembengut & Hein (2003), o processo de Modelagem quando aplicado em cursos regulares, precisa de cautela e precaução levando em conta o grau de escolaridade dos alunos, tempo disponível que terão para

trabalho extra classe, programa a ser cumprido e o estágio em que o professor se encontra em relação à Modelagem.

Para facilitar e para amenizar a dificuldade e a insegurança de se introduzir a Modelagem, Biembengut (1997, p. 55), sugere para aqueles que não se sentem seguros para aplicar o método, começar da seguinte forma:

a) Apresentar cada um dos conteúdos do programa a partir de modelos já conhecidos;

b) Aplicar trabalhos ou projetos realizados por colegas, por tempo curto, com uma única turma e de preferência aquela em que melhor domínio tem de Matemática;

c) Como trabalho extraclasse, para os alunos, solicita-se que busquem exemplos ou tentem criar seus próprios modelos, sempre a partir da realidade.